quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Operadora Claro dá nos nervos

A empresa de telefonia celular Claro vem apresentando problema no antedimento aos seus clientes já há vários dias. Além do serviço de teleatendimento ter parado de funcionar durante todo o sábado e parte da segunda-feira (quando eu tentei entrar em contato pelo número 1052), o atendimento pela internet é limitado e não soluciona todos os tipos de problemas que possam acontecer.

Outra coisa muito estressante e que ainda incomoda os usuários da Claro é o fato de que o cliente ter que se identificar e contar todo o seu problema a cada novo atendente, e estes podem ser muitos. A Anatel até já lançou uma regra que limita este tipo de procedimento, mas por hora não está em vigor, na Claro pelo menos.

Eu tive que falar com 13 (treze, é treze!) pessoas e contar para cada um delas a minha longa história. Além disso tive que me identificar, dizer o meu número e ainda outros tantos números. Quando, na 13ª pessoa, parecia que alguém resolveria meu problema, a ligação caía. Mas tudo bem, eu liguei de novo e de novo e de novo.

Resumindo, me prometeram resolver o problema em 48 horas. Depois em até outras 48 em regime de urgência (!). Depois destes dias todos, e de mais outros sem serviço, me deram mais um prazo de 72 horas para resolver. Assim, estou sem celular há quase duas semanas e sem previsão (real) de tê-lo funcionando de novo.

Ah, aquele papo de destravar celular com a Claro também não funciona. A única vez que resolvi destravar um celular da Claro, depois de dois anos com ele, portanto bem após o prazo de "carência" deles, não consegui e eles alegaram se tratar de um defeito do aparelho. Óbvio que o primeiro adolescente para quem dei R$ 5,00 destravou o telefone em menos de 1 minuto.

A única coisa com as quais os clientes de telefonia móvel podem ficar felizes é que ainda este ano deve entrar em vigor a regra da portabilidade dos números. Ou seja, o cliente vai poder mudar de operadora sem perder seu número. Quem sabe assim, as empresas passem a respeitar um pouco mais seus usuários. Mas pensando bem, para que outro operadora eu poderia ir e não passar pelos mesmos problemas?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ah, como é bom ter amigos

Mesmo sem cumprir os percentuais mínimos de aplicação de recursos na Educação e Saúde, o governador Cássio (PSDB) teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por 3 votos a 2, na tarde da quinta-feira (14), em João Pessoa, Paraíba. Foi julgada a prestação de contas de gestão do governador em 2007.

Seria de se estranhar esta notícia, caso não fossem públicas as relações familiares e de proximidade "ideológica" entre o menino e os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Aliás, já tive o desprazer de ouvir, mais de uma vez, de jornalistas nacionais a piada: "na Paraíba quem julga as contas é o tio do governador, né?"

Bem, o tio de Cássio, o conselheiro Fernando Catão, não participou do julgamento porque averbou-se suspeito. Claro que ele deixou para fazer isso no dia e hora do julgamento, assim ninguém o poderia substituir. Um a menos para julgar de fato as contas.

Os três que votaram pela aprovação das contas foram o conselheiros Nominando Diniz, Flávio Sátyro e Fábio Nogueira. O primeiro foi coordenador da campanha de Cássio em 2002 e nomeado pelo atual governador para o cargo de conselheiro do TCE.

Além disso, teve a felicidade de ter a prima Flora Diniz (PSDB), quinta suplente de deputado, assumindo o lugar de Agnaldo Ribeiro (PP) na Assembléia Legislativa há dois dias. Aguinaldo "teve" que abrir a vaga para a prima do conselheiro para assumir semana passada a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, aceitando convocação do governador.

O conselheiro Fábio Nogueira, conhecido popularmente por ser o clone do menino em Campina Grande, é ex-deputado do PSDB, era vice-líder do governo Cássio na Assembléia Legislativa e foi nomeado para o TCE, em 2006.

Flávio Sátyro, tem um filho, Flávio Sátyro Fernandes Filho, que ocupa a presidência da Fundação Casa de José Américo, órgão do Estado que tem seu presidente indicado pelo Governador. Ah, inclusive o Flávio Filho estava lá ontem, na platéia do TCE.

Quem votou contra a aprovação das contas foram Marcus Ubiratan e José Mariz, o relator, que acompanhou pareceres da auditoria e da representante do Ministério Público junto ao TCE, Ana Tereza Nóbrega, que recomendou a desaprovação das contas porque o Governo do Estado aplicou em saúde apenas 10,49% de sua receita líquida ao invés dos 12,5% exigidos pela Constituição.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Luiz Couto denuncia esquema para forjar denúncias eleitorais

Em pronunciamento na Câmara Federal, o deputado Luiz Couto (PT-PB) revelou que existe um processo que vem sendo montado para tentar ganhar as eleições nos municípios de João Pessoa e Campina Grande. Couto afirmou ter sido procurado por um paraibano que lhe contou como funciona o esquema contra os prefeitos Ricardo Coutinho e Veneziano.

Segundo o deputado, um dos planos é colocar pessoas nos eventos, como se fossem aliadas, para solicitar dinheiro e obter promessa de atendimento a pleitos. “Elas carregam microfone embutido para ver se o prefeito diz: "Está bom, amanhã". Ou: "Estou dando". Essa é uma arma para tentar encontrar meios para impugnar as candidaturas de Ricardo Coutinho e Vitalzinho”, delatou.

Outra ação, segundo Luiz Couto, é criar um sistema de acusações vazias contra os prefeitos usando, inclusive, sites, blogs e portais na Internet. Para ele, esse tipo de acusação pode trazer um mal porque se espalha e quando a verdade vem à tona ela já alcançou o objetivo que é o de deixar as pessoas com informações levianas.

“Também se planeja a construção de dados forjados para enlamear a vida dos prefeitos de Campina Grande, João Pessoa e de outros municípios, mas, principalmente, dos dois maiores municípios da Paraíba”, completou o parlamentar.

O informante não teria se identificado por temer ser perseguido e ameaçado, mas "é de confiança e tem credibilidade". No entanto, não foi informado quem são os responsáveis por estas ações fraudulentas. Todas as informações desta notícias foram publicadas nesta quarta-feira (13) no site do deputado na Internet, mas o pronunciamento foi feito no último dia 4, no plenário da Câmara Federal.

Brindes com nome - De acordo com Luiz Couto, isso já ocorreu numa festividade quando o sindicato dos motoristas e dos proprietários de transportes prestava homenagem e lá entrou alguém que filmou e, depois, disse que era da fiscalização do Judiciário, mas não apreendeu nada. “O próprio Juiz Aluízio Bezerra não caiu nessa armadilha”, concluiu.

Clique aqui para ler a transcrição do pronunciamento na íntegra.

Matéria publicada originalmente no site Paraíba 1

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Site do senador Cícero é multado por campanha contra prefeito

A Justiça Eleitoral condenou o portal do Click PB a pagar uma multa de R$ 21 mil pela publicação de matéria jornalística que privilegiava o candidato João Gonçalves (PSDB). O conteúdo da notícia ainda trazia críticas e ataques a Ricardo Coutinho, candidato à reeleição pelo PSB.

Não por acaso, o Click PB é do senador peessedebista Cícero Lucena, ou melhor, de seu filho "Mercinho" Lucena, e vive de denunciar os "desmandos" do atual prefeito, que aliás, fez sua carreira política denunciando as "ações" do dotô Cicero.

Se você não lembra, Cícero é aquele que foi preso pela Polícia Federal acusado de desviar mais de um milhão de reais (R$ 1.000.000) da prefeitura de João Pessoa. Ainda hoje é processado por conta disso.

Segundo a os "arquirivais" do PSB, o portal da família de Cícero já foi processado dezenas de vezes por atacar a honra do prefeito Ricardo Coutinho, dos secretários municipais e de políticos que não pertencem ao grupo do senador do PSDB.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Efraim luta contra o desemprego

A Folha de São Paulo resolveu fazer uma pesquisa e descobriu o seguinte: o senador Efraim Morais deu emprego a 7 parentes e a mais 6 parentes de aliados. Confira a matéria de Adriano Ceolin com todos os nomes e detalhes abaixo:

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Senador do DEM emprega 7 parentes em seus gabinetes

Primeiro-secretário da Casa, Efraim Morais contratou ainda 6 parentes de aliados. O democrata foi o articulador da fracassada tentativa de criar mais 97 novos cargos comissionados no Senado, com salário de R$ 10 mil.

ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Articulador da criação de mais 97 cargos comissionados no Senado, Efraim Morais (DEM-PB) mantém em seus gabinetes na Casa pelo menos sete familiares, além de seis parentes de seus aliados políticos.

Em 2005, ao se tornar primeiro-secretário (posto responsável pela contratação de obras e serviços), Efraim ampliou seu poder de nomeação: na Primeira Secretaria, ele detém no mínimo 14 cargos.

A partir de 2005, o número de parentes de Efraim na Casa aumentou. Entre 2003 e 2004, a reportagem identificou quatro parentes -três sobrinhas e um sobrinho. Já como primeiro-secretário, os parentes subiram para sete -nomeou mais três sobrinhas e até a filha caçula. Estudante de jornalismo, Caroline Morais, 21, tem salário de R$ 3.600 mensais e foi lotada no gabinete do senador.

Ainda na Primeira Secretaria, Efraim colocou Delano de Oliveira Aleixo, que é casado com Ana Cristina Souto Maior Aleixo, outra sobrinha do senador. Em 2003, as irmãs dela, Ana Karla e Ana Karina, foram empregadas no gabinete pessoal de Efraim.

Em 2006, Efraim nomeou para seu gabinete o primo Glauco Morais, ganhando R$ 6.400 mensais. Em 2005, a Folha já revelara que o portal do qual Glauco era sócio tinha contrato de R$ 120 mil por ano com o Senado para ter um banner do site da Casa. Após a reportagem, Efraim cancelou o contrato, mas outros quatro sites da Paraíba ainda mantêm contratos com o Senado no valor de R$ 48 mil por ano.

Em março de 2007, Glauco deixou o Senado para se tornar chefe-de-gabinete do vice-governador da Paraíba, José de Lacerda (DEM). Em junho daquele ano, Efraim deu à filha de Lacerda, Raissa Lacerda Aquino, um cargo AP-4. Neste ano, ela será candidata a vereadora em João Pessoa pelo DEM e teve de deixar o posto. Para o cargo, Efraim nomeou o marido de Raissa, Roberto Aquino.

Efraim também agradou o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) nomeando Ronaldo Cunha Lima Filho, irmão de Cássio, como assessor técnico (R$ 8.000 mensais, depois reduzidos para R$ 6.300).

O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Arthur da Cunha Lima (PSDB), tem o irmão, Lucio, como funcionário do gabinete de Efraim: ele é secretário parlamentar, com salário mensal é de R$ 6.400.

Primeiro suplente de Efraim, Fernando Catão arranjou emprego para os filhos no Senado. Em períodos diferentes, Bruno Catão e Pedro Catão foram lotados no gabinete do senador e na liderança da minoria. Bruno deixou o Senado em 28 de outubro de 2005, mesmo dia em que irmão foi nomeado para uma vaga de AP-3, com salário de R$ 2.600 por mês. Fernando Catão foi escolhido em 2007 conselheiro do TCE da Paraíba.

Segunda suplente de Efraim, a prefeita de Bananeiras, Marta Ramalho, nomeou o filho, Ricardo Sérgio, secretário de Obras local. Em Brasília, emplacou o neto Ricardo Sérgio Filho no gabinete de Efraim.