quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Socorrido, ajeitado e depois chutado porta a fora!

Quase 24 horas depois da notícia de um homem que morreu no Shopping Manaíra, a assessoria do estabelecimento enviou nota explicando como tudo aconteceu. Teve de tudo, enfermeira, bombeiro socorrista, cadeira de rodas e até "arzinho" do lado de fora.

Só faltou um capítulo. Como danado uma pessoa que passava mal e recebia cuidados médicos foi parar numa calçada jogada, do lado de fora do shopping? E mais! Se o camarada morreu por volta das 20h, porque o corpo continuava lá depois das 23h? Cadê os vários rabecões comprados um dia desses pelo estado?

Clique na nota para ampliá-la

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Energisa e o capitalismo selvagem

A empresa concessionária de energia elétrica da Paraíba, a Energisa, está dando uma aula de capitalismo selvagem ao anunciar que “não tem como ajudar” uma família pobre com a sua conta de luz, mesmo sabendo que eles têm uma criança que precisa de uma máquina para se manter vivo (veja matéria da TV no fim do artigo).

Estão perdendo uma ótima chance de dizer que além de energia elétrica, a empresa oferece mais. Talvez saúde, talvez esperança, talvez um pouco de paz. Mas isso seria demais para uma empresa que visa lucro. E só lucro.

Que tal aproveitar esta situação para apresentar uma forma alternativa de geração de energia para aquele aparelho? E se um pequeno gerador solar fosse instalado naquela casa, apenas para a máquina do menino? Resolveria o problema, mostraria interesse na vida de seus clientes e ainda faria uma “média”.

Mas não! Eles querem a parte deles em dinheiro!

Aliás, pensando bem. E se cada um de nós, cada casa, cada apartamento começar a ficar independente da Energisa? Se cada um de nós montarmos pequenos geradores de energia e instalações de aquecimento de água em casa vamos dar um senhor golpe nesta empresa que só nos lembramos quando temos que pagar a conta, cada vez mais cara.

Eles reclamam de gatos, de roubo de fios, de alteração em seus relógios, mas na hora de indenizar seus clientes por conta de explosões de geradores ou de aparelhos queimados em apagões, são eles que nos obrigam a entrar na justiça para cobrar o que é justo.

Eles nos dizem que temos que denunciar o roubo de energia. Nessa hora querem ser nossos amigos. Mas eu afirmo, ninguém vai querer ajudar uma empresa que não liga para ele. Uma empresa fria, que só fala com o consumidor para cobrar e não escuta o apelo de socorro de seus clientes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Presidente do STF tira recurso de Cássio de Gilmar Mendes

O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Cezar Peluso, determinou, nesta quinta-feira (17), a redistribuição da relatoria do recurso extraordinário movido pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) que tenta garantir seu mandato de senador na Justiça. O novo relator será o ministro Joaquim Barbosa, que já é o relator da Ação Cautelar sobre o mesmo assunto.

Na tarde de ontem, aconteceu a distribuição deste recurso e o sorteado havia sido o ministro Gilmar Mendes. Antes dele, o ministro Celso de Mello já havia sido nomeado relator, mas declarou suspeição.

A mudança, de Gilmar Mendes para Joaquim Barbosa, se deu porque o Barbosa já conhece o caso, pois foi nomeado relator da Ação Cautelar 2772, que analisa a possibilidade de Cássio assumir uma vaga no Senado, mesmo assunto do recurso extraordinário que pretende avaliar se a aplicação da Lei da Ficha Limpa foi correta no caso do paraibano ou não.

O recurso quer reavaliar se o Tribunal Regional Eleitoral acertou em considerar as condenações, com penas já cumpridas, do ex-governador na Lei da Ficha Limpa. A Ação Cautelar, nascida deste recurso, pede que o ex-governador assuma no Senado enquanto o mérito do processo não for julgado. Agora, ambas as ações terão como relator o ministro Joaquim Barbosa.

Um pedido de liminar, desta Ação Cautelar, que pleiteava a posse imediata de Cássio no Senado, foi negado pelo ministro Joaquim Barbosa, escolhido como relator da AC no último dia 3. A mesma liminar já havia sido negada por Cezar Peluso, durante o recesso do judiciário.

Texto originalmente publicado em Paraíba1

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nepotismo: juiz considera nula nomeação de Catão no TCE

O juiz Marcos Sales, da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, julgou procedente a ação popular que pede a nulidade da nomeação do atual presidente do Tribunal de Conta do Estado, Fernando Catão, que é tio do ex-governador Cássio Cunha Lima.

A ação popular é assinada pelo advogado Edir Mendonça. Ele explicou que a denúncia se baseia no fato do próprio Cássio ter nomeado o tio como conselheiro do TCE, o ato caracterizaria nepotismo.

“O juiz declarou a nulidade do ato, que é consequentemente a vacância do cargo. Mas Catão pode recorrer pedindo o efeito suspensivo da decisão”, explicou o advogado. Caso seja concedido o pedido, o conselheiro permanece no cargo. A decisão cabe recurso no Tribunal de Justiça e pode chegar a ser julgado até pelo Supremo Tribunal Federal .

O Paraíba1 entrou em contato com a Assessoria do TCE que informou que Catão não poderia atender a ligação porque estava presidindo uma sessão. Mas o consultor jurídico do TCE, Eugênio Nóbrega, adiantou para o Paraíba1 que não recebeu nenhuma notificação formal sobre a decisão do juiz Marcos Sales e por isso não poderia se pronunciar.

Do Paraíba1

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Joaquim Barbosa é o novo relator da ação de Cássio no Supremo

Cabe agora a o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), a relatoria do recurso extraordinário em que o ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), pede a mudança na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa e impede sua posse como Senador.

A redistribuição aconteceu na tarde desta quinta-feira (3), após o ministro Celso de Mello, devolver a ação, por motivo de foro íntimo, esta semana. Resta saber se ele também, como outros ministros já o fizeram, não vai alegar suspeição e devolver o processo ao presidente sem um parecer.

A distribuição foi feita pelo presidente do STF, o ministro Cezar Peluso. Foi o próprio Peluso que indeferiu, na semana passada, o pedido de liminar formulado na Ação Cautelar (2772) impetrada pelo ex-governador tucano, em que buscava ter garantido o direito de assumir o mandato de senador, antes do mérito do seu recurso ser julgado pelo STF.

Além de Celso Mello, já estavam impedidos de relatar este processo os ministros Cármen Lúcia, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. Eles participaram do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que "deu origem" a este recurso. Por conta disso, os três ficaram de fora da distribuição.