segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Apesar de tudo

O presidente se reelegeu... e desta vez ele não foi pedir a benção à Globo como fez na sua eleição em 2002. Naquela época, um dia depois de eleito, o presidente foi à bancada do Jornal Nacional dar uma entrevista exclusiva a Bonner. Desta vez eu não acredito que Lula vá dar tal privilégio aos globais que tanto trabalharam contra sua reeleição.

Quem também deve passar por um gelo do Governo Federal é o folhetim pê-esse-dê-bista, a Veja, que exagerou nas tintas, criou fatos e inverteu histórias, mas não conseguiu virar a votação para o lado de Alckmin.

O resultado deste tipo de comportamento entre os veículos de imprensa é da descrença. As pessoas lêem as notícias, as matérias e artigo e não sabem mais diferenciar o que é verdade, o que é campanha, o que é opinião.

Na Paraíba, o “menino” Cássio Cunha se reelegeu mesmo com denúncias quase diárias de compra de votos e de improbidade administrativa. Mas prova maior de que denúncias de corrupção não fazem diferença para a população brasileira é a volta de políticos como Collor e Maluf à vida política do Brasil.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

História de vida - infância perdida

Aos 12 anos Severina se livrou do pai que a abusava sexualmente após sua mãe descobrir que os machucados deixados pelo marido na filha não tinham a ver com surras ou corretivos. Com a ajuda do programa Sentinela, que cuida de crianças que sofrem abuso sexual, Severina se recuperou e voltou para casa. O pai havia ido embora.

Aos 14 engravidou e passou a morar junto com um rapaz de 22 anos. Não havia amor, mas cuidar do bebê requeria cuidados extras que ela e a mãe, agora avó, não podiam arcar sozinhas. O rapaz, sem emprego, acabou virando mais um peso na casa.

Pior que isso, acabou repetindo o que o sogro, que ele nem conheceu, fazia com a família, passou a explorá-la. Com total falta de respeito passou a prostituir Severina em troca de dinheiro que usaria na compra e tráfico de drogas. Nem nesse momento ele pensou na casa, na família, no filho.

A situação de Severina ainda piorou quando o suposto companheiro passou a espancá-la. A mãe de Severina assistia tudo sem ajudar. Talvez por não saber como, talvez por medo, talvez por achar que a vida é assim.

Mas as surras pararam quando a polícia veio procurar o rapaz, agora com 23 anos, que já estava envolvido em vários crimes. Ele escapou de ser preso e sumiu. Fugiu deixando para trás sua casa.

Severina, seu filho e sua mãe respiraram aliviados, mas não por muito tempo. Com a ausência do rapaz “protetor”, o pai de Severina voltou. Ele e a mãe reataram o compromisso outrora quebrado pelo estupro e ele passou a, novamente, cuidar da família.

Severina, que já se prostituía obrigada pelo marido, resolveu sair de casa porque não agüentava viver junto com o pai. Ela e o filho passaram a viver na rua da prostituição dela que hoje tem 15 anos. Foi quando o Sentinela teve notícias dela novamente. Ela havia sido pega por um conselheiro tutelar que, sem o menor esforço de entender sua situação, a taxou: “essas meninas já nascem prostitutas”.

Essa história bem que podia ser fictícia, mas não é, é real. Com exceção do nome da menina, todos os fatos e idades são reais. Tudo aconteceu na região metropolitana de João Pessoa, Capital paraibana. A história é triste, mas acontece todos os dias com outras Severinas que não têm o direito à infância nem à segurança.

sábado, 7 de outubro de 2006

Jornalismo: uma profissão cada vez mais perigosa

Neste sábado foi inaugurado em Bayeux (França) o primeiro memorial aos jornalistas mortos trabalhando, no mesmo dia em que uma repórter russa foi assassinada e dois jornalistas alemães foram executados no Afeganistão, fatos que evidenciam os crescentes riscos que a profissão enfrenta.

Ana Politkovskaia trabalhava para o jornal Novaia Gazeta e era uma das raras jornalistas russas a cobrir o conflito checheno e criticar as atrocidades das forças russas e das milícias chechenas. Também escreveu vários livros, entre eles "Viagem ao inferno. Diário da Chechenia", em 2000, e "Rússia segundo Putin", que acabara de lançar.

Os jornalistas alemães, um homem e uma mulher que trabalhavam para a Deutsche Welle e cujos nomes não foram divulgados, foram assassinados por desconhecidos no interior de sua barraca de campanha.

Estes crimes mostram os riscos crescentes que os jornalistas enfrentam em todos os continentes do mundo.

Pelo menos 60 jornalistas morrem anualmente em missão, um número que aumentou nos últimos anos com a guerra no Iraque, que custou a vida de 107 deles desde março de 2003, segundo a organização de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Neste sábado, foi inaugurado em Bayeux (França) o primeiro memorial aos "repórteres mortos no exercício de sua função", que a partir de maio de 2007 terá 2.000 nomes.

As quatro primeiras estrelas brancas gravadas com os nomes de 406 jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assistentes de áudio mortos em missão entre 1997 e 2005 foram inauguradas diante de seus familiares e do público, que trazia flores brancas nas mãos.

"Não os esqueçam. Saibam que a democracia não existe sem eles", disse Robert Menard, secretário-geral da RSF, segundo quem os civis, entre eles os jornalistas, são "as primeiras vítimas" dos conflitos.

O ano de 2005 foi o mais mortal da última década, com pelo menos 68 jornalistas e profissionais de comunicação mortos, segundo a RSF.

O Oriente Médio é a região mais perigosa, mas a maior parte dos continentes e regiões, em particular a África e a Ásia, é de alto risco.

Para a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), 150 jornalistas morreram em 2005, entre eles 89 no exercício de suas funções.

As diferenças nos balanços se explicam pela contagem ou não de intérpretes ou motoristas que trabalham para jornalistas como repórteres.

Fonte: AFP

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Índia celebra aniversário de 137 anos do nascimento de Gandhi

A Índia celebra hoje o "Gandhi Jayanti", a festividade que lembra o nascimento há 137 anos de Mohandas Gandhi, o chamado "pai da nação".

Os atos institucionais e culturais acontecem em todo o país, e na capital, Nova Délhi, será feita uma oração unindo várias religiões junto ao Rajghat, o local onde o corpo de Gandhi foi cremado.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que se encontra em visita oficial à África do Sul, lembrou a memória do lutador pela liberdade quando efetuou a mesma viagem de trem pelo país africano que há 113 anos completava um jovem advogado chamado Mohandas Gandhi.

Devido às leis racistas da África do Sul, Gandhi foi expulso do vagão e a partir daí começou sua rebelião contra a injustiça e a opressão imperial inglesa.

A imprensa indiana comenta hoje com uma mistura de admiração e desencanto o que ainda subsiste da mensagem de paz e sacrifício que Gandhi tentou mostrar a seu povo, e o jornal "The Times of India" cita, por exemplo, alguns jovens estudantes das grandes cidades indianas que pensam que "Gandhi é maravilhoso, mas hoje dia não se pode sair adiante praticando a não-violência".

É tradição que se cante a canção favorita do mahatma (alma grande), Raghupathi Raghava Rajaram, em todos os atos públicos relacionados a sua figura.

Fonte: EFE

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Não preciso nem dizer que sou um fã do grande Mohandas...