quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um brasileiro para ser lembrado

Neste ano o Brasil comemora o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Comemora? Nem tanto, pois a melhor comemoração seria o conhecimento das novas gerações sobre a obra humana e política deste homem franzino, bem humorado, doce, gentil e firme, que fez enorme diferença na história do país, durante os anos da ditadura. Leia mais no blog Leituras, de João Otávio.

Momento musical: Pearl Jam é destaque no Jornal da Paraíba

O menino André Cananéa fez uma matéria massa para o Jornal da Paraíba em homenagem ao disco TEN, do Pearl Jam. Vale dar uma lida no blog dele, que reproduziu a matéria. Clique aqui para ir lá.


Clique para ver o clipe de Jeremy

segunda-feira, 27 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Novo Blog: Diário do Neguinho

São tantas descobertas todos os dias. Tantas histórias boas para contar e eu desperdiçando, deixando passar. A partir de agora nenhuma dica, lição ou descoberta serão perdidas. Abaixo segue o link e o texto do primeiro post.

http://diariodoneguinho.blogspot.com/

Nasceu o neguinho

Em 20 de março de 2009 aconteceu algo que eu sempre quis. Algo planejado, pensado, calculado e até ensaiado. Mesmo assim fui pêgo de surpresa. Tão pequeno e tão forte. Mas não só força muscular. Força psicológica, força emocional.

De repente, tudo mudou. Achei que a gravidez, já vivida e festejada, havia me mostrado todo o sentimento que eu poderia sentir pelo meu filho. Mas poucas vezes na vida eu estive tão errado. Eu que já ficava louco com o guri mexendo de dentro da barriga quando ouvia minha voz, não tinha ideia de como ainda podia ser bom.

Não sei se foi a imagem amassadinha do bebê, se foi o cheiro, se foi o tato da pele dele. Mas hoje sim, tenho certeza do tamanho do meu sentimento. Da propoção do que eu sinto e do que eu já havia sentido antes.

Só para vocês terem uma amostra de quão besta fiquei/estou, ainda com as unhas compridas, Rafael arranhou o olho, que ficou inchado. Quando vi o que tinha acontecido, uma vontade de chorar me tomou. Não chorei, afinal, agora eu sou um pai, mas me deu vontade de chorar. Ver aquele menino tão pequenino ali e eu já falhando em protegê-lo, foi duro.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Herói na estrada

O jornalismo é interessante. Quando alguém morre logo vira notícia. E quanto mais violenta for a morte, mais tempo fica na mídia e mais tempo o público procura por informações e e se mantêm fiel às "novidades do caso". Não há mais como saber se a mídia se viciou no "ibope" que notícias como esta traz, ou se foi o público que se viciou em receber notícias assim. O que há de certo, é que a morte sempre rende mais tempo nos noticiários.

Digo isso porque esta semana uma notícia de apreensão, medo e até perigo, mas não de morte, foi notícia. Mas foi notícia no dia e ponto. Eu gostaria de invocá-la para tratar sobre ela aqui. Dias depois. Trata-se do nascimento do pequeno Daniel, que nasceu no meio da estrada por falta de um médico que estivesse disposto a se arriscar e tentar fazer seu parto na cidade onde sua mãe mora e resolveu enviá-los para outra cidade em pleno trabalho de parto.

É o retrato da Saúde em nosso Estado e certamente também de nosso país. Hospitais mal aparelhados, sem médicos qualificados ou preparados e com estruturadeficiente . Um país onde as pessoas preferem não se arriscar. Preferem fazer suas obrigações e nada mais que isso. Pelo menos essa é a regra. É a regra que faz com que, por exemplo, a gente veja absurdos acontecendo todos os dias pela TV ou mesmo pela janela do carro e prefira não se envolver. "Não é minha obrigação".

Médico que resolvem não fazer um parto por achar que é de alto risco e não ter a estrutura certa para resolver o problema é situação corriqueira nas pequenas cidades da Paraíba. Tão corriqueira que, por duas vezes, um policial, não médico nem enfermeiro, resolveu (poderia dizer que precisou, mas ele podia ter se omitido), deixar suas funções de proteger e vigiar para fazer um parto que um médico, supostamente melhor preparado, não quis.

Quis o destino, Deus, ou o acaso, que o mesmo agente estivesse de plantão no dia em que alguém resolveu enviar uma mãe em trabalho de parto para a estrada. Não sei se os médicos perderam o "timing", mas sei que mandar uma mulher que já iniciou o trabalho de parto numa viagem, muitas vezes em estrada esburacada, para ser atendido em outra cidade e sem um médico acompanhando, é no mínimo irresponsável.

Enfim, este texto é para fazer render um pouco mais as poucas boas ações que nós temos no nosso noticiário e para parabenizar o agente Daniel Pereira da Polícia Rodoviária Federal que, por duas vezes, uma em 2006 e a outra esta semana, ajudou mães que foram desamparadas por seus médicos e tirou de uma situação em que o parto já era de risco piorada pelas condições de acontecer num banco de carro e sem estrutura médica um dia feliz e de nascimento.Fez isso sem querer nada em troca, mas ganhou a gratidão como pagamento. E o reconhecimento desde blogueiro.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Um Parque para João Pessoa no Aeroclube

João Pessoa deve ganhar um Parque Florestal no lugar do Aeroclube da Paraíba. Um parque para oferecer aos seus habitantes e turistas um local apropriado às atividades físicas, de lazer, diversão para crianças e realização de eventos culturais.

Já é mais que hora para o Aeroclube da Paraíba, depois de tantos bons serviços prestados, se transferir para local mais adequado, visto que atualmente provoca temor e desconforto – ruídos constantes- entre os vizinhos.

A área privilegiada onde se encontra o Aeroclube terá que ser reflorestada com espécies da flora nativa, reconstituindo um ambiente ecológico que proporcionará muitos prazeres aos que o frequentar.

Na área, enquanto se refloresta, há que se edificar uma infraestrutra mínima para que as famílias possam usufruir do ambiente: banheiros, locais para picnic, trilhas para passeio a pé, de bicicleta, caminhadas ou simples desfrute da natureza.

Da mesma forma os equipamentos básicos para a pratica de esportes podem ser construídos sem grandes despesas. Assim os atletas, mesmo os de fim de semana poderão participar de jogos, fazer educação física, praticar corrida, fazer ginástica e encontrar instalações para os esportes radicais.

Por tudo isso o Parque de João Pessoa certamente constituirá um importante equipamento à disposição da população, transformando-se em um novo marco da cidade. Isso servirá para reforçar o turismo, consolidando nossa imagem de cidade verde, tranquila e humana onde o povo hospitaleiro compartilha com os visitantes boas opções de lazer.

João Otávio Paes de Barros Júnior

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Jornalismo Alternativo agora no Twitter e com Twitter

A partir de hoje tem Twitadas aqui no blog. No menu da direita é possível ver os últimos três posts do Twitter (twitter.com/mauriciomelo), mas quem quiser ler mais, basta clicar em um deles para ir à página e ver tudo.

Abraço,
Maurício

P.S. Ah, e para receber aviso de atualização do Nó na Garganta no seu Twitter, basta ir lá no www.twitter.com/nonagarganta e clicar em Follow.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Água para quem não tem sede

Foi noticiado nesta quinta-feira (2) que a procuradora geral da Justiça, Janete Ismael presentou os promotores de Justiça que atuam em todo estado com notebooks, ao todo são 210 máquinas. Engraçado que para prédio novo e computadores novos sempre tem verbas, mas para pagar melhor e até contratar mais gente para aDefensoria Pública, não.

Mas vai aparecer quem diga que os computadores ganhos serão usados para o trabalho, mas eu acredito que com um salário de quase R$ 20 mil, dá para estes camaradas comprarem seus próprios equipamentos. Mas vejam só, não sou contra doações, muito menos tecnológicas. Sou contra é usar dinheiro público, diga-se meu dinheiro e o seu, para fazer agrado a quem quer que seja sem a nossa consulta, oras.

Será que esse presente não veio para apaziguar os ânimos depois da arenga que proíbe os promotores de participar da eleição para Procuradoria Geral de Justiça? Outra, será que os promotores vão se dar por satisfeitos?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Abrindo espaço: Jornalista, só com diploma

Em 1964, há 45 anos, na madrugada de 1º de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Naquela época, todos os setores, inclusive o Jornalismo, e liberdades democráticas foram atingidas e sofreram por mais de duas décadas.

Em 2009, a sociedade brasileira pode estar diante de um novo golpe, mais direcionado que então. Desta vez, especificamente contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados a exercer o Jornalismo, com formação teórica, técnica e ética.

A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, em vigor há 40 anos (1969/2009), encontra-se ameaçada. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, também em 1º de abril, o recurso que questiona a constitucionalidade da regulamentação profissional do jornalista. O ataque à profissão é mais um ataque às liberdades sociais, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo.

É importante esclarecer: defender que o Jornalismo seja exercido por jornalistas está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham uma formação de alto nível. Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

O ofício de levar informação à sociedade já existe há quatro séculos. Ao longo deste tempo foi-se construindo a profissão de jornalista que, por ter tamanha responsabilidade, à medida que se desenvolveu o ofício, adquiriu uma função social cada vez mais fundamental para a sociedade. E para dar conta do seu papel, nestes quatro séculos, o Jornalismo se transformou e precisou desenvolver habilidades técnicas e teóricas complexas e específicas, além de exigir, também sempre mais, um exercício baseado em preceitos éticos e que expresse a diversidade de opiniões e pensamentos da sociedade.

Por isso, a formação superior específica para o exercício do Jornalismo há muito é uma necessidade defendida não só pela categoria dos jornalistas. A própria sociedade, recentemente, já deixou bem claro que quer jornalista com diploma. Pesquisa do Instituto Sensus, realizada em setembro de 2008, em todo o país, mostrou que 74,3 % dos brasileiros são a favor da exigência do diploma de Jornalismo. E a população tem reafirmado diariamente esta sua posição, sempre que reclama por mais qualidade e democracia no Jornalismo.

A Constituição, ao garantir a liberdade de informação jornalística e do exercício das profissões, reserva à lei dispor sobre a qualificação profissional. A regulamentação das profissões é bastante salutar em qualquer área do conhecimento humano. É meio legítimo de defesa corporativa, mas sobretudo certificação social de qualidade e segurança ao cidadão. Impor aos profissionais do Jornalismo a satisfação de requisitos mínimos, indispensáveis ao bom desempenho do ofício, longe de ameaçar à liberdade de Imprensa, é um dos meios pelos quais, no estado democrático de direito, se garante à população qualidade na informação prestada - base para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas.

A existência de uma Imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do Jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional responsável. A melhor forma, a mais democrática, de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em Jornalismo.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Somos mais de 60 mil jornalistas em todo o país. Milhares de profissionais que somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão, e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil.

E não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos de interesses privados e motivações particulares. Os jornalistas esperam que o STF não vire as costas aos anseios da população e vote pela manutenção da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Para o bem do Jornalismo e da própria democracia.

Sérgio Murillo de Andrade - sergio@fenaj.org.br
Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ