domingo, 25 de junho de 2006

Rezem com parcimônia!

São João deu uma de São Pedro e jogou água nas fogueiras juninas. Em Campina Grande, com a atração brega (!) Zezé di Camargo & Luciano, eu nem precisaria da chuva para ir embora, mas em João Pessoa, em mais uma tentativa de revitalizar o Centro Histórico, a prefeitura trouxe grandes atrações: Jorge de Altinho na véspera de São João, Antônio Barros e Cecéu na noite do santo e no domingo, encerrando a programação, Alceu Valença.

Apesar das boas atrações, o local ainda é cercado por preconceitos e dificuldades para quem quer chegar lá e por conta disso, tem seu público limitado. O que se vê é um pessoal querendo apoiar e incentivar as manifestações culturais com boa vontade, mas ainda são poucos.

Aí, como se já não tivesse empecilhos suficiente, São João resolveu descer algum lago que havia lá por cima. Ou isso, ou então o enciumado São Pedro quis mostrar quem é que manda na parada.

Resultado: A chuva forte, que promoveu um show de goteiras em cima do palco, e um corre-corre generalizado na praça do Centro Histórico, diminuiu ainda mais os parcos espectadores que acompanhavam o show. Claro que houve quem continuasse a dançar e a levantar “lama”, uma vez que as músicas do casal são ótimas e relembram as verdadeiras e tradicionais festas juninas.

P.S. Eu acredito que existe um ‘lag’ na relação orações/dádivas. De antemão, Lag é um atraso na transmissão de informações, como no caso da Globo, quando Boner fala e Fátima, da Alemanha, demora a responder...

Bem, eu acho que no caso das orações, muitos agricultores pedem chuvas de uma vez só e congestionam o tráfego de informações e acaba gerando o Lag na comunicação com o Céu. Então, quando chegam os pedidos lá, os santos começam a enviar água e não param.

É mais ou menos como quando você aperta várias vezes no mesmo botão do computador que está se responder e, de repente, ele executa todos os comandos de uma vez.

Portanto, rezem com parcimônia!

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Forró em Campina Grande

Aproveitando o clima de São João, vamos relembrar o bom e velho Jackson do Pandeiro!

FORRÓ EM CAMPINA

Cantando meu forró vem à lembrança
O meu tempo de criança que me faz chorar.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

Me lembro de Maria Pororoca
De Josefa Triburtino, e de Carminha Vilar.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

Bodocongó, Alto Branco e Zé Pinheiro
Aprendi tocar pandeiro nos forrós de lá.

Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Muita televisão...

Em João Pessoa há um lugar onde a polícia leva suspeitos para fazer-lhes algumas consultas. Lá existem uma cadeira, uma árvore, uma corda e um saco plástico. Reza a lenda que sempre que alguém tem um segredo e não quer revelar, é levado gentilmente num porta-malas até o local onde todas as bocas cantam.

Essa introdução foi feita porque o mesmo lugar também é muito usado para deixar reféns devolvidos, vivos ou mortos, e outro dia, buscando informações sobre um assassinato ocorrido na área, perguntei a um dos agentes responsáveis por recolher o corpo e iniciar a investigação.

Descobri que, não havendo nenhuma testemunha, o que a polícia local espera é que apareça alguma denúncia ou uma confissão. Perguntei se a “cena” havia sido processada.

- Como é? – respondeu o agente com uma pergunta.
- Vocês colheram impressões digitais, reparam se havia algum material diferente no lugar do crime? – expliquei.
- Meu amigo, o máximo que nós vamos analisar é o calibre da bala e só.
- Mas e as impressões digitais?
- Rapaz, você está assistindo muita televisão... aqui ninguém faz isso.

Resumindo, nossa polícia sabe trocar tapa e tiro, e olhe lá! Investigação para eles é entrevista no Jacarapé. É, o negócio é complicado. Não culpo os policiais e agentes, eles trabalham com o que têm, mas que isso explica o caos que vivemos por aqui, explica.

Não me admira que, desde o ano passado, pelo menos três cidades tenham sido totalmente reviradas pela própria população que arrebenta delegacias e prefeituras buscando fazer justiça da pior forma possível, diga-se de passagem. Para ter seus direitos de cidadãos respeitados, o povo precisa desrespeitar os tais direitos e se igualar aos bandidos.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Oito anos no Zépa

Depois de "7 anos no Tibet", a melhor forma de aprendizado de vida foram os oito anos no Zépa. ALiás, como nunca passei nem perto do Tibet, o tempo no José Pinheiro foi o único aprendizado que tive. Aprendizado sobre o Mundo Cão, é preciso esclarecer.

Enquanto criança e adolescente tive que correr muito e traçar rotas de fuga, todo dia renovadas, para não ser, na melhor das hipóteses, roubado. Antes de aprender a reparar os sinais dos malandros, tive boné e relógio roubados, além de, vez ou outra, ser estorquido para entregar o 'vale transporte'.

Meu aprendizado só acabou quando minha mãe achou que era demais quando, numa mesma semana, duas pessoas foram esfaqueadas, uma em cada esquina da nossa rua. Nos mudamos e nunca mais ninguém conseguiu me roubar. Caminhando uma vez nas ruas do Centro do Rio de Janeiro meu pai me disse uma das grandes verdades desta vida, "quem andou pelo Zé Pinheiro não tem medo do Rio."

Enfim, eu aprendi a me virar no Mundo Cão e isso eu percebo sempre que passeio por outras praças. Me lembrei disso quando fui pegar ônibus no Terminal de Integração em João Pessoa. Lá, há um grupo de batedores de carteira que, em cinco minutos, já estavam revelados para mim.

Ainda lá, percebi como eles são amadores e como dão bandeira. Percebi também as pessoas andam muito distraídas e acabam "alimentando" este tipo de ofício. Acho que a polícia não se importa muito com este tipo de delito por não haver uso de violência.

Como muita gente nem presta queixa quando é roubada, é fácil para as autoridades ignorarem os furtos e roubos. Portanto, por enquanto, não há outro remédio a não ser ficar ligado e tentar ser mais esperto que os gatunos.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Padre é flagrado fazendo uso indevido do carro da Câmara

Na manhã desta sexta-feira (16) o ex-deputado estadual Chico Lopes participou do programa Correio da Manhã, na 98 FM, e denunciou o uso indevido de um carro alugado pela Câmara de João Pessoa. Segundo ele, o vereador e vice-presidente da Câmara Padre Adelino estava usando um carro da Câmara em viagens pelo interior do Estado para resolver assuntos particulares e só foi descoberto por que capotou perto da cidade de Campina Grande no último fim de semana.

O vereador Padre Adelino entrou no ar e disse que Chico Lopes faz parte de uma "máfia maligna que quer caluniá-lo". Antes de falar sobre o caso, chamou de "cara-de-pau" e "sem vergonha" o ex-deputado. Ele confirmou o acidente e disse que "a máfia ficou frustrada com a sua sobrevivencia."

Adelino prometeu fazer uma coletiva na próxima segunda-feira (19) e apresentar os dados do acidente com dados e fotos. O vereador confirmou que o carro, um pálio, é alugado pela Câmara Municipal, mas que ele estava pagando o combustível e que ele não estava fazendo uso indevido, uma vez que estava participando de atividades religiosas.

Segundo o padre disse que participou de várias atividades religiosas durante o fim de semana nos municípios de Guarabira, de Areia e de Campina Grande. Quando voltava, no domingo (11), para João Pessoa, no trecho da BR-230, próximo à entrada de Galante, o carro derrapou por causa da chuva e capotou.

No entanto, um dos ouvintes ligou e denunciou que havia visto o vereador participando de uma festividade, um festival de forró em Bananeiras ainda durante o fim de semana.

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Na minha opinião, é uma tremenda cara de pau o camarada usar um carro pago pela Câmara Municipal para fazer política, pregar a palavra de quem for ou participar de festival de forró. O carro deveria ser usado somente para trabalhos da Casa.

O Mais impressionante disso tudo é que o camara ficou odendido! Veja só, ele disse que gasta todo o dinheiro do salário dele ajudando as pessoas e por conta disso não tem nenhum para comprar um carro para ele.

Tenho pena...

terça-feira, 13 de junho de 2006

Criatividade que salva

Dia dos Namorados numa segunda-feira, ah, vai ser moleza! Dia de pouco movimento, as segundas-feiras costumam ser ótimas para uma saidinha. Então vamos aproveitar e levar a patroa, a mulher, a companheira, a preta, ou como quiser chamar seu par, para um programinha especial. Que tal um cineminha seguido de um jantarzinho? É, eu sei, tudo com ‘inho’, mas é assim mesmo... pensei, “vai ser massa!”

Massa foi, mas o poder de criatividade e um exercício de boa vontade foram feitos. Cinema, só com ingresso comprado com dias de antecedência. Jantar num restaurante? Rá, rá! João Pessoas tem apenas alguns restaurantes, se você quiser somente os que têm um apelo mais intimista, reduz ainda mais a oferta.

O retrato da noite do Dia dos Namorados: Filas de carros nas ruas da cidade. Em quase todos um casal em busca de um lugar para jantar com um pouco mais de calma. Entre eles, eu e a minha preta depois de descobrirmos que não seria possível assistir A Profecia.

Tem nada não, todos os restaurantes lotados, caras impacientes nos carros e calçadas, mas, enfim, uma boa idéia! Idéia que poucos tiveram. “Vamos experimentar um pouco da comida internacional de algum hotel?” Massa, do lado de casa está o Hotel Caiçara e seu restaurante Calypso.

Aí a noite só melhorou! O garçom me achou com cara de liso e resolveu me ajudar. Eu acredito que ele pensou: “O camarada trouxe a namorada aqui para impressionar. Vou dar uma força.” O cara nos tratou como rei e rainha, ainda mais que só havia mais três mesas ocupadas no restaurante. A comida estava ótima e eu pretendo voltar lá.

No fim, mesmo com o despreparo da cidade que pretende atender turistas do mundo inteiro e nem consegue lidar com a demanda existente na própria Capital, mesmo com as poucas opções de lazer e entretenimento, mesmo assim, vale a regra maior da vida: “É preciso improvisar e adaptar”. E para isso, criatividade!

P.S. A única coisa que faltou para ficar completa a noite, foi achar uma rosa, apenas uma rosa, que, desde a manhã eu procurei e não achei... Nem uma casa com rosas oferecidas por sobre os muros eu achei...