sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Ao fim das maiorias

Depois de um empate histórico na eleição da Câmara dos Deputados, em Brasília, a alternativa governista, Rebelo, venceu. Mas venceu com uma margem muito pequena de votos. A oposição disse que perdeu porque o governo "passou um trator" e pegou votos até de quem não devia. Os governistas também não gostaram muito de ter o vice Nonô com tantos votos.

Parece que os nossos políticos não estão acostumados a negociar. Eles querem ter maioria absoluta para poder "empurrar" o que eles querem, para poder fazer o que bem entendem sem que exista nenhuma barreira. Nos últimos governos acontecia assim. A oposição só reclamava e resmungava, não tinha real poder para barrar nada.

Agora, sim. Por mais que o presidente possa reclamar que fica difícil governar e que a oposição não esteja feliz por não ter a maioria também, para mim, como eleitor e cidadão, é muito mais interessante que exista esse equilíbrio. E que tudo que uma força for fazer a outra possa fiscalizar e apontar os erros.

Sem maioria e minoria, a população vai ver muito mais brigas, mas é capaz que nós tenhamos, cada vez mais, boas decisões dos poderes executivo e legislativo. Nem Esquerda, nem direita, os dois serão obrigados a discutir tudo e negociar o melhor. Não prevalece nem o branco nem o preto, nem a água, nem o fogo. Vamos ter a luta do Yn e Yang e quem vence é o povo.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Mais um que foi pro saco

Jornalista do "The New York Times" é morto no Iraque

Folha Online - Um jornalista e fotógrafo iraquiano que trabalhava para o jornal americano "The New York Times" em Basra (sul do Iraque) foi encontrado morto nesta segunda-feira, após ter sido seqüestrado por um grupo de homens que usavam máscaras e afirmavam ser policiais.

Segundo o "Times", Fakher Haider, 38, foi encontrado com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça em uma área deserta do subúrbio de Basra, horas depois de ter sido levado de sua casa.

domingo, 18 de setembro de 2005

JornAl Atualizado

O Jornalismo Alternativo foi atualizado e a cada edição ganha novos colaboradores. Para visitar a página clique aqui ou digite o endereço no seu navegador www.jornalismoalternativo.com.br.

Lá, você encontra textos opinativos e pode publicar os seus artigos ou reportagens. São centenas de alunos e professores da área de comunicação cadastrados além de jornalistas profissionais que lêem e escrevem semanalmente para o JornAl.

Participe também deste espaço livre e ajude a construir um jornalismo melhor para nosso país.

Ah, e em breve o sítio terá promoções exclusivas além de um serviço de e-mail.

domingo, 11 de setembro de 2005

Encontro de amigos

Reunião da turma de jornalismo da universidade, sempre uma animação. É o dia que, por causa do barulho e da música alta, ninguém fala de trabalho nem reclama de falta de dinheiro. É também o dia em que as meninas do grupo "medem" as amigas e adversárias, afinal "mulher não é amiga de mulher" (como diria um tio também jornalista). Mas, só que para contrariar este pensamento, houve um anúncio de casamento, duas das moças da festa avisaram publicamente que se casariam (!), a descrença fez com que uma das gêmeas perguntasse "com quem?!?", só depois entendeu que seria uma com a outra. Portanto, Aline e Gisele já estão comprometidas. Ahahahahh

Outra parte legal foi ver quantos homens participaram da festa, do grupo original da universidade somente eu e Iandê. Ah, houve a participação via Embratel de Henrique.
Este ano não tivemos a participação de Lívia, roubada de nós pelo JP, nem de Renata, roubada pelo namorado, nem da sinuca, roubada pela falta generalizada de dinheiro que fez o Havana fechar as portas.

Não posso imaginar como isso se materializará no imaginário infantil, por isso nem vou falar do processo de erotização da mídia para que Maíra não ache que estou a arremedando. Mas vou aproveitar para disponibilizar as fotos da reunião, mas não se preocupem, só publiquei as comportadas, aquela parte da piscina e da sauna vou colocar num link separado.

Vejam as fotos comportadas e com roupa aqui.

João sem braços

Rapaz... na era da informática ficar sem computador é como perder as mãos ou os braços. Depois de uns 7 anos o meu velho computador teve um ataque cardíaco e morreu (ou veio á óbito como diria um colega do rádio...).

Uma vez sem computador, não conseguia escrever, nem desenhar, nem pesquisar, algumas horas era difícil até pensar (!). É uma droga que está presente em umas 20 horas do meu dia. Acho que quando durmo, diferente dos cachorros que sonham estar correndo e mexem as patas, eu sonho escrevendo, devo digitar na cama e no travesseiro...

Resolvido, depois de ter que lidar com esta espécie peculiar que são os técnicos de informnática, que sempre têm, na solução mais cara a do seu problema. Agora sim, estou com uma supermáquina em casa, uma shatlon, VYZ 5200, ou sigla parecida, uma vez que não me dizem nada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Pobre juiza

"Vinte e nove famílias da Fazenda Tambauzinho, no distrito de Livramento, em Santa Rita, foram despejadas, ontem, em uma operação empreendida por cerca de 800 homens da Polícia Militar, que cumpriram mandado de desocupação expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com relatos de moradores, houve conflito entre policiais e moradores e várias pessoas. inclusive crianças, teriam ficado feridas em virtude dos tiros de balas de borracha e queimaduras. O agricultor Antônio Pereira Nunes foi atingido com um tiro de revólver e está internado no Hospital Santa Isabel, em João Pessoa, em estado regular de saúde, juntamente com outras três pessoas que também foram feridas."
Correio da Paraíba

A luta pela terra sempre existiu, e parece que ainda vai perdurar por muito tempo, mas uma coisa me chamou a atenção neste despejo. Há uma luta judicial entre os posseiros e o "dono" da fazenda desde 1997. Não quero julgar o mérito da questão, quero apenas revelar meu espanto ao ver as fotos do despejo.

As famílias estavam nessa fazenda há quase dez anos. A polícia botou fogo nas casas! Botou fogo! Não apenas expulsou usando de gás, bombas de efeito, balas de borracha e até balas de verdade contra os moradores. Eles atearam fogo nas casas de alvenaria.

Talvez só eu fique espantando com o fogo, mas isso me lembra o ódio, não uma questão judicial. As casas não foram demolidas, forma queimadas, como era feito com os negros pelo grupo racista americano.

Mesmo assim, a juiza responsável pela ordem de despejo disse em entrevista no rádio que não houve violência na reitegração de posse. O que para mim é maior significado do ódio, para ela parece ser uma coisa cotidiana e normal. Pobre juiza.

A foto acima é de Francisco França