quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dia da não violência contra a mulher

Tenho um amigo, e ele vai me perdoar por contar sua história, que conseguiu se envolver numa briga porque quis defender uma mulher que iriaapanhar em público exatamente um dia antes do Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher.

Um camarada pacato e, por vezes, até chamado de frouxo pelos amigos bricalhões. Não vou citar o nome, até porque não vai fazer diferença. Mas ele estava num bar quando presenciou a briga de um casal.

Por sorte da mulher e azar do meu amigo, no momento em que o marido levantou a mão para bater na esposa, o desavisado amigo passava ao lado da mesa do casal e, sem pensar, segurou a mão do agressor.

Os demais ocupantes da mesa do casal ainda reclamaram da intervensão do "intrometido", que se retirou pedindo desculpas pela intromissão.

O que ele não esperava era que o grupo todo, incluindo a moça que não apanhou, o esperariam do lado de fora do bar para tomar satisfações. Um bate boca teve início e, depois de alguns insultos, foi a moça, a esposa do covarde, que atingiu o "metido amigo" com um tapa.

Sem acreditar no que havia acontecido, o defensor das mulheres ficou sem ação e ainda ouviu: "pronto, você apanhou. E agora? Vai bater em mim?", da moça que havia deixado de apanhar por causa dele.

Voltando a si, ele devolveu em palavras as agressões: "Não se preocupe, não sou seu marido, não bato em mulheres. Não sou covarde". Por conta disso os homens do grupo resolveram ingressar na briga que passou a violência física.

Grande que é, não se machucou e deve ter deixado uma boa lição em seus agressores. Mas manteve sua palavra. Apesar de ter sido a primeira a agredir fisicamente, a esposa do covarde foi a única que não apanhou na frente do bar. Situação que deve ter mudado depois que chegou em casa.

Moral da história: Se você vir algum covarde querendo bater na esposa, impeça, mas não espere que ela vá te agradecer.

Caetano não, mas a mãe dele...

Nunca fui fã de Caetano Veloso e a cada dia gosto menos dele. Mas descobri que sou fão de dona Canô, de 102 anos, mãe do cantor. Veja o que ela disse sobre o que o filho tem dito sobre o presidente Lula:

"Não vou dizer nada em especial [em telefonema ao presidente], apenas o que vier do coração. Vou me desculpar e dizer que, pelo que conheço de Caetano, sei que ele não quis ofender o presidente. Não é possível que ele chamasse Lula de analfabeto, aliás, ele nem teria o direito de falar assim. Ele é apenas um cantor"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dono do Manaíra Shopping se rende ao MPT da Paraíba


O Ministério Público do Trabalho fez diversas fiscalizações às obras na Paraíba. Para quem não acompanha nenhuma dessas obras de perto, pode até parecer exagerado, mas todas, eu disse todas, as obras foram embargadas por falta de condições de segurança. Algumas delas tratavam seus trabalhadores como escravos, em plena Capital.

Mas vejam que uma das obras embargadas foi a do Manaíra Shopping. Logo ela que já foi responsável pelo desvio de um rio, assoreamento de um mangue e "incorporação de algumas ruas" ao seu terreno. Pois foi. Os promotores estiveram no local, constataram as irregularidades e mandaram parar tudo.


Bonito deve ter sido ver quando, ao darem as costas, os promotores ouviram todo o barulho típico de uma obra voltar a acontecer. Acho que acostumado a ver suas irregularidades não darem em nada, o cabra só esperou a equipe do MPT, junto com a imprensa, sair e "desfez" o embargo.

Ah, mas os promotores pegaram ar! Voltaram na obra e ameaçaram chamar a Polícia Federal, caso o embargo não fosse levado a sério. Dizem que agora parou tudo. Mas estou pensando em dar uma passada por lá, só para conferir. Se eu ouvir algum martelo batendo por lá, aviso aqui.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Especialista em tudo

É impressionante como os "famosos" se tornam autoridade e especialistas em tudo. Nos últimos dias tenho lido e visto algumas coisas sobre Caetano Veloso. De besta. Porque sempre discordo dele. Mas sou obrigado a respeitar, afinal, opinião é assim, cada um tem a sua.

Mas hoje saí do sério quando fui ler o espaço nobre da opnião do Jornal Correio da Paraíba. No todo da página, do lado esquerdo, tipo horário nobre do jornal em papel, estava o artigo do jornalista Carlos Aranha.

Não pude acreditar no que estava lendo. Era a defesa de uma "tese" apresentada por Caetano em que o presidente Lula é um analfabeto ideológico. Segundo Aranha, ignorante em línguas, geografia e história.

No artigo, foi lembrado que o "ignorante Lula" já perdeu para Collor e duas vezes para Fernando Henrique e que se gaba de não ser formado em nada. Segundo Caetano/Aranha, Lula dissemina o culto da ignorância, da não necessidade do diploma.

Pois, meu caro Aranha, eu prefiro um Lula que oferece recursos e condições para a educação do país crescer e se desenvolver, mesmo sendo um "ignorante sem diploma", do que um FHC que fez de tudo para acabar com as universidades públicas quase matando de fome professores e funcionários.

E não venha me dizer que essa diferença é exclusivamente por conta dos ministros que aí é demais! Se assim fosse e Lula fosse apenas o "garoto propaganda", seria mais barato arrumar outro que não precisasse mudar tanto nesses vinte e tantos anos.

Tá bom, você é fã de Caetano (eu não!) e o que ele disser para você é lei, mas eu esperava mais do horário nobre do Correio.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Crianças na rua: problema meu e seu

Estou cansado de ver a mesmas crianças espalhadas pelos sinais de trânsito desta cidade. Também estou cansado de ver promotores se vangloriando e criando grandes campanhas que, invariavelmente, dão em nada. Uma semanaproíbem a população de dar esmolas, na outra pegam todas as crianças e levam de volta para casa(!).

É óbvio que no mesmo dia todas estão de volta ao mesmo sinal. Também é óbvio que as pessoas, com seu pensamento cristão, não param de dar esmolas. Na cabeça damaioria, eles estão fazendo a sua parte para aliviar o sofrimento, ou ao menos a fome daquelas crianças.

Mas o que vejo é o passar dos anos e aqueles meninos que até ontem eram bebês nos braços de mães pedintes se tornarem malabaristas de sinais e, esta semana, flagrei um desses, que vi de fraldas ainda, tentando roubar a bolsa de uma senhora no banco da frente de um carro.

Isso significa que eles estão seguindo o caminho que lhes restou. Nasceram em uma família pobre, com pais de pouca ou nenhuma instrução que os colocaram para pedir esmolas. Mas, se pequenos eles têm medo, logo percebem, ao crescerem u pouco, que muita gente os teme. Daí para tirarem as coisas à força é só uma questão de ter fome.

E a quem culpar por isso? Os pais dessas crianças são conhecidas do Ministério Público. Vamos prendê-los? E às crianças, o que vai sobrar? Vamos prendê-los também? É preciso pensar em uma forma que resolver esta questão. E na minha opinião, estas crianças estão nos dando a dica para resolver este e outros problemas.

Acho que devíamos parar de fazer leis proibitivas e investir em escolas que funcionam. Com o dinheiro da nova sede da Assembleia Legislativa ou do novo prédio (mais um) da Justiça na Paraíba, poderia ser construída uma escola, para João Pessoa basta uma, com estrutura para manter as crianças e adolescentes o dia inteiro na escola.

A Grande João Pessoa tem o número de crianças nas ruas suficientes para "encher" apenas uma escola. O próprio Ministério Público já fez as contas e e viu que elas não chegam a mil. Número alto quando se pensa no potencial de desperdício humano e de problemas que podem ser gerados a partir daí, mas muito pequeno para uma escola.

Este mesmo projeto poderia ser levado para as outras grandes cidades do estado e com apenas uma escola destas por município, conseguiríamos resolver o problema das crianças nos sinais, dos furtos, do uso de drogas, da "profissionalização" de futuros bandidos e até da super-população de presos daqui a dez anos. Além disso, até para campanhas educativas e de saúde o trabalho fica facilitado, já que todas crianças estarão num mesmo lugar.

Portanto, ninguém venha me dizer que não há dinheiro para fazer isso, porque tem sim. Não venham dizer que ninguém sabe como fazer, porque há váriosprojetos que cuidam de crianças em situação de risco, aqui mesmo na Paraíba, como a Casa Pequeno Davi, por exemplo. Assim, vamos agir!