Paraíba é destaque nacional por conta de absurdo na saúde

Infelizmente já era de se esperar que alguma coisa deste tipo acontecesse na Paraíba. Uma criança morreu por falta de atendimento adequado em hospital de Campina Grande. A menina, que estava engasgada com um caroço de feijão, passou por dois hospitais, um particular e outro público, e morreu.

Chega a ser imoral a forma como os médicos paraibanos tratam sua população. Uma briga gananciosa por dinheiro que supera em muito o que deveria ser o objetivo maior da profissão, que é (ou deveria ser) salvar vidas e diminuir sofrimentos.

Saibam, amigos, que aqui na Paraíba há muitas vagas para médicos. Algumas que oferecem salários de quase R$ 10 mil. Mas mesmo assim não são preenchidas. Não por falta de médicos, pois esses são milhares, mas porque eles acham o salário muito baixo para a "absurda" jornada de trabalho de 8 horas por dia.

E os 21 anestesistas citados na notícia abaixo não tiveram seus contratos cancelados. Eles é que cancelaram para poder renegociar os valores. Deixando o hospital descoberto. Mas quem paga não são os diretores nem tão pouco os políticos que gerem este caos. Quem paga esta conta é a população que não pode contar com os serviços de saúde. Quem paga é uma menina que se engasga com um feijão. E ela paga com a vida!



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Comentários

Adryana disse…
Isso é um absurdo e, como você disse, só se traduz em uma palavra: ganância.

E o compromisso médico de salvar vidas, onde fica?

É para isso que as universidades públicas formam médicos?

Agora, nada nem ninguém trará essa garotinha de volta.
Anônimo disse…
Ok, eu também não concordo com algumas atitudes médicas gananciosas.
Mas primeiro... jornada médica plantonista não é de 8 horas, me desculpe, se atualize... todo profissional pode protestar para melhoria de condições, o médico não? e o direito constitucional? Dê então a solução... você sabe a condição dos hospitais... tem caso em que péssimas condições dos hospitais levam médicos a tomarem atitudes extremas em procedimentos e se algo errado acontecer... quem leva a culpa? quem perde os 8, 10, 12 anos de estudos?
Claro que não concordo com médicos preguiçosos, não concordo com médicos mercenários, não concordo com médicos que se acham absolutos... Mas dificílimo ver notícia elogiando médico, nunca vi uma notícia tentando ver o lado do médico, a tensão que ele vive no trabalho... Mas claro, isso não seria sensacionalista, parece aqueles hippiezinhos que só sabem criticar o sistema capital mas não apontam soluções...
Anônimo disse…
Ahhh, continuando, você acha que todo trabalho médico ganha 10 mil reais, insisto, se atualize.
Por isso que acho que todo médico deveria fazer direito e ser juiz, ganhar seus 30 mil, trabalhando um turno, tendo férias remunerada, nunca pode ser demitido, não precisou estudar tanto pra sair pro mercado... e não sofrendo descaso e ingratidão por parte dos empregadores e por parte da população
Maurício Melo disse…
Caro Anônimo,

fico feliz que tenha dedicado um tempo para responder este humilde blogueiro. Por outro lado, fico triste ao ver que você não leu o que eu escrevi.

Vamos então aos pontos que você descreveu em seu comentário:

Nunca disse que a jornada de um plantonista é de 8 horas. Disse que havia vagas no sistema público de saúde que exigem uma jornada diária (segunda a sexta para ser mais específico) de oito horas. Somente nos PSFs da Capital há muitas dessas vagas não preenchidas. O salário é de mais de 6 R$ mil, no interior, chegam a superar os R$ 10 mil.

Sim, os médicos podem protestar, mas deixar um hospital completamente desamparado, nem a lei permite, nem é ético que se faça. Há, se você não sabe, um percentual de trabalhadores que deve permanecer trabalhando.

Não tiro culpa de diretores nem donos de hospitais, se você pesquisar (sabe o que é isso?) vai ver que também já escrevi críticas "contra" eles.

Quando aos seus 12 anos de estudo. Quem te disse que os teu tempo de estudo é melhor ou maior que o meu?

Pelo jeito você não lê muito, então vou te ajudar. Já fiz ou editei dezenas de notícias falando das péssimas condições em que alguns médicos trabalham. Alguns, até, podem ser chamados de heróis.

Ah, e é graças a muitos blogueiros, jornalistas e comunicadores que você chama de "hippiezinhos", que lutam pelos direitos das pessoas, que gente feito você pode vir aqui e escrever o que quiser sem nem assinar o nome ou se identificar. Mas fique a vontade. Inclusive para oferecer soluções.

Ah (2), se você é médico e já estudou demais, faça medicina, já que é tão simples, depois faça concurso e vire juiz. Quem sabe você vira um Ari Pargendler. (Se você não sabe de quem se trata, leia aqui http://gargantaweb.blogspot.com/2010/12/presidente-do-superior-tribunal-de.html)
Anônimo disse…
Engraçado como tu generalizas e manipulas e depois diz que não generalizaste nem manipulaste! Mas continuas generalizando e manipulando!

Foi o recurso que te sobrou pegar trechos de minha fala e reintroduzi-los em teu discurso de maneira desvirtuada. Jamais falei que o tempo de estudo médico é superior ou mais importante do que qualquer outra profissão. Só disse que o médico pode perder tudo isso! E pode acontecer de um dia para outro... sem dó nem piedade... sem a menor possibilidade de voltar a exercer a profissão novamente... agora isso sim não acontece para todas as profissões!
Maurício Melo disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Maurício Melo disse…
Isso, só se o Conselho Regional de Medicina fosse mais sério, assim como também a OAB, CREA, Sindicato dos Jornalistas... aliás, sindicato dos jornalistas mais não. Afinal, nosso diploma agora é desnecessário, né?
Anônimo disse…
triste...
Maurício Melo disse…
Nem me diga.