terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Aberto primeiro processo por racismo na internet

Corre na 6a. Vara Criminal de Brasília um caso inédito. Trata-se de um processo por crime de racismo praticado na internet. É o primeiro do gênero no país. O Ministério Público do Distrito Federal acusa um estudante da UnB de difundir na rede mundial de computadores mensagens consideradas ofensivas à raça negra.
O blog obteve cópia da denúncia. O acusado se chama Marcelo Valle Silveira Mello. Está matriculado no curso de Letras da UnB, na cadeira de japonês. Contrário ao sistema de cotas da universidade, ele manifestou sua posição publicamente, por meio da internet. Entre outras qualificações, chamou os negros de “macacos subdesenvolvidos”, “ladrões”, “vagabundos”, “malandros” e “sujos”.
Processado pelo promotor de Justiça Marcos Antônio Julião, o estudante deveria ter prestado depoimento na 6a Vara no dia 23 de janeiro. Seus advogados, porém, impetraram um recurso chamado tecnicamente de “incidente de sanidade.” Significa dizer que alegam que seu cliente não estaria no seu juízo perfeito.
Por decisão judicial, o depoimento de Marcelo Valle foi suspenso, para que seja realizado, em 45 dias, um exame de sanidade mental. Embora suspeite que se trata de mero recurso protelatório, a acusação não se opôs.
Considera-se que dificilmente o estudante, tendo prestado exame vestibular para uma das universidades mais concorridas do país, vá conseguir provar-se insano. Ainda assim a realização do exame é vista como essencial. Até para evitar que a defesa tente anular o processo em fase posterior.
As mensagens de cunho racista foram divulgadas, entre junho e julho de 2005, no Orkut, um sítio de relacionamento mantido pela empresa Google. Permite que o internauta estabeleça contato com comunidades virtuais compostas de pessoas com as quais tenha afinidade de interesses.
Uma das exigências do serviço é a veracidade das informações que o usuário presta ao preencher sua ficha pessoal, de acesso público. O que facilitou ao Ministério Público a identificação do estudante. Intimado pelo promotor Marcos Antônio na fase que antecedeu à apresentação da denúncia, Marcelo Valle não negou a autoria das mensagens. Alegou, porém, que não teve a intenção de onfender os negros.
O signatário do blog tenta, há uma semana, ouvir os advogados do estudante. São dois profissionais de Brasília. Em cinco telefonemas disparados em dias diferentes, a secretária de ambos alegou que estavam viajando. O repórter tentou obter o telefone de Marcelo Valle. Porém, a companhia telefônica informou que, a pedido do assinante, não poderia fornecer o número. Leia abaixo o teor das mensagens que levaram à abertura do processo.
Fonte: Blog do Josias

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Lá, o futebol é uma festa

Depois de terem férias, os jogadores paraibanos voltaram essa semana a jogar. Aliás, os da primeira divisão. Os da segunda terminaram seu campeonato há pouco. Vão recomeçar as brigas, as arengas, as trocas de jogadores e técnicos.

Se bem que, estando em João Pessoa, não se vê mobilização por causa do futebol. Se vê sim, muita gente reclamando do futebol, reclamando de jogadores, mas não há comoção, não há "amor às camisas" como em outras partes.

Aqui em João Pessoa não existe torcedor de verdade. Ta bom, é uma afirmativa muito séria. Eu sei que todas as vezes que se generaliza, se corre o risco de errar. Mas nesse caso, eu quase posso generalizar.

Na capital existem aqueles que dizem que torcem por um time e nunca foram no campo, nunca viram seu time jogar e gostam muito mais do Milan e Flamengo. Existem outros que usam o futebol para espancar e matar outras pessoas. Esses não são torcedores, não são cidadãos, não são nada.

Resumindo, João Pessoa deve ter uns 3 ou 4 torcedores que vieram de outras praças e não foram contaminados pelo desânimo. Quem acha que eu estou exagerando não precisa ir longe, basta dar um pulo em Campina Grande em dia de Treze e Campinense.

Além de ter um estádio lotado, os bares, os shoppings, os restaurantes, as praças, as ruas. Tudo está coberto por bandeiras e camisetas. Numa mesma mesa, famílias com camisas dos dois times já antecipam resultados e jogadas. Lá, o futebol é uma festa!

* outros artigos esportivos no www.olhonoesporte.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Ônibus Assassinos de João Pessoa

Como se já não bastassem os buracos nas ruas causados pelo tráfego de pesados veículos do transporte público, como se já não bastasse o desrespeito por quem espera mais de hora numa parada de ônibus, como se já não bastasse a forma agressiva como os motoristas de ônibus desta cidade tratam os demais veículos e os ciclistas na rua, agora a prefeitura está tendo que trocar todos os abrigos de parada de ônibus porque os motoristas destes veículos não conseguem andar só na rua, precisam subir nas calçadas.

É isso, estão trocando os abrigos, até então e já há décadas, de concreto, por estruturas mais leves para que possam cair nas pessoas sem as matar, uma vez que em João Pessoa os motoristas de coletivo gostam de subir nas calçadas e derrubá-los.

Para quem trafega pela Epitácio Pessoa já ficou claro que o ônibus usam duas faixas ao mesmo tempo. Quem não entendeu ainda será surpreendido, qualquer hora, por um grande veículo saindo acintosamente da própria faixa e se jogando para cima do seu carro.

Existem também os motoristas dos ônibus "ligeirinhos". Esses, acredito, têm habilitação de motoqueiros porque mesmo com aqueles "meio-ônibus" ficam costurando no trânsito tal qual os mais irresponsáveis pilotos de motos.

O melhor é quando acontece um acidente. Logo aparece um defensor da empresa de transporte e um guarda "amarelinho". Quando o responsável pela empresa chega, o amarelinho se retira. Já vi dois guardas sendo colocados para correr 'no grito' por um desses fiscais de empresa.

Para você que foi abalroado pelo ônibus vem a conversa "é um pai de família, se você denunciar ele vai perder o emprego..." Muitos de nós nos compadecemos e deixamos pra lá, coitado do motorista.

Coitado nada. É preciso que se tome a dura decisão de processá-los. Tomara que esses motoristas percam o emprego. Não se deve aceitar a forma como agressiva como eles tratam o resto do trânsito. Eu sei que não são todos os motoristas assim, o que acredito é que se deve punir as irregularidades. Um carro é uma arma e se você o lança sobre alguém, está tentando matá-lo.

No momento em que um desses motoristas for processado por tentativa de assassinato por ter lançado seu ônibus, de forma proposital, sobre outros veículos, os demais vão pensar duas vezes antes de repetir o ato. Sim, eu sou motorista e sim, já fui ameaçado por um desses gigantes. Aliás, sou ameaçado todos os dias.

Ler matéria relacionada: http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?23066

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Convocação extraordinária do Congresso, 100 milhões a menos

"Até agora, 47 dos 512 deputados anunciaram que não ficarão com o dinheiro pago na convocação extraordinária do Congresso. Para trabalhar durante o período que seria de recesso, os deputados e os senadores vão receber duas ajudas de custo iguais ao salário de R$ 12.847.

De acordo com dados da assessoria de imprensa da Câmara, 19 deputados abriram mão do extra e não vão receber as ajudas de custo, outros oito deputados indicaram entidades para receber o dinheiro, outros nove deputados deram entrada no pedido de não recebimento, mas os requerimentos não chegaram a tempo à Diretoria Geral da Câmara e, por isso, terão o adicional depositado em suas contas. Eles não receberão a segunda parcela, prevista para ser paga em fevereiro.

E ainda outros 11 deputados pediram para não receber o dinheiro depois que a folha de pagamento já havia sido enviada ao banco. Esses deputados informaram à administração da Casa que vão devolver o dinheiro ou doar para entidades. A primeira parcela da convocação na Câmara foi paga no final do ano passado."
Fonte: Agência Estado

É, enquanto as CPIs estão discutindo como 55 milhões foram gastos em três anos de mensalão, os próprios deputados estão queimando 100 milhões (isso mesmo, quase o dobro do mensalão) em dois MESES!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Morre o jornalista Pedro Bial

A Globo deu o tiro de misericórdia em Pedro Bial. Dessa vez, a rede conseguiu afundar de vez a imagem de jornalista e colocá-lo como apresentador e executor de tarefas ingratas. Depois de passar a apresentar o Fantástico, programa que vende o passado como novidade, e depois o programa Big Brother Brasil, programa puramente comercial, Bial foi incumbido de escrever a “história” de Robero Marinho.

No entanto, o que enterrou o jornalista da alma do ‘showman’ foi a entrevista, não sei se delegada a ele ou escolhida por ele, com o presidente da república que foi ao ar no dia 1 de janeiro.

A entrevista foi muito pobre apesar de ter sido muito longa. O presidente não disse nada que já não tivesse dito antes e Bial fazia o papel de inquisidor não de repórter. Ele não buscava respostas ou descobrir algo, era um escorregão ou uma declaração danosa ao governo o que o ex-jornalista procurava.

Uma pena, uma pessoa que já teve seus dias de glória no jornalismo brasileiro. Já esteve na hora certa e no lugar certo, como em Berlin na queda do muro. Bial já foi um repórter respeitado. Hoje, é só um soldado que tem tarefas a cumprir designadas pela empresa. Jornalismo não faz mais há algum tempo.