quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mundo difícil para se ter opinião

Esse mundo está complicado e difícil de viver. Ok, ninguém me disse que seria fácil. Mas nessa luta de tentar defender o que é justo (claro, sempre na minha opinião) eu tenho feito inimigos, desafetos e brigado até com os amigos.

Ora, eu acredito na função social do jornalismo e da comunicação social. Acredito que as discussões são positivas e que dogmas são os vilões. Quando se tem um ponto que você defende intransigentemente e não é capaz sequer de ouvir uma divergência, aí é onde nasce o problema.

Pensando nisso e tendo como lema o dito de Pedro Quirino, um irmão um pouco menos famoso de Bráulio e Clotilde Tavares, "o bom da vida é arengar". Pois eu venho levando esse dito ao pé da letra. Sou um arengueiro nato.

Mas aí surgem as dificuldades que mencionei no início do texto. Veja, sou campinense Raposeiro. Xingado, portanto, por trezeanos. Mas também sou xingado por raposeiros que não aceitam críticas ao time.

Meu chefe me chama de comunista e que não sirvo para o trabalho. Não consigo outros trabalhos por carregar a pecha de ter trabalhado em um grupo de direita.

Quando escrevo ou falo sobre religião, me chamam de herege, ou de macumbeiro, quando falo de direitos sociais me chamam de petralha, feminista e amante dos gays. Dizem que apoio o terrorismo. Noutro dia me chamam de transfóbico, machista, racista e reacionário.

Ora, meu mal, pelo jeito é falar demais. Se estou sendo apedrejado dos dois lados, devo estar muito errado mesmo. Ora, não agrado nem a grego nem a troiano.

Por isso alguém pode ler esse texto e concluir que estou me vitimizando (e peço desculpas por um texto tão egocêntrico, não é de meu feitio).

Mas não é nada disso. Pelo contrário. Se todos que leem meus textos se sentem impelidos a pensar sobre o que foi dito, independente de concordar ou discordar, eu fico feliz. O arengar, o jornalismo, a comunicação social, serve para isso. Para criar divergências, não para criar dogmas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

“Armas não são instrumentos de defesa, mas de ataque”, afirma ministro


Recife, 23/11/15 –
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu, em Recife, a política de desarmamento implementada pelo governo federal e disse ser um equívoco achar que se pode combater a violência com aquisição de armas individuais. “Armas não são instrumentos de defesa. Armas são instrumentos de ataque”, resumiu o ministro.

– Clique e confira áudio da coletiva do ministro Cardozo

A declaração foi feita durante um ato suprapartidário pela preservação e fortalecimento do Estatuto do Desarmamento. O movimento – pioneiro no Brasil – é uma resposta ao risco de forte retrocesso nas políticas de controle da violência com a possibilidade da aprovação do projeto de lei, em tramitação no Congresso Nacional, que permite às pessoas andarem armadas nas ruas.

O encontro, realizado no Palácio do Campo das Princesas, contou com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o presidente do Senado, senador Renan Calheiros, e a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, além de parlamentares, especialistas em segurança pública e representantes da sociedade civil.

Retrocesso
O ministro Cardozo ressaltou que o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional é um retrocesso e que o ato suprapartidário é uma chance de dialogar contra essa possibilidade de recuo nas políticas públicas contra a violência.

“A violência cai quando se recolhem armas, e cresce quando mais pessoas estão armadas”, disse o ministro ao ser questionado sobre iniciativas e debates no Congresso Nacional para flexibilizar o Estatuto do Desarmamento.

“Existem avaliações de algumas pessoas que a violência se combate com aquisição de armas individuais, mas isso é um erro. Quanto mais você tem o armamento, maior o número de acidentes com armas de fogo, maior a possibilidade de roubo de armas, que acabam sendo utilizadas por meliantes, maior a possibilidade de uma pessoa tentar reagir a um assalto e ser vítima”, disse o ministro.

Destacando que as estratégias e custos com as políticas de segurança pública no Brasil recaem para os Estados, o ministro José Eduardo Cardozo defendeu uma repactuação das obrigações entre entes da federação. “É fato que o Brasil é um país violento. É fato que nós temos que estar juntos para enfrentar essa violência. É fato que hoje o Governo Federal pretende dialogar com os Estados na formação de um pacto de redução de homicídios, onde vários elementos foram aqui trabalhados em Pernambuco, com o Pacto pela Vida, lançado pelo ex-governador Eduardo Campos”, salientou o ministro.

As informações são do portal do Ministério da Justiça (MJ).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Marcas de chocolate utilizam trabalho escravo infantil; saiba quais

De acordo com o site português O Planeta que Temos, em setembro de 2015 foi apresentada uma ação judicial contra a Mars, a Nestlé e a Hershey alegando que elas escondiam dos consumidores que financiavam "indiretamente" o trabalho escravo infantil na África Ocidental.

Segundo o documento citado, crianças entre 11 e 16 anos são levadas a plantações isoladas, onde trabalham de 80 a 100 horas por semana. O documentário Slavery: A Global Investigation (Escravidão: Uma Investigação Global) entrevistou crianças que foram libertadas, que contaram das agressões sofridas por lá. Eram murros e surras de cintos e chicotes.

As 7 marcas de chocolate que utilizam cacau proveniente de trabalho escravo infantil são:

    Hershey
    Mars
    Nestlé
    ADM Cocoa
    Godiva
    Fowler’s Chocolate
    Kraft


O site informou ainda que em 2001, a FDA (Food and Drug Administration) quis aprovar uma legislação para a aplicação do selo “slave free” (sem trabalho escravo) nos rótulos das embalagens. Antes da legislação ser votada, no entanto, a indústria do chocolate - incluindo a Nestlé, a Hershey e a Mars - prometeu acabar com o trabalho escravo infantil das suas empresas até 2005.

Este prazo tem sido repetidamente adiado, sendo de momento a meta até 2020. Enquanto isto, o número de crianças que trabalham na indústria do cacau aumentou 51% entre 2009 e 2014, segundo um relatório de julho de 2015 da Universidade Tulane.

Matéria original
http://oplanetaquetemos.blogspot.pt/2016/02/as-7-marcas-de-chocolate-que-utilizam.html

Documentário:
http://oplanetaquetemos.blogspot.pt/2011/03/o-lado-negro-do-chocolate-documentario.html

Wikipedia
FDA (Food and Drug Administration) é o órgão governamental dos Estados Unidos da América responsável pelo controle dos alimentos (tanto humano como animal), suplementos alimentares, medicamentos (humano e animal), cosméticos, equipamentos médicos, materiais biológicos e produtos derivados do sangue humano.