sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Intolerância: o mundo está ficando louco

A intolerância e a violência estão crescendo, ou será que eu estou ficando sensível. Não, não foi o espírito de Natal que "me tocou". Aliás, quem me dera este existisse realmente. Mas as últimas notícias do mundo não me deixam acreditar nisso.

Fiquei pasmo com duas notícias dos últimos dias: A da agressão ao premiê italiano no meio da rua (veja aqui), na semana passada, e a mulher que, pelo segundo ano consecutivo, se lança contra o papa no meio de uma missa (veja aqui).

Que fique claro que não sou simpático à Berlusconi, nem muito menos ao papa Bento 16. No entanto, sou obrigado a tolerá-los assim como eles também o são em relação a mim. Quem tem o direito de agredir outra pessoa por discordar de suas ideias?

É absurdo aceitar que a violência substitua a discussão e a troca de ideias. É absurdo imaginar que alguém seja tão contrário ao pensamento de outra pessoa, que se sinta impelido a agredir fisicamente o dono da visão divergente.

Acredito que devemos aceitar o que é divergente não pelo bem do próximo, mas pelo nosso próprio bem. Se prensarmos "uma jogada à frente" será possível ver que este comportamento, cedo ou tarde, vai se voltar contra nós e não nos será permitido pensar o que quisermos.

Além disso, que mundo terrível seria este onde um só pensamento seria permitido. E eu deixo a pergunta: se formos resolver as diferenças na base da força, será que seria o meu ou o seu pensamentos que prevaleceriam?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MPF pede bloqueio de receitas no Manaíra Shopping

É... parece que depois de matar um rio, tomar posse de algumas ruas e ignorar as ordens dos poderes públicos, a Justiça e o Ministério Público resolveram fazer alguma coisa para recuperar a moral.

MPF pede bloqueio de receitas e proibição de obras no shopping Manaíra

Do Paraíba1
Com assessoria do MPF


O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) e o Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB) ajuízaram ação cautelar contra a empresa Portal Administradora de Bens Ltda., responsável pelas obras no Manaíra Shopping. No pedido da ação consta que as obras de ampliação do empreendimento causaram danos à área de preservação permanente às margens remanescentes do Rio Jaguaribe.

A ação aguarda decisão da 1ª Vara da Justiça Federal e pede que a Justiça determine a suspensão de novas obras e leve a depósito judicial todos os rendimentos recebidos com o estacionamento coberto e ao ar livre, por invadir a área de preservação ambiental.

As medidas valem para as obras na faixa de 50 metros, contados do curso de água, bem como o depósito em conta judicial por parte da promovida de todas as receitas por ela recebidas, com a exploração do Manaíra Shopping, na parte em que se encontra edificado sobre área de preservação permanente, deduzidos os seus custos normais de funcionamento.

De acordo com o pedido, a empresa deve se sujeitar a auditoria de um perito judicial, para apuração dos valores a serem depositados, até a solução final do caso na ação principal que deve ser brevemente ajuizada.

Os órgãos alegam que não se pode admitir que a empresa continue lucrando às custas do dano ambiental durante todo o período de discussão judicial da causa e por isso pede o bloqueio de recursos suficientes para garantir as futuras medidas reparatórias.

Antecedentes

A ação decorre das investigações realizadas em um procedimento administrativo instaurado pelo MPF a partir de representação da Associação dos Amigos da Natureza (Apan), noticiando a realização de obras de ampliação no Manaíra Shopping, em plena área de preservação às margens do Rio Jaguaribe e que foi convertido em ação civil pública.

De acordo com o MPF, o empreendimento não teria respeitado a distância de 50 metros, correspondentes à área de preservação permanente, prevista na Lei nº 4.771/65 (Código Florestal), embora tenha obtido licença ambiental emitida pela Sudema (órgão ambiental estadual).

Para os autores da ação, as investigações devem prosseguir ainda para apurar responsabilidades dos servidores públicos que concederam as aludidas licenças, assim como para avaliar a melhor forma de reparação ou compensação ambiental no caso, as quais serão postuladas em ação civil pública a ser brevemente ajuizada.

De qualquer forma, o Ministério Público espera que a Justiça determine a remoção total ou parcial de construções ou mesmo o perdimento de parte das obras para o Poder Público.

Outro lado

A reportagem do Paraíba1 entrou em contato com o departamento de comunicação do Manaíra Shopping e aguarda uma resposta sobre o caso.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Minha lembrança a Oscar Niermeyer

É a figura que eu mais gostaria de ter a chance de entrevistar. Mas não uma entrevista de alguns minutos. Gostaria de passar alguns dias com ele. Queria ouvir as histórias de como ele atravessou o século de maiores transformações em toda a história da humanidade.


"apenas procurei ser útil", diz Niemeyer


 
Com uma festa discreta, arquiteto Oscar Niemeyer comemorou seu aniversário de 102 anos nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. O arquiteto, que esteve internado em setembro e passou por duas cirurgias, falou sobre como se sente em relação à idade atual.

"A gente olha para trás e vê tanto trabalho. A vida é complicada demais. Passo por ela sem problemas, felizmente. O homem tem que ser fraternal. Temos que olhar o outro e caminhar junto. Sou igual aos outros. Não vejo nenhuma qualidade demais em mim não. Apenas trabalhei e tive algumas ideias aproveitadas", disse.

Niemeyer ainda tentou ser humilde na cerimônia: "apenas procurei ser útil".

Leia a matéria completa clicando aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O rei do de panetone


Ouvi dizer que este barrigão era todo de panetone...
mas também pode ser o falso moralismo que sempre
enche a boca deste camarada.


A foto me foi enviada por e-mail pelo meu pai, mas está sem o crétido.
Se esta foto for sua e você não foi esmagado por esta
barriga, me fale que eu credito.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Guia para cobrir áreas de conflito



Lendo um dos blogs que acompanho, o Novo em Folha, da Folha de São Paulo, encontrei uma lista de dicas dadas por um jornalista que cobriu operações de paz da ONU no Congo.

São dicas para cobertura jornalística em áreas de conflito. Por isso, acho que cabem perfeitamente para nós brasileiros e paraibanos. Afinal, se esta situação que vivemos não puder ser considerada uma área de conflito, não sei mais o que poderá.

Segue o texto:

O ótimo site Media Helping Media fez um guia com dez dicas para cobertura em áreas de conflito – como o Congo, que ilustra este post, mas também como o Rio. Quem escreveu foi Jaldeep Katwala, que atuou como jornalista e em operações de paz da ONU naquele país:
  1. Evite clichês sobre o país que você cobre;
  2. Não acredite em tudo o que te dizem;
  3. Não busque a "verdade definitiva" das coisas;
  4. Não tire os fatos de contexto;
  5. Não aceite as informações sem questioná-las;
  6. Não se esqueça, nunca, do lado humano dos sofrimentos;
  7. Não seja descuidado com as palavras;
  8. Não se deixe manipular pelas agendas dos interessados;
  9. Não ignore as pressões locais;
  10. Não ignore a história (a mais importante, talvez).
CLIQUE AQUI para ler em detalhes cada uma dessas orientações.

Post originalmente publicado no Blog Novo em Folha