domingo, 21 de dezembro de 2008

Lembrete dos perigos da profissão

A foto abaixo é só um lembrete dos perigos que a profissão de jornalista traz para nossa vida. E para quem acha que este tipo de perigo só existe para os cobrem guerras, eu lembro que nós também vivemos numa guerra, aqui mesmo onde moramos. Repórteres de O Dia que o digam, repórteres que têm suas casas invadidas também. E aqueles que se assustam quando vêem um motoqueiro sem placas também.

Para quem gostou da foto. Há outras incríveis numa retrospectiva do ano de 2008 pelo mundo. Vale checar. (Valeu Ana).

MOHAMMED ABED/AFP/Getty Images

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

justiça com jota minúsculo

É impressionante, mas é verdade. Está provado, mais que provado: para quem tem dinheiro para pagar os advogados certos, não há lei que o puna. Me desculpe o ministro Joaquim Barbosa, mas a justiça (com jota minúsculo daqui por diante) não funciona para todos.

E mais, ela zomba de todos nós mostrando que sempre há uma forma de protelar, de alongar prazos, de estender discussões e de esculhambar com qualquer tese de igualdade supostamente existente frente aos olhos vendados daquela que deveria ser cega para as diferenças.

Já escrevi sobre isso aqui no blog. Mas não quero, assim como deveria ter sido feito no TSE na última quarta-feira (17), entrar no mérito da questão. Esse já foi feito e custou muito tempo. Muito mesmo. Agora o que resta do caso é a apreciação de embargos que alterariam partes do processo. E o ministro que foi escolhido para julgá-los o fez e os negou.

Mas aí, antes que o caso fosse encerrado, um dos ministros, que tem o caso em suas mãos há 14 meses, fez uma confissão: não leu o processo. E quer ler agora. Imagine você contratando um pedreiro para fazer sua obra. Ele te dá um prazo. No fim do prazo você chega e a obra não foi sequer iniciada. Quando questiona o camarada ele responde cinicamente: não fiz. Você pagou. E caro, ele é o supostamente o melhor dos pedreiros e também o mais caro. Mas ele não fez.

Parabéns ao Versiani que teve coragem, para não dizer cara de pau, para confessar publicamente e na TV que não leu o processo. Parabéns também ao ministro Félix, que tomou as dores de Versiani já sabendo que pediria também vista no processo seguinte na pauta.

Aliás, muito estranho o ministro ter falado em tramóias. Ninguém até então havia levantado nenhum tipo de questionamento ético. Mas se ele já se defendeu por antecipação, deve haver algo. Espero que não.

O presidente Ayres Britto, com sua reverência aos antigos magistrados da Corte acabou abrindo espaço para que a discussão voltasse à baila e que o julgamento dos embargos declaratórios, claramente interpostos como última bóia de salvação, não acontecesse. O governador, que fez lobby pessoalmente em Brasília nos últimos dias, e não fez mais que o esperado, deve estar muito contente. Parabéns para ele também.

Pois afinal, quem vai querer saber de justiça, se nem os ministros das mais altas cortes estão interessados nela? Joaquim, tenho pena de você. Certamente será apontado como o errado, o exagerado, o destemperado. Mas saiba: tô contigo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A sapatada que o mundo queria dar


Um jornalista iraquiano atirou os sapatos contra o presidente W. Bush numa entrevista em Bagdá. O repórter, muito valente e justiceiro, ainda xingou Bush de cão, que para mim é uma forte ofença aos cães.

A corajosa ação, que aliviou os corações de tantas pessoas ao redor do globo aconteceu numa visita surpresa 'de despedida' do presidente. Para ler mais sobre o ocorrido e ver o vídeo da sapatada clique aqui.

Há também pessoas de bom coração que ja trataram de criar um joguinho para que o resto do mundo possa partilhar de tão emocionante aventura. Visite a página do produtor do jogo clicando aqui e aproveite para também dar sua sapatada.

Mais sobre:
Jornalista que atirou sapato é espancado na prisão, diz irmão