sábado, 21 de abril de 2007

Cuidado com os filmes e videogames

Ah, os americanos e seus bons motivos. Eles sempre têm boas explicações para tudo. Mas somente eles acreditam em suas explicações. Mais uma matança, mais uma vez o culpado é um filme. Só na cabeça simplista e comercial deles é que faz sentido alguém sair por aí matando os outros porque viu isso num filme ou num jogo de videogame.

Mais uma vez fico pensando se não sou eu quem vê mais do que existe. Se não serei eu quem cria uma visão só minha do mundo. Mas me diga você, leitor, será que já não vimos esta história outras vezes na vida real? Acompanhe: Alguém que quer alguma coisa que não pode ter e resolve, por conta disso, tomar à força e depois matar todos os que o negaram o objeto desejado.

Tudo bem, esse é o enredo de muito dos filmes americanos, mas é a própria história do povo americano. A real. No passado, quando eles queriam terras e os índios ficaram em seu caminho, morte! Hoje, quando eles quiseram petróleo e os iraquianos ficaram em seu caminho, morte! Tudo para garantir o “American Way of Life”.

Portanto, se o governo e a sociedade organizada do país usam deste expediente, o que esperar de Cho Seung-hui, um sul-coreano de 23 anos que tentava viver o "sonho americano"? De repente a Terra da Liberdade virou um estado de segregação étnica onde os "não puros" ou os estrangeiros devem tudo e só têm direito ao silêncio.

Cuidado com os filmes e videogames. Eles podem retratar a realidade que muita gente não quer enxergar e acha que só existe no mundo virtual. Que tal se desarmássemos ao invés dos jogos, as pessoas? Acredito que funcionaria bem mais.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Ética

A cada dia eu sei mais, ganho mais fontes, e conheço mais histórias. No entanto, cada dia posso contar menos, tenho menos como construir minhas histórias. Um hora não posso falar por respeito às fontes. Outras por respeito às vítimas ou aos envolvidos. Será que isso é o que chamam ética?

Ta, eu sei que eu não fiz juramento nenhum como os que os médicos fazem ao se formar, mas mesmo assim eu aprendi que se deve respeitar a sua fonte. Por isso sou contra gravações escondidas que incriminam quem conta. Acho que as histórias devem ser contadas mesmo que por fontes que queiram se manter no anonimato.

Mas algumas histórias são contadas de maneira não oficial, “em off” como chamamos, apenas para informar-nos, mas de que serve uma história que não se pode contar? De que serve saber das mais escabrosas informações se você só soube porque prometeu silêncio?

Cada uma dessas histórias marcam para sempre o “contador de histórias” que se cala. Chega uma hora que não se tem mais certeza se é bom ou ruim saber tais histórias. Às vezes penso: “prefiro não saber”, mas não consigo. A curiosidade é maior. Aliás, acho que se não fosse essa fome por “saber das coisas” eu já teria mudado de profissão.

Ética. Não sei se o meu compromisso deve ser maior com minhas fontes, com os meus entrevistados ou se com meus leitores. Afinal, acho que, mais que a fonte do meu salário, meu trabalho tem uma função social.

Sempre que alguém vem me pedir esmola ou me cobrar participação em programas de ajuda a doentes ou mendigos, digo que já colaboro dando notoriedade ao problema deles e cobrando das autoridades que tomem providências.

Se este é meu papel na sociedade que vivo, que direito eu tenho de esconder histórias ou deixar de contá-las por compromisso com as fontes? E, por outro lado, como vou ter histórias para contar sem fontes? Sim, porque logo que eu trair a confiança das fontes, certamente as perderei para sempre.

Conheça o Código de Ética do Jornalismo clicando aqui.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Entendi...

Harrison Targino assume a Procuradoria Geral do Estado

"O advogado Harrison Targino é o novo Procurador Geral do Estado. A posse ocorreu às 17h desta quarta-feira, na sede do Procuradoria Geral do Estado, na Avenida Epitácio, em João Pessoa. Anunciado dia 29 de março pelo governador Cássio Cunha Lima, Harrison assumiu o cargo em substituição ao também advogado Joás de Brito Pereira Filho.

O novo procurador geral do Estado destacou a determinação do governador Cássio Cunha Lima de dar continuidade ao trabalho dos procuradores Luciano Pires e Joás de Brito, seus dois antecessores no cargo." - Secom-PB

- Não sei se fui só eu, mas lembrei de um filme com Al Pacino e Keanu Reeves... aquele com advogados...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

O homem que sabia demais

Ele era o homem do dinheiro. Fazia as conexões.
Tirava daqui para dar alí. Fazia do que ninguém queria o ouro.
De repente virou arquivo vivo. Fonte viva de informações.

Não mais.

"O homem que sabia demais
Não sabia esquecer
Nem voltar atrás, pois sabia mais
Muito mais, do que podia saber"

skank