quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Cachorro morto

Senhores, temo ter que constatar que o Governo Federal não tem autoridade nenhuma. É uma pena. Tudo bem, ninguém quer o autoritarismo de uma ditadura, não é isso. Mas, como diriam os pediatras, as pessoas precisam de limites.

No final do ano passado, um fedelho recém saído da escola (particular, claro) vociferava em rede nacional que iria dar uma surra no presidente da república. Se alguém prometesse tal coisa a ele ou ao seu avô talvez nunca mais fosse visto. Mas o governo nada disse e nda fez.

Eu pensei com minha caneta "...são pessoas civilizadas e não vão dar cabimento a animais como este..." Deixei p'ra lá.

Mas aí acabou o ano e o Governo resolveu anunciar que o álcool não mais subiria e que o Governo estaria cuidando de perto dos usineiros. Na primeira semana do ano, o álcool subiu, na segunda e na terceira também. Assim, o presidente mandou convocar todos os usineiros e acertou com eles que o álcool não devia subir mais até o fim do ano. Depois desse acerto, o álcool não só subiu como subiu muito! Alías, sobe toda a semana!!!
O governo, em represália, manou diminuir a quantidade de álcool na mistura da gasolina e, assim, diminuir a demanda. Bem, o álcool não diminuiu de preço, mas em compensação a gasolina sim!

Tudo bem, eu peguei no pé com essa história, mas tem mais! O Governo Federal vinha "combinando" com a Telemar e com outras empresas de telefonia que deveriam mudar o sistema de contagem de pulso para minutos porque os consumidores estavam sendo lesados.

Fizeram até uma tabela de mudança progressiva... mas a mudança era tão ruim, tão ruim, mas tão ruim para o consumidor, claro, que o próprio governo resolveu adiar a mudança. É incrível, o governo parece não ter força em negociação nenhuma! Nem no Onu, nem com usineiros, nem com Telemar. Aliás, o Governo Federal quis, por A mais B, provar que o grande problema do Brasil eram os aposentados, coitados... Bater em cachorro morto é fácil.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Clones no Jacaré

A moda dos clones humanos chegou em João Pessoa. Estive no Jacaré para ver o pôr-do-sol e me assustei!

Tem um camarada que, como na piada, tem os cabelos de Jurandyr, as roupas de Jurandyr, o xale de Jurandyr, toda o Bolero de Ravel no sax como Jurandyr, chega de canoa como Jurandyr... e NÃO é o Jurandyr!!! Isso na mesma hora e num bar vizinho ao que o Jurandyr original faz sua apresentação!

É de uma cara de pau e falta de vergonha que me deixou uma semana pensativo... parecia até a feijoada!

Não digo, de forma nenhuma, que Jurandy tenha direitos sobre o Bolero ou sobre sua execução na praia, mas daí a uma outra pessoa se travestir de Jurandyr existe um longo caminho.

Esperem que uma matéria ainda virá sobre isso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Campanhas e o trânsito

Quem passeia pela capital paraibana, sobretudo nos fins de semana, percebe que as faixas de pedestre são respeitadas pelos motoristas. Basta um aceno e os carros param e esperam que todos os passantes terminem a travessia. “Que beleza”, diz um, “que pessoal educado”, exclama o turista. Realmente uma campanha que deu certo.

Há uns meses a prefeitura de João Pessoa lançou uma campanha de conscientização que pedia a atenção dos motoristas nas faixas. Até houve quem julgasse a campanha desnecessária e até houve quem apontasse o gasto do dinheiro público. Bem, na minha opinião, tais recursos foram muito bem empregados. Tanto que eu sugeriria até outras campanha ainda ligadas ao bom convívio no trânsito.

Podíamos iniciar uma campanha para conscientizar os motoristas de ônibus a usar apenas uma faixa, ou pelo menos apenas duas (!), para que os demais veículos pudesse também trafegar nas avenidas.

Uma outra campanha seria a “acredite na sinalização”, quando a placa do radar disser 50 Km/h, pode acreditar, é 50 mesmo e não 20km/h. Já que estamos falando em velocidade, outra campanha seria, “se você quer andar a 5km/h tudo bem, mas use a faixa da direita!”

Uma de extrema utilidade seria a que ensinaria aos motoristas a utilidade dos “pisca-pisca” ou sinaleiras. Ainda há quem ache que elas servem somente em caso de carnaval ou folia e não para avisar das pretensões do motorista.

Por fim, uma campanha que explicasse que os motoqueiros não são ciclistas! Assim, os pilotos também precisam cumprir as normas de trânsito como sinais vermelhos, placas de preferência e faixa de tráfego. Quanto aos ciclistas eu diria “se for pedalar não beba, se beber, não vá pedalar”.