domingo, 24 de dezembro de 2006

Noite Feliz (?)

Charge publicada no Correio da Paraíba em 24/12/2006

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Homens e suas mochilas de viagens

A proposta era descobrir o que um homem não podia deixar de levar na mochila em uma viagem rápida para três destinos diferentes: para uma cidade, uma praia e para um lugar frio. A princípio as respostas dos meus entrevistados me desanimaram um pouco, mas como pauta a gente recebe e resolve, eu continuei.

Depois de ouvir vários entrevistados, descobri que a pergunta não cabe para grande parte dos homens. As respostas se resumiam a “três camisas, quatro cuecas e uma calça” para a cidade, para a praia eram “duas bermudas, uma sunga, quatro cuecas e três camisas. Para o lugar frio havia a inserção de um “casaco”. Quando eu forçava a barra e pedia mais detalhes eles lembravam que o preservativo não podia ser esquecido.

Já chateado, fiz a mesma pergunta para uma amiga. E ela me deu uma resposta completinha: “eu levaria para a cidade uma calça jeans, porque serve para qualquer ocasião, e algumas camisas brancas e outras pretas, que combinam com tudo”. Fiquei surpreso e resolvi indagar outra mulher: “Para o lugar frio eu levaria um moletom e um casaco mais arrumado, assim ficaria pronta para qualquer tipo de evento”.

Percebi, então, que se tratava de uma questão de gênero e não de entrevistados mal escolhidos. Tudo bem, até podem existir homens mais preocupados com o estilo e com a elegância que os meus primeiros entrevistados, mas me parece que a média masculina se preocupa muito mais com o óbvio quando a questão é preparar a mochila do que as mulheres.

Enquanto o homem abre o guarda-roupa e pega o número certo de peças de roupas exigidos para os dias em que ficará fora, e para isso a única coisa observada, quando muito, é se as roupas estão limpas, as mulheres já vivenciam antecipadamente as possíveis situações que podem encontrar em cada destino.

Imagino inclusive que as moças devem ficar experimentando as roupas para garantir que elas não tenham deixado de servir, ou saído de moda, desde a última vez que foram utilizadas. No lado masculino, imagino, pelos sapatos sociais nas caminhadas pela calçada da praia, que os garotos não têm esse tipo de preocupação.

Então, na rápida pesquisa que fiz percebi que os rapazes se preocupam muito mais com elementos optativos, que muitas vezes nem usam, do que com os “obrigatórios”, entre eles, o canivete de dez funções, o MP3 player, um pacote de biscoitos e, a segurança para qualquer imprevisto, os preservativos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Apesar de tudo

O presidente se reelegeu... e desta vez ele não foi pedir a benção à Globo como fez na sua eleição em 2002. Naquela época, um dia depois de eleito, o presidente foi à bancada do Jornal Nacional dar uma entrevista exclusiva a Bonner. Desta vez eu não acredito que Lula vá dar tal privilégio aos globais que tanto trabalharam contra sua reeleição.

Quem também deve passar por um gelo do Governo Federal é o folhetim pê-esse-dê-bista, a Veja, que exagerou nas tintas, criou fatos e inverteu histórias, mas não conseguiu virar a votação para o lado de Alckmin.

O resultado deste tipo de comportamento entre os veículos de imprensa é da descrença. As pessoas lêem as notícias, as matérias e artigo e não sabem mais diferenciar o que é verdade, o que é campanha, o que é opinião.

Na Paraíba, o “menino” Cássio Cunha se reelegeu mesmo com denúncias quase diárias de compra de votos e de improbidade administrativa. Mas prova maior de que denúncias de corrupção não fazem diferença para a população brasileira é a volta de políticos como Collor e Maluf à vida política do Brasil.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

História de vida - infância perdida

Aos 12 anos Severina se livrou do pai que a abusava sexualmente após sua mãe descobrir que os machucados deixados pelo marido na filha não tinham a ver com surras ou corretivos. Com a ajuda do programa Sentinela, que cuida de crianças que sofrem abuso sexual, Severina se recuperou e voltou para casa. O pai havia ido embora.

Aos 14 engravidou e passou a morar junto com um rapaz de 22 anos. Não havia amor, mas cuidar do bebê requeria cuidados extras que ela e a mãe, agora avó, não podiam arcar sozinhas. O rapaz, sem emprego, acabou virando mais um peso na casa.

Pior que isso, acabou repetindo o que o sogro, que ele nem conheceu, fazia com a família, passou a explorá-la. Com total falta de respeito passou a prostituir Severina em troca de dinheiro que usaria na compra e tráfico de drogas. Nem nesse momento ele pensou na casa, na família, no filho.

A situação de Severina ainda piorou quando o suposto companheiro passou a espancá-la. A mãe de Severina assistia tudo sem ajudar. Talvez por não saber como, talvez por medo, talvez por achar que a vida é assim.

Mas as surras pararam quando a polícia veio procurar o rapaz, agora com 23 anos, que já estava envolvido em vários crimes. Ele escapou de ser preso e sumiu. Fugiu deixando para trás sua casa.

Severina, seu filho e sua mãe respiraram aliviados, mas não por muito tempo. Com a ausência do rapaz “protetor”, o pai de Severina voltou. Ele e a mãe reataram o compromisso outrora quebrado pelo estupro e ele passou a, novamente, cuidar da família.

Severina, que já se prostituía obrigada pelo marido, resolveu sair de casa porque não agüentava viver junto com o pai. Ela e o filho passaram a viver na rua da prostituição dela que hoje tem 15 anos. Foi quando o Sentinela teve notícias dela novamente. Ela havia sido pega por um conselheiro tutelar que, sem o menor esforço de entender sua situação, a taxou: “essas meninas já nascem prostitutas”.

Essa história bem que podia ser fictícia, mas não é, é real. Com exceção do nome da menina, todos os fatos e idades são reais. Tudo aconteceu na região metropolitana de João Pessoa, Capital paraibana. A história é triste, mas acontece todos os dias com outras Severinas que não têm o direito à infância nem à segurança.

sábado, 7 de outubro de 2006

Jornalismo: uma profissão cada vez mais perigosa

Neste sábado foi inaugurado em Bayeux (França) o primeiro memorial aos jornalistas mortos trabalhando, no mesmo dia em que uma repórter russa foi assassinada e dois jornalistas alemães foram executados no Afeganistão, fatos que evidenciam os crescentes riscos que a profissão enfrenta.

Ana Politkovskaia trabalhava para o jornal Novaia Gazeta e era uma das raras jornalistas russas a cobrir o conflito checheno e criticar as atrocidades das forças russas e das milícias chechenas. Também escreveu vários livros, entre eles "Viagem ao inferno. Diário da Chechenia", em 2000, e "Rússia segundo Putin", que acabara de lançar.

Os jornalistas alemães, um homem e uma mulher que trabalhavam para a Deutsche Welle e cujos nomes não foram divulgados, foram assassinados por desconhecidos no interior de sua barraca de campanha.

Estes crimes mostram os riscos crescentes que os jornalistas enfrentam em todos os continentes do mundo.

Pelo menos 60 jornalistas morrem anualmente em missão, um número que aumentou nos últimos anos com a guerra no Iraque, que custou a vida de 107 deles desde março de 2003, segundo a organização de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Neste sábado, foi inaugurado em Bayeux (França) o primeiro memorial aos "repórteres mortos no exercício de sua função", que a partir de maio de 2007 terá 2.000 nomes.

As quatro primeiras estrelas brancas gravadas com os nomes de 406 jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assistentes de áudio mortos em missão entre 1997 e 2005 foram inauguradas diante de seus familiares e do público, que trazia flores brancas nas mãos.

"Não os esqueçam. Saibam que a democracia não existe sem eles", disse Robert Menard, secretário-geral da RSF, segundo quem os civis, entre eles os jornalistas, são "as primeiras vítimas" dos conflitos.

O ano de 2005 foi o mais mortal da última década, com pelo menos 68 jornalistas e profissionais de comunicação mortos, segundo a RSF.

O Oriente Médio é a região mais perigosa, mas a maior parte dos continentes e regiões, em particular a África e a Ásia, é de alto risco.

Para a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), 150 jornalistas morreram em 2005, entre eles 89 no exercício de suas funções.

As diferenças nos balanços se explicam pela contagem ou não de intérpretes ou motoristas que trabalham para jornalistas como repórteres.

Fonte: AFP

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Índia celebra aniversário de 137 anos do nascimento de Gandhi

A Índia celebra hoje o "Gandhi Jayanti", a festividade que lembra o nascimento há 137 anos de Mohandas Gandhi, o chamado "pai da nação".

Os atos institucionais e culturais acontecem em todo o país, e na capital, Nova Délhi, será feita uma oração unindo várias religiões junto ao Rajghat, o local onde o corpo de Gandhi foi cremado.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que se encontra em visita oficial à África do Sul, lembrou a memória do lutador pela liberdade quando efetuou a mesma viagem de trem pelo país africano que há 113 anos completava um jovem advogado chamado Mohandas Gandhi.

Devido às leis racistas da África do Sul, Gandhi foi expulso do vagão e a partir daí começou sua rebelião contra a injustiça e a opressão imperial inglesa.

A imprensa indiana comenta hoje com uma mistura de admiração e desencanto o que ainda subsiste da mensagem de paz e sacrifício que Gandhi tentou mostrar a seu povo, e o jornal "The Times of India" cita, por exemplo, alguns jovens estudantes das grandes cidades indianas que pensam que "Gandhi é maravilhoso, mas hoje dia não se pode sair adiante praticando a não-violência".

É tradição que se cante a canção favorita do mahatma (alma grande), Raghupathi Raghava Rajaram, em todos os atos públicos relacionados a sua figura.

Fonte: EFE

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Não preciso nem dizer que sou um fã do grande Mohandas...

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

sábado, 9 de setembro de 2006

Polícia paraibana não consegue resolver casos graves

A Paraíba passa por um momento difícil em relação à segurança. O grande número de crimes sem solução acaba por gerar mais violência como linchamentos e grupos de extermínio atuando em todo o Estado. Do mês de junho até hoje mais 72 dos crimes noticiados pelo Portal Correio não tiveram solução ou estão parados. Destes, pelo menos 15 foram assassinatos cometidos por motoqueiros que abordavam as vítimas e as executavam.

Os motoqueiros agem sempre da mesma forma e contra vítimas com perfis semelhantes. São sempre dois atiradores, o piloto e o garupa, que usam capacetes e moto sem placas ou com roubadas. Todas as vítimas têm passagem pela polícia e são, muitas vezes, ex-presidiários ou albergados. A forma de agir dos motoqueiros é sempre igual: eles localizam a vítima e a fuzilam com vários tiros. Ações típicas de grupos de extermínio, segundo o deputado Luiz Couto, que integra a CPI do Extermínio instituída pela Câmara Federal.

Couto afirma que este ano a CPI ainda não fez o levantamento de quantos crimes com características de grupo de extermínio foram cometidos, mas ele já disse poder dizer que os números estão aumentando. O Deputado contou ainda que há policias que já foram presos por crimes como estes mas deixam os quartéis em fins de semana e cometem novos assassinatos, e isso indica, segundo ele, conivência por parte da corporação.

O deputado federal, que também é padre, disse ainda que diversos grupos agem no Estado. Por conta de afirmações como esta, ele anda escoltado dia e noite por policiais federais. Segundo o assessor de imprensa da Polícia Federal, Deusimar Wanderlei Cavalcanti, apenas Luiz Couto faz uso deste tipo de escolta em toda a Paraíba. “O caso dele é o requer mais cuidado”, contou.

Apesar de a Secretaria de Segurança do Estado não divulgar dados sobre estes casos de violência, nos últimos três meses também foram muitos os casos de seqüestro relâmpago e de assaltos a casas, principalmente no interior do Estado. Junto com os números de crimes cometidos, sobe também o número de linchamentos. Em casos como o da cidade de Picuí (leia aqui), onde a delegacia foi destruída e o preso apedrejado e depois queimado, até os carros e casas próximas ao local do linchamento ficaram destruídos.

Nos últimos dois meses, pelo menos cinco pessoas foram linchadas pela população da Paraíba. Segundo o sociólogo e professor da Universidade Federal da Paraíba, Adriano de Leon, “as pessoas vivem numa coesão social que é mantida pela lei. Quando a lei não consegue dar conta, as pessoas passam a se agrupar e tomar decisões e ações nas próprias mãos, em busca dessa coesão”.

Para o sociólogo, quando a polícia se mostra inoperante as pessoas buscam soluções. “Algumas formam ONGs de ajuda, outros montam grupos de extermínio. A sociedade esquece o conceito de justiça e passa a adotar o de ‘limpeza urbana’” , explicou lembrando que muitas vezes os linchados eram suspeitos de crimes pelos quais nem haviam sido julgados.

Os entrevistados têm opinião semelhante quanto ao que tange os motivos que levam as pessoas a quererem fazer justiça com as próprias mãos, quer seja por linchamento, por extermínio ou por listas da morte. Todos atribuem à falta de controle da polícia e à morosidade da justiça em resolver os casos mais graves.

Listas da Morte – Mantendo os três últimos meses como base de informações, o Portal Correio deu destaque a duas listas da morte: Uma de supostos policiais que estariam fazendo uma “limpeza” nas ruas da Grande João Pessoa matando foragidos da justiça. Os corpos eram deixados na estrada da praia de Jacarapé, trecho que leva ao Litoral Sul.

A outra lista surgiu no Presídio Sílvio Porto, na capital, e tinha desde nomes de presos que “deviam morrer” até de administradores de presídios que supostamente maltratavam os internos. Esta lista foi denunciada por um preso que hoje faz parte de um programa de proteção a testemunhas.

Segundo ele, teria vindo do presídio a ordem para assassinar o diretor da Penitenciária de Segurança Máxima, Adamar Lívio de Albuquerque. O homem acusado de ser o responsável pela lista é um preso conhecido como “Canindé” (como se pode ler clicando aqui).
Clique aqui e veja tabela com os crimes sem solução noticiados pelo Portal Correio nos últimos três meses.

Publicada em 6 de setembro de 2006 no Portal Correio (www.portalcorreio.com.br) e no dia 7 de setembro de 2006 no jornal impresso Correio da Paraíba, no caderno de Cidades.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Cássio faz campanha milionária para tentar se reeleger

Enquanto a campanha para a reeleição custou mais de um milhão de reais para o governador Cássio Cunha Lima, somente em setembro, o senador José Maranhão gastou menos de R$ 230 mil.


O governador Cássio Cunha Lima (PSDB) está em campanha milionária para tentar se reeleger em outubro. Segundo a declaração parcial de gastos referente ao mês de setembro, feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato gastou 1.059.341,78. Enquanto isso, o candidato José Maranhão (PMDB) gastou 229.578,98. Os demais candidatos não declaram despesas em setembro.

Em relação à receita feita e declarada em setembro, Cássio Cunha Lima arrecadou 1.340.681,97, José Maranhão, 616.267,49, Hélio Chavez, 1.000,00, Marinesio Ferreira, 490,00. Os candidatos David Lobão e Lourdes Sarmento não fizeram receita.

Veja a lista de receita e gasto dos candidatos ao Governo do Estado:

Candidato CASSIO RODRIGUES DA CUNHA LIMA
Nº /Sigla Partido 45 / PSDB

Total das receitas 1.340.681,97
Total das despesas 1.059.341,78

Candidato JOSE TARGINO MARANHAO
Nº /Sigla Partido 15 / PMDB

Total das receitas 616.267,49
Total das despesas 229.578,98

Candidato CARLOS DAVID DE CARVALHO LOBAO
Nº /Sigla Partido 50 / PSOL

Total das receitas 0,00
Total das despesas 0,00

Candidato HELIO JORGE CHAVES
Nº /Sigla Partido 44 / PRP

Total das receitas 1.000,00
Total das despesas 0,00

Candidato MARIA DE LOURDES SARMENTO
Nº /Sigla Partido 29 / PCO

Total das receitas 0,00
Total das despesas 0,00

Candidato MARINESIO FERREIRA DA SILVA
Nº /Sigla Partido 27 / PSDC

Total das receitas 490,00
Total das despesas 0,00

domingo, 3 de setembro de 2006

Blog é obrigado a pagar indenizar por ofender leitor

O blog Imprensa Marrom, conhecido por fazer críticas à mídia, foi condenado a pagar R$ 3.500 a João Pedro de Castro, por ofensas a ele postadas no site por um usuário. O dono do site, Fernando Gouveia, afirmou que já recorreu da decisão.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, é a primeira condenação no Brasil por comentários de quem participa do blog, e não de quem é o dono do site. Casos como este existem também no exterior - onde as condenações são raras de acontecer.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Manda Matar!

Está na moda agora mandar matar. É isso. Quando não se gosta de alguém ou este alguém está fazendo algo que o desagrada, é simples, manda matar. Na Paraíba agora é assim...

Tudo bem sempre existiu gente que usou desse artifício para resolver os próprios problemas, como a lista da morte que uns presidiários criaram para ajustar as contas com administradores e ex-administradores de presídios de João Pessoa, mas agora extrapolou!

A mais nova é que um grupo de pessoas supostamente esclarecidas resolveu ameaçar procuradores e juizes porque eles resolveram que o que é ilegal não pode ser feito (!). Temos aqui um procurador do Estado que recebe ameaças e “avisos” por telefone e uma juíza do que julga casos de conciliação com escolta da Polícia Federal.

Ouvi dizer, inclusive, que o Ford Ecosport agora está apresentando um defeito no eixo e que larga a roda de uma hora para outra. O mecânico não soube explicar. Só digo uma coisa, a PF não está alisando não. E talvez tenha gente que além de ficar sem emprego, fique na gaiola uma temporada.

Tá, eu sei, estou sendo muito vago, não estou citando nomes, mas é que com essa nova moda, eu posso entrar na mira de um desses valentões e de repente nem sou atendido no hospital...

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

PURA FICÇÃO

Pesquisando sobre a veracidade do último post descobri o que se segue:

Sobre a entrevista do pseudo-Marcola

Sinal dos tempos e da sina brasileira. Antigamente usávamos o adjetivo pseudo para textos clássicos aos quais durante algum tempo se atribuiu uma autoria que depois se verificou ser falsa: o pseudo-Plutarco, o pseudo-Plotino. No Brasil temos agora o pseudo-Marcola. Também eu fui vítima dessa confusão internética que – nunca descobriremos como, com que objetivos nem por quem – atribuiu ao bandido Marcola uma apocalíptica entrevista em O Globo. Agora sabemos que no original foi obra de ficção de Arnaldo Jabor – como tal, brilhante, irretocável. Inclusive nas improváveis mas afinal convincentes provocações estéticas. O pseudo-Marcola é quase um poeta: "Meus comandados ... são fungos de um grande erro sujo". "Chapeaux bas, messieurs!" – como disse Schumann diante de Chopin.


Por Olívio Tavares de Araújo, do Observatório de Imprensa (essa fonte foi conferida)

domingo, 20 de agosto de 2006

Pior é que ele sabe o que fala...

Amigos,

transcrevo agora uma entrevista do Jornal O Globo, publicada em 23/05/2006, com o suposto chefe do PCC, o Marcola. Reparem que se foi o tempo em que os bandidos eram meros ignorantes.

ENTREVISTA DE MARCOLA DO PCC

GLOBO - Você é do PCC?
MARCOLA - Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...

GLOBO - Mas... a solução seria...
MARCOLA - Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania "esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até "conference calls" entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

GLOBO - Você não tem medo de morrer?
MARCOLA - Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. Após-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

GLOBO - O que mudou nas periferias?
MARCOLA - Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em "superstars" do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

GLOBO - Mas o que devemos fazer?
MARCOLA - Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo.... Já pensou? Ipanema radioativa?

GLOBO - Mas... não haveria solução?
MARCOLA - Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças. "Estamos todos no inferno."

terça-feira, 25 de julho de 2006

Como tratar um cliente

O último post foi só para contextualizar a minha intriga com a Telemar, (ir)responsável pela telefonia na Paraíba. Agora eu vou narrar a minha última desventura com esta famigerada empresa.

Que a Telemar tem operadores de Tele Marketing que te ligam na hora do almoço e jantar, isso todo mundo já sabe. Que eles te infernizam para que você contrate uma nova conta, ou indique um parente, ou um amigo, ou qualquer um, você também já sabe.

O que me impressionou hoje foi a maneira inusitada que eles arranjaram para me irritar. Eles simplesmente não querem me vender uma linha. Ahahahahahahahah. Primeiro eu ri. Parecia impossível, mas eu queria contratar uma linha, num plano caro, com serviços de internet de alta velocidade e eles me disseram não.

Já faz três dias que eu tento e não consigo. Eu começo a desconfiar que ele se divertem, talvez até façam apostas para saber quem irrita mais clientes. É capaz que haja uma convenção anual dos operadores da Telemar onde eles trocam experiências e avaliam novos métodos. Acho que fui vítima de um.

Na verdade, o que eles me deram foi um bom motivo para gritar com o próximo infeliz da Telemar que me ligar oferecendo uma linha. Ah, mal posso esperar que eles liguem... e eles vão ligar...

A Telemar é mesmo uma porcaria

A Telemar é mesmo uma porcaria. Ela tem o dom de irritar qualquer um. Espero que o Dalai Lama nunca precise nem saber da existência de uma empresa tão odiosa quanto esta. E o que me irrita mais nela é a burrice impregnada nos seus sistemas... Pronto, desabafo feito posso escrever melhor.

Vou começar contando uma história antiga, quando eu ainda morava só. Eu tinha uma conta da Telemar, mais para tranqüilizar a minha mãe, em outra cidade, do que para usar, uma vez que eu estava sempre na rua estudando ou trabalhando.

Reparei que, mesmo com o telefone sempre sozinho na minha casa fechada, eu que saia de manhã e só voltava à noite ainda pagava uma fábula de “pulsos excedentes”. Para quem não sabe, quando pagamos a mensalidade de telefonia, temos direito a um número ‘x’ de pulsos e pagamos por fora todos os pulsos extra.

Pois bem, mesmo com o meu telefone sofrendo de solidão durante todo o dia, minha conta vinha com centenas de pulsos excedentes. Isso comigo morando numa cidade onde eu não conhecia ninguém e passava a maior parte do meu tempo fora de casa ou dormindo.

Tive a infeliz idéia de ligar para pedir que alguém conferisse se o meu “contador de pulsos” estava contando direito, se não havia nenhum problema com ele. De pronto (nessas horas eles são eficazes), me foi respondido que o meu “contador” estava em ordem. Eu quis saber porque é que o tal aparelho ficava lá com ele e não na minha casa como era o caso do medidor de água e de luz. Ele desligou na minha cara, assim mesmo, sem resposta.

Para não alongar demais esta história, liguei mais algumas dezenas de vezes até que fui à central de atendimentos de minha cidade e, depois de esperar por pelo menos três horas, fui me consultar com uma das atendentes.

Ela prontamente (agora sim) culpou a internet que eu usava em casa. Expliquei que só usava de madrugada e que não podia ser por causa dela. Ela então imprimiu um extrato de todas as ligações locais que eu tinha feito naquele mês e me mostrou a “grande quantidade” de ligações que eu tinha feito para o provedor. Fui para casa decidido a fazer uma análise das ligações.

Infelizmente para a Telemar, eu sei ler e até fazer um pouco de contas. Verifiquei, dessa vez com dados que me foram dados pela própria empresa, que eu estava realmente sendo roubado. Era impossível, e o extrato dizia isso, que tivesse tantos pulsos. Mas não resolvi meu problema. A central de atendimentos na minha cidade fechou e eu tive que fazer a nova consulta por telefone.

Aí, com toda a delicadeza, inteligência e gentileza que só um operador de tele marketing sabe ter, a atendente me disse, claro que só depois de me fazer esperar por uma hora e me fazer contar a história 33 vezes, que eu estava usando de má fé e que pretendia roubar a empresa. Na época com 19 anos, eu quase enfarei.

domingo, 23 de julho de 2006

Portal Correio enfrenta dificuldade com Secretaria de Segurança

A equipe de reportagem do Portal Correio tem enfrentado dificuldades em levantar informações com a Secretaria de Segurança Pública. Sempre que os repórteres se identificam, os diretores de presídio, como o senhor João Carlos de Albuquerque, mandam dizer que não estão.

Além disso, a Secretaria tem omitido informações importantes quando consultada e repassado tais informações para outros órgãos da imprensa. Por diversas vezes os agentes que atendem ao telefone saem para chamar o superior e voltam com a notícia de que ele teria "dado uma saidinha". Não fosse o fato de o repórter poder ouvir a conversa entre o agente e o outro funcionário que teria, supostamente, saído, estaria tudo bem.

É impossível saber qual a razão desta discriminação já que o Portal Correio sempre escuta, ou tenta, os dois lados e todas as fontes disponíveis. Mas a infeliz coincidência entre a aparição de "listas da mortes", fugas nos presídios e a eleição traz um cunho político a todas as falhas da Segurança do Estado. Talvez por isso os responsáveis pela Pasta não queiram falar com (est)a imprensa.

Em tempo - o Portal Correio está mostrando como se faz cobertura on-line no Estado. Com uma equipe de oito pessoas, o Portal Correio está sempre atento ao que acontece no Estado e noticia, quase sempre antes, o que acontece na Paraíba.

http://www.portalcorreio.com.br/

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Heróis e vilões

Chegou o tempo de não poder escrever sobre nada. Com a proximidade das eleições não se pode nem denunciar um buraco na rua sem que o jornal seja acusado de favorecer um dos candidatos. Os processos e multas milionários deixam as empresas de pernas bambas e, a cada palavra de um repórter há um editor com medo.

Há também uma histeria quanto ao tempo concedido a cada pretenso político e com razão. Eles estão todos dispostos a espernear por cada segundo que tenham a menos que seu adversário. Assim, nenhum político é ruim, a imprensa é que é a vilã.

Essa é a época em que todos vêem os “caixas dois” funcionando, a compra de voto descarada em cada bairro e as sextas básicas ou cheques sendo distribuídos. Mas ninguém fala nada, ninguém denuncia. Daqui uns dois anos algum dos políticos que hoje recebe “ajuda” amanhã deixará de receber e denunciará o que todos já estamos cansados de ver acontecer. Aí vai ser um escândalo e o alcagüete será o herói.

sábado, 8 de julho de 2006

E a carapuça serviu...

Amigos, publico a seguir a coluna do jornalista Rúbens Nóbrega com a resposta de Ivandro Cunha Lima (!). É uma resposta enviada por conta da coluna "Na Manha", que pode ser conferida no post abaixo. Publico aqui a resposta não por achar que há obrigação ética ou qualquer coisa do gênero, faço porque quando alguém veste uma carapuça tão bem, temos mais é que divulgar. Segue a coluna com a resposta:

"A mágoa de Ivandro

O ex-senador Ivandro Cunha Lima botou na cabeça que fiz a coluna de ontem, sobre possibilidades de fraudar a lei eleitoral, para atingi-lo e, como devem acreditar os Cunha Lima em geral, também ou sobretudo o governador Cássio.

“Na manha”, eis o título do artigo, apontou diversos meios que candidatos, partidos ou coligações poderiam criar para burlar uma legislação aparentemente mais restritiva em matéria de divulgação e favorecimento de candidaturas.

Entre os meios citados, o de um hipotético fazendeiro, tio de um hipotético candidato, que poderia ser ajudado a campanha com uma hipotética vaquejada em uma hipotética fazenda, onde fariam também um hipotético showmício.

Do jeito que a hipótese foi formulada, deu motivo para o ex-senador Ivandro Cunha Lima vestir a carapuça. Ainda mais porque, fazendeiro e tio de candidato, seu nome batiza o mais famoso Parque de Vaquejadas de Campina Grande.

Coincidência demais para não ter sido de propósito, deve ter pensado. Como se não bastasse, na fazenda do Doutor Ivandro estava para acontecer, ontem, a festa de lançamento da campanha de Rômulo Gouveia (PSDB) a deputado federal.

Só faltou a hipotética banda Siri com Rapadura (igualmente criada na coluna de ontem) tocar na vaquejada ou na fazenda, que fica também em Campina, mas não se deve confundir com o Parque de Vaquejadas, que é do filho do Doutor Ivandro.

Diante de tudo isso, natural que o escrito atingisse a susceptibilidade do tio do governador e sua reação, em tom de profunda mágoa, chegou-me ontem através de carta que publico adiante.
Só para esclarecer Antes, mas sem a menor pretensão de convencer o Doutor Ivandro ou qualquer outra pessoa, devo esclarecer o seguinte:

1) não formulei aquelas hipóteses de situações e personagens pensando nele ou qualquer outro Cunha Lima, inclusive o governador, até por que a do fazendeiro tio de um candidato é apenas uma hipótese e não mais do que isso;2) sequer em sonho tomei conhecimento de vaquejada no Parque Ivandro Cunha Lima e da festa de um candidato a deputado federal na fazenda de Ivandro Cunha Lima, eventos que coincidiram, apenas isso, com a coluna.

Devo confessar, ainda, que o meu primeiro impulso foi o de não publicar a carta do Doutor Ivandro. Primeiro, porque não foi em sua intenção – sequer ele foi citado, porque não era o caso – que escrevi “Na manha”; segundo, pela forma como se dirigiu ao colunista; terceiro, porque tentou impor a publicação de sua carta por gravidade.

Não funciona assim, Doutor. Mantenho relação de respeito mútuo – não de submissão – com os dirigentes do Sistema Correio. Não precisava o senhor ter recorrido a qualquer deles “para orientar a publicação”.

O dirigente a quem o senhor recorreu não interfere nem intervém na coluna.

Nos raros momentos em que é demandado por conta de alguma reação a qualquer coisa publicada neste espaço, procura o colunista para sugerir, propor, ponderar, argumentar, pedir, mas sempre respeitando, deixando à vontade.

Tanto é assim, Doutor, que sem soberba ou arrogância alguma posso garantir: a sua carta vai reproduzida no tópico a seguir graças, principalmente, ao pedido que o senhor fez a um outro amigo comum.

A carta de Ivandro

Com pequenas correções feitas pelo colunista, para ajudar a leitura e o entendimento, eis a carta que o ex-senador Ivandro Cunha Lima encaminhou ontem à coluna: “Senhor Jornalista Rubens Nóbrega,

Dirijo-me a vossa senhoria para me reportar a sua coluna do Correio da Paraíba de hoje, com referência ao subtítulo “Na manha”.

Não se faz necessário o menor esforço de raciocínio para identificar que o senhor se refere a minha pessoa, tio e admirador de Cássio Cunha Lima, com grande honra.

Afirmo-lhe e aos seus leitores que há vários enganos e/ou inverdades nessas trinta linhas ali subscritas:

1- Não inventei nem haverá vaquejada em fazenda de minha propriedade, para ajudar em campanha política, como o senhor insinua.
2- Não há, sequer, parque de vaquejada na minha fazenda.
3- O parque de vaquejada que o senhor ouviu falar está situado no lugar Três Irmãs, nesta cidade, de propriedade e em terreno de Ivandro Filho, o qual ele denominou “Parque Ivandro Cunha Lima”. Daí, talvez a sua confusão ou proposital distorção.
4- A vaquejada de hoje não é de iniciativa e/ou responsabilidade do meu filho Ivandro. Este cedeu as instalações para que a Associação dos Vaqueiros Amadores, existente aqui no Nordeste, promovesse o evento do qual apenas eles, os associados, participam.
5- Não há qualquer participação financeira com dinheiro público.
6-Não haverá show na programação dos Amadores. A casa de show foi cedida aos responsáveis pela campanha eleitoral do presidente Rômulo Gouveia a Deputado Federal, para uma festa de confraternização entre amigos e eleitores na noite de hoje (7). Em continuidade ao evento de inauguração do seu comitê na Rua Getúlio Vargas, nesta cidade.Por fim, ilustre jornalista, permita-me um conselho que a idade e a vida me permitem: analise, confira as informações que lhe chegam de “espertos e trapaceiros”, useiros e vezeiros em procedimentos completamente distanciados da ética, da moral, dos bons costumes.

Agradeço a publicação.
Ivandro Cunha Lima”."

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Campanha

Amigos, vou reproduzir aqui a coluna desta sexta-feira, dia 7, do jornalista Rubens Nóbrega publicada no jornal Correio da Paraíba para quem não teve a chance de ler no jornal.

"Preparando. O candidato Xis tem um tio fazendeiro, que tem uma bela fazenda, dessas onde cabem cinco mil cabeças de gado e outro tanto de gente. Aí o fazendeiro tio, para ajudar na campanha, inventa uma vaquejada na fazenda.

Realizando. Porteiras abertas, a vaquejada atrai mais de cinco mil pessoas, o candidato vai lá e faz a festa, com direito a um grande show de forró onde a atração principal é a banda Siri com Rapadura ou Zezé de Camargo e Luciano, tanto faz.

Resumindo: além da derrubada de boi, o povo vai poder assistir a um desses showmícios disfarçados que andam fazendo por aí a título de festa junina patrocinada, inclusive, com dinheiro público. E nada deve acontecer a quem promove tal coisa.

O showmício da hipotética vaquejada é apenas um dos muitos exemplos de como são facilmente burláveis as normas eleitorais, especialmente quando pretensamente elas se tornam mais restritivas.

Quanto mais tentam acochar, mais criam meios de driblar as proibições. É como se para cada artigo da lei já tenham, no ponto, uma fraude correspondente. Tem jeito não: quando mais apertada a loca, mais brecha esse povo acha.

Mesmo assim, otimista incorrigível e irrecuperável que sou, prefiro acreditar que somente uns poucos candidatos e partidos vão usar de jeitinhos e artimanhas para burlar a lei e engrupir a Justiça Eleitoral.

Posso estar sendo ingênuo, mas deixa assim... Vou me sentir melhor. Sem prejuízo, claro, de continuar levantando alternativas e possibilidades dos espertos e trapaceiros, até como forma de alertar para ajudar a prevenir.

Rubens Nóbrega"

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Brasileiros nos Estados Unidos: Hollywood e Outros Sonhos

O presidente da Fundação Casa de José Américo, Flávio Sátyro Filho e o editor das Edições UFC, Luiz Falcão Lordelo, têm a satisfação de convidar para o lançamento do livro "Brasileiros nos Estados Unidos: Hollywood e Outros Sonhos" da Prof. Bernadete Beserra.

A autora e sua obra serão apresentados pelos professores Maria Cristina de Melo Marin e Fábio Henrique Souza.

Anote:
Dia: 7 de julho
Hora: 19h
Local: Auditório da Fundação Casa de José Américo. Av. Cabo Branco, 3336, João Pessoa - PB.
Fone: 3214-8500

domingo, 25 de junho de 2006

Rezem com parcimônia!

São João deu uma de São Pedro e jogou água nas fogueiras juninas. Em Campina Grande, com a atração brega (!) Zezé di Camargo & Luciano, eu nem precisaria da chuva para ir embora, mas em João Pessoa, em mais uma tentativa de revitalizar o Centro Histórico, a prefeitura trouxe grandes atrações: Jorge de Altinho na véspera de São João, Antônio Barros e Cecéu na noite do santo e no domingo, encerrando a programação, Alceu Valença.

Apesar das boas atrações, o local ainda é cercado por preconceitos e dificuldades para quem quer chegar lá e por conta disso, tem seu público limitado. O que se vê é um pessoal querendo apoiar e incentivar as manifestações culturais com boa vontade, mas ainda são poucos.

Aí, como se já não tivesse empecilhos suficiente, São João resolveu descer algum lago que havia lá por cima. Ou isso, ou então o enciumado São Pedro quis mostrar quem é que manda na parada.

Resultado: A chuva forte, que promoveu um show de goteiras em cima do palco, e um corre-corre generalizado na praça do Centro Histórico, diminuiu ainda mais os parcos espectadores que acompanhavam o show. Claro que houve quem continuasse a dançar e a levantar “lama”, uma vez que as músicas do casal são ótimas e relembram as verdadeiras e tradicionais festas juninas.

P.S. Eu acredito que existe um ‘lag’ na relação orações/dádivas. De antemão, Lag é um atraso na transmissão de informações, como no caso da Globo, quando Boner fala e Fátima, da Alemanha, demora a responder...

Bem, eu acho que no caso das orações, muitos agricultores pedem chuvas de uma vez só e congestionam o tráfego de informações e acaba gerando o Lag na comunicação com o Céu. Então, quando chegam os pedidos lá, os santos começam a enviar água e não param.

É mais ou menos como quando você aperta várias vezes no mesmo botão do computador que está se responder e, de repente, ele executa todos os comandos de uma vez.

Portanto, rezem com parcimônia!

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Forró em Campina Grande

Aproveitando o clima de São João, vamos relembrar o bom e velho Jackson do Pandeiro!

FORRÓ EM CAMPINA

Cantando meu forró vem à lembrança
O meu tempo de criança que me faz chorar.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

Me lembro de Maria Pororoca
De Josefa Triburtino, e de Carminha Vilar.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

Bodocongó, Alto Branco e Zé Pinheiro
Aprendi tocar pandeiro nos forrós de lá.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Muita televisão...

Em João Pessoa há um lugar onde a polícia leva suspeitos para fazer-lhes algumas consultas. Lá existem uma cadeira, uma árvore, uma corda e um saco plástico. Reza a lenda que sempre que alguém tem um segredo e não quer revelar, é levado gentilmente num porta-malas até o local onde todas as bocas cantam.

Essa introdução foi feita porque o mesmo lugar também é muito usado para deixar reféns devolvidos, vivos ou mortos, e outro dia, buscando informações sobre um assassinato ocorrido na área, perguntei a um dos agentes responsáveis por recolher o corpo e iniciar a investigação.

Descobri que, não havendo nenhuma testemunha, o que a polícia local espera é que apareça alguma denúncia ou uma confissão. Perguntei se a “cena” havia sido processada.

- Como é? – respondeu o agente com uma pergunta.
- Vocês colheram impressões digitais, reparam se havia algum material diferente no lugar do crime? – expliquei.
- Meu amigo, o máximo que nós vamos analisar é o calibre da bala e só.
- Mas e as impressões digitais?
- Rapaz, você está assistindo muita televisão... aqui ninguém faz isso.

Resumindo, nossa polícia sabe trocar tapa e tiro, e olhe lá! Investigação para eles é entrevista no Jacarapé. É, o negócio é complicado. Não culpo os policiais e agentes, eles trabalham com o que têm, mas que isso explica o caos que vivemos por aqui, explica.

Não me admira que, desde o ano passado, pelo menos três cidades tenham sido totalmente reviradas pela própria população que arrebenta delegacias e prefeituras buscando fazer justiça da pior forma possível, diga-se de passagem. Para ter seus direitos de cidadãos respeitados, o povo precisa desrespeitar os tais direitos e se igualar aos bandidos.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Oito anos no Zépa

Depois de "7 anos no Tibet", a melhor forma de aprendizado de vida foram os oito anos no Zépa. ALiás, como nunca passei nem perto do Tibet, o tempo no José Pinheiro foi o único aprendizado que tive. Aprendizado sobre o Mundo Cão, é preciso esclarecer.

Enquanto criança e adolescente tive que correr muito e traçar rotas de fuga, todo dia renovadas, para não ser, na melhor das hipóteses, roubado. Antes de aprender a reparar os sinais dos malandros, tive boné e relógio roubados, além de, vez ou outra, ser estorquido para entregar o 'vale transporte'.

Meu aprendizado só acabou quando minha mãe achou que era demais quando, numa mesma semana, duas pessoas foram esfaqueadas, uma em cada esquina da nossa rua. Nos mudamos e nunca mais ninguém conseguiu me roubar. Caminhando uma vez nas ruas do Centro do Rio de Janeiro meu pai me disse uma das grandes verdades desta vida, "quem andou pelo Zé Pinheiro não tem medo do Rio."

Enfim, eu aprendi a me virar no Mundo Cão e isso eu percebo sempre que passeio por outras praças. Me lembrei disso quando fui pegar ônibus no Terminal de Integração em João Pessoa. Lá, há um grupo de batedores de carteira que, em cinco minutos, já estavam revelados para mim.

Ainda lá, percebi como eles são amadores e como dão bandeira. Percebi também as pessoas andam muito distraídas e acabam "alimentando" este tipo de ofício. Acho que a polícia não se importa muito com este tipo de delito por não haver uso de violência.

Como muita gente nem presta queixa quando é roubada, é fácil para as autoridades ignorarem os furtos e roubos. Portanto, por enquanto, não há outro remédio a não ser ficar ligado e tentar ser mais esperto que os gatunos.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Padre é flagrado fazendo uso indevido do carro da Câmara

Na manhã desta sexta-feira (16) o ex-deputado estadual Chico Lopes participou do programa Correio da Manhã, na 98 FM, e denunciou o uso indevido de um carro alugado pela Câmara de João Pessoa. Segundo ele, o vereador e vice-presidente da Câmara Padre Adelino estava usando um carro da Câmara em viagens pelo interior do Estado para resolver assuntos particulares e só foi descoberto por que capotou perto da cidade de Campina Grande no último fim de semana.

O vereador Padre Adelino entrou no ar e disse que Chico Lopes faz parte de uma "máfia maligna que quer caluniá-lo". Antes de falar sobre o caso, chamou de "cara-de-pau" e "sem vergonha" o ex-deputado. Ele confirmou o acidente e disse que "a máfia ficou frustrada com a sua sobrevivencia."

Adelino prometeu fazer uma coletiva na próxima segunda-feira (19) e apresentar os dados do acidente com dados e fotos. O vereador confirmou que o carro, um pálio, é alugado pela Câmara Municipal, mas que ele estava pagando o combustível e que ele não estava fazendo uso indevido, uma vez que estava participando de atividades religiosas.

Segundo o padre disse que participou de várias atividades religiosas durante o fim de semana nos municípios de Guarabira, de Areia e de Campina Grande. Quando voltava, no domingo (11), para João Pessoa, no trecho da BR-230, próximo à entrada de Galante, o carro derrapou por causa da chuva e capotou.

No entanto, um dos ouvintes ligou e denunciou que havia visto o vereador participando de uma festividade, um festival de forró em Bananeiras ainda durante o fim de semana.

___
Na minha opinião, é uma tremenda cara de pau o camarada usar um carro pago pela Câmara Municipal para fazer política, pregar a palavra de quem for ou participar de festival de forró. O carro deveria ser usado somente para trabalhos da Casa.

O Mais impressionante disso tudo é que o camara ficou odendido! Veja só, ele disse que gasta todo o dinheiro do salário dele ajudando as pessoas e por conta disso não tem nenhum para comprar um carro para ele.

Tenho pena...

terça-feira, 13 de junho de 2006

Criatividade que salva

Dia dos Namorados numa segunda-feira, ah, vai ser moleza! Dia de pouco movimento, as segundas-feiras costumam ser ótimas para uma saidinha. Então vamos aproveitar e levar a patroa, a mulher, a companheira, a preta, ou como quiser chamar seu par, para um programinha especial. Que tal um cineminha seguido de um jantarzinho? É, eu sei, tudo com ‘inho’, mas é assim mesmo... pensei, “vai ser massa!”

Massa foi, mas o poder de criatividade e um exercício de boa vontade foram feitos. Cinema, só com ingresso comprado com dias de antecedência. Jantar num restaurante? Rá, rá! João Pessoas tem apenas alguns restaurantes, se você quiser somente os que têm um apelo mais intimista, reduz ainda mais a oferta.

O retrato da noite do Dia dos Namorados: Filas de carros nas ruas da cidade. Em quase todos um casal em busca de um lugar para jantar com um pouco mais de calma. Entre eles, eu e a minha preta depois de descobrirmos que não seria possível assistir A Profecia.

Tem nada não, todos os restaurantes lotados, caras impacientes nos carros e calçadas, mas, enfim, uma boa idéia! Idéia que poucos tiveram. “Vamos experimentar um pouco da comida internacional de algum hotel?” Massa, do lado de casa está o Hotel Caiçara e seu restaurante Calypso.

Aí a noite só melhorou! O garçom me achou com cara de liso e resolveu me ajudar. Eu acredito que ele pensou: “O camarada trouxe a namorada aqui para impressionar. Vou dar uma força.” O cara nos tratou como rei e rainha, ainda mais que só havia mais três mesas ocupadas no restaurante. A comida estava ótima e eu pretendo voltar lá.

No fim, mesmo com o despreparo da cidade que pretende atender turistas do mundo inteiro e nem consegue lidar com a demanda existente na própria Capital, mesmo com as poucas opções de lazer e entretenimento, mesmo assim, vale a regra maior da vida: “É preciso improvisar e adaptar”. E para isso, criatividade!

P.S. A única coisa que faltou para ficar completa a noite, foi achar uma rosa, apenas uma rosa, que, desde a manhã eu procurei e não achei... Nem uma casa com rosas oferecidas por sobre os muros eu achei...

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Jornalistas morto em Bagdá

Mais um foi pro saco...

BAGDÁ, 31 mai (AFP) - Um jornalista esportivo da televisão pública iraquiana Iraqia, Jaafar Alí, foi morto nesta quarta-feira por homens armados quando saía de sua residência no sul de Bagdá.

Na segunda-feira, dois jornalistas britânicos do canal CBS morreram em um ataque com carro-bomba contra um comboio militar anglo-americano em Bagdá. Noventa e três profissionais da comunicação, em sua maioria iraquianos, morreram no Iraque desde o início da invasão americana em março de 2003, segundo balanço estipulado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Liberdade

Seguindo ainda com as colaborações de amigos, deixo este pensamento de um amigo ilustre.

"A prisão não são as grades; a liberdade não é a rua.
Existem homens presos na rua e livres na prisão.
É uma questão de consciência."

Gandhi

terça-feira, 23 de maio de 2006

Licitação no Brasil

Este textinho não é meu, mas resume tão bem as licitações de determinados serviços ou produtos, que quis dividir com todos. Quero deixar claro que não é o procedimento ideal, nem acontece em todas as administrações, mas acontece com mais frequência do que devia.


Um prefeito do interior queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros: um alemão, um americano e um brasileiro.

- Faço por US$ 3 milhões - disse o alemão: - Um pela mão-de- obra, - Um pelo material e Um para meu lucro;

- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano: - Dois pela mão-de-obra, Dois pelo material e Dois para mim, mas o serviço é de primeira.

- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.

- Nove? - espantou-se o prefeito - demais! Por quê tudo isso? - 3 para mim, 3 para você e... 3 para o alemão fazer a obra!!

- Feito... disse o prefeito...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

A violência contagia

É, a violência gera medo, que gera violência, que gera medo. A conclusão que todos chegam, sem pensar muito a respeito, é que a resposta para a violência que se sofre é uma violência maior.

Em São Paulo, a violência aumentou a um ponto que as pessoas não agüentaram mais e quem não conseguiu se esconder acabou se armando e respondendo com "fogo". As vítimas de violência se indignaram com o que sofreram e resolveram se organizar e atacar.

As vítimas deste parágrafo acima poderiam ser os "bons cidadão", poderiam ser policiais, mas esta história também se encaixa no perfil dos encarcerados. E quem os violenta não são os carcereiros (eles também), não é a polícia (estes também), é o sistema. O sistema prisional é uma porcaria. É um depósito de carne morta, viva.

Num diálogo a respeito do assunto, ouvi:
- Mata eles todos!
- Mas generalizar é difícil, vão acabar morrendo gente que não devia - argumentei.
- Nada, uns poucos vão pagar para que a sociedade viva melhor - Ouvi ainda.

Mas aí, do nada me veio a imagem hipotética de dois políticos conversando e chegando a esta conclusão. Só que eles pretendiam fazer esta "limpeza" na cidade. Exterminando todo um bairro pobre, onde a maioria vive às margens das leis e dos direitos.

E nessa hora, me veio um pensamento mais aterrador: o bairro em que eu vivi grande parte da minha vida se enquadra nessa descrição. Ou seja, eu seria um dos "poucos" que morreria pelo bem da sociedade.

Então, vamos ver se nós temos a sorte de estar no 1% da sociedade que escaparia desta limpeza e vamos repensar se a violência é o melhor caminho. Seguindo os princípios do equilíbrio do Yn e Yang, Quanto mais violento o mundo se tornar, mais ele vai precisar de gente que pregue e viva a paz para balancear.

Afinal, de gente matando inocentes o mundo já está cheio.

sábado, 13 de maio de 2006

Que apoio...


Continuando a fase das fotos enviadas por amigos. Esta eu colhi no blog da minha amiga Cláudia Carvalho e retrara mais um belo empreendimento de um nobre deputado.

Reparem nos símbolos da paz. A matéria, publicada no portal do Governo do Estado, fala de um apoio dado a estes simpáticos rapazes que queriam prestigiar o seu time que jogaria em ourta praça.

Links de interesse:
Matéria na íntegra: http://www.sel.pb.gov.br/base_noticias.php?id=842
Blog de Cláudia:
www.claudiacarvalho.blogspot.com

quinta-feira, 11 de maio de 2006

'Lula negociando'


Não fui eu o autor da foto, mas achei que valia o registro. A imagem me foi enviada por Jady.
A legenda é clara, 'Lula Negociando'.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Um golpe sem kimono

Um deputado, ex-secretário de Estado aqui na Paraíba foi acusado de falsificar algumas assinaturas e causar rombo de quase 500 mil reais. Ele negou tudo, óbvio. Mas reza a lenda que ele teria pego dinheiro público para comprar equipamentos para prática de esporte e financiado passagens para atletas competirem em outros Estados.

Acontece que uma das pessoas que NÃO assinou nenhum documento e que tampouco recebeu qualquer equipamento, foi procurada pela assessoria do ex-secretário para "acertar" o recebimento dos equipamentos.
Aconselhada por seu advogado, no entanto, a referida pessoa, dirigente de uma modalidade desportiva aqui na Capital paraibana, fugiu do encontro com o deputado que, já havia marcado entrevista no rádio para confirmar, junto com a dirigente, o recebimento e a assinatura nos documentos.

Infelizmente, sem nem mesmo desmarcar a entrevista com a produção da rádio, o agora sem defesa, deputado e ex-secretário simplesmente não apareceu. Uma pena, dado que seria um programa muito interessante, com a participação da dirigente e tudo!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Grandes matérias (sem modéstia)

Rapaz, estou passando as manhãs mais corridas dos últimos anos. Mas estou satisfeito. Finalmente vou ter condições de escrever e de dar o devido destaque na mídia a matérias que sempre estiveram na minha gaveta mental.

Digo sem medo de parecer pretensioso que serão boas e grandes matérias não porque 'confio no meu taco', e eu até confio :), mas porque as boas matérias, mesmo quando não são escritas, são boas histórias e, contatas por quem quer que seja, serão boas matérias.

O repórter faz, muitas vezes, o trabalho técnico (isso mesmo. Técnico!) de transformar um fato em notícia. Mas algumas histórias, mesmo contadas por um bêbado num bar, têm o poder de chamar a atenção e, mais que isso, de fazer as pessoas pararem para pensar. Essas histórias não aparecem todo dia e quando aparecem nem todos percebem.

Aí você vai dizer, "esse cara é metido mesmo, ele acha que só ele vê as coisas". Não é bem isso, acho que essas histórias é que nos escolhem, elas tocam o nosso mundinho egoísta de alguma forma e nos bota para pensar. E se o cara é um jornalista, como eu sou, aí deixa de ser só uma história e vira matéria!

Farei o seguinte, vou construir as matérias e logo que forem publicadas trarei uma versão aqui para o Blog e o endereço para que vocês possam conferir direto no veículo de publicação original.

Ah, e, passado o temporal, voltarei a escrever com freqüência.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Mudanças

Peço desculpas pelo atraso em atualizar o Blog, mas é que nos últimos dias, passou um furacão na minha vida profissional. Eu mudei de emprego. Portanto, quem tiver dúvidas, críticas e sugestões sobre o Paraíba.com.br só terá Cláudia Carvalho como opção.

Eu, por outro lado, passo a ser mais um no time do recém expandido time do Portal Correio. Lá, nós somos Rubens Nóbrega no comando do portal, Werneck Barreto e eu na edição e Breno Barros, Edilma Mota, Eliseu Lins, Kelyanne Carvalho e Patrícia Braz na reportagem.

Apesar da cara ainda antiga do Portal Correio, seu conteúdo não deixa a desejar em relação aos demais. E este é apenas o começo, muitas novidades estão sendo planejadas e preparadas para logo.

Agora sim, para crítica, sugestões, pautas, comentários, por favor enviar para redacao@portalcorreio.com.br ou para mauricio.melo@portalcorreio.com.br.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Mais um preso de terno e sorridente

Tudo bem, Cícero Lucena não está mais preso, mas apesar de se dizer constrangido chega e sai rindo da 1ª Vara da Justiça Federal, no conjunto Pedro Gondim, em João Pessoa, onde foi prestar depoimento. Ele, que é o presidente estadual do PSDB e que ainda não foi convocado pela CPI do Bingos é apontado como suspeito de ter integrado um esquema que desviou R$ 100 milhões de obras públicas, ressuscitando licitações da época de seu antecessor, Carlos Mangueira.

Na Paraíba, a Justiça Federal há de ter alguma coisa muito divertida. Porque já é o segundo convocado para dar depoimento que chega com "muito bom humor". Não quero que os acusados fiquem triste, não é isso. Mas é que a cada vez que vejo esses sorrisos, me parece que eles sabem de alguma coisa que eu não sei... e isso me desagrada um bocado.

Outra coisa que eu não entendi direito foi o sorrateiro afastamento do governador Cássio. Será que ele vai procurar algum spa de repouso da se desintoxicar, do stress da vida política, claro.

Notícia relacionada:
http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?26570

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Injustiçado!

A Folha Online publicou uma matéria nesta sexta-feira afirmando que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) ingressou com representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e no Ministério Público Federal contra o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) por quebra de decoro parlamentar.

A notícia diz ainda que o senador se enfezou por que o deputado estava "bradando agressivamente, para que todos os presentes ouvissem, entre outras grosseiras os vocábulos de baixo calão 'filho da puta', 'canalha', 'judas' e 'traidor'"

Bem, levando-se em conta que o Partido dos Trabalhadores vai abrir uma bancada para analisar o comportamento do senador na CPI e que foi descoberto um novo papiro que revela que Judas não foi um traidor, é de uma tremenda injustiça utilizar o nome do apóstolo desta forma tão leviana!

Tenho dito.

Leia as matérias relacionadas:
Evangelho segundo Judas é publicado pela 1ª vez

Delcídio pede cassação do mandato de deputado xingador

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Comissão de Piadas Incríveis

As CPIs são as piadas que os deputados nos obrigam a assistir. Eles brigam, se xingam, ameaçam se bater. Mas na cantina da câmara eles tomam cafezinhos juntos e riem do absurdo que é discutir o que todos sabem e fingem não saber. Agora, ano de eleição, eles estão começando a pegar mais pesado. A vida privada de cada um pode ser usada contra ele. E mais!

Se a deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) está sendo repreendida por dançar (o que está sendo chamado de a dança da pizza) ao ter um amigo absolvido num processo de cassação, imagino que o relator, Osmar Serraglio (PMDB-PR), da CPI dos Correios também deva ser punido, já que comemorou mais que o Galvão Bueno no tetra campeonato do Brasil na Copa.

Isso somado à cara de pau de determinados 'homens públicos', e as CPIs se tornam a ferramenta perfeita para se fuçar a vida de quem quiser. Já tivemos de tudo; Deputado que jura que rouba só para poder acusar outros, secretárias que posam nuas e tem, nas fotos da revista, comentários dos deputados "aliados", publicitários que choram, publicitários que não choram, uma CPI que investiga tudo menos o que ela se propôs, deputadas cassadas por dançar e outros carregados nos braços.

É um rapaz alegre

Poucas vezes vi um preso tão feliz, aliás, nunca vi um preso tão feliz quanto o desempregado Emir Sangler, de 19 anos. Ele foi preso pela operação Scan da Polícia Federal, PF, junto com outros jovens que invadiam contas bancárias pela Internet e roubava valores entre 300 e mil reais.

O rapaz já foi tratado como herói quando chegou no cárcere da PF. Os "colegas" dele fizeram uma grande festa para recebê-lo. Todas as vezes que ele passeia para depor ou voltar ao presídio, faz questão de ser filmado sempre sorrindo. Inclusive, arrumaram um terno para ele. Agora ele deve se achar um dos 11 homens e um segredo.

Há quem queria colocar o garoto no hall dos Hobin Hood, mas para mim coleção de tênis, som para carro e rasgar dinheiro em festas não é exatamente "distribuir dinheiro com os pobres". Me parece que é muito fácil ser bandido hoje em dia... tão fácil que até um grupo de meninos junto com alguns poucos bandidos "de verdade" roubam centenas de milhares de reais.

Clique aqui para ler notícia sobre o caso.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Chamada do UOL, "FHC bate Bruna Surfistinha"

O portal UOL anunciou na manhã desta segunda-feira, dia 3 de abril; "FHC desbanca Bruna Surfistinha". Mas confesso que, para mim, as sacanagens dela nunca nem chegaram aos pés das feitas por ele.

Mas agora sério, vejam que país de boa leitura...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u59301.shtml

quinta-feira, 30 de março de 2006

As matriarcas da minha família

Peço licença a quem, por ventura, ler este post, mas gostaria de dedicá-lo à matriarca da família Melo que morreu hoje (30/03). Este mês, o Departamento Pessoal do 'além vida' se cansou dos meus poucos parentes que estavam por lá e mandaram chamar mais gente. Nó último dia 12, minha tia, irmã do meu pai, nos deixou. Hoje, dia 30 de março, foi a minha bisavó, dona Nenzinha, Josefa Moreira de Melo.

Ela se tornou a matriarca dos Melo por herança do meu bisavô, Marciano Augusto de Melo, que morreu em 1979 pouco antes de eu nascer. A família Melo sempre foi, para mim, uma família de matriarcas. Quando eu nasci tanto meus bisavós paternos já haviam ido, do lado da minha mãe só restava minha bisavó. Meus avôs também morreram antes de eu nascer, restaram minhas avós.

Tudo bem, é um início bem fúnebre, mas é um desabafo. Aliás, desde que meus avôs morreram até este fatídico mês de março de 2006, ninguém mais da minha família havia atravessado a fronteira do firmamento. Até este ano.

As mulheres da minha família são fortes, a começar pela minha mãe. Eu tive pai, tenho ainda e vejo sempre, somos unidos. Aliás, tenho dois pais. O pai do meu irmão mais novo também me trata como filho mesmo tendo se divorciado da minha mãe há mais de 20 anos. Não tenho uma história triste para contar sobre minha família que justifique dizer que minha mãe é forte, é independente. Ela é porque é, porque decidiu ser, e quem conhece sabe como é.

Tudo bem, ela passou por apertos junto com minha avó Ode, quando meu avô morreu, eram cinco filhos e pouco dinheiro. Minha mãe se orgulha de dizer que começou a trabalhar aos 14 anos, minha avó se emociona com isso. Minha mãe casou e descasou várias vezes, tendo sido o primeiro casamento aos 17 anos. Diz ela que não agüenta moído de homem nenhum.

Minha avó paterna, dona Marina, viúva, sempre cuidou de todos, sempre, mesmo depois de ter seus filhos adultos e morando longe, se fez presente. Até hoje, sua principal característica é ser forte e decidida. Criou os quatro filhos muito bem, todos seguiram os caminhos que quiseram, mas bons caminhos. Quando ela está mal, não deixa que saibam, fica na surdina. Sempre foi independente e ainda o é.

Dona Ode, minha avó materna, tem uma história longa que, até hoje descobrimos novos capítulos. Mas de onde eu sei com certeza, ela perdeu o marido muito jovem ainda e, essa sim, passou maus bocados. Quando meu avô era vivo, a família tinha um padrão de vida quase luxuoso. Infelizmente ele não esperava morrer tão cedo e não deixou muita coisa para os que ficaram. Mas ela trabalhou, trabalhou e trabalhou e mostrou que sabe fazer.

Vovó Ode é o exemplo de como se deve correr atrás do que se quer. Minhas melhores lembranças dela são de ela arengando com o taxista, que, segundo ela, queria pegar caminhos mais longos para enganá-la, só por ela ser mulher. Depois com o moço da loja ou da farmácia e que "só faziam isso com ela por ela ser idosa". Ela não deixa barato. Ela batalhou muito na vida.

Por fim, chegou em Dona Nenzinha, pouco convivi com ela, que morava em Bom Jardim, Pernambuco, ma sempre foi referência para mim. Para mim, ela era a representante máxima da minha família. Ela era a mulher que mandava e desmandava, teve muitos filhos, somente uns sete 'se criaram' e hoje restam cinco.

Quando eu fui até Bom Jardim pra conhecê-la, eu já tinha uns 9 anos e tinha acabado de assistir no NE TV, da Globo Nordeste, uma matéria em que ela era a personagem principal. Era a mais velha candidata a vereadora do estado, como não lembro em que anos isso aconteceu exatamente (isto é um desabafo, não uma tese) não sei dizer a idade da minha avó, mas frase que ficou gravada da matéria na minha cabeça foi: "Já dei muito tiro de sal no prefeito quando ele era menino e vinha roubar goiaba", isso enquanto balançava a espingarda do feito.

Me lembro também que ela me deu um cabritinho, "pode escolher um que é seu e a gente cria ele aqui". Isso ficou marcado na memória porque, no ano seguinte, quando estive lá de volta, estava tendo um grande churrasco e os cabritos eram o prato principal. Chorei um dia inteiro.

Depois disso, muitas histórias surgiram, como a do menino que foi trocar as telhas da casa e pediu que ela segurasse a escada. Este era o combinado, mas quando minhas tias foram verificar, viram, dona Nenzinha com 84 anos em cima da escada reclamando com o menino que segurava o apoio; "esse menino não sabe de nada, muito menos trocar telha".

Há também a dos caminhões que saiam em carreata durante as eleições. Ela, claro, só queria ir se fosse na carroceria, junto com o "frejo", como diria minha mãe. Ela era realmente disposta. Não tinha tempo ruim. Dizem que era o terror das noras quando era mais nova, mas já conheci calma.

Certo, muitas histórias, mas uma eu presenciei. Numa bela manhã de domingo em Campina Grande, toca a campainha da minha casa, lá no Santo Antônio. "Quem será?" Era a matriarca, já com uns 86 anos ou mais, que resolvera de última hora visitar a neta. "Eu fui pra feira e um motorista de kombi disse que ia e voltava, no mesmo dia, para Campina Grande, aí eu peguei uma carona."

- Mas vó, a senhora avisou alguém antes de vir lá no sítio? Perguntou minha mãe.
- E eu preciso pedir permissão agora, é? Respondeu brava.

Depois dessa visita, estive mais um ou duas vezes em Bom Jardim, sempre planejando ir mais, sempre pensando em como seria bom fazer uma visita. Mas nesse meio tempo, minha avó começou a adoecer. Com 90 anos, depois de uma chata visita ao hospital, ela confessou para o bisneto que ela já nem reconhecia direito, "estou ficando velha." Rimos os dois, mas tive medo.

De lá para cá, ela piorou e acabou pulando de UTI para UTI sem nunca acordar. Não tive tempo ou não tive coragem para ir vê-la. Já tinha visto ela fraquinha, mas gosto de pensar nela como numa foto que fiz quando ela ainda estava forte, com seus mais de 80 anos. Soube, há poucas horas, que ela agora ia dar tiros de sal em outras bandas. Não consigo falar muito sobre "sentimentalismos" mas gosto de escrever. Este mês foi cheio de surpresas, ainda bem que ele acaba amanhã.

terça-feira, 28 de março de 2006

Assumindo as culpas

"Antonio Palocci em sua última aparição pública, no dia 24 Palocci entregou a Lula carta de renúncia ao ministério da Fazenda nesta segunda-feira, pouco depois de o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, dizer à PF que entregou ao ministro o extrato da conta do caseiro Francenildo Costa, obtido ilegalmente. O caseiro contrariou depoimento de Palocci à CPI dos Bingos e afirmou que ele freqüentava mansão de lobistas em Brasília. O ex-ministro do Planejamento, Guido Mantega, assume o Ministério da Fazenda."
UOL

Bem, eu não sou americano, para mim não interessa se o ministro trai a mulher ou não. Também não sei o que isso tem a ver com Bingos... Mas quebra de sigilo bancário é barra. Não se pode invadir a privacidade de um cidadão, nem que ele fosse um filho bastardo que tira dinheiro do pai para ficar calado. Não se deve fazer, isso é coisa para a polícia e para justiça.

Agora, convenhamos, quando o ministro Palocci renunciou ao cargo, assumiu publicamente que tem culpa, seja ela qual for. Tá, tudo bem, eu sei que é ano de eleição e ninguém quer esses escândalos ligados ao governo, mas entrar no jogo da "CPI do Fim do Mundo" não é um caminho.

Se tem culpa, que pague!

domingo, 26 de março de 2006

A piada da Veja

Realmente o ano de eleições é um ano muito triste. É o ano em que os políticos corruptos acusam seus semelhantes de também o serem, como se isso livrasse sua culpa. É o ano em que todos vemos votos sendo comprados e gente se vendendo por muito pouco. É o ano em que mentiras aparecem como verdades e verdades são tidas como mentiras.

Assim é na comunicação também. Eu, como jornalista, sou obrigado a ler o máximo possível e isso tem sido cada vez mais difícil... não por causa de nenhuma doença na vista, não. É que no jornalismo, todos falam com tom de verdade e nem todos os leitores conseguem perceber que por trás da história contada existem várias outras.

A cada semana eu tenho me surpreendido com uma revista em particular. A revista Veja tem se superado. Estas revistas semanais, como Veja, Istoé, Época, têm em sua “missão” interpretar os fatos e lançar para seus leitores tudo já ‘mastigado’. Isto é jornalisticamente aceito, é um tipo de jornalismo.

Mas o que a revista Veja tem feito é mais ou menos como o senador do PSDB Arthur Virgílio. Aliás acho que a revista devia se filiar de uma vez ao PSDB ou quem sabe ao PFL. Ela se tornou, usando as palavras de um amigo, um folhetim de direira que tem como principal objetivo criar “provas” que possam ser usadas nas próximas eleições. E são armas poderosas, uma vez que as CPIs utilizam como provas as matérias publicadas, não as evidências da polícia nem suas descobertas.

Essa semana a revista continua em sua batalha contra o “malvado” Lula, mas o mais interessante é como ela se coloca como isenta ao apresentar uma matéria com o título “40 questões do dia-a-dia sobre o que é certo ou errado”. Assim ela se coloca como especialista no assunto e, fazendo sempre o contraste com a política petista (não a política nacional, nem a política do PP ou do PMDB, mas sim a do PT), mostra o que é certo e o que é errado aos leitores.

Para mim, isso soa como piada. Isso soa a rancor. É um rancor direcionado mas não entendo o por quê. Se isso viesse de um petista, de alguém que acreditou que o partido era diferente e se sente traído com o que aconteceu, eu entenderia. Mas convenhamos que nem a Veja nem o PSDB nunca foram do mesmo time que o PT.

Portanto, só me resta pensar que o que os diretistas, nisso incluo a revista Veja, já que ela não se furta em mostrar seu posicionamento, estão é com medo. É, medo. Eles descobriram que os esquerdistas estão usando de armas semelhantes às suas para chegar ao poder e isso assusta.

No fim, quem vai dançar somos nós. No meio dessa briga toda, tem gente desejando que FHC voltasse (!), tem gente dizendo que Collor é santo e tem gente que diz ainda que o melhor seria botar os milicos para comandar o país. Estamos ferrados.

sábado, 25 de março de 2006

Copa na Alemanha, eu não vou

Este ano a Copa do Mundo de Futebol será realizada na Alemanha. Ótimo, país europeu, com uma seleção já vencedora de outras copas, mas num triste momento. Os Neo-nazistas marcam sua presença no futebol pelo mundo todo. Apesar de campanhas feitas contra o racismo, alguns jogadores ainda usam questões raciais para provocar, insultar e agredir colegas no campo.

Na Alemanha, além das famigeradas suásticas, símbolo máximo do Nazismo, serem toleradas nas arquibancadas, alguns jogadores fazem a saudação usada pelos soldados alemães na Segunda Guerra. Como é que um país pretende receber visitantes de todos os continentes do planeta sem sequer ter o sentimento de igualdade ou de respeito às diferenças?

Bem, eu tenho medo de entrar onde não sou convidado e me parece o caso da Alemanha, assim como bons pedaços da Europa. Eles parecem não querer estranhos por lá e nós somos estranhos.

Lá, não é como aqui que recebemos os estrangeiros como reis. Há quem diga que isso é ser submisso, há quem afirme ser educação. Eu fico com a segunda. Eu sou tive aquele tipo de educação que diz que os visitantes devem se sentir em casa. Nós, brasileiros, somos assim, pelo menos a maioria de nós.

Eu não sei se, mesmo se tivesse dinheiro (sou jornalista, não político), eu iria a esta copa. Já me basta ver os jogadores locais se discriminarem como se alguém aqui fosse mais “puro sangue” que outro. Aliás, esse negócio de “puro sangue” eu deixo pros cavalos. A quem vai, boa viagem, eu prefiro ficar aqui combatendo os preconceituosos por estas bandas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Cachorro morto

Senhores, temo ter que constatar que o Governo Federal não tem autoridade nenhuma. É uma pena. Tudo bem, ninguém quer o autoritarismo de uma ditadura, não é isso. Mas, como diriam os pediatras, as pessoas precisam de limites.

No final do ano passado, um fedelho recém saído da escola (particular, claro) vociferava em rede nacional que iria dar uma surra no presidente da república. Se alguém prometesse tal coisa a ele ou ao seu avô talvez nunca mais fosse visto. Mas o governo nada disse e nda fez.

Eu pensei com minha caneta "...são pessoas civilizadas e não vão dar cabimento a animais como este..." Deixei p'ra lá.

Mas aí acabou o ano e o Governo resolveu anunciar que o álcool não mais subiria e que o Governo estaria cuidando de perto dos usineiros. Na primeira semana do ano, o álcool subiu, na segunda e na terceira também. Assim, o presidente mandou convocar todos os usineiros e acertou com eles que o álcool não devia subir mais até o fim do ano. Depois desse acerto, o álcool não só subiu como subiu muito! Alías, sobe toda a semana!!!
O governo, em represália, manou diminuir a quantidade de álcool na mistura da gasolina e, assim, diminuir a demanda. Bem, o álcool não diminuiu de preço, mas em compensação a gasolina sim!

Tudo bem, eu peguei no pé com essa história, mas tem mais! O Governo Federal vinha "combinando" com a Telemar e com outras empresas de telefonia que deveriam mudar o sistema de contagem de pulso para minutos porque os consumidores estavam sendo lesados.

Fizeram até uma tabela de mudança progressiva... mas a mudança era tão ruim, tão ruim, mas tão ruim para o consumidor, claro, que o próprio governo resolveu adiar a mudança. É incrível, o governo parece não ter força em negociação nenhuma! Nem no Onu, nem com usineiros, nem com Telemar. Aliás, o Governo Federal quis, por A mais B, provar que o grande problema do Brasil eram os aposentados, coitados... Bater em cachorro morto é fácil.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Clones no Jacaré

A moda dos clones humanos chegou em João Pessoa. Estive no Jacaré para ver o pôr-do-sol e me assustei!

Tem um camarada que, como na piada, tem os cabelos de Jurandyr, as roupas de Jurandyr, o xale de Jurandyr, toda o Bolero de Ravel no sax como Jurandyr, chega de canoa como Jurandyr... e NÃO é o Jurandyr!!! Isso na mesma hora e num bar vizinho ao que o Jurandyr original faz sua apresentação!

É de uma cara de pau e falta de vergonha que me deixou uma semana pensativo... parecia até a feijoada!

Não digo, de forma nenhuma, que Jurandy tenha direitos sobre o Bolero ou sobre sua execução na praia, mas daí a uma outra pessoa se travestir de Jurandyr existe um longo caminho.

Esperem que uma matéria ainda virá sobre isso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Campanhas e o trânsito

Quem passeia pela capital paraibana, sobretudo nos fins de semana, percebe que as faixas de pedestre são respeitadas pelos motoristas. Basta um aceno e os carros param e esperam que todos os passantes terminem a travessia. “Que beleza”, diz um, “que pessoal educado”, exclama o turista. Realmente uma campanha que deu certo.

Há uns meses a prefeitura de João Pessoa lançou uma campanha de conscientização que pedia a atenção dos motoristas nas faixas. Até houve quem julgasse a campanha desnecessária e até houve quem apontasse o gasto do dinheiro público. Bem, na minha opinião, tais recursos foram muito bem empregados. Tanto que eu sugeriria até outras campanha ainda ligadas ao bom convívio no trânsito.

Podíamos iniciar uma campanha para conscientizar os motoristas de ônibus a usar apenas uma faixa, ou pelo menos apenas duas (!), para que os demais veículos pudesse também trafegar nas avenidas.

Uma outra campanha seria a “acredite na sinalização”, quando a placa do radar disser 50 Km/h, pode acreditar, é 50 mesmo e não 20km/h. Já que estamos falando em velocidade, outra campanha seria, “se você quer andar a 5km/h tudo bem, mas use a faixa da direita!”

Uma de extrema utilidade seria a que ensinaria aos motoristas a utilidade dos “pisca-pisca” ou sinaleiras. Ainda há quem ache que elas servem somente em caso de carnaval ou folia e não para avisar das pretensões do motorista.

Por fim, uma campanha que explicasse que os motoqueiros não são ciclistas! Assim, os pilotos também precisam cumprir as normas de trânsito como sinais vermelhos, placas de preferência e faixa de tráfego. Quanto aos ciclistas eu diria “se for pedalar não beba, se beber, não vá pedalar”.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Aberto primeiro processo por racismo na internet

Corre na 6a. Vara Criminal de Brasília um caso inédito. Trata-se de um processo por crime de racismo praticado na internet. É o primeiro do gênero no país. O Ministério Público do Distrito Federal acusa um estudante da UnB de difundir na rede mundial de computadores mensagens consideradas ofensivas à raça negra.
O blog obteve cópia da denúncia. O acusado se chama Marcelo Valle Silveira Mello. Está matriculado no curso de Letras da UnB, na cadeira de japonês. Contrário ao sistema de cotas da universidade, ele manifestou sua posição publicamente, por meio da internet. Entre outras qualificações, chamou os negros de “macacos subdesenvolvidos”, “ladrões”, “vagabundos”, “malandros” e “sujos”.
Processado pelo promotor de Justiça Marcos Antônio Julião, o estudante deveria ter prestado depoimento na 6a Vara no dia 23 de janeiro. Seus advogados, porém, impetraram um recurso chamado tecnicamente de “incidente de sanidade.” Significa dizer que alegam que seu cliente não estaria no seu juízo perfeito.
Por decisão judicial, o depoimento de Marcelo Valle foi suspenso, para que seja realizado, em 45 dias, um exame de sanidade mental. Embora suspeite que se trata de mero recurso protelatório, a acusação não se opôs.
Considera-se que dificilmente o estudante, tendo prestado exame vestibular para uma das universidades mais concorridas do país, vá conseguir provar-se insano. Ainda assim a realização do exame é vista como essencial. Até para evitar que a defesa tente anular o processo em fase posterior.
As mensagens de cunho racista foram divulgadas, entre junho e julho de 2005, no Orkut, um sítio de relacionamento mantido pela empresa Google. Permite que o internauta estabeleça contato com comunidades virtuais compostas de pessoas com as quais tenha afinidade de interesses.
Uma das exigências do serviço é a veracidade das informações que o usuário presta ao preencher sua ficha pessoal, de acesso público. O que facilitou ao Ministério Público a identificação do estudante. Intimado pelo promotor Marcos Antônio na fase que antecedeu à apresentação da denúncia, Marcelo Valle não negou a autoria das mensagens. Alegou, porém, que não teve a intenção de onfender os negros.
O signatário do blog tenta, há uma semana, ouvir os advogados do estudante. São dois profissionais de Brasília. Em cinco telefonemas disparados em dias diferentes, a secretária de ambos alegou que estavam viajando. O repórter tentou obter o telefone de Marcelo Valle. Porém, a companhia telefônica informou que, a pedido do assinante, não poderia fornecer o número. Leia abaixo o teor das mensagens que levaram à abertura do processo.
Fonte: Blog do Josias

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Lá, o futebol é uma festa

Depois de terem férias, os jogadores paraibanos voltaram essa semana a jogar. Aliás, os da primeira divisão. Os da segunda terminaram seu campeonato há pouco. Vão recomeçar as brigas, as arengas, as trocas de jogadores e técnicos.

Se bem que, estando em João Pessoa, não se vê mobilização por causa do futebol. Se vê sim, muita gente reclamando do futebol, reclamando de jogadores, mas não há comoção, não há "amor às camisas" como em outras partes.

Aqui em João Pessoa não existe torcedor de verdade. Ta bom, é uma afirmativa muito séria. Eu sei que todas as vezes que se generaliza, se corre o risco de errar. Mas nesse caso, eu quase posso generalizar.

Na capital existem aqueles que dizem que torcem por um time e nunca foram no campo, nunca viram seu time jogar e gostam muito mais do Milan e Flamengo. Existem outros que usam o futebol para espancar e matar outras pessoas. Esses não são torcedores, não são cidadãos, não são nada.

Resumindo, João Pessoa deve ter uns 3 ou 4 torcedores que vieram de outras praças e não foram contaminados pelo desânimo. Quem acha que eu estou exagerando não precisa ir longe, basta dar um pulo em Campina Grande em dia de Treze e Campinense.

Além de ter um estádio lotado, os bares, os shoppings, os restaurantes, as praças, as ruas. Tudo está coberto por bandeiras e camisetas. Numa mesma mesa, famílias com camisas dos dois times já antecipam resultados e jogadas. Lá, o futebol é uma festa!

* outros artigos esportivos no www.olhonoesporte.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Ônibus Assassinos de João Pessoa

Como se já não bastassem os buracos nas ruas causados pelo tráfego de pesados veículos do transporte público, como se já não bastasse o desrespeito por quem espera mais de hora numa parada de ônibus, como se já não bastasse a forma agressiva como os motoristas de ônibus desta cidade tratam os demais veículos e os ciclistas na rua, agora a prefeitura está tendo que trocar todos os abrigos de parada de ônibus porque os motoristas destes veículos não conseguem andar só na rua, precisam subir nas calçadas.

É isso, estão trocando os abrigos, até então e já há décadas, de concreto, por estruturas mais leves para que possam cair nas pessoas sem as matar, uma vez que em João Pessoa os motoristas de coletivo gostam de subir nas calçadas e derrubá-los.

Para quem trafega pela Epitácio Pessoa já ficou claro que o ônibus usam duas faixas ao mesmo tempo. Quem não entendeu ainda será surpreendido, qualquer hora, por um grande veículo saindo acintosamente da própria faixa e se jogando para cima do seu carro.

Existem também os motoristas dos ônibus "ligeirinhos". Esses, acredito, têm habilitação de motoqueiros porque mesmo com aqueles "meio-ônibus" ficam costurando no trânsito tal qual os mais irresponsáveis pilotos de motos.

O melhor é quando acontece um acidente. Logo aparece um defensor da empresa de transporte e um guarda "amarelinho". Quando o responsável pela empresa chega, o amarelinho se retira. Já vi dois guardas sendo colocados para correr 'no grito' por um desses fiscais de empresa.

Para você que foi abalroado pelo ônibus vem a conversa "é um pai de família, se você denunciar ele vai perder o emprego..." Muitos de nós nos compadecemos e deixamos pra lá, coitado do motorista.

Coitado nada. É preciso que se tome a dura decisão de processá-los. Tomara que esses motoristas percam o emprego. Não se deve aceitar a forma como agressiva como eles tratam o resto do trânsito. Eu sei que não são todos os motoristas assim, o que acredito é que se deve punir as irregularidades. Um carro é uma arma e se você o lança sobre alguém, está tentando matá-lo.

No momento em que um desses motoristas for processado por tentativa de assassinato por ter lançado seu ônibus, de forma proposital, sobre outros veículos, os demais vão pensar duas vezes antes de repetir o ato. Sim, eu sou motorista e sim, já fui ameaçado por um desses gigantes. Aliás, sou ameaçado todos os dias.

Ler matéria relacionada: http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?23066

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Convocação extraordinária do Congresso, 100 milhões a menos

"Até agora, 47 dos 512 deputados anunciaram que não ficarão com o dinheiro pago na convocação extraordinária do Congresso. Para trabalhar durante o período que seria de recesso, os deputados e os senadores vão receber duas ajudas de custo iguais ao salário de R$ 12.847.

De acordo com dados da assessoria de imprensa da Câmara, 19 deputados abriram mão do extra e não vão receber as ajudas de custo, outros oito deputados indicaram entidades para receber o dinheiro, outros nove deputados deram entrada no pedido de não recebimento, mas os requerimentos não chegaram a tempo à Diretoria Geral da Câmara e, por isso, terão o adicional depositado em suas contas. Eles não receberão a segunda parcela, prevista para ser paga em fevereiro.

E ainda outros 11 deputados pediram para não receber o dinheiro depois que a folha de pagamento já havia sido enviada ao banco. Esses deputados informaram à administração da Casa que vão devolver o dinheiro ou doar para entidades. A primeira parcela da convocação na Câmara foi paga no final do ano passado."
Fonte: Agência Estado

É, enquanto as CPIs estão discutindo como 55 milhões foram gastos em três anos de mensalão, os próprios deputados estão queimando 100 milhões (isso mesmo, quase o dobro do mensalão) em dois MESES!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Morre o jornalista Pedro Bial

A Globo deu o tiro de misericórdia em Pedro Bial. Dessa vez, a rede conseguiu afundar de vez a imagem de jornalista e colocá-lo como apresentador e executor de tarefas ingratas. Depois de passar a apresentar o Fantástico, programa que vende o passado como novidade, e depois o programa Big Brother Brasil, programa puramente comercial, Bial foi incumbido de escrever a “história” de Robero Marinho.

No entanto, o que enterrou o jornalista da alma do ‘showman’ foi a entrevista, não sei se delegada a ele ou escolhida por ele, com o presidente da república que foi ao ar no dia 1 de janeiro.

A entrevista foi muito pobre apesar de ter sido muito longa. O presidente não disse nada que já não tivesse dito antes e Bial fazia o papel de inquisidor não de repórter. Ele não buscava respostas ou descobrir algo, era um escorregão ou uma declaração danosa ao governo o que o ex-jornalista procurava.

Uma pena, uma pessoa que já teve seus dias de glória no jornalismo brasileiro. Já esteve na hora certa e no lugar certo, como em Berlin na queda do muro. Bial já foi um repórter respeitado. Hoje, é só um soldado que tem tarefas a cumprir designadas pela empresa. Jornalismo não faz mais há algum tempo.