terça-feira, 31 de julho de 2007

Surpreendente

Ontem fui obrigado a cobrir jornalisticamente o julgamento da cassação do governador do PSDB, Cássio Cunha Lima pelo TRE. O que mais me surpreendeu não foi a forma arrogante como os advogados de defesa se dirigiam à corte.

Não foi a forma como os advogados tentaram protelar o processo incluído petições e mais petições na pauta. Não foi a defesa apresentada que quis usar como justificativa da compra de votos com o argumento de que isso "já é uma tradição" no Brasil.

Me surpreendeu o "menino Cássio" ter dito de cara limpa, no dia seguinte, que no TSE "a verdade vai aparecer". Me surpreendeu porque não sei que verdade é esta. Que verdade é esta que não foi usada ou esclarecida por seus advogados? Ou será que a verdade é que compra de voto não é crime?

O governador disse que o que a oposição não aceita é que ele tem programas de ação comunitária, "no meu governo as pessoas podem vir até o governador, apertar minha mão e dizer o que precisa", disse ele. Mas será que em quatro anos de mandato, ele tinha que fazer isso justamente no mês da eleição?

Mas o que mais me surpreendeu mesmo foi quando Cássio Lima disse que na verdade o TRE tinha cassado a mãe dele, "dona" Glória. Porque havia sido ela quem teria tido a idéia de ajudar os pobres. Parabéns ao governador cassado em exercício por força de liminar, Cássio Cunha Lima.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Falta de segurança em obras ameaça vida de trabalhadores e vizinhos

A falta de fiscalização nas muitas obras de construção de casas, prédios comerciais e residenciais tem gerado situações de risco para quem trabalha na construção civil e para quem mora perto de alguma edificação. O Portal Correio foi às ruas da Capital e, sem muito esforço, encontrou diversas irregularidades.

Nos bairros de Tambaú e Manaíra, a construção de prédios já se tornou uma constante e gera, além do desconforto da poluição sonora e da poeira, o perigo de pedestres serem atingido por material de construção ou mesmo por um funcionário que venha a cair da obra que não respeita as regras de segurança.

O Portal conseguiu flagrar funcionários trabalhando nos andares mais altos de um prédio em construção sem amarras ou equipamentos específicos para sua proteção (foto acima). A mesma construção, localizada na avenida Monteiro Lobato, em Tambaú gera reclamação por conta de um alagamento que se transformou num “viveiro de mosquitos”, como contou um dos vizinhos da obra.

Outra vizinha, que não quis se identificar por temer represálias, contou que já teve dengue duas vezes e tem medo de ter a versão hemorrágica da doença. “Além dos mosquitos, é impossível manter a casa limpa por causa da poeira. As roupas que ficam no varal para secar acabam cobertas de terra.”

Segundo Pedro Augusto, síndico do prédio Maria Cláudia, que fica por trás da obra, “o lixo que cai da construção, sem a manta que deveria ter, acaba em cima do nosso edifício e já tivemos até um problema muito sério de entupimento das calhas por conta disso”, contou.

O chefe do Núcleo de Segurança de Saúde do Trabalhador, da Delegacia Regional do Trabalho, Clóvis da Silveira Costa, explicou que as fiscalizações são divididas por zoneamento e se restringem às obras verticais. “Nós somos muito poucos para realizar fiscalizações em todas as obras. Acabamos agindo basicamente através de denúncias”, contou, passando o número telefônico 2107-7602 para quem tiver denúncia a fazer.

A respeito de danos causados às casas e prédios vizinhos, Clóvis disse que tem orientado os prejudicados a registrar os danos por meio de denúncia e, se possível, por meio de fotografias e depois procurar a Curadoria do Cidadão para ser ressarcido do seu prejuízo.

“Cabe a nós apenas autuar, multar e, no máximo, embargar a obra que não respeita a NR 18 (Norma Regulamentadora que prevê Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), mas os danos causados nós não temos como obrigar os responsáveis a ressarcir os prejudicados”, explicou o chefe do núcleo.

A NR 18 determina que as obras devem tomar providências para evitar a queda de materiais e de funcionários, como bandejas de contenção e telas de revestimento. “Não pode haver risco de queda”.

Já quanto à água empossada, o chefe do núcleo disse que os moradores devem procurar o Programa de Erradicação de Vetores da Vigilância Sanitária. “Eles é que cuidam deste tipo de problema que também pode gerar autuações para as obras”, concluiu.

Na semana passada, o Portal Correio denunciou o abuso na questão do barulho gerado também por obras na Capital. Esta semana, os moradores da região revelaram que, apesar do barulho ter diminuído em intensidade ainda acontece fora do horário comercial.

Leia a matéria original clicando aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2007

A respeito da transposição

A respeito da transposição do São Francisco, por ser polêmica e por abranger complicadas técnicas e estratégias de cobertura, sempre procurei não me meter muito. Mas esta semana recebi um artigo de alguém que considero conhecedor do assunto e que acredito ter know How para opinar. Não por ser meu pai, mas por ter ser professor aposentado de economia e ter tido, durante décadas, como objeto de estudo a agricultura e o homem do campo no Nordeste e já ter sido, inclusive, consultor do Incra na Paraíba. Segue abaixo o artigo de João Otávio:

Sobre a transposição do São Francisco. É a polêmica mais poluída que já vi nos últimos anos. Poluída porque os dois lados do embate fazem uma defesa tão apaixonada que se tornaram imunes aos argumentos dos oponentes. Não levam em consideração a mais ínfima parcela de verdade que os outros possam apresentar. E os dois lados no mínimo distorcem fatos e omitem outros tantos que seriam de interesse publico para a elucidação do problema.

Os são contra a transposição rejeitam a verdade que a transposição pode vir a criar condições de estabelecimento de novos perímetros irrigados que, como em Juazeiro, servem para dinamizar a economia da região em que se instalam. Isso mesmo que seja criticável o fato de que quem se apropria da riqueza criada nos perímetros seja uma pequena minoria de irrigantes, normalmente empresas agropecuária. Mas o
fato é que a região se beneficia de uma dinâmica econômica antes inexistente.E a organização do perímetro não necessariamente tem que repetir os defeitos dos ja existentes.

Os que são favoráveis à transposição torcem a verdade ao dizer que junto com ela virá a revitalização do São Francisco. Isso não passa de uma vontade. Não há nada de concreto, que se saiba neste sentido. Depois, afirmam ainda que serão beneficiados 12 milhões de nordestinos. Falta a eles mostrar onde estão esses 12 milhões. Somente alguns rios serão perenizados. Não se conhece nenhum plano para a distribuição da água desses rios perenizados para outros rios de forma a atingir e abastecer o restante
da população que não está a margem dos rios perenizados.

No caso da Paraíba, montado o sistema de distribuição d'agua ela nem teria que vir do São Francisco, poderia vir das barragens de Mãe D'agua-Coremas. Assim, água para abastecimento humano dos sertanejos parece ser nada mais que uma quimera, plantada pelos defensores da transposição.

O uso produtivo da água na agricultura permanece impossível, pelo mesmo motivo acima descrito. Não há sistema de distribuição que a leve até os produtores. Salvo nos poucos perímetros irrigados a serem construídos cuja localização ainda não é conhecida.

Os perímetros irrigados a serem montados, como já expusemos, nascem já com o pecado original de pouco beneficiar a população trabalhadora. Se para provar isso não fosse o bastante observar o que acontece nos antigos perímetros de Juazeiro, é bom analisar como o Governo da Paraíba vem planejando e criando perímetro irrigado das várzeas de Souza. Lá também, mais uma vez agricultores ficarão de fora.

Na Paraíba, tudo indica que só ficaremos com essa área irrigada, a Várzea de Souza. Não por acaso é de Souza mesmo que vem o núcleo duro do grupo defensor da transposição. Certamente não será um acaso se entre os defensores encontrarmos alguns dos grandes proprietários de terras da região, terras essas que certamente se valorizarão muito com a transposição.

Assim os mais ardorosos defensores curiosamente terão grandes benefícios privados embora estejam unicamente pensando no beneficio dos 12 milhões de sertanejos sem água. Muito conveniente para eles defender uma grande causa de justiça que ao mesmo tempo lhes proporciona vultosos lucros privados. Quando todos os interesses estiverem expostos publicamente e o debate se der com um mínimo de racionalidade ai ficara mais fácil para a população achar o certo e optar pelo que melhor lhe convier.

Até que isso ocorra não teremos senão uma batalha de marionetes, onde as mãos que controlam os bonecos e seus respectivos interesses permanecerão na penumbra.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Empreiteiras tiram sossego de moradores da Capital

O mercado imobiliário na Capital está em alta, mas se por um lado isso ajuda na economia local, por outro obriga moradores de quase todos os bairros da cidade a conviver com o barulho e com a metralha diariamente. Enquanto as empreiteiras se apressam em subir prédios, os vizinhos das obras vivem com o ruído de máquinas pesadas e com o pó de terra e cimento em suas casas.

O Portal Correio flagrou algumas obras de construção de prédios pela cidade de João Pessoa que não respeitam os horários em que é permitido fazer barulho nem os limites máximos. Foi possível verificar também que algumas regras de segurança não estão sendo respeitadas.

Numa obra no bairro de Tambaú, o Portal comprovou a movimentação de caminhões e geradores de energia, todos muito ruidosos, tanto antes como depois do horário comercial. Segundo os moradores da região, nos dias de subir concreto até os pisos mais altos dos prédios em construção, as máquinas só param os trabalhos após as 20h.

As empresas responsáveis pelas obras contam com falta de fiscalização e se aproveitam do pequeno efetivo da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que, com apenas um veículo durante a semana e dois nos fins de semana, não conseguem dar conta de todos os chamados do disque denúncia (0800 281 9208).

Segundo o secretário Antônio Almeida, a Semam recebe em média 1.500 denúncias por mês das quais 70% são de poluição sonora. Os moradores da rua dizem que chamam a Semam, mas que o serviço demora tanto a chegar que muitas vezes não consegue flagrar o autor da infração.

Antônio Almeida explicou que a Secretaria, quando chamada, notifica o causador da poluição sonora e, em caso de reincidência, pode autuar e multar a pessoa ou estabelecimento em até cinco mil reais e lembra: "Em áreas residenciais, o nível máximo de ruído é de 55 decibéis durante o dia e de 45 decibéis durante a noite. Em caso de obras, é preciso respeitar o horário comercial".

Clique aqui para ver a matéria publicada no Portal Correio.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mãos à obra

Amigos,

Hoje vim só para antecipar que pretendo fazer uma pequena série de matérias que abordam os riscos e danos que as grandes construções particulares podem gerar nas cidades. Ainda mais quando se trata de uma como João Pessoa que, a cada dia, ganha um novo prédio.

Mas apesar de as matérias se referirem à obras da Capital paraibana, acredito que os problemas devem se repetir em todos os lugares em que a pressa e a busca por maiores lucros nas construções existirem.

Um abraço

sexta-feira, 13 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Google comprova 1º lugar do Portal Correio

Tá bom, eu sei. É feio ficar se gabando e tal... mas é que provocaram, sabe? Ninguém queria dizer que o número de acessos é o dobro em relação ao segundo lugar. Ninguém queria dizer que a liderança em números de visitas, visitas únicas, impressão de página, hit ou qualquer outra medida que os concorrentes possam escolher é nossa. Mas provocaram...

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Escolham as armas e touchet!

A ferramenta de avaliação e acompanhamento de páginas na Internet Google Analytics comprova a liderança do Portal Correio também no número de visitas. Considerando os meses de março a junho, meses anteriores à mudança do Portal, a média de exibições únicas é de 814.166, quase o dobro em relação ao segundo lugar que diz ter 433.932 por mês.

Portanto, aliando informações do Alexa (www.alexa.com) com o serviço de acompanhamento e gestão de acesso do Google, o GOOGLE ANALYTICS (www.google.com/analytics), mostra-se incontestável a liderança do Portal Correio.

Por se tratar de um serviço fechado somente a quem é cadastrado, não haveria como fazer comparação de números sem que os concorrentes liberassem suas próprias estatísticas. Só foi possível comparar os dados do Portal Correio com os do WSCom depois que este os publicou recentemente.

“Fico muito feliz que os concorrentes divulguem seus números, assim nós podemos comprovar nossa liderança usando os parâmetros que os adversários escolheram”, comemorou o gerente comercial do Portal Correio, Francisco Raimerson.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Segurança, ah, se nós tivéssemos segurança...

Ainda tratando de segurança, é preciso chamar a atenção para dois fatos interessantes que são da responsabilidade da Secretaria de Segurança de nosso Estado: Primeiro o fato de que o Inquérito que apura atentado contra a secretária de Saúde de João Pessoa está parado. Não há nem investigações nem conclusões. Nem delegado o caso tem mais (leia mais aqui). Se num atentado a um secretário de estado não se descobre nada, coitados dos cidadãos comuns.

Outro caso que merece a atenção de todos é que o Portal Correio denunciou que um dos supostos matadores da moto preta, como ficou conhecido um grupo de extermínio que age na Grande João Pessoa, seria um PM que deveria estar em prisão semi-aberta num dos batalhões do Estado (leia mais aqui).

A secretaria negou tudo, inclusive colocando a prisão dele como prova de que ele não poderia estar transitando na rua na hora das execuções. No entanto, uma semana depois o PM sofre um acidente de moto à noite (quando deveria estar recluso) e morre dias depois no hospital. Reza a lenda que a Secretaria iniciou (finalmente) uma investigação.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mundo cão

O mundo das armas criam fatos como estes noticiados pelo Portal Correio...

Como num videogame, puxar um gatilho é simples e fácil. E nem sempre quem atira vê o resultado do tiro.

Clique e leia as matérias:

Policial militar mata o filho por engano

Agricultor mata irmão ao tentar acertar policial