sábado, 9 de abril de 2011

Tambaú, bairro "carregado"

Neste post eu gostaria de fazer um desabafo. A violência e a insegurança são coisas que cada vez mais atormentam o cidadão. Percebi, nos últimos dias, que o famoso bairro de Tambaú é tão carregado*, mas tão carregado que o risco de morte, assalto ou mesmo prisão(!) é sempre iminente.

Saiba que lá moram diversos secretários de estado, municipais, deputados e até gente que é ou já foi do Congresso Nacional. Nesse bairro, quando se vê um carro da Polícia Federal o clima pesa e os porteiros já estão todos instruídos a dizer que seus patrões viajaram.

Lá há, inclusive, um restaurante onde um ex-deputado já atirou contra um ex-governador! Quer dizer, é briga de cachorro grande...

Isso tudo me veio à mente quando, logo cedo, pela manhã, dois carros da Polícia Rodoviária Federal, com batedores em motos da polícia e mais dois carros da Polícia Federal passaram com as sirenes ligadas cortando as ruas do bairro. Era possível ver as pessoas sobressaltadas com aquilo.

Liguei imediatamente para a assessoria da Polícia para saber do que se tratava. Imaginei logo um 'bambambam' sendo algemado ali, no meio da rua, com o público aplaudindo... Mas que nada. Era só um ministro que deixava um dos hotéis e seguia para o aeroporto.

* Aqui no Nordeste, quando um lugar é "barra pesada", nós dizemos que ele é carregado!

domingo, 3 de abril de 2011

Discriminar pessoas não é um direito

O texto que se segue abaixo é do blog Cidadania.com e foi reproduzido pelo Leituras do João Otávio.
Boa leitura e aproveite.

Maurício Melo

O enunciado contido no título deste texto deveria ser um truísmo, verdade incontestável ou evidente por si mesma, coisa tão óbvia que não precisa ser mencionada, uma banalidade, uma obviedade. Mas, espantosamente, não é. Discriminar ainda é visto – e vendido – por alguns como um “direito”, ou, como gostam de dizer, “liberdade de expressão”.

Discriminar pessoas, porém, não é e jamais será um direito. Dá para discordar de premissa tão evidentemente legítima? Não são muitos, os que discordam. Mas existem e têm muito espaço para dizerem suas “idéias” por terem representantes de peso do ponto de vista de que discriminar seria “direito” ou “liberdade” de algum tipo.


Ninguém assume que discrimina outras pessoas, claro. A imagem do discriminador é negativa, de alguém intolerante e estúpido. As acepções do verbo discriminar, porém, quando analisadas, permitem enquadrar a todos aqueles que juram que não estão discriminando quando agem da forma que tais acepções detalham.

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