sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Relembre a trajetória do presidente que já foi operário

Há quem goste mais e há quem goste menos, mas acho que vai demorar para termos outro presidente como Lula.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Justiça Federal proíbe novas construções do Manaíra Shopping

A Justiça Federal determinou a suspensão, em liminar, de novas obras de ampliação no Manaíra Shopping, empreendimento de responsabilidade da Portal Administradora de Bens Ltda. A proibição atinge 50 metros de largura ao longo da faixa marginal do Rio Jaguaribe e atende pedido feito na Ação Cautelar ajuizada em novembro de 2009, na 1ª Vara Federal, pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB).


A distância deve ser contada a partir do nível mais alto do rio, em projeção horizontal, na forma da Lei n.º 4.771/1965 (Código Florestal), artigo 2º, alínea a, item 2, combinado com a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conana) nº 303/2002, artigo 3º, inciso I, alínea b, até o julgamento final da ação principal, ou seja, a Ação Civil Pública (ACP) nº 0002946-55.2010.4.05.8200, ajuizada em 23 de abril de 2010, e que tramita na mesma Vara Federal.

Na ação principal, pede-se ampla reparação dos danos ambientais causados ao Rio Jaguaribe e às suas margens, abrangendo remoção de construções e da impermeabilização do solo, recomposição da vegetação na área de preservação permanente (APP) e indenização financeira compatível com os prejuízos materiais e morais incalculáveis causados à coletividade pelo comprometimento de valiosos ecossistemas no local, ao longo de vários anos.

Propõe-se ainda, caso a Justiça Federal entenda inviável a demolição de parte das construções ilícitas, a alternativa de perda da propriedade sobre as referidas construções em favor do Poder Público, revertendo-se os respectivos rendimentos para projetos de recuperação ambiental do Rio Jaguaribe e de outras áreas ecologicamente relevantes, de modo que o infrator não usufrua de vantagens em razão de sua conduta ilícita. Pede-se ainda a anulação da inscrição deferida pela União para ocupação de terrenos de marinha no local, em face do comprometimento da vegetação em APP.

Entenda o caso

A ação decorre das investigações realizadas em Procedimento Administrativo instaurado pelo MPF a partir de representação da Associação dos Amigos da Natureza (Apan), noticiando a realização de obras de ampliação no Manaíra Shopping, em plena área de preservação às margens do Rio Jaguaribe. O procedimento foi convertido, posteriormente, em Inquérito Civil Público.

Desde então, o MPF realizou diversas diligências, visando apurar a regularidade ambiental das obras, tendo concluído, após duas vistorias e com base em nota técnica produzida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que o empreendimento não respeitou a distância de 50 metros, correspondentes à área de preservação permanente, prevista na Lei nº 4.771/65 (Código Florestal), embora tenha obtido licença ambiental emitida pela Sudema (órgão ambiental estadual).

De acordo com o Ibama, a Sudema não observou a legislação federal relativa à área de preservação permanente, já que considerou, erroneamente, para concessão da licença, o recuo de 15 metros, com base na Lei 6.766/79 (Lei de Parcelamento Urbano). Para o Ministério Público, a Sudema deveria ter aplicado o Código Florestal no caso, uma vez que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), já havia afastado quaisquer dúvidas sobre o tema, com a edição da Resolução nº 303/2002.

Durante a investigação, constatou-se que foram emitidas licenças pela Sudema, para obras que sequer respeitavam os referidos 15 metros, como o muro e torres de refrigeração construídos pelo Manaíra Shopping. Na ação, aponta-se que a empresa não só edificou tais construções, como também impermeabilizou área a menos de 5 metros do rio para explorar economicamente como estacionamento pago, sob alegação de que pretendia somente garantir a segurança dos frequentadores do shopping.

Ficou observado ainda, ainda, que foram edificadas uma subestação elétrica e estruturas cilíndricas de armazenamento, quase invadindo o leito do Rio Jaguaribe, sem regular licenciamento ambiental. Questionada quanto às licenças tidas por irregulares, a Sudema informou o desaparecimento de diversos processos administrativos referentes ao caso.

Diante do ocorrido, o MPF enviou recomendação à Sudema para que não sejam concedidas novas licenças no local, bem como para que sejam revisadas as licenças já concedidas ao empreendimento. Também foi recomendada a elaboração de relatório técnico indicando as medidas viáveis para reparação dos danos ambientais, sem prejuízo da apuração do desaparecimento dos aludidos processos administrativos.

Rio soterrado

O Rio Jaguaribe, em razão de intervenção humana realizada em 1940, passou a contar com uma bifurcação que surge exatamente nas proximidades do Manaíra Shopping: o seu leito original que se prolonga até o bairro do Bessa e um segundo curso de água que se prolonga lateralmente, cruza a BR 230 e deságua no Rio Mandacaru. Em 1995, o Manaíra Shopping invadiu as áreas públicas adjacentes ao leito original do rio e suprimiu a vegetação de preservação permanente existente, onde passou a construir um estacionamento, sem qualquer autorização dos órgãos ambientais.

Em razão disso, foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual a Ação Civil Pública nº 200.95.00.782-9, onde chegou a ser deferida liminar para paralisação das respectivas obras. Contudo, nessa ação acabaram sendo firmados termos de ajustamento de conduta, prevendo compensação pelos danos praticados e confessados pelo responsável, sem prejuízo da obtenção de licenciamento ambiental junto à Sudema.

Ocorre que, embora a licença inicialmente obtida para o local contemplasse áreas verdes às margens do leito original do Rio Jaguaribe, a empresa acabou por construir novas obras sobre a área pública com o aval da Sudema, soterrando o referido leito para sobre ele ampliar sua área de lojas e seu estacionamento.

E como se não bastasse haver sufocado o leito original do Rio Jaguaribe, que hoje corre num canal oculto por baixo do estacionamento do Manaíra Shopping, o empreedimento passou a invadir também as áreas de preservação permanente às margens do braço remanescente do rio. Constatou-se ainda que, embora se tratasse de terrenos de marinha, a União, o Ibama e o MPF não haviam se manifestado sobre o caso.

Com a nova ação civil pública, busca-se uma solução judicial para a situação, paralelamente às providências de regularização a serem implantadas pela prefeitura de João Pessoa em relação às comunidades de baixa renda que residem às margens do Rio Jaguaribe, inclusive nas proximidades do Manaíra Shopping. O que não se pode admitir, segundo o Ministério Público, é que sejam realocadas tais comunidades, mantendo-se intacta, entretanto, uma situação privilegiada e flagrantemente irregular como a da empresa ré.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ah, a política do "novo"

Desde de que a política existe que a promessa do "novo" é feita. E o pior é que sempre que é feita, é também descumprida. No fim, a política que temos hoje é exatamente a mesma desde que a democracia foi reestabelecida. O que mudam são os métodos.

Não, não estou falando de nenhuma situação específica. Claro, eu poderia, afinal são muitas as situações que se encaixam nesta descrição.

A promessa é a de romper com o que vinha sendo feito. Acabar com a corrupção, demitir os que estão sobrando e enxugar a máquina. Na prática, são demitidos os contratados do último governante e chamados novos para assumirem seus lugares. Às vezes mais, às vezes menos.

O prometido era trazer gente nova, sem vícios, "sangue novo" para começar novas políticas. Na prática, pessoas com "experiência comprovada" são nomeadas porque são eles que conhecem a administração e é deles que dependem os novos caminhos.

Da experiência eu não discordo. Mas questiono: experiência em quê?!

A esperança é de que surjam novas opções do novo, quando este novo chegar ao fim, para que ao menos o poder fique mudando de mãos, entre um novo e outro. Quem sabe, desta alternância sobra alguma coisa positiva para o povo de vez em quando..

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Shopping muda foco e distribui presentes no São José

Este ano o Manaíra Shopping resolveu abraçar uma causa solidária e fará uma festa para seus vizinhos do bairro São José. De acordo com a assessoria de imprensa do shopping, uma equipe qualificada percorreu por quase 20 dias toda a comunidade, cadastrando todas as famílias e pesquisando a quantidade e faixa etária das crianças de cada uma delas.

A ideia é distribuir presentes para crianças e adultos do bairro, durante uma grande festa preparada especialmente para os moradores no próximo dia 20, a partir das 9h, na Domus Hall. Este evento substituirá a tradicional campanha de sorteio de veículos que o shopping faz todos os anos.

Além da distribuição de presentes, guloseimas, show com a Turma da Rataplan e presença de palhaços, brinquedos da LUC TOY com monitores para diversas faixas etárias e uma turma de dez Papais Noéis farão a festa com as famílias. São parceiros do projeto C&A, CENTAURO, BROOKSFIELD, VILA ROMANA, RI HAPPY, CASA PIO, RIACHUELO e THIAGO.

O projeto vem num ano em que a violência rondou as portas do estabelecimento e deixou vítimas dentro e fora dos portões. O shopping fica no limite entre o bairro de classe média alta Manaíra e a comunidade carente São José. Ações policiais são realizadas periodicamente na região, mas não conseguem acabar com a violência.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Niemeyer 103 anos de histórias

 
“Enquanto eu puder trabalhar eu trabalho, porque o trabalho me distrai, não é sacrifício. Cada problema que aparece é um esforço para resolver que me agrada muito e que ainda consigo fazer”, disse Oscar Niemeyer, que completou 103 anos nesta quarta-feira, 15 de dezembro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Paraíba é destaque nacional por conta de absurdo na saúde

Infelizmente já era de se esperar que alguma coisa deste tipo acontecesse na Paraíba. Uma criança morreu por falta de atendimento adequado em hospital de Campina Grande. A menina, que estava engasgada com um caroço de feijão, passou por dois hospitais, um particular e outro público, e morreu.

Chega a ser imoral a forma como os médicos paraibanos tratam sua população. Uma briga gananciosa por dinheiro que supera em muito o que deveria ser o objetivo maior da profissão, que é (ou deveria ser) salvar vidas e diminuir sofrimentos.

Saibam, amigos, que aqui na Paraíba há muitas vagas para médicos. Algumas que oferecem salários de quase R$ 10 mil. Mas mesmo assim não são preenchidas. Não por falta de médicos, pois esses são milhares, mas porque eles acham o salário muito baixo para a "absurda" jornada de trabalho de 8 horas por dia.

E os 21 anestesistas citados na notícia abaixo não tiveram seus contratos cancelados. Eles é que cancelaram para poder renegociar os valores. Deixando o hospital descoberto. Mas quem paga não são os diretores nem tão pouco os políticos que gerem este caos. Quem paga esta conta é a população que não pode contar com os serviços de saúde. Quem paga é uma menina que se engasga com um feijão. E ela paga com a vida!



Veja mais sobre o assunto:
Criança morre por falta de atendimento adequado após engolir objeto

MP investiga se houve negligência na morte de criança de 1 ano no Regional

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Presidente do Superior Tribunal de Justiça dá o exemplo

Ari Pargendler, perdeu oportunidade de ficar calado
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, dá o exemplo de como a elite brasileira, ou os "supercidadãos" que integram a Justiça deste pais tratam os demais seres humanos. O tipo de abuso cometido por este rato inseguro já deveria ser o suficiente para que perdesse não só os privilégios, mas também o emprego.

Catei o artigo de Ivan Marsiglia, dO Estado de S. Paulo, que você lê na íntegra abaixo.

Vou vivendo, doutor Ari


A testemunha descreve a cena tal qual a vítima fez constar no boletim de ocorrência. Por volta das 16h do dia 19 de outubro, o estagiário, após entregar um processo na seção de documentos administrativos, que fica no subsolo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, dirigiu-se para a agência do Banco do Brasil no complexo de prédios da corte a fim de fazer um depósito por envelope para uma amiga. Vestindo camisa polo, calça jeans e sapato social, foi informado por um funcionário da agência de que em apenas um dos caixas eletrônicos poderia ser feita a transação. Justamente aquele, em uso por um homem de terno e gravata, aparentando 1,60 metro, que ele inicialmente não reconheceu. Postou-se atrás de linha de espera, traçada no chão da agência. O diálogo que se seguiu foi o seguinte:


- Quer sair daqui? Estou fazendo uma transação pessoal - disse o senhor, após voltar-se duas ou três vezes para trás, "de forma um tanto áspera", como relataria o jovem, em seu português impecável.
- Senhor, eu estou atrás da linha de espera. - foi a resposta, "em tom brando", como contou, ou "de forma muito educada", na confirmação da testemunha.
- Vá fazer o que tem que fazer em outro lugar! - esbravejou o homem em frente ao caixa eletrônico.
- Mas, senhor, minha transação só pode ser feita neste caixa...
- Fora daqui! - o grito, a essa altura, chamou a atenção de pessoas que passavam e aguardavam na agência.
E foi completada pelo veredicto, aos brados:
- Eu sou Ari Pargendler, presidente deste tribunal. Você está demitido, entendeu? Você está fora daqui, isto aqui acabou para você. De-mi-ti-do!


Assim terminou a carreira do estudante de administração Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, na segunda mais alta corte do País. Ele entrara no STJ no início do ano, após passar por um processo seletivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital federal, do qual participaram mais de 200 candidatos. Marco ficou entre os dez primeiros. Todos os dias, saía do apartamento onde mora com a mãe e o irmão em Valparaíso de Goiás, cidade-satélite a 35 km de Brasília, e levava uma hora de ônibus até chegar ao estágio. Dava expediente das 13h às 19h, pelo que recebia R$ 600 por mês, mais R$ 8 por dia de auxílio-transporte. Pouco importa. Martelo batido.


"Foi uma violência gratuita", avalia a brasiliense Fabiane Cadete, de 32 anos, que estava sentada com uma amiga na fila de cadeiras ao lado dos caixas eletrônicos naquele dia. "Ele (Pargendler) gritava, gesticulava e levantava o peito na direção do Marco." Chamou-lhe especialmente a atenção a diferença de estatura - literal, no caso - dos dois protagonistas. Marco tem 1,83 metro. "O juiz puxou tanto o cordão do crachá para ler o nome do menino, que as orelhas dele faziam assim, ó", mostra ela, empurrando as suas próprias como se fossem de abano.


Batalha difícil
Fabiane conta que ficou receosa antes de decidir depor em favor de Marco - que, no dia seguinte, registrou queixa por "injúria real" contra o presidente do STJ na 5ª delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal. Funcionária de uma empresa que presta serviços ao tribunal, ela jura que nunca tinha visto Marco antes na vida, mas ainda assim se dispôs a contar o que viu. A amiga, que tem mais anos de casa no STJ, preferiu se preservar. "Eu não me sentiria em paz comigo mesma se não falasse", explica Fabiane, que cursa direito no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). "Como futura advogada, fiquei decepcionada com o ministro."


Como Ari Pargendler só pode ser julgado em instância superior no Judiciário, o delegado Laércio Rossetto encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o processo corre em segredo de Justiça. Remetido inicialmente para a ministra Ellen Gracie, esta se declarou impedida por manter relações de amizade com Pargendler. Redistribuído pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, caiu nas mãos do ministro Celso de Mello, jurista que não tem por hábito "sentar em cima" dos casos mais polêmicos.


O depoimento de Fabiane animou o até então cauteloso advogado de Marco, preocupado em não expor seu cliente a uma contraofensiva judicial. "Não tenho vocação nenhuma para Policarpo Quaresma", diz Antonielle Julio, que teve uma prévia das dificuldades que vai enfrentar quando solicitou à gerência do Banco do Brasil no STJ as imagens do circuito interno de segurança, que revelariam facilmente quem está com a razão. Ouviu que o sistema apresentou falha técnica e "não há imagem alguma".


A Bíblia e os 'policiais'
Marco Paulo dos Santos é negro, filho de brasileira com africano e nascido na Grécia. Vista de perto, sua história de vida é tão espantosa quanto o diálogo supostamente travado na agência bancária do STJ. Sua mãe, a doméstica Joana D’Arc dos Santos, de 56 anos, natural de Raul Soares (MG), passou como ele por um concurso que mudaria o rumo de sua existência. Ainda solteira, na década de 80, leu um anúncio no jornal Estado de Minas em que a esposa de um diplomata mineiro procurava uma empregada para acompanhar a família em seu novo posto no exterior. Quando chegou a Belo Horizonte para a entrevista, uma centena de candidatas já havia passado pelo crivo da patroa, mas foi Joana quem levou. "Ela agradou mais de mim", conta, na construção típica da zona da mata mineira.


Em Atenas, Joana conheceu o marinheiro cabo-verdiano José Manoel da Graça, que trabalhava em um navio petroleiro. O namoro deslizava em mar de rosas, quando o patrão recebeu ordens do Itamaraty para se transferir para a Embaixada do Brasil no Chile. E lá se foi Joana D’Arc de volta para a América. Mas, com banzo de seu africano, em pouco tempo abandonava o emprego para voltar a sua odisseia grega. Amigou-se com Manoel em Atenas e teve com ele dois filhos: Daniel David e Marco Paulo.


Cinco anos depois, foi a saudade do Brasil que bateu e Joana embarcou de volta com os meninos. Primeiro, para Minas; depois, Brasília. Manoel foi navegar outros mares. "Fiquei esperando, porque ele nunca disse que não vinha. Os telefonemas foram rareando, só Natal, aniversário... E Manoel acabou não vindo", dá de ombros. Hoje, é com a tormenta jurídica do caçula que ela se preocupa. "Sabe como é, a gente foi criada no negócio do ‘deixa pra lá’. Mas ele decidiu assim, entrego nas mãos de Deus."


Em casa, o primogênito Daniel, hoje com 27 anos, é o voluntarioso e bem-humorado. Já Marco sempre foi introvertido e responsável. A mãe conta que, enquanto faxinava nas casas de família, o garoto dava um jeito de se enfurnar na biblioteca dos patrões. "Sempre foi menino de ler. Passava duas, três horas... eu até esquecia dele." Daí a facilidade, talvez, com que passou em todos os testes que fez até hoje, inclusive o do Prouni - programa de bolsas de estudos do governo, que lhe permite cursar administração no Iesb.


Evangélico, como toda a família, Marco traz sempre a Bíblia debaixo do braço. E algum romance policial de Agatha Christie e Conan Doyle. Mas também passeou por leituras mais substanciosas, como O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. "É uma aula de vida. Ele juntou todo o conhecimento de como se governar, lidar com as pessoas, a política e o poder. É muito útil para um administrador", ensina o estagiário defenestrado do STJ.


Na melodia do Supremo
Outro dos talentos de Marco é a música. Na igreja, deu seus primeiros acordes. E logo conseguiu uma bolsa no tradicional Clube do Choro de Brasília, onde estuda violão de sete cordas. O professor, o instrumentista carioca Fernando César, de 40 anos, é só elogios: "Ele é um cara supertranquilo, aplicado e musical. Lê muito bem partitura". Empreendedor precoce, escreveu e lançou em junho, por uma editora evangélica, um método de ensino de violão para os fiéis sem condições de pagar por um curso. Agora, ainda desempregado, dedica-se com mais afinco à execução de clássicos como Vou Vivendo, de Pixinguinha, cujos versos finais são: "Vou vivendo assim/ Porque o destino me fez um vadio/ Novo endereço ele vai traçar/ E virei para te avisar/ Quando à noite uma toalha de estrela/ Tiver para me cobrir".


Mesmo apreensiva, Joana D’Arc não esconde o orgulho pela coragem do filho em enfrentar o presidente de uma das instituições mais poderosas do País. "Antes de ir para a Grécia eu era um bicho assustado. Achava que por ser negra e pobre era normal ser humilhada e maltratada. Mas lá, a gente entrava num restaurante ou em qualquer lugar chique e era recebido como todo mundo. Então, não deixei meus filhos crescerem com esse pensamento meu."


Procurado pela reportagem do Aliás para dar sua versão dos fatos, o ministro Ari Pargendler disse por intermédio da assessoria que não vai se manifestar. No telefone da corte, em chamada de espera, ouve-se a seguinte mensagem: "Ter acesso rápido e fácil à Justiça é um direito seu. STJ, o Tribunal da Cidadania".

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Por uma infância sem racismo

Saiba como lutar contra o racismo na infância

10 maneiras de contribuir

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer.

3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.

Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

Visite também o www.infanciasemracismo.org.br, foi de lá que veio este texto que você acabou de ler.

sábado, 20 de novembro de 2010

Caso Cássio Cunha Lima e sua vida de Playboy

O professor Derval Golzio da Universidade Federal da Paraíba enviou carta aberta à imprensa em que faz algumas considerações a respeito da luta judicial pela qual passa o ex-governador Cássio Cunha Lima, que foi condenado e cassado algumas vezes por corrupção eleitoral e depois teve seu registro de candidatura negada na última eleição.

Segue o texto na íntegra abaixo:

A palavra final do Supremo Tribunal Federal(STF) sobre a aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa poderá ser uma ótima oportunidade para os paraibanos saberem como alguém custeia seu estilo de vida. Quase dois anos depois de cassado, o ex governador Cássio Cunha Lima continua a exibir sua vida de playboy, quer em demoradas viagens pelos EUA, quer em incursões por São Paulo e Brasília. São dois anos vivendo das economias feitas durante longos anos de trabalho e agora arcar com o milionário pagamento das bancas advocatícias em plano estadual e nacional.

Vida custosa, com gastos republicanamente pouco explicáveis (diria o governador eleito) para um agente público que “não trabalha” há quase dois anos e, mesmo assim, consegue contratar alguns dos advogados mais caros do Estado e do país para tentar reverter o desfavorável quadro de sacá-lo da lista dos fichas suja que barrou alguns caciques da política nacional nas eleições 2010.

Não é um caso exclusivo esse do ex governador Cunha Lima. Mas, ele impressiona porque, como é sabido, não possui outras fontes de renda – quer como empresário, industrial, advogado ou mesmo integrante do serviço público federal, estadual ou municipal – para explicar a vida nababesca que leva nos momentos de estio eleitoral ou revés judicial.

Por analogia é possível afirmar que as bancas advocatícias à disposição do ex-governador Cássio cobram cifras altas para desempenhar ações tão importantes. Tais valores cobrados mensalmente por alguns desses advogados na prestação de serviços ao Governo do Estado e suas autarquias ou Prefeitura Municipal - em determinados casos - estiveram fixados em custos superiores a 10 mil reais mensais. Para a importante missão de salvá-lo da condenação de ficha suja, os causídicos devam cobrar honorários semelhantes ou superiores.
Se o cidadão observa esses detalhes de gastos no plano nacional, a coisa é mais complicada. Nesta esfera, os defensores que gozam de reputação operam nestas causas com tarifas bem acima das praticadas pelos integrantes das bancas advocatícias estaduais. Isso reforça a analogia de que os gastos, com todas as formalidades processuais que envolvem caso tão importante (viagens, papelada, estudos de aplicação das leis, recursos os mais diversos), projetam uma ação milionária.


De onde vem tanto dinheiro? Da pensão vitalícia como ex-ocupante do cargo de Governador de Estado? Sinceramente é difícil explicar ou justificar. Só se os causídicos, no plano estadual ou nacional, estiverem trabalhando de forma gratuita, despretensiosa e altruísta. Do contrário e fazendo analogia com outros servidores públicos federais, cujos salários se aproximam dos vencimentos de um governador da Paraíba, é possível afirmar que as contas não batem.


Inexplicavelmente alguns recentes integrantes de cargos de confiança passam a adotar padrão elevado, muitas vezes superiores aos que seus vencimentos podem proporcionar. Isso é que faz do serviço público um espaço didático sem precedentes: moradias amplas e caras, automóveis impressionantes entre outros sinais de ascensão social mais que aparentes dão a tônica. Em breve poderemos ter um desses gestores públicos indicados para o Prêmio Nobel de Economia.

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Derval Gomes Golzio é do Departamento de Mídias Digitais
da Universidade Federal da Paraíba/Brasil

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

153 livros sobre mídias sociais, comunicação e web 2.0 para download

O blog Blog Mídia8! fez um apanhado de 153 livros em inglês, espanhol e em português. É só você clicar no nome da obra para fazer o download da respectiva publicação, direto da página do Blog Mídia8! no Issuu ou em outros lugares da web em que o material estiver disponível. Boa leitura a todos! E parabéns ao Mídia8!

Na língua dos brazucas (português)

01. Como escrever para a web (Guillermo Franco)
02. O que é o virtual? (Pierre Lévy)
03. Jornalismo 2.0: como viver e prosperar (Mark Briggs)
04. Web 2.0: erros e acertos (Paulo Siqueira)
05. Para entender a internet (org. Juliano Spyer)
06. Redes sociais na internet (Raquel Recuero)
07. Televisão e realidade (Itania Gomes)
08. Autor e autoria no cinema e televisão (José Francisco Serafim)
09. Comunicação e mobilidade (André Lemos)
10. Comunicação e gênero: a aventura da pesquisa (Ana Carolina Escosteguy)
11. Conceitos de comunicação política (org. João Carlos Correia)
12. O paradigma mediológico: Debray depois de McLuhan (José A. Domingues)
13. Informação e persuasão na web (org. Paulo Serra e João Canavilhas)
14. Teoria e crítica do discurso noticioso (João Carlos Correia)
15. Redefinindo os gêneros jornalísticos (Lia Seixas)
16. Novos jornalistas: para entender o jornalismo hoje (org. Gilmar R. da Silva)
17. O marketing depois de amanhã (Ricardo Cavallini)
18. Branding: um manual para você gerenciar e criar marcas (José R. Martins)
19. Grandes Marcas Grandes Negócios (José R. Martins)
20. Relações Públicas digitais (org. Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal)
21. Ferramentas digitais para jornalistas (Sandra Crucianelli)
22. Blogs.com: estudos sobre blogs e comunicação (org. Raquel Recuero)
23. Mobilize: guia prático sobre marcas e o universo mobile (Ricardo Cavallini)
24. Mídias sociais: perspectivas, tendências e reflexões (e-books coletivo)
25. Manuais de cinema I: laboratório de Guionismo (Luís Nogueira)
26. Manuais de cinema II: gêneros cinematográficos (Luís Nogueira)
27. Manuais de cinema III: planificação e montagem (Luís Nogueira)
28. Manuais de cinema IV: os cineastas e a sua arte (Luís Nogueira)
29. Homo consumptor: dimensões teóricas da publicidade (Eduardo Camilo)
30. Retória e mediação II: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e María Cervantes)
31. O conceito de comunicação na obra de Bateson (Maria Centeno)
32. Comunicação e estranheza (Suzana Morais)
33. Néon digital: um discurso sobre os ciberespaços (Herlander Elias)
34. Manual da teoria da comunicação (Joaquim Paulo Serra)
35. Estética do digital: cinema e tecnologia (orgs. Manuela Penafria e Mara Martins)
36. Jornalismo digital e terceira geração (org. Suzana Barbosa)
37. Comunicação e ética (Anabela Gradim)
38. Blogs e a fragmentação do espaço público (Catarina Rodrigues)
39. Sociedade e comunicação: estudos sobre jornalismo e identidades (João Correia)
40. Teorias da comunicação (orgs. José Manual Santos e João Correia)
41. Comunicação e poder (org. João Correia)
42. Comunicação e política (org. João Correia)
43. Manual de jornalismo (Anabela Gradim)
44. A informação como utopia (Joaquim Paulo Serra)
45. Jornalismo e espaço público (João Correia)
46. Semiótica: a lógica da comunicação (Antônio Fidalgo)
47. Informação e sentido: o estatuto espistemológico da informação (Joaquim Serra)
48. Informação e comunicação online I: jornalismo online (org. Joaquim Serra)
49. Informação e comunicação online II: internet e com. promocional (org. Joaquim Serra)
50. Campos da comunicação (orgs. Antônio Fidalgo e Paulo Serra)
51. Jornalistas da web: os primeiros 10 anos (Jornalistas da web)
52. Onipresente (Ricardo Cavallini)
53. O uso corporativo da web 2.0 e seus efeitos com o consumidor (André Santiago)
54. Caderno de viagem: comunicação, lugares e tecnologia (André Lemos)
55. Desenvolvimento de uma fonte tipográfica para jornais (Fernando Caro)
56. Perspectivas do Direito da propriedade intelectual (Helena Braga e Milton Barcellos)
57. E o rádio? Novos horizontes midiáticos (Luiz Ferraretto e Luciano Klockner)
58. Manual de redação do jornalismo online (Eduardo de Carvalho Viana)
59. Jornalismo internacional em redes (Cadernos da Comunicação)
60. Cartilha de redação web: padrões Brasil e-Gov (Governo Federal)
61. A cibercultura e seu espelho (orgs. Eugênio Trivinho e Edilson Cazeloto)
62. Direitos do homem, imprensa e poder (Isabel Morgado)
63. Conceito e história do jornalismo brasileiro na 'Revista de Comunicação'
64. Tendências e prospectivas. Os 'novos' jornais (OberCom)
65. O livro depois do livro (Giselle Beiguelman)
66. A internet em Portugal (OberCom)
67. Memórias da comunicação (orgs. Cláudia Moura e Maria Berenice Machado)
68. Comunicação multimídia (org. Maria Jospe Baldessar)
69. Cultura digital.br (orgs. Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn)
70. História da mídia sonora (orgs. Nair Prata e Luciano Klockner)
71. História das relações públicas (Cláudia moura)
72. Manual de laboratório de jornalismo na internet (Marcos Palacios e Beatriz Ribas)
73. O ensino do jornalismo em redes de alta velocidade (Marcos Palacios e Elias Machado)
74. Retórica e mediação: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e Paulo Serra)
75. Design/Web/Design: 2 (Luli Radfaher)
76. A arte de despediçar energia (Ricardo Cavalline)
77. A blogosfera policial no Brasil (orgs. Silvia Ramos e Anabela Paiva)
78. Direitos humanos na mídia comunitária (UNESCO)
79. Do broadcast ao socialcast (Manoel Fernandes)
80. Manual de assessoria de comunicação (FENAJ)
81. Manual de sobrevivência online (Leoni)
82. Olhares da rede (orgs. Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki)


Na língua dos gringos (inglês)

01. The new rules os viral marketing (David Meerman Scott)
02. Podcast marketing ebook (Christopher Penn)
03. Social web analytics (Social Web Analytics)
04. Masters of marketing (Starup Internet Marketing)
05. Get viral ger visitors (Stacie MAhoe)
06. Geeks guide to promoting yourself with Twitter (Geekpreneur)
07. The zen of blogging (Hunter Nutall)
08. A primer in social media (Smash Lab)
09. SEO for Wordpress blogs (Blizzard Internet)
10. The essencial guide of social media (Brian Solis)
11. The word of mouth manual - vol. II (Dave Balter)
12. Time management for creative people (Mark McGuinness)
13. Social media: your organisation and web 2.0 (Trevor Cook e Lee Hopkins)
14. Cyberpunk 2.0: fiction and contemporary (Herlander Elias)
15. The impact of digital on journalism in Latin America (Guillermo Franco)
16. What matters now (Seth Godin)
17. Red kayaks and hidden gold: citizen journalism (John Kelly)
18. Science and the media (Donald Kennedy e Overholser Ginebra)
19. New media makers (Jan Schaffer´s)
20. Social media marketing GPS (Toby Bloomber)
21. Four hour sleep week (HotBlogTips)
22. Communicate better with social media marketing (AuthorityDomains.com)
23. From stats to strats (Bonsai Interactive Marketing)
24. Fishing where te fish are (Chris Brogan)
25. The art of corporate blogging (Radian6)
26. The art of community (Jono Bacon)
27. Let´s Talk: social media for small business (John Jantsch)
28. Customer service: the art of listening and engagement (Brian Solis)
29. Taking your talent to the web (Jeffrey Zeldman)
30. Web designer´s success guide (Kevin Airgid)
31. Designing for the web (Mark Boulton)
32. Design your imagination (WebGuru India)
33. Time management for creative people (Mark McGuinness)
34. Web style guide (WebStyleGuide)
35. Pure design (Mário Garcia)
36. Strategy of giving (Miika Leinonen)


Na língua dos outros gringos (espanhol)

01. Comunicación multicultural em Iberoamérica (José Marques de Melo)
02. Marketing e comunicación (José Sixto García)
03. Retórica en la empresa: las habilidades comunicativas (María Cervantes)
04. Herramientas digitales para periodistas (Sandra Crucianelli)
05. Periodismo digital en un paradigma de transición (Fernando Irigaray)
06. Webnoticia: propuesta de modelo periodístico pala la www (João Canavilhas)
07. El impacto de las tec. digitales en el periodismo en AL (Guillemro Franco)
08. Inteligencia colectiva (Pierre Lévy)
09. Predicciones para los Social Media 2010 (Marc Cortés)
10. Geekonomía (Hugo Pardo)
11. Manual de periodismo independiente (Deborah Potter)
12. La revolución de la prensa digital (Cuadernos de Comunicación Evoca)
13. Dictadura del diseño (Carlos Carpintero)
14. Quiénes son los YouTubers? (Estudio de usuarios)
15. Comunidades online 2009 (Miguel Cornejo)
16. El modelo de la nueva agencia (diversos autores)
17. Web 2.0 (Antonio Fumero)
18. Más allá de Google (Jorge Juan Fernández)
19. Necesidades de formación para medios digitales (Guillermo Franco)
20. Crónicas argentinas (Juan Pablo Menezes)
21. Nosotros, el medio (Chris Willis e Shayne Bowman)
22. Cómo escribir para la web (Guillermo Franco)
23. Claves del nuevo marketing 2.0 (diversos autores)
24. Lan gran guía de los blogs (Francisco Polo)
25. Periodismo 2.0 (Mark Briggs)
26. Valores y criterios de la BBC (BBC)
27. Glosario básico de internet (Rafael Fernández Calvo)
28. Branding corporativo (Paul Capriotti Peri)
29. Los desafíos del periodismo (Media Matters)
30. 100 BM digital tips (Burson-Marsteller)
31. Comunicación local y nuevos formatos periodísticos en internet
32. La sociedad de control (Jose Alcántara)
33. Publicidad 2.0 (Paúl Been)
34. Software libre (Jordi Hernàndez)
35. Movilidad en la Pyme (José Colvée)


Por Cleyton Carlos Torres, jornalista e blogueiro. É editor do Blog Mídia8!.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Embargo econômico e a discussão na ONU

A revista Caros Amigos trouxe eu sua última edição um resumo do que foi discutido na ONU a respeito do bloqueio econômico a Cuba. Eu recortei apenas um trechinho, que acho, diz tudo que é preciso.

A reunião aconteceu no último dia 26 de outubro, na Assembléia Geral da ONU, que se supõe seja a máxima autoridade política do planeta, foi convocada com um objetivo tantas vezes repetido que já se torna familiar: "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Lá foi exposto o famoso memorando do subsecretário assistente de Estado, Lester Mallory, revelado dezenas de anos mais tarde, que mostra o cinismo da política dos Estados Unidos. Confira abaixo o trecho:
"A maioria dos cubanos apóia Castro (...) Não existe uma oposição política efetiva (...) O único meio possível para fazer-lhe perder apoio interno (ao governo) é provocar o descontentamento e o desânimo, mediante a insatisfação econômica e a penúria (...) É preciso utilizar imediatamente todos os meios possíveis para enfraquecer a vida econômica (...) negando a Cuba dinheiro e fornecimentos, com o fim de reduzir os salários nominais e reais, visando provocar fome, desespero e a derrubada do governo."

E ainda tem gente que acha que foi o comunismo que não deu certo e que os baixos salários são por conta do governo dos Castro.

Para ler a matéria da revista na íntegra clique aqui.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Discussão sobre eleição no Twitter gera campanha contra preconceito

O dia amanheceu com uma discussão sobre preconceito na Internet que, no Twitter, gerou termos que ficaram entre os mais usados no mundo, os Trending Topics. Tudo começou quando alguns internautas do Sudeste do Brasil começaram a postar mensagens de preconceito e intolerância contra os nordestinos por conta da eleição da ministra Dilma Roussef (PT), na noite de ontem (31). Eleitores de José Serra (PSDB) no Sudeste responsabilizaram os nordestinos pela grande quantidade de votos que a candidata.

Os internautas criaram a hashtag #nordestinos para fazer críticas e insultar o povo do Norte e Nordeste do país. Durante a manhã, tantas pessoas entraram nesta "discussão" que o termo entrou para o Trending Topics Brasil, como um dos mais usados. No entanto, um termo de resposta foi criado, o #OrgulhoDeSerNordestino e, junto com pedidos de respeito e pelo fim do preconceito, cresceu tanto que ficou entre as tags mais citadas em todo o Mundo, nesta segunda-feira.

Fato é que discussões e discordâncias têm hoje o potencial de tomar proporções globais, pois logo que um termo fica entre os mais citados passa a ter ainda mais internautas contribuindo. E o que começou com um "nordestino não é gente, faça um favor a SP, afogue um nordestino afogado!", da internauta Mayara Petruso (@mayarapetruso), virou um protesto contra o preconceito com a participação de internautas de todo o mundo.

Mayara apagou o texto, mas não antes de ter as palavras gravadas e "retwitadas", ou reenviadas, por vários amigos. O perfil dela no Twitter chegou a sair do ar durante a madrugada, depois de ser denunciado por diversos internautas. Para ver a repercussão desta situação, basta visitar os endereços http://twitter.com/search?q=nordestisto e http://twitter.com/search?q=orgulhodesernordestino.

Texto publicado originalmente no Paraíba1

Tem início a contagem de dias até a rasteira

Ricardo Coutinho (PSB) foi eleito com a ajuda do ex-adversário Cássio Cunha Lima (PSDB), mas como os dois são muito afeitos ao poder e não têm pudores de fazer e desfazer alianças, o berimbau já começou a tocar.

Como os dois são bons em derrubar, vamos ver que vai dar a primeira rasteira.

domingo, 31 de outubro de 2010

Só para não deixar passar

Se alguém lembra, no primeiro turno flagrei a situação de um menino que dormia no chão enquanto a cidade estava em festa pelo dia de votação. Situação não muito diferente do que eu vi hoje, indo para minha seção eleitoral, em Tambaú. A diferença é que, aparentemente o cachorro que acompanhava o menino em no primeiro pleito arrumou lugar melhor para dormir.

Será que isso é o melhor que podemos fazer por nossas crianças?

Clique na imagem feita com o celular Nokia E63 para vê-la maior

terça-feira, 26 de outubro de 2010

TRE homologa senadores eleitos. Cássio fica fora

O Tribunal Regional Eleitoral na Paraíba homologou nesta terça-feira (26) a vitória dos deputados e senadores eleitos. Mais uma vez Cássio Cunha Lima e os demais Ficha Sujas ficaram de fora.

Duvida? Então clique aqui para ver a lista.

Claro que isso ainda pode mudar se o Supremo Tribunal Federal resolver ir contra os milhões de brasileiros que assinaram a Lei da Ficha Limpa, uma das únicas leis de demanda popular dos últimos tempos.


Aliás, o caso de Cássio está previsto de entrar na pauta do STF nesta quarta-feira.

domingo, 24 de outubro de 2010

Porque tropas federais são necessárias em Campina Grande

No último sábado, uma prévia do que poderia ser o dia da eleição em Campina Grande aconteceu. Policiais Federais a serviço da Justiça Eleitoral foram intimidados por policiais militares após investigação de crime eleitoral e só não acabaram presos porque puxaram suas armas e chamaram reforços. Detalhe importante é que o oficial da PM que comandava a ação contra os PF sequer estava fardado.

Depois de receber denúncias de crime eleitoral, um oficial de justiça e agentes da Polícia Federal foram até duas casas onde supostamente estavam sendo distribuídos materiais irregulares de campanha. Numa casa, onde supostamente "maranhistas" cometiam o crime, nada foi encontrado. Na outra, bandeiras de Ricardo Coutinho estavam sendo confeccionadas, mas o proprietário mostrou a documentação que liberava a produção.

Como não acharam nenhuma irregularidade em nenhuma das casas, os policiais e o oficial de justiça iam voltar para a delegacia da PF, quando dois carros da CPTran da Polícia Militar fechou a rua e abordou o carro, que diga-se de passagem estava sem identificação da Justiça Eleitoral. Então, os agentes se identificaram e pediram passagem.

Foi nessa hora que o caldo entornou e os PMs, sob o comando de um suposto oficial à paisana, deram voz de prisão aos agentes. E com policiais com armas em punho de um lado e de outro, a situação ficou tensa e reforço foi chamado.

Enquanto as polícias travavam este cabo de guerra, militantes "maranhistas" e "ricardistas" se aglomeravam e, inclusive há denúncia de que com o aval da PM, fez revistas em carros que estavam próximos.

Somente com a chegada de vários carros da Polícia Federal é que os PMs baixaram as armas e foram levados para prestar depoimento na Delegacia da Polícia Federal de Campina Grande. E só depois que um envergonhado e constrangido Comandante da PM chegou é que os policiais e o suposto oficial foram liberados.

A lição que se tira é a de que não dá para confiar na polícia que serve ao estado, quando o estado está concorrendo. Se os policiais militares agiram sob comando da corporação ou se agiram por conta própria, não sei dizer. O que posso garantir é que esta polícia não tem isenção para atuar no pleito como deveria.

E apesar de ser contra o militarismo, acredito não ter outra alternativa melhor para garantir a segurança e a paz no dia da votação do segundo turno desta eleição.

Veja vídeo abaixo feito por internauta durante a confusão:

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eu avisei

Tudo bem, estou quase 24 horas atrasado, mas acho que o "eu avisei" ainda cabe. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou na sessão da quinta-feira (21), por 4 votos a 3, o registro de candidatura do ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB) e considerou nulos todos os votos que ele recebeu.

O político teve o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) com base na Lei da Ficha Limpa e havia entrado com recurso junto ao TSE para tentar mudar a decisão.

Logo que  tomou conhecimento da coordenação, Cunha Lima disse em seu Twitter, que entrará com recurso junto ao STF para tentar reverter a situação. O debate sobre a aplicação imedidata da Lei da Ficha Limpa será retomado pelo STF na próxima quarta-feira.

Agora, só resta à população paraibana ouvir aquela velha choradeira: "cassaram o voto de um milhão de paraibanos, eu sou o homem mais injustiçado do mundo. Ai de mim, sou pobre, não tenho nada, vou para os Estados Unidos".

Candidato, correr com dopping não vale!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Afinal, de quem é a culpa?

Somente depois de uma pessoa perder a vida (veja vídeo de homem sendo assassinado na saída do Manaíra Shopping, em João Pessoa) é que a discussão sobre segurança começa a tomar o corpo que deveria. O absurdo que somos obrigados a viver e a ouvir todos os dias das autoridades nos faz certas ponderações.

Há alguns meses, depois de vários assaltos cometidos no bairro, um ladrão foi espancado e morto ao invadir uma casa em Manaíra. O medo falou mais alto e a agressividade aumentada pelo álcool gerou a morte do filho de alguém. 

A cerca de um mês uma nova onda de assaltos aconteceu no bairro, desta vez na porta do maior shopping da cidade. Várias pessoas relataram o fato e reclamaram da falta de segurança em Manaíra. O capitão Lábis, da Polícia Militar, na época disse que o problema ali era social e que a Polícia não tinha o que fazer.

Não há dúvidas de que o problema social e a diferença de poder aquisitivo existente entre Manaíra e o bairro São José é que agrava a situação, mas cabe a PM o dever de, ostensivamente, cuidar da segurança. Ou não? E outra. O crime aconteceu no meio da rua, não dentro do estabelecimento.

Hoje, Lábis lançou uma nova pérola: ele disse não ser "vigia de shopping". Mas aí eu pergunto, meu caro capitão. Pessoas armadas, disparando contra carros no meio da rua durante vários minutos não é de responsabilidade ou "interesse" da polícia? Quer dizer que se fosse na porta da minha casa eu mesmo teria que tomar providências?

Se não estou enganado, os seguranças do shopping nem poderia entrar em confronto com os ladrões do lado de fora dos portões, justamente por esta ser uma prerrogativa exclusiva da Polícia. Não importa se o lugar tem segurança própria, a segurança pública tem que intervir se for acionada!

Além disso, convido o leitor a verificar comigo esta situação. Se há um evento, quer seja musical ou apenas um sábado de comércio quente, e este evento vai acontecer num local de segurança crítica, será que não caberia uma dose extra de cuidados? Claro, alguém vai dizer que a polícia não pode ficar a serviço do shopping, mas eu pergunto: e das milhares de pessoas que o frequentam?

É preciso considerar também as responsabilidades do dono do shopping, que deve primar pela segurança de seus clientes. Deve primar, mas a obrigação é mesmo do estado. No entanto, esta situação expõe também o despreparo das empresas particulares de segurança, que, via de regra, preparam muito mal seus agentes.

Eu poderia citar algumas situações em que o mal preparo de agentes resultou em pessoas feridas e até mortas, mas vou recorrer a um fato que aconteceu recentemente e que envolveu diretamente a reportagem do Paraíba1. Foi quando o repórter Cadu Vieira cobria um tumulto no shopping Tambía e foi abordado e coagido a apagar as fotos que tinha feito há poucos instantes justamente de agentes desrespeitando clientes.

Mesmo usando o crachá de imprensa e explicando a situação, o repórter teve que obedecer às ordens dos ignorantes e mal preparados seguranças da empresa Naja. Uma queixa foi prestada na 2ª Delegacia Distrital apenas para registro e posterior providência.

Enfim, que quem poderia nos ajudar, não sabe e quem deveria não quer. Só nos resta a barbárie. E foi isso, com outras palavras, que acabou sugerindo o capitão da PM. Para ele, é cada um por si, já que não há viaturas suficientes. Mas eu digo que não. Digo que o problema é estratégico. E não me venham dizer que a culpa é da vítima.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Efraim perde, a Paraíba perde

A Paraíba perde mais um representante de peso no cenário nacional. Depois que Ney Suassuna deixou o Senado e o nosso querido estado nunca mais foi alvo das piadas a que as situações criadas por Ney gerava para o resto do país, agora é a vez de Efraim.

Dificilmente um outro senador ou representante paraibano estará envolvido em tantos escândalos quando o democrata Efraim Morais. Logo ele, que esteve presente em todos os escândalos e sempre ganhou destaque no noticiário nacional.

Adeus Jornal Nacional...

Ah, mas ele deixou o filho na Câmara Federal! Ainda há esperança.

Não sei o porquê, mas acabo de lembrar da piada do trem e do Ferrorama:

O matuto saia do sítio pela primeira vez e cruzou uma linha de trem, quando a locomotiva passava. Como não sabia o que era aquilo, resolveu laçar o "bicho" e domá-lo. Claro, não conseguiu e ainda se quebrou todo.

Quando saiu do hospital, meses depois, passou em frente uma loja de brinquedos e viu na vitrine um Ferrorama funcionando. De pronto invadiu a loja e, com um porrete, destruiu o brinquedo e justificou:

- Esse bicho o cabra tem que matar de pequeno, porque depois que cresce é muito mais difícil!

Maranhão quase pega descendo, no primeiro turno!

O governador Maranhão se empenhou tanto na campanha para eleger Wilson Santiago senador que acabou esquecendo a sua própria. É impressionante como mesmo com “todo o dinheiro do mundo” ele não conseguiu montar uma equipe que pudesse se organizar e ganhar os votos suficientes para, pelo menos, seguir as pesquisas.

Não sei, mas parece que o velho maroca achou uma coisa na qual seu pupilo Weick não é bom. Eleição. Talvez seja melhor botar ele para cuidar de volta dos processos na Justiça Eleitoral.

Dois recados importantes que o povo parece ter dado a José, são que debates são, sim, importantes e estão sendo levados em consideração, e que o twitter, assim como outras mídias sociais não são coisas de vagabundo, portanto, é preciso contratar mais que vagabundos para cuidar desta área.

Eleições na Paraíba: sempre uma festa!

Estas eleições e suas várias mudanças jurídicas, trouxeram situações interessantes e inesperadas. Só para que possa constar no Nó na Garganta, resolvi enumerar algumas:

- Justiça Eleitoral passa a exigir dois documentos para votar;
- Justiça Eleitoral desiste de a exigir dois documentos, mas a surpresa é que o título de eleitor é que foi descartado;
- Candidata Lourdes Sarmento vai votar só com o título e é, obviamente, barrada. Ela protesta dizendo ser candidata, mas só vota depois de alguém ir buscar seu RG;
- Justiça Eleitoral decide que candidatos com registro sub judice terão seus votos computados como nulos;
- Cássio Cunha Lima, um desses candidatos sub judice, grita, esperneia e chora que isso não é verdade e faz lobby com donos da imprensa para que eles tirem estas informações do ar;
- Cássio Cunha Lima, um desses candidatos sub judice, se indigna ao ver os votos para ele serem contados como nulos e faz lobby com donos da imprensa para que eles tirem estas informações do ar;
- Justiça Eleitoral decide acabar com Lei Seca no dia das Eleições, no dia da eleição, mas como vendedores não ficam sabendo, as vendas não acontecem;

Conclusões:
- Lourdes é “apenas” candidata e já quer ter regalias;
- Cássio, apesar de advogado, não entende nada de lei e tem tendência a dono de meio de comunicação;
- Justiça Eleitoral quer fazer jus à fama que só trabalha de dois em dois anos e deixa para fazer as mudanças na lei em cima da hora e tumultua ao invés de ajudar.

domingo, 3 de outubro de 2010

Pense antes de votar


Dia de votação, "direito sagrado de todos os brasileiros". Espero que na hora de votar, tenha alguém pensando em gente como este menino, que vive como um cão. (clique na imagem para vê-la maior)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perdendo o voto

A lei da Ficha Limpa trouxe situações interessantes e inusitadas. Dentre elas a de que os candidatos que tiveram seu registro de negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e entraram com recurso no Tribunal Superior Eleitoral podem concorrer no pleito, mas todos os votos que receberem será contabilizado como nulos.

Por conta disso, não podem ser eleitos nem sequer saber quantos votos receberam. Outra coisa interessante é o alto número de votos nulos que devem ser apresentados durante a divulgação dos resultados da eleição no domingo (3).

Mas isso tudo pode mudar se o TSE divergir do TRE e decidir que o candidato sub judice tinha o direito a candidatura. Se isto acontecer, todos os votos para ele deixam de ser nulos e serão reclassificados.

O ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) é o exemplo emblemático desta situação. Pois, apesar do esperneio, das juras e de todo o chororô, quem votar nele terá o voto automaticamente anulado.

Enfim, veja a lista de políticos serão transformados em nulos e, se o TSE der uma forcinha, podem valer. Se for um dos seus, veja se vale a pena arriscar ou aproveite a dica do Ficha Limpa e escolha outro de uma vez.

1- Abmael de Sousa Lacerda (PMDB) – candidato a deputado estadual - barrado com base na Lei da Ficha Limpa

2- Benjamin Maranhão (PMDB) – candidato a deputado federal - Foi um dos denunciados pela CPI dos Sanguessugas. Responde ao processo 28393-19.2009.4.01.3600 na Justiça Federal de Mato Grosso pelos crimes de quadrilha ou bando, corrupção passiva e contra a Lei de Licitações.

3- Carlos Dunga (PTB) – candidato a deputado estadual. Foi um dos denunciados pela CPI dos Sanguessugas. Responde ao processo 13602-45.2009.4.01.3600 na Justiça Federal de Mato Grosso pelos crimes de quadrilha ou bando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

4- Cássio Cunha Lima (PSDB) – candidato a senador – barrado com base na Lei da Ficha Limpa. Foi cassado do cargo de governador, pela Justiça, por prática de crime eleitoral.


5- Francisco Edilson da Silva Ribeiro (PCB) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa

6- Jacó Maciel (PDT) – candidato a deputado estadual, barrado com base na Lei da Ficha Limpa

7- João Marques Estrela e Silva (PDT) – candidato a deputado federal, barrado com base na Lei da Ficha Limpa

8- José Belo da Costa Filho (PT) – candidato a deputado estadual, barrado com base na Lei da Ficha Limpa

9- José Carlos de Souza (PP) – candidato a deputado estadual, barrado com base na Lei da Ficha Limpa

10- Leomar Benício Maia (PTB) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa


11- Marcio Roberto da Silva (PMDB) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa

12- Osvaldo Venâncio dos Santos Filho (PSL) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa

13- Rômulo Gouveia (PSDB-PB) – candidato a vice-governador – réu na Ação Penal 492 (Crimes eleitorais). Data de autuação: 08/07/2008

14- Salomão Benevides Gadelha (PMDB) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa

15- Sebastião Alberto Cândido (PPS) – candidato a deputado estadual – barrado com base na Lei da Ficha Limpa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Levantou e depois cabeceou

Enquanto alguns comunicadores se esforçam para dominar a linguagem e a tecnologia do rádio, da TV e da Internet para poderem ser considerados multimídias, um camarada de outra área (graças a Deus) deu um show de dinamismo aqui na Paraíba.

À frente do Governo da Paraíba de maneira provisória, o desembargador Luiz Silvio Ramalho Junior sancionou, nesta quarta-feira (22), a lei, de sua própria autoria, enquanto presidente do Tribunal de Justiça, que concede reajuste salarial para os cargos efetivos do Poder Judiciário da Paraíba.

Quer dizer, o cabra cria um projeto, transforma em lei lá no TJ. Depois manda para que o governador possa sancionar. O projeto fica numa gaveta durante uns dias. Aí o mesmo cabra toma posse no lugar do governador que se afastara para fazer campanha e sanciona a própria lei.

Olha, se não existe lei que proíba isso, deveria existir!

O reajuste de 8% é referente a reposição salarial da categoria, pela lei nº 9.238 a primeira parcela, 4%, deveria ser paga em 1º de agosto e a segunda em 1º de novembro, mas como a lei foi sancionada nesta quarta, o retroativo a agosto será pago em outubro.

Leia mais clicando aqui

sábado, 28 de agosto de 2010

Qual a função de um jornalista?



Há dois dias, enquanto colhia depoimentos e fazia imagens de uma vila que nascera dentro do galpão de uma antiga fábrica, me peguei explicando para uma mãe aflita, como as reportagens eram feitas a partir de casos e problemas emblemáticos que envolvessem uma comunidade ou grupo maior. E como os problemas “particulares” ficavam de fora.

Naquele momento eu pensava pragmaticamente. “Se este problema atinge apenas a senhora e seus filhos, uma matéria de TV seria usar do pouco tempo que dispomos para ajudar a poucas pessoas. Normalmente procuramos problemas mais gerais para ajudar mais gente”, expliquei.

Claro que emocionalmente não sinto assim. Tanto que deixei meus contatos e pretendo ajudar, não como jornalista, mas como cidadão, aquela mulher que, sem casa para morar, sem documentos e já sem esperança procura um repórter ao invés do poder público.

Mas voltando às funções. Na prática, será que nós, comunicadores, fazemos isso mesmo? Guardamos nosso espaço e tempo na mídia para ajudar sempre a coletividade? Será que aproveitamos ao máximo nosso privilegiado lugar de visibilidade?

Outra situação conflituosa. No mesmo local citado acima, crianças brincam descalças e até nuas num local sujo e sem segurança. O que fazer? Registrar apenas? Conversar sobre o que acontece com os pais? Tomar providências para tirá-las de lá e talvez até de seus pais?

Nada do que apresento aqui é novo. Nem a situação penosa destas pessoas, nem os conflitos apresentados. Só o que posso garantir é que nem o tempo tem conseguido resolver estas questões.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Samba do crioulo doido (os vira-casaca)

Ao longo da história da política paraibana são muitos os candidatos que já mudaram de lado. Pessoas que apoiavam um político e que por conveniência mudaram drasticamente suas convicções. Assim, o portal Paraíba1 fez um levantamento sobre quem são os detentores de cargos eletivos que são novamente candidatos em 2010 que mais mudaram de lado ao longo de suas trajetórias políticas.

Foram listados aqueles que já mudaram mais de uma vez. Que eram de um grupo, passaram para outro e depois voltaram para onde estavam. Ou então que passaram a apoiar um terceiro grupo.

Ficaram de fora da lista, portanto, alguns casos emblemáticos da política paraibana, que mesmo assim valem ser citados. Como o caso do deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que em 2004 foi eleito vice-prefeito de Ricardo Coutinho (PSB), mas que hoje é adversário do socialista. E como o caso da deputada estadual Nadja Palitot (PSL), responsável por dar legenda a Ricardo no PSB quando este se desfiliou do PT e que atualmente é uma das mais ferozes críticas do ex-prefeito.

Os próprios candidatos ao Governo da Paraíba têm casos curiosos. Ricardo Coutinho no passado já foi um crítico feroz tanto de Maranhão como do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Mas foi eleito prefeito em 2004 com o apoio de Maranhão e em 2010 disputa o Governo contra Maranhão com o apoio de Cássio.

O peemedebista, por outro lado, já foi candidato a vice-governador na mesma chapa em que tinha Ronaldo Cunha Lima (PSDB) como candidato a senador e na época foi opositor do casal Wilson e Lúcia Braga, que hoje são aliados de Maranhão. Ele também já foi aliado de Ricardo Coutinho, hoje seu principal adversário.

A seguir, os principais vira-casaca da política paraibana:

Aguinaldo Ribeiro e Daniela Ribeiro (PP) – candidatos respectivamente a deputado federal e deputada estadual - Adversários históricos da família Cunha Lima em Campina Grande, eles aderiram ao ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) na campanha de 2004 à Prefeitura campinense. Defendiam a candidatura de Ricardo Coutinho (PSB) ao Governo da Paraíba, mas no último momento aderiram ao governador José Maranhão (PMDB).

Nivaldo Manoel (PMDB) – candidato a deputado estadual - Foi aliado de Cássio Cunha Lima (PSDB) quando este era governador da Paraíba, mas foi um dos primeiros parlamentares à aderirem ao governador José Maranhão (PMDB) quando este chegou ao poder em fevereiro de 2009. Chamou a atenção a frase que o parlamentar usou para justificar a mudança: “Não sei viver longe de quem governa”.

Pedro Medeiros (PSDB) – candidato a deputado estadual - Com mais de 20 anos de atuação parlamentar, sempre esteve ao lado de quem governa. Nos últimos dez anos, foi da base aliada de José Maranhão e de Roberto Paulino (ambos do PMDB) e depois de Cássio Cunha Lima (PSDB). Depois da cassação de Cássio permaneceu na oposição, já que era suplente, mas quando voltou à condição de titular do mandato após a renúncia do então deputado Arthur Cunha Lima, migrou rapidamente para Maranhão.

Armando Abílio (PTB) – candidato a deputado federal - O parlamentar era em 2006 aliado do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e do senador Cícero Lucena (ambos do PSDB). Rompeu com Cícero e ainda em 2007 foi um dos primeiros políticos paraibanos a defender uma aliança de Cássio com o então prefeito pessoense Ricardo Coutinho (PSB). Depois, rompeu com Ricardo e passou a apoiar a candidatura do governador José Maranhão (PMDB) ao Governo. Por mais contraditório que possa parecer, promete votar em Maranhão e em Cássio agora em 2010.

Damião Feliciano (PDT) – candidato a deputado federal - Nas eleições de 1998 apoiou o governador José Maranhão e foi seu aliado durante sua gestão. “Agradeço minha vitória a Deus e a Maranhão”, disse na época. Perdeu as eleições de 2002, mas assumiu a secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo Cássio. Eleito deputado federal em 2006, permaneceu na base aliada de Cássio, mas por várias vezes ameaçou aderir a Maranhão após a cassação do tucano. Acabou no prazo limite declarando voto ao ex-prefeito Ricardo Coutinho (PMDB) ao Governo da Paraíba.

Marcondes Gadelha (PSC) – candidato a suplente de senador - O deputado federal foi eleito em 1998 na base aliada do governador José Maranhão (PMDB). Em 2002 perdeu as eleições, mas assumiu o mandato na condição de suplente graças à intervenção do recém-eleito Cássio Cunha Lima (PSDB), a quem passou a apoiar. Com a morte do deputado Adauto Pereira ele reassumiu a titularidade do mandato e imediatamente voltou à apoiar Maranhão.

Wellington Roberto (PR) – candidato a deputado federal - Era suplente do então senador Humberto Lucena (PMDB) e assumiu a titularidade do mandato com a morte do ex-presidente do Congresso Nacional. Foi eleito deputado federal em 2002 e foi durante muito tempo aliado do governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Com a cassação do tucano, migrou rapidamente para a basa aliada de Maranhão.

Wilson Braga (PMDB) – candidato a deputado estadual - Ex-governador da Paraíba e ex-prefeito de João Pessoa, Wilson era um dos mais contundentes adversários da família Cunha Lima. Foi derrotado por Ronaldo Cunha Lima na disputa para o Governo da Paraíba em 1990 e apoiou a esposa Lúcia Braga na disputa ao Governo em 1994, quando Antônio Mariz foi eleito (o vice de Mariz na época era José Maranhão). Em 2002, contudo, disputou vaga no Senado Federal na chapa de Cássio Cunha Lima (PSDB), mas após ser derrotado acusou Cássio e Efraim Morais (DEM) de traição e aderiu a Maranhão (PMDB).

Tavinho Santos (PTB) – candidato a suplente de senador - O vereador era aliado de Cássio Cunha Lima e do então prefeito Cícero Lucena, de quem inclusive foi secretário municipal. Votou em Ruy Carneiro (PSDB) para prefeito de João Pessoa em 2004, mas rapidamente passou para a base de apoio do vitorioso na disputa, Ricardo Coutinho (PSB). Chegou a defender a aliança entre Ricardo e Cássio para o pleito de 2010, mas após ser derrotado nas urnas em 2008 passou a defender a cassação do tucano, já que seria beneficiado com a ida do então vereador Luciano Cartaxo (PT) para a vice-governadoria. Foi líder de Ricardo na Câmara de João Pessoa até pouco tempo antes de aderir a Maranhão.

O texto original de Phelipe Caldas foi publicado no Blog da Redação do Paraíba1 em 19/08/2010.

domingo, 15 de agosto de 2010

Carreatas atrapalharam o trânsito e a vida dos eleitores

Não bastasse o óbvio incômodo que dezenas de carros andando a baixíssima velocidade gera no trânsito das principais avenidas da cidade, o desrespeito das leis de trânsito e o abuso do álcool potencializam os riscos de quem participa das carreatas eleitorais e de quem é obrigado a dividir a via com elas.



Não entendo como uma carreata ajuda em uma campanha, talvez por isso não entenda o que faz uma pessoa pegar seu carro e submetê-lo a algo tão danoso quanto isso.



Também não entendo é por que nas carreatas se pode tudo. Motoristas bebendo enquanto dirigem, pessoas sendo carregadas na carroceria de caminhões, caminhonetas e pickups ou até nas janelas de carros sem carroceria, tudo isso é facilmente visto neste "passeio de divulgação", algumas vezes até escoltado por agentes da Sttrans.

Outra coisa curiosa que acontece em tempos de campanha eleitoral é a "reserva de combustível". Alguns postos param de vender gasolina e álcool por já terem vendido previamente todo seu estoque para motoristas que, com vales, irão abastecer seus carros num dia específico.

Não admira que, em anos anteriores as carreatas tenham registrado acidentes gravíssimos que geraram feridos e até mortes aqui na Paraíba. O que admira, isso sim, é que mesmo assim, mesmo com toda esta loucura gerada por este tipo de campanha, ainda seja permitido que elas aconteçam sem nenhum tipo de fiscalização.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

William Bonner e a nova arte de entrevistar

Impressionante está sendo acompanhar as entrevistas dos candidatos à presidência na Globo. É um show de vaidades onde as perguntas são mais importantes que as respostas. Mas infelizmente mostra um padrão bastante difundido pela imprensa brasileira, em que os jornalistas buscam meras confirmações para suas opiniões e, quando a entrevista é ao vivo, como no caso que motivou este post, se o entrevistado não responder como o entrevistador quer, ele será interrompido e até advertido.

Pois bem, na minha época (ou talvez eu esteja apenas querendo confirmar minha opinião) o repórter, ou o publicitário âncora de telejornal, deveria fazer a pergunta e permitir que o entrevistado se expressasse, mesmo que isso contrarie o que ele esperava receber como resposta. Aliás, se fosse para saber o que o entrevistador acha sobre o entrevistado, o candidato não precisava nem participar!

Outra coisa que o homem que escolhe gravatas pelo Twitter deixou clara neste ciclo de entrevistas é sua luta particular contra o Partido dos Trabalhadores. O camarada queria usar o tempo da candidata Marina Silva para que ela falasse mal do PT. E o pior é que a "coitada" só queria falar de suas propostas. A que ponto chegamos...

domingo, 4 de julho de 2010

Acabou a Copa, agora, Eleições

Uma vez que o Brasil saiu da Copa, já é possível voltarmos a discutir coisas banais como o destino da nação e dos estados. As eleições estão em cima e as alianças e rompimentos estão no ápice. Abaixo, algumas considerações a respeito das convenções que aconteceram há pouco.

O que sobrou
Dizem que a adesão de Rômulo Gouveia à chapa de Ricardo Coutinho foi mais comemorada na convenção do PMDB que na do PSB.

Negociando
Damião Feliciano é um homem sem coração. Entre divisão de curral eleitoral e maletas recheadas, esperou até o último minuto para fechar apoio.

De novo
Ney Suassuna, que sempre competiu com Efraim por vaga no Senado, agora quer derrubá-lo também da chapa de Ricardo.

Quem não divide...
Maranhão é tão apegado ao poder, que não dá nem "15 minutos de fama" aos seus vices. Talvez por isso tenha tido tanto trabalho para conseguir um desta vez.

Não vingou
Em tempos de Ficha Limpa, foi estranho ver os dois principais palanques formados com a participação de Cássio, Efraim, Ney, Marcos Odilon, Roberto Cavalcanti e Domiciano Cabral.

Amigos da garotada
Outra coisa interessante foi ver que Lula e Dilma são uma espécie de unanimidade por aqui. As duas convenções tinham poster gigantes dos candidatos ao governo do estado ladeados pelas figuras da campanha nacional.

sábado, 3 de julho de 2010

No funfo, no fundo...

A confusão das cores traz situações inusitadas nos momentos eleitorais. Veja que entre "amarelos", "laranjas" e "azuis", há quem, no fundo, no fundo, ainda use o vermelho.


A foto é do fotojornalista Felipe Gesteira que tem outras imagens muito legais no blog dele. Clique aqui e conheça.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Gilmar Mendes, sempre ele

Mais uma vez o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ganha destaque na mídia por suas decisões. Não me recordo de nenhuma boa, mas aqui via mais uma das entram na lista das piores.

Ele concedeu liminar que suspende o efeito da lei da ficha limpa para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), condenado pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) por usar publicidade institucional para promoção pessoal quando era prefeito de Teresina.

Com isso ele abre uma brecha que pode garantir que nenhum político caia na "malha" desta nova lei. Em outras palavras, ele invalidou a lei que movimentou 1,6 milhão de cidadãos que pretendiam afastar das eleições os políticos que tivessem condenações judiciais.

A Lei da Ficha Limpa determina que pessoas condenadas pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos –como é o caso da ação no Tribunal de Justiça– não podem ser candidatas. A regra vale para condenações acontecidas mesmo antes da vigência da lei.

domingo, 20 de junho de 2010

A Copa da África e as TVs Digitais

Esta copa do mundo trouxe uma situação inusitada e interessante. O fenômeno das TVs Digitais e aparelhos de alta definição tomaram conta do mercado nos meses, ou até no ano que antecedeu a Copa da África do Sul. A corrida para comprar um desses novos aparelhos foi grande e valia até jogar a TV de 29 polegadas novinha por uma dessas de LCD com entrada HDMI. 

No entanto, um outro fenômeno, ainda mais interessante, é a volta aos canais analógicos, com menor definição do vídeo e do áudio, logo que a copa teve início. E isso se deu por um motivo muito simples: o delay de 2 a 3 segundos existente entre programação exibida pelos sinais analógicos e os de sinal digital.

Para a programação normal, do dia a dia, faz pouca ou nenhuma diferença se o que está sendo exibido chega com 2 ou dez segundos de diferença em relação à TV do vizinho. Mas quando isso acontece na copa, quando os instantes entre o gol e o grito de comemoração se tornam preciosos e podem, inclusive, acabar com a surpresa de um pênalti a ser batido, numa casa, ou a ser batido, na vizinha, isso faz muita diferença. 

Tanto que até jogadores famosos que não foram convocados e ficaram acompanhando a tudo de suas TVs a Cabo já se queixaram publicamente de estarem sendo sempre “avisados” dos gols antes que eles aconteçam em sua casa. 

Por conta disso, já tem “especialista” ensinando a como trocar os cabos de lugar e fazer com que, com uma pequena perda na qualidade do sinal, este delay desapareça. Mas aqui vai um aviso. Quando o delay acaba porque o digital já era e você está ao bom e velho sinal analógico e o seu mega equipamento de zilhares de reais está fazendo o que a sua velha TV de tubo já fazia. 

Mas o atraso não é de sacanagem. Acontece que como as imagens e sons são de alta resolução e qualidade, eles vêm em formato de arquivo e compactado. E somente quando o decodificador recebe este “pacote” é que ele será descompactado e exibido. Esse processo leva de 2 a 3 segundos. Enquanto que o sinal analógico já chega pronto para ser exibido. 

E se você gastou um dinheirão para comprar os equipamentos e não está a fim de abrir mão da alta qualidade de som e imagem, pode investir um pouco mais e melhorar o isolamento acústico da tua sala de TV. Assim, os vizinhos não vão ficar antecipando os melhores lances da copa.