domingo, 30 de julho de 2006

Um pouco de Aikidô

Para quem quiser conhecer um pouco do Aikidô sem compromisso.


terça-feira, 25 de julho de 2006

Como tratar um cliente

O último post foi só para contextualizar a minha intriga com a Telemar, (ir)responsável pela telefonia na Paraíba. Agora eu vou narrar a minha última desventura com esta famigerada empresa.

Que a Telemar tem operadores de Tele Marketing que te ligam na hora do almoço e jantar, isso todo mundo já sabe. Que eles te infernizam para que você contrate uma nova conta, ou indique um parente, ou um amigo, ou qualquer um, você também já sabe.

O que me impressionou hoje foi a maneira inusitada que eles arranjaram para me irritar. Eles simplesmente não querem me vender uma linha. Ahahahahahahahah. Primeiro eu ri. Parecia impossível, mas eu queria contratar uma linha, num plano caro, com serviços de internet de alta velocidade e eles me disseram não.

Já faz três dias que eu tento e não consigo. Eu começo a desconfiar que ele se divertem, talvez até façam apostas para saber quem irrita mais clientes. É capaz que haja uma convenção anual dos operadores da Telemar onde eles trocam experiências e avaliam novos métodos. Acho que fui vítima de um.

Na verdade, o que eles me deram foi um bom motivo para gritar com o próximo infeliz da Telemar que me ligar oferecendo uma linha. Ah, mal posso esperar que eles liguem... e eles vão ligar...

A Telemar é mesmo uma porcaria

A Telemar é mesmo uma porcaria. Ela tem o dom de irritar qualquer um. Espero que o Dalai Lama nunca precise nem saber da existência de uma empresa tão odiosa quanto esta. E o que me irrita mais nela é a burrice impregnada nos seus sistemas... Pronto, desabafo feito posso escrever melhor.

Vou começar contando uma história antiga, quando eu ainda morava só. Eu tinha uma conta da Telemar, mais para tranqüilizar a minha mãe, em outra cidade, do que para usar, uma vez que eu estava sempre na rua estudando ou trabalhando.

Reparei que, mesmo com o telefone sempre sozinho na minha casa fechada, eu que saia de manhã e só voltava à noite ainda pagava uma fábula de “pulsos excedentes”. Para quem não sabe, quando pagamos a mensalidade de telefonia, temos direito a um número ‘x’ de pulsos e pagamos por fora todos os pulsos extra.

Pois bem, mesmo com o meu telefone sofrendo de solidão durante todo o dia, minha conta vinha com centenas de pulsos excedentes. Isso comigo morando numa cidade onde eu não conhecia ninguém e passava a maior parte do meu tempo fora de casa ou dormindo.

Tive a infeliz idéia de ligar para pedir que alguém conferisse se o meu “contador de pulsos” estava contando direito, se não havia nenhum problema com ele. De pronto (nessas horas eles são eficazes), me foi respondido que o meu “contador” estava em ordem. Eu quis saber porque é que o tal aparelho ficava lá com ele e não na minha casa como era o caso do medidor de água e de luz. Ele desligou na minha cara, assim mesmo, sem resposta.

Para não alongar demais esta história, liguei mais algumas dezenas de vezes até que fui à central de atendimentos de minha cidade e, depois de esperar por pelo menos três horas, fui me consultar com uma das atendentes.

Ela prontamente (agora sim) culpou a internet que eu usava em casa. Expliquei que só usava de madrugada e que não podia ser por causa dela. Ela então imprimiu um extrato de todas as ligações locais que eu tinha feito naquele mês e me mostrou a “grande quantidade” de ligações que eu tinha feito para o provedor. Fui para casa decidido a fazer uma análise das ligações.

Infelizmente para a Telemar, eu sei ler e até fazer um pouco de contas. Verifiquei, dessa vez com dados que me foram dados pela própria empresa, que eu estava realmente sendo roubado. Era impossível, e o extrato dizia isso, que tivesse tantos pulsos. Mas não resolvi meu problema. A central de atendimentos na minha cidade fechou e eu tive que fazer a nova consulta por telefone.

Aí, com toda a delicadeza, inteligência e gentileza que só um operador de tele marketing sabe ter, a atendente me disse, claro que só depois de me fazer esperar por uma hora e me fazer contar a história 33 vezes, que eu estava usando de má fé e que pretendia roubar a empresa. Na época com 19 anos, eu quase enfarei.

domingo, 23 de julho de 2006

Portal Correio enfrenta dificuldade com Secretaria de Segurança

A equipe de reportagem do Portal Correio tem enfrentado dificuldades em levantar informações com a Secretaria de Segurança Pública. Sempre que os repórteres se identificam, os diretores de presídio, como o senhor João Carlos de Albuquerque, mandam dizer que não estão.

Além disso, a Secretaria tem omitido informações importantes quando consultada e repassado tais informações para outros órgãos da imprensa. Por diversas vezes os agentes que atendem ao telefone saem para chamar o superior e voltam com a notícia de que ele teria "dado uma saidinha". Não fosse o fato de o repórter poder ouvir a conversa entre o agente e o outro funcionário que teria, supostamente, saído, estaria tudo bem.

É impossível saber qual a razão desta discriminação já que o Portal Correio sempre escuta, ou tenta, os dois lados e todas as fontes disponíveis. Mas a infeliz coincidência entre a aparição de "listas da mortes", fugas nos presídios e a eleição traz um cunho político a todas as falhas da Segurança do Estado. Talvez por isso os responsáveis pela Pasta não queiram falar com (est)a imprensa.

Em tempo - o Portal Correio está mostrando como se faz cobertura on-line no Estado. Com uma equipe de oito pessoas, o Portal Correio está sempre atento ao que acontece no Estado e noticia, quase sempre antes, o que acontece na Paraíba.

http://www.portalcorreio.com.br/

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Heróis e vilões

Chegou o tempo de não poder escrever sobre nada. Com a proximidade das eleições não se pode nem denunciar um buraco na rua sem que o jornal seja acusado de favorecer um dos candidatos. Os processos e multas milionários deixam as empresas de pernas bambas e, a cada palavra de um repórter há um editor com medo.

Há também uma histeria quanto ao tempo concedido a cada pretenso político e com razão. Eles estão todos dispostos a espernear por cada segundo que tenham a menos que seu adversário. Assim, nenhum político é ruim, a imprensa é que é a vilã.

Essa é a época em que todos vêem os “caixas dois” funcionando, a compra de voto descarada em cada bairro e as sextas básicas ou cheques sendo distribuídos. Mas ninguém fala nada, ninguém denuncia. Daqui uns dois anos algum dos políticos que hoje recebe “ajuda” amanhã deixará de receber e denunciará o que todos já estamos cansados de ver acontecer. Aí vai ser um escândalo e o alcagüete será o herói.

sábado, 8 de julho de 2006

E a carapuça serviu...

Amigos, publico a seguir a coluna do jornalista Rúbens Nóbrega com a resposta de Ivandro Cunha Lima (!). É uma resposta enviada por conta da coluna "Na Manha", que pode ser conferida no post abaixo. Publico aqui a resposta não por achar que há obrigação ética ou qualquer coisa do gênero, faço porque quando alguém veste uma carapuça tão bem, temos mais é que divulgar. Segue a coluna com a resposta:

"A mágoa de Ivandro

O ex-senador Ivandro Cunha Lima botou na cabeça que fiz a coluna de ontem, sobre possibilidades de fraudar a lei eleitoral, para atingi-lo e, como devem acreditar os Cunha Lima em geral, também ou sobretudo o governador Cássio.

“Na manha”, eis o título do artigo, apontou diversos meios que candidatos, partidos ou coligações poderiam criar para burlar uma legislação aparentemente mais restritiva em matéria de divulgação e favorecimento de candidaturas.

Entre os meios citados, o de um hipotético fazendeiro, tio de um hipotético candidato, que poderia ser ajudado a campanha com uma hipotética vaquejada em uma hipotética fazenda, onde fariam também um hipotético showmício.

Do jeito que a hipótese foi formulada, deu motivo para o ex-senador Ivandro Cunha Lima vestir a carapuça. Ainda mais porque, fazendeiro e tio de candidato, seu nome batiza o mais famoso Parque de Vaquejadas de Campina Grande.

Coincidência demais para não ter sido de propósito, deve ter pensado. Como se não bastasse, na fazenda do Doutor Ivandro estava para acontecer, ontem, a festa de lançamento da campanha de Rômulo Gouveia (PSDB) a deputado federal.

Só faltou a hipotética banda Siri com Rapadura (igualmente criada na coluna de ontem) tocar na vaquejada ou na fazenda, que fica também em Campina, mas não se deve confundir com o Parque de Vaquejadas, que é do filho do Doutor Ivandro.

Diante de tudo isso, natural que o escrito atingisse a susceptibilidade do tio do governador e sua reação, em tom de profunda mágoa, chegou-me ontem através de carta que publico adiante.
Só para esclarecer Antes, mas sem a menor pretensão de convencer o Doutor Ivandro ou qualquer outra pessoa, devo esclarecer o seguinte:

1) não formulei aquelas hipóteses de situações e personagens pensando nele ou qualquer outro Cunha Lima, inclusive o governador, até por que a do fazendeiro tio de um candidato é apenas uma hipótese e não mais do que isso;2) sequer em sonho tomei conhecimento de vaquejada no Parque Ivandro Cunha Lima e da festa de um candidato a deputado federal na fazenda de Ivandro Cunha Lima, eventos que coincidiram, apenas isso, com a coluna.

Devo confessar, ainda, que o meu primeiro impulso foi o de não publicar a carta do Doutor Ivandro. Primeiro, porque não foi em sua intenção – sequer ele foi citado, porque não era o caso – que escrevi “Na manha”; segundo, pela forma como se dirigiu ao colunista; terceiro, porque tentou impor a publicação de sua carta por gravidade.

Não funciona assim, Doutor. Mantenho relação de respeito mútuo – não de submissão – com os dirigentes do Sistema Correio. Não precisava o senhor ter recorrido a qualquer deles “para orientar a publicação”.

O dirigente a quem o senhor recorreu não interfere nem intervém na coluna.

Nos raros momentos em que é demandado por conta de alguma reação a qualquer coisa publicada neste espaço, procura o colunista para sugerir, propor, ponderar, argumentar, pedir, mas sempre respeitando, deixando à vontade.

Tanto é assim, Doutor, que sem soberba ou arrogância alguma posso garantir: a sua carta vai reproduzida no tópico a seguir graças, principalmente, ao pedido que o senhor fez a um outro amigo comum.

A carta de Ivandro

Com pequenas correções feitas pelo colunista, para ajudar a leitura e o entendimento, eis a carta que o ex-senador Ivandro Cunha Lima encaminhou ontem à coluna: “Senhor Jornalista Rubens Nóbrega,

Dirijo-me a vossa senhoria para me reportar a sua coluna do Correio da Paraíba de hoje, com referência ao subtítulo “Na manha”.

Não se faz necessário o menor esforço de raciocínio para identificar que o senhor se refere a minha pessoa, tio e admirador de Cássio Cunha Lima, com grande honra.

Afirmo-lhe e aos seus leitores que há vários enganos e/ou inverdades nessas trinta linhas ali subscritas:

1- Não inventei nem haverá vaquejada em fazenda de minha propriedade, para ajudar em campanha política, como o senhor insinua.
2- Não há, sequer, parque de vaquejada na minha fazenda.
3- O parque de vaquejada que o senhor ouviu falar está situado no lugar Três Irmãs, nesta cidade, de propriedade e em terreno de Ivandro Filho, o qual ele denominou “Parque Ivandro Cunha Lima”. Daí, talvez a sua confusão ou proposital distorção.
4- A vaquejada de hoje não é de iniciativa e/ou responsabilidade do meu filho Ivandro. Este cedeu as instalações para que a Associação dos Vaqueiros Amadores, existente aqui no Nordeste, promovesse o evento do qual apenas eles, os associados, participam.
5- Não há qualquer participação financeira com dinheiro público.
6-Não haverá show na programação dos Amadores. A casa de show foi cedida aos responsáveis pela campanha eleitoral do presidente Rômulo Gouveia a Deputado Federal, para uma festa de confraternização entre amigos e eleitores na noite de hoje (7). Em continuidade ao evento de inauguração do seu comitê na Rua Getúlio Vargas, nesta cidade.Por fim, ilustre jornalista, permita-me um conselho que a idade e a vida me permitem: analise, confira as informações que lhe chegam de “espertos e trapaceiros”, useiros e vezeiros em procedimentos completamente distanciados da ética, da moral, dos bons costumes.

Agradeço a publicação.
Ivandro Cunha Lima”."

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Campanha

Amigos, vou reproduzir aqui a coluna desta sexta-feira, dia 7, do jornalista Rubens Nóbrega publicada no jornal Correio da Paraíba para quem não teve a chance de ler no jornal.

"Preparando. O candidato Xis tem um tio fazendeiro, que tem uma bela fazenda, dessas onde cabem cinco mil cabeças de gado e outro tanto de gente. Aí o fazendeiro tio, para ajudar na campanha, inventa uma vaquejada na fazenda.

Realizando. Porteiras abertas, a vaquejada atrai mais de cinco mil pessoas, o candidato vai lá e faz a festa, com direito a um grande show de forró onde a atração principal é a banda Siri com Rapadura ou Zezé de Camargo e Luciano, tanto faz.

Resumindo: além da derrubada de boi, o povo vai poder assistir a um desses showmícios disfarçados que andam fazendo por aí a título de festa junina patrocinada, inclusive, com dinheiro público. E nada deve acontecer a quem promove tal coisa.

O showmício da hipotética vaquejada é apenas um dos muitos exemplos de como são facilmente burláveis as normas eleitorais, especialmente quando pretensamente elas se tornam mais restritivas.

Quanto mais tentam acochar, mais criam meios de driblar as proibições. É como se para cada artigo da lei já tenham, no ponto, uma fraude correspondente. Tem jeito não: quando mais apertada a loca, mais brecha esse povo acha.

Mesmo assim, otimista incorrigível e irrecuperável que sou, prefiro acreditar que somente uns poucos candidatos e partidos vão usar de jeitinhos e artimanhas para burlar a lei e engrupir a Justiça Eleitoral.

Posso estar sendo ingênuo, mas deixa assim... Vou me sentir melhor. Sem prejuízo, claro, de continuar levantando alternativas e possibilidades dos espertos e trapaceiros, até como forma de alertar para ajudar a prevenir.

Rubens Nóbrega"

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Brasileiros nos Estados Unidos: Hollywood e Outros Sonhos

O presidente da Fundação Casa de José Américo, Flávio Sátyro Filho e o editor das Edições UFC, Luiz Falcão Lordelo, têm a satisfação de convidar para o lançamento do livro "Brasileiros nos Estados Unidos: Hollywood e Outros Sonhos" da Prof. Bernadete Beserra.

A autora e sua obra serão apresentados pelos professores Maria Cristina de Melo Marin e Fábio Henrique Souza.

Anote:
Dia: 7 de julho
Hora: 19h
Local: Auditório da Fundação Casa de José Américo. Av. Cabo Branco, 3336, João Pessoa - PB.
Fone: 3214-8500