domingo, 25 de dezembro de 2005

Fotos do dia a dia

A brincadeira agora é ilustrar a vida. Uma vida cheia de imagens, cheia de cores e eu transcrevendo tudo em palavras... Isso agora vai mudar. O que for texto estará aqui, mas o que for imagem estará em http://vidadejornalista.nafoto.net

Portanto, quem quer ver o dia a dia de um jornalista na bela cidade de João Pessoa, esse é o endereço. Claro que umas visitas ao interior e à outras capitais tabém serão feitas, então, fique esperto!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Férias de sorte

Não costumo usar o Blog como diário, mas hoje vou escrever sobre mim. Estou de férias e aproveitando bem, fui ao show do Pearl Jam no Rio de Janeiro e foi muito legal, mas vou linkar aqui o Blog de Eliz Monteiro, que também foi e que ficou encantada com a primeira viagem à "cidade maravilhosa": http://elizmonteiro.blogspot.com/. Ela contar, nos próximos dias, todas as hilariantes histórias que vivemos eu, ela, Tatyana, Lívia e Igor.

Mas o título, além de ser sobre a sorte da viagem (essa paga e cara!), é também sobre prêmio, o segundo em dois anos (modestamente falando...), que este humilde repórter conquistou no jornalismo paraibano. Foi o troféu AETC 2005 (http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?21506). Depois publico algumas fotos da festa.

Quem também está muito feliz com esse prêmio é o meu chefe, que ganhou publicidade de graça, e a minha amiga e colega de trabalho, Cláudia carvalho, que ficou em primeiro lugar e além do troféu ganhou também um prêmio em dinheiro.

O mais legal é que num estado em que os salários são baixos, as condições de trabalho são complicadas e quase nunca se tem um estímulo externo, uma premiação como esta dá um novo fôlego e nós podemos perceber que alguém lê e gosta dos nossos textos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Pérola do jornalismo paraibano

"Governo festeja presença de Cássio no Brejo, mas relatório da CGU envolvendo Cicero contém maior comemoraçãows (esse foi o título, apesar do tamanho, estava escrito assim... e até onde eu seu o relatório fala de novas irregularidades do ex-prefeito e, portanto, não entendo porque o governo comemoraria tal coisa, uma vez que são parceiros)

O governador Cássio Cunha Lima concluiu, ontem, a instalação do Governo no brejo paraibano, a partir da cidade de Guarabira (como assim 'a partir'?), falando em execução de obras e serviços, além de contatos com diversos segmentos da sociedade regional, assim como algumas adesões municipais. No final da tarde, ele foi surpreendido com a informação de que a CGU teria concluido no relatório incriminando Cicero Lucena. (Jesus, o que esse parágrafo concluiu?)

Durante os três (ah?!?), o governo mexeu (mexeu no sentido de "bolinou"?) com Guarabira e cidades em torno tendo o governador fazendo (que conjugação! e como sabe usar vírgula) contato pessoalmente com a Justiça, Ministério Público, prefeitas, a exemplo de Fátima Paulino." (mais um parágrafo impecável)

Não dou a fonte nem que todos os Walteres peçam por todos os Santos! Mas se alguém compreendeu o que foi dito no texto a cima, por favor me avise... Os humildes comentários entre parênteses são meus. E para quem duvida que este texto foi mesmo publicado, veja o original clicando aqui.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

O troco

Depois de uma longa, constrangedora e muito comentada vaia na abertura do Festival Nacional de Arte (o Fenart, que só tem de nacional e a pretensão) em João Pessoa, o Governo do Estado na figura do governador Cássio Cunha Lima (como diriam seus associados) decidiu reduzir as verbas destinadas à arte de quase 4 milhões para 1 milhão de reais.

Segundo a matéria do jornalista João Costa, do Paraíba.com.br, o deputado Rodrigo Soares disse que "o Governo reduziu para R$ 1 milhão, os recursos destinados ao incentivo da Cultura através da Lei Augusto dos Anjos".

É pena. Mas acredito que a vaia no ano que vem deve ser maior...

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Como eu dizia...

É... o tempo passa e o mundo gira. Como eu dizia ontem, João Pessoa não é mais a mesma. Lendo os jornais de hoje vi a manchete "João Pessoa entre as 100 mais violêntas". Parece até que foi combinado, mas não foi. Todos podem notar.

Há alguns anos, quando me mudei para a capital, as manchetes diziam "João Pessoa, umas das capitais menos violêntas do país". Os índices de violência mudaram. A pobreza, pelo jeito, aumentou.

A miséria que leva o homem à loucura e que dá força aos moleques que vêem no roubo a única forma de ascensão e na violência o único instrumento de trabalho, faz com que a desigualdade atinja, de uma forma ou de outra, a todos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Dias difíceis

Rapaz, aqui em João Pessoa as coisas estão ficando difíceis, na orla da capital a noite é perigosa, o risco é ser seqüestrado e fazer um tour forçado pelos bancos da cidade. Em outros bairros os ladrões abordam motoristas e tomam deles seus carros para praticar outros assaltos.

No centro da cidade, durante todo o dia, os batedores de carteira estão aproveitando o aumento no movimento do comércio para "tirar o décimo terceiro".

Na última madrugada o presídio Sílvio Porto, que está superlotado com quase o dobro de presos que deveria, teve uma grade serrada e não se sabe ainda quantos "moradores se mudaram."

Um outro preso, foi levado a um médico para fazer exames e lá foi resgatado por colegas de profissão que ainda trocaram tiros com a polícia.

Isso tudo sem contar que existe, em Tambaú, um rapaz que faz assaltos usando um revólver há uma quadra da primeira Delegacia Distrital.

Mas o mais pitoresco foi a prisão de um pedreiro em Bayeux, tudo bem, eu comecei o texto falando só de João Pessoa, mas Bayeux é aqui do lado...

O pedreiro vinha com os dois filhos de um serviço quando foi abordado por um homem armado que supostamente queria o dinheiro do pedreiro. Depois de um luta corporal, o suposto trabalhador consegui tomar a arma e botar o ladrão para correr.

Agora vem o mais interessante, quando o pedreiro foi à delegacia para dar queixa e devolver o revólver, o homem que tentara o assaltar já estava lá e deu queixa contra ele por tentativa de assalto, o delegado não teve dúvida, prendeu o pedreiro!

Na verdade acho que a autoridade não entendeu, o rapaz devia estar se queixando da arma roubada.

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Quem são os animais?

Duas crianças foram atacadas por cães ferozes, uma delas ficou muito machucada e passou por diversas cirurgias plásticas. Foram dois casos separados, uma menina entrou na casa onde a mãe trabalhava e foi atacada pelo cachorro. No outro caso, um menino pulou o muro de uma fábrica e acabou sendo atacado por dois cães que vigiavam o local junto com um segurança.

Como os cães em questão eram Pitbulls, iniciou-se um grande alarde e todos os meios de comunicação procuraram e publicaram as histórias. Sempre que isso acontece a questão "cães assassinos" volta à tona. Em alguns estados do Brasil algumas raças já foram proibidas por serem consideradas perigosas demais.

Eu tenho pena, pois toda vez que a discussão cai para este lado os reais responsáveis ficam impunes. Certamente o dono da fábrica em questão comprou cães que ele acreditou fossem os mais ferozes e os criou assim para "defender" sua propriedade. Ele não queria um cão para latir e avisar o segurança, ele não queria um cão para passear, ele queria um cão para atacar os invasores. Foi o que seus cães fizeram.

Sem treinamento adequado e criados de forma agressiva os cães só pararam o ataque quando o segurança, também sem treinamento, atirou e matou um deles.

Na minha opinião, devia-se discutir a posse responsável para que só quem pudesse adquirir cães de grande porte fossem pessoas que pudessem comprovar saber como tratar e cuidar destes animais. Mas, para começar, acho que deveria-se processar e prender os donos dos cães que atacassem pessoas, independente de sua raça, cor ou poder financeiro.

Eu sempre relaciono esses casos à hipótese de quem cria leões. Se um leão for criado entre ovelhas e pessoas, ele será tão dócil quanto uma ovelha. Não deixa de ser perigoso, já que pesa 300 quilos e tem dentes e unhas muito afiadas.

Se alguém cai na jaula de um leão no zoológico e é atacado, o parque responderá a processos porque não evitou que a pessoa caisse na jaula. Portanto, não adianta culpar um cão por defender seu território, temos é que responsabilizar quem colocou um cão sem treinamento numa situação em que ele poderia machucar alguém.

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Menos dois jornalistas

Bangcoc, EFE - Um grupo armado assassinou o editor de um jornal da região muçulmana da Tailândia, tornando-se o segundo jornalista morto de forma violenta em uma semana no país, informou hoje a imprensa tailandesa.

Abdulloh Mama, de 37 anos e editor do jornal Thongtin Thai, morreu ontem à noite após ser atingido por cinco tiros efetuados por vários homens não identificados na cidade de Narathiwat.
O jornalista chegou morto ao hospital, e a Polícia ainda investiga o assassinato. Os investigadores, no entanto, descartam que o assassinato esteja relacionado com o conflito separatista que aflige essa região e que causou a morte de mais de mil pessoas desde janeiro de 2004.

Na semana passada, outro jornalista foi assassinado na turística Pattaya, sem que a autoria do crime tenha sido esclarecida.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

O preço da liberdade

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) ameaçou dar "uma surra" no presidente Lula e gerou polêmica no Congresso. Apesar disso, recebeu apoio da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).

Primeiro gostaria de dizer que a senadora Heloísa já esteve melhor acompanhada em sua história política e depois comemorar o momento político que vivemos. Comemorar?!?? É, meu bom leitor, comemorar.

Quando, em toda a história política do Brasil, um senador teria a petulância de ameaçar um presidente da república? Isso em cadeia nacional, de forma aberta. E mais! Com outros dois parlamentares endossando.

Estamos vivendo um momento político que permite que juizes sejam presos, que o presidente do partido do presidente eleito seja julgado e esteja às vias de fechar. Um momento que só existe pela liberdade dada às várias instancias da justiça, incluindo as polícias. A polícia Federal investiga a Federação e seus maiores representantes.

É claro que toda essa liberdade tem um preço. Para mim, a pior parte é ser obrigado a ouvir asneiras e idiotices todos os dias. Tem muita gente falando demais e desnecessariamente. Esse é o preço, alto aliás, mas eu ainda prefiro isso à censura, à ditadura, à repressão. Então, vamos deixar coroneizinhos falarem suas bobagens, vamos deixar os ignorantes que não sabem viver em liberdade se manifestarem.

"Quem tem boca fala o que quer...", ditado popular
"Em boca fechada não entra mosca", idem

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Eu sou fã de Gandhi

Em tempos de referendo, poucos argumentos convencem. A maioria se baseia no medo e na falta de segurança, em números que, dependendo de quem os mostra, traduz uma realidade. As campanhas usam os argumentos e a lógica da propaganda e do marketing. São feitos para convencer a força e não esclarecer.

Mesmo acompanhando quase diariamente os programas e propagandas dos dois lados do referendo, nenhum deles me convenceu. São argumentos fracos e falsos. Quem os preparou, os fez para ganhar a massa, para ludibriar os ignorantes. São todos argumentos falhos.

Como não me convenci com nenhuma das idéias nem me comovi com nenhuma das histórias, vou ficar com um "amigo meu" advogado, que morreu baleado. Ele sempre pregou a não violência, chegando ao ponto de preferir morrer a machucar outra pessoa. Pode-se pensar que era um fraco, mas ele libertou um país da dominação de outro sem dispara sequer um tiro.
É claro que muitos morreram, quem tem as armas têm esse poder. Mesmo assim, meu amigo foi vitorioso e atingiu seus objetivos.

As propagandas visam somente o imediato, "eu ficarei indefeso", "os bandidos terão armas", "se o estado não me defender, eu preciso me defender". Esse é o pior, porque os bandidos pensam assim, "se o estado não me dá emprego nem comida, eu vou fazer do meu jeito". Se as leis não me agradam eu vou transgredi-las? Assim farei como qualquer marginal ignorante faria.

Se temos que lutar, façamos isso politicamente. Afinal, nós escolhemos os nossos políticos. O povo é ignorante e não sabe escolher? Vamos educá-los. A violência se resolve com educação e inclusão social e não na bala. Defender o uso de armas é um erro para quem quer a paz.

O meu amigo Mahatma Gandhi, conseguiu o que queria com a não-violência. Eu poderia citar outros mártires, mas eu sou fã de Gandhi e, para mim, ele é uma das pessoas mais iluminadas que já passaram por esse planeta. Como ninguém de hoje me convenceu, vou ficar com suas idéias e prefiro ficar com a não-violência.

"Olho por olho deixará todo mundo cego", Gandhi

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Partidarização não!!!

Desculpem, vou ter que repetir o assunto...

Conversando com uma amiga, Cláudia Carvalho, eu dizia ser esse um ótimo momento para a população ver como funcionaria uma eleição sem partidos, sem velhas rixas. Muitas vezes as pessoas já crescem sabendo que sua família é partidária a uma legenda, as crianças são adestradas, doutrinadas ou simplesmente influenciadas a seguir uma determinada linha de pensamento. Não se questionam e se tornam adultos que nem sabem porque votam daquela forma.

Um referêndo como este, sobre o comércio de armas e munição é ótimo para testarmos se sabemos discutir e avaliar as duas opções. Claro, todos nós já temos um tipo de pensamento que nos leva a gostar mais de uma opção que de outra. Mas não há fanatismo de torcedor de futebol, não há um partido a ser seguido independente dos candidatos. Vamos poder pensar e avaliar as opções com um pouco menos de pressão.

Hoje, porém, estava assistindo a propaganda eleitoral e vi que o meu comentário foi cedo demais. Muitos dos meus amigos ainda não escolheram em que opção vão votar, se o 'Não' para não mexer nas leis de armas, ou se o 'Sim' para tornar ilegal o comércio de armas e munições para civis. Muitos deles parecem estar esperando que o "seu partido" escolha um lado e este será o deles também. Muitos dos meus amigos mais próximos nem querem discutir sobre isso. Tudo bem, o voto é secreto...

O pior é que esta partidarização está acontecendo. Cada lado já apresentou um senador, ou um governador, ou um ex-ministro com dados, sempre mais precisos que o do concorrente. Já há legendas dos dois lados. Agora ficou difícil, os políticos vão conseguir perturbar até nas eleições que não são deles.

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Beleza de imparcialidade

Estou chocado com a quantidade de meios de comunicação que vestiram camisa na atual campanha do referendo que decidirá se o comércio de armas e munição será considerado ilegal ou não. Claro que nesse momento eu faço o mesmo, tomo partido. Mas o que me chocou não foi ler artigos ou editoriais expondo opiniões de um lado ou de outro. O problema está nas redações que deveriam manter a imparcialidade e a objetividade.

A revista Veja dessa semana, que trata do referendo, deu uma lição de como não se deve tratar, em matéria, de um assunto polêmico como este. A revista tomou partido, mas isso ela faz sempre, o meu choque foi ler declarações do repórter sem aspas. No início, achei que fosse só um erro de grafia, mas não, o repórter descaradamente vendeu suas idéias. Me senti vendo Faustão com daqueles testemunhais comerciais.

Agora, eu que escrevo artigos, me dou o direito de colocar minha opinião. E digo uma coisa. As pessoas que são contra o desarmamento pregam a ineficácia da polícia e posse de arma como sendo a única forma de se manter seguro. Tenho pena, mas não vivo no Velho Oeste americano e, aliás, conheço somente uma ou duas pessoas que têm armas e não são militares nem bandidos.

Portanto, prefiro um mundo sem armas, ou com o mínimo possível delas. Não pretendo andar com um revólver e prefiro brigar todos os dias para que a polícia funcione, para que as políticas públicas sejam eficazes e para que, cada dia mais, haja menos violência no mundo. Ou ao menos o mundo que me rodeia.

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Ao fim das maiorias

Depois de um empate histórico na eleição da Câmara dos Deputados, em Brasília, a alternativa governista, Rebelo, venceu. Mas venceu com uma margem muito pequena de votos. A oposição disse que perdeu porque o governo "passou um trator" e pegou votos até de quem não devia. Os governistas também não gostaram muito de ter o vice Nonô com tantos votos.

Parece que os nossos políticos não estão acostumados a negociar. Eles querem ter maioria absoluta para poder "empurrar" o que eles querem, para poder fazer o que bem entendem sem que exista nenhuma barreira. Nos últimos governos acontecia assim. A oposição só reclamava e resmungava, não tinha real poder para barrar nada.

Agora, sim. Por mais que o presidente possa reclamar que fica difícil governar e que a oposição não esteja feliz por não ter a maioria também, para mim, como eleitor e cidadão, é muito mais interessante que exista esse equilíbrio. E que tudo que uma força for fazer a outra possa fiscalizar e apontar os erros.

Sem maioria e minoria, a população vai ver muito mais brigas, mas é capaz que nós tenhamos, cada vez mais, boas decisões dos poderes executivo e legislativo. Nem Esquerda, nem direita, os dois serão obrigados a discutir tudo e negociar o melhor. Não prevalece nem o branco nem o preto, nem a água, nem o fogo. Vamos ter a luta do Yn e Yang e quem vence é o povo.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Mais um que foi pro saco

Jornalista do "The New York Times" é morto no Iraque

Folha Online - Um jornalista e fotógrafo iraquiano que trabalhava para o jornal americano "The New York Times" em Basra (sul do Iraque) foi encontrado morto nesta segunda-feira, após ter sido seqüestrado por um grupo de homens que usavam máscaras e afirmavam ser policiais.

Segundo o "Times", Fakher Haider, 38, foi encontrado com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça em uma área deserta do subúrbio de Basra, horas depois de ter sido levado de sua casa.

domingo, 18 de setembro de 2005

JornAl Atualizado

O Jornalismo Alternativo foi atualizado e a cada edição ganha novos colaboradores. Para visitar a página clique aqui ou digite o endereço no seu navegador www.jornalismoalternativo.com.br.

Lá, você encontra textos opinativos e pode publicar os seus artigos ou reportagens. São centenas de alunos e professores da área de comunicação cadastrados além de jornalistas profissionais que lêem e escrevem semanalmente para o JornAl.

Participe também deste espaço livre e ajude a construir um jornalismo melhor para nosso país.

Ah, e em breve o sítio terá promoções exclusivas além de um serviço de e-mail.

domingo, 11 de setembro de 2005

Encontro de amigos

Reunião da turma de jornalismo da universidade, sempre uma animação. É o dia que, por causa do barulho e da música alta, ninguém fala de trabalho nem reclama de falta de dinheiro. É também o dia em que as meninas do grupo "medem" as amigas e adversárias, afinal "mulher não é amiga de mulher" (como diria um tio também jornalista). Mas, só que para contrariar este pensamento, houve um anúncio de casamento, duas das moças da festa avisaram publicamente que se casariam (!), a descrença fez com que uma das gêmeas perguntasse "com quem?!?", só depois entendeu que seria uma com a outra. Portanto, Aline e Gisele já estão comprometidas. Ahahahahh

Outra parte legal foi ver quantos homens participaram da festa, do grupo original da universidade somente eu e Iandê. Ah, houve a participação via Embratel de Henrique.
Este ano não tivemos a participação de Lívia, roubada de nós pelo JP, nem de Renata, roubada pelo namorado, nem da sinuca, roubada pela falta generalizada de dinheiro que fez o Havana fechar as portas.

Não posso imaginar como isso se materializará no imaginário infantil, por isso nem vou falar do processo de erotização da mídia para que Maíra não ache que estou a arremedando. Mas vou aproveitar para disponibilizar as fotos da reunião, mas não se preocupem, só publiquei as comportadas, aquela parte da piscina e da sauna vou colocar num link separado.

Vejam as fotos comportadas e com roupa aqui.

João sem braços

Rapaz... na era da informática ficar sem computador é como perder as mãos ou os braços. Depois de uns 7 anos o meu velho computador teve um ataque cardíaco e morreu (ou veio á óbito como diria um colega do rádio...).

Uma vez sem computador, não conseguia escrever, nem desenhar, nem pesquisar, algumas horas era difícil até pensar (!). É uma droga que está presente em umas 20 horas do meu dia. Acho que quando durmo, diferente dos cachorros que sonham estar correndo e mexem as patas, eu sonho escrevendo, devo digitar na cama e no travesseiro...

Resolvido, depois de ter que lidar com esta espécie peculiar que são os técnicos de informnática, que sempre têm, na solução mais cara a do seu problema. Agora sim, estou com uma supermáquina em casa, uma shatlon, VYZ 5200, ou sigla parecida, uma vez que não me dizem nada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Pobre juiza

"Vinte e nove famílias da Fazenda Tambauzinho, no distrito de Livramento, em Santa Rita, foram despejadas, ontem, em uma operação empreendida por cerca de 800 homens da Polícia Militar, que cumpriram mandado de desocupação expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com relatos de moradores, houve conflito entre policiais e moradores e várias pessoas. inclusive crianças, teriam ficado feridas em virtude dos tiros de balas de borracha e queimaduras. O agricultor Antônio Pereira Nunes foi atingido com um tiro de revólver e está internado no Hospital Santa Isabel, em João Pessoa, em estado regular de saúde, juntamente com outras três pessoas que também foram feridas."
Correio da Paraíba

A luta pela terra sempre existiu, e parece que ainda vai perdurar por muito tempo, mas uma coisa me chamou a atenção neste despejo. Há uma luta judicial entre os posseiros e o "dono" da fazenda desde 1997. Não quero julgar o mérito da questão, quero apenas revelar meu espanto ao ver as fotos do despejo.

As famílias estavam nessa fazenda há quase dez anos. A polícia botou fogo nas casas! Botou fogo! Não apenas expulsou usando de gás, bombas de efeito, balas de borracha e até balas de verdade contra os moradores. Eles atearam fogo nas casas de alvenaria.

Talvez só eu fique espantando com o fogo, mas isso me lembra o ódio, não uma questão judicial. As casas não foram demolidas, forma queimadas, como era feito com os negros pelo grupo racista americano.

Mesmo assim, a juiza responsável pela ordem de despejo disse em entrevista no rádio que não houve violência na reitegração de posse. O que para mim é maior significado do ódio, para ela parece ser uma coisa cotidiana e normal. Pobre juiza.

A foto acima é de Francisco França

sábado, 27 de agosto de 2005

Oh, que Mc dia feliz....

Hoje participei, involuntariamente, de uma carreata pelo Mc dia feliz. Independente dos motivos da campanha, não havia ninguém feliz na carreata. Pelo contrário, todos estavam zangados, uns gritavam, outros buzinavam. Eu fechei o vidro e aumentei o som.

Acontece que, em João Pessoa, o engenheiro de tráfego é adépto do Dadaismo, ao menos é o que parece. O trânsito normalmente corre para ruas sem retorno e, quando você menos espera, está numa contra-mão. Quando há um evento que precisa tomar uma das nossas belas e verdes ruas, nunca se escolhe uma rua calma...

Desta vez não foi diferente, resolveram instalar um parque de diversões bem no meio da principal rua que traz todo aquele povo que foi para a praia logo cedo e, que às 13hs, está louco de fome voltando para casa. Isto sendo feito num sábado, posso dizer que milhares de pessoas viram esta "arrumação", mas duvido que tenham gostado.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Jornalismo Alternativo

Essa semana o JornAl mudou de endereço. Agora é .com.br. Este é um projeto antigo, eu usava para publicar artigos e notícias que ninguém mais queria publicar. Não por falta de qualidade (nem de modéstia, ahahah), mas por conterem críticas a alguns dos grandes anunciantes locais.

Acabou se tornando um lugar para alguns colegas de universidade exporem seus textos também. A página funcionou tão bem que eu passei a receber colaborações de jornalistas e estudantes de outros estados.

Quando me formei acabei deixando o projeto de lado, mas, depois de um tempo tendo que engolir seco determinadas coisas, resovi reativar o sítio e estou retomando meus antigos contatos.

Se você quer ler ou escrever um texto opinativo e o seu veículo não permite, me mande, o Jornalismo alternativo vai ter todo o prazer em publicar.

Abraços,
www.jornalismoalternativo.com.br

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Tudo em casa

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ex-secretário de Planejamento na gestão Cícero Lucena e Primo-tio do governador Cássio Cunha Lima, Fernando Catão, esteve nesta segunda-feira, dia 22, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em João Pessoa, para prestar alguns esclarecimentos, já que foi secretário do município durante a época em que teriam acontecido os desvios de R$ 13 milhões na execução das obras que estão sendo investigadas na Operação Confraria.

Legal, tudo em casa. Começo a entender melhor o nome da operação...

sábado, 20 de agosto de 2005

Cícero será reconduzido a presidência estadual do PSDB

"PSDB da Paraíba realiza amanhã sua convenção e reconduz ex-prefeito e ex-secretário, Cícero Lucena, a presidência da direção estadual do partido. O evento acontecerá na sede do diretório e terá início às 9 horas" (Paraiba.com.br)

Depois de dias de retiro no 1º Batalhão e de outros dias de depressão em casa, o inocente ex-prefeito e ex-secretário, Cícero Lucena voltará a presidir o PSDB. Isso, após ter cogitado deixar o partido depois que não foi tido como melhor opção para se candidatar ao Senado.

Para mim, parece ter o perfil ideal de senador. Não votaria nele, mas que parece ter o perfil do atual político deste país, isso parece.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Quem acredita em coincidência?

Que beleza...

O governo federal mostra que aprendeu a lição direito... R$ 1 milhão foi liberado para as obras nos estados, o dobro do que havia sido planejado... Os ministros juram que não têm nada a ver com a crise, já assumida pelo presidente. Que feliz coincidência.

A pergunta é: Quem acredita em coincidência?

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Caso Seplag

Lembra daqueles computadores que foram roubados da secretaria que teve seu secretário preso? Ainda não saiu o retrato falado. Não me espanta. Ainda mais quando um secretário se encarrega de investigar um outro secretário. Harisson deve ter dito: "deste caso cuidarei de perto".

"Sobre o retrato falado do suspeito de praticar o delito, Marcelo Bion reafirma que houve uma mudança no documento e solicitou uma repaginação por parte do Departamento de Criminalística do IPC. Ele diz que até o final deste semana, o retrato deve ser divulgado."
(Correio da Paraíba)
... depois de duas semanas, quem danado vai lembrar de mais alguma coisa...
Tenho dito.

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Duck City*

Os problemas de todos os paraibanos se resolveu neste final de semana. O 'menino' resolveu transferir a sede do governo para a grande cidade de Patos. Esta ação certamente mudou os rumos da administração e tornou tudo mais eficaz. A transferência, mesmo que temporária, se fez necessaríssima. Graças aos céus que alguém teve essa idéia. Parabéns ao governador.

P.S. Engraçado... a última vez que eu ouvi alguma coisa sobre Patos foi quando a Polícia Federal descobruiu que a cidade abrigava os maiores lavadores de dinheiro do estado... tinha a história de um jaguar... Bem, deixa pra lá, não sei nem porque me lembrei disso agora.

*O título foi sugerido (involuntariamente) por uma amiga

Contando...

Mais um:

Jornalista é assassinada no Sri Lanka

Colombo, 12 ago (EFE) - Uma apresentadora de televisão conhecida por suas posições contrárias à guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) foi assassinada nesta sexta-feira junto a seu marido em Colombo, informaram à EFE fontes policiais.

Relangi Sevaraja, que foi apresentadora por anos e que atualmente trabalhava para a rede pública de rádio State Broadcasting Corporation, se transformou na segunda jornalista a ser assassinada no Sri Lanka em apenas quatro meses.

Nessa guerra civil, morreram pelo menos 65.000 pessoas.

Telequete

Está na moda falar mal do presidente e aproveitar para espisinhar ele. A última notícia é de que o presidente vetaria a proposta do senado para o novo salário mínimo que, se aceito, seria de 561,40 reais.

Engraçado que me parece muito cômodo criar uma proposta irreal sabendo que ela ainda pode ser vetada em outra instância. Como um gerente que chega para os funcionários e diz que pretende triplicar o salário deles e depois volta dizendo que o aumento foi vetado pela direção. Assim, ele “ganha pontos” com os funcionários e deixa a direção mal.

Outra coisa a se analisar é como o PSDB, PFL, enfim, os partidos de direita deste país, que comandaram por 20 anos, de repente perceberam que o salário mínimo precisa ser mais alto...

O mundo da política, e principalmente estas CPIs, me lembra um ringue de ‘Telequete’, sempre tem os bons e os maus, no ring eles se batem, se quebram se matam, usam de trapaça e juram vingança, mas por trás das câmera todos sabem de tudo, é tudo combinado, inclusive as trapaças uns com os outros. Estou falando da Telequete.

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Manzuá em Brasília

O Brasil passa por uma fase interessante, durante muitos anos ninguém soube de nada... agora todo mundo sabe alguma coisa. Todo dia aparece alguém que sabe de alguma coisa. Mas o melhor é que desse 'fuá' todo dificilmente vai sair alguma coisa proveitosa.

Aqui na Paraíba nós temos uma versão do Roberto Jeferson. Uma moça, ex-secretaria, diz que roubou, mas a mando da prefeita. Por enquanto ela só provou que roubou o dinheiro... não sei até que ponto isso é inteligente, mas cada um faz o que quer com a própria vida.

Muita gente apontando o dedo mas sem provas... por causa disso é que os políticos são presos, passam dois dias no xadrez e são soltos... falta de provas.

Agora, o mais engraçado de tudo isso é ver gente que nós temos certeza que sempre souberam de esquemas como o do mensalão peguntando com a cara mais cândida: "Vossa excelência já tinha ouvido falar do mensalão?" e o interrogado ainda responde, "mensa o quê?"

Quando é que vão colocar o detector de mentiras naquelas sessões? Nos interrogados e nos interrogadores. Aliás, se tivesse que provar honestidade antes de formular perguntas na CPI, as sessões seriam muito mais rápidas...

Alguém deu uma boa idéia por esses dias. Usando a experiência dos pescadores de camarão e da polícia da Paraíba, poderia se criar uma operação Manzuá em Brasília. Fechava-se as estradas daquela cidade e só era permitido sair de lá quem provasse ser honesto. Assim já se diminuiria muito a criminalidade do País.

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Que bela democracia...

CPI da compra de votos
Folha Online

Além do "mensalão", a comissão ainda investiga o suposto esquema montado em 1997, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, para a compra de votos para garantir a aprovação da emenda constitucional da reeleição. O "mensalão" já havia sido alvo de denúncias no final de 2003 por outros políticos, mas sem a repercussão dos últimos meses.

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Talvez hoje uma grande ferida seja aberta, a emenda constitucional da reeleição foi uma das maiores violências já sofridas pela nossa constituição e uma grande pancada para a democracia nesse país. Ainda mais quando foi aprovada para valer ainda para que comandava.

Foi o equivalente a mudar as regras do jogo durante a partida. Foi vergonhoso, foi quase tão sério, na minha opinião, quanto fechar o congresso. Ainda mais se a emenda tiver sido eleita com votos comprados.

Que bela democracia...

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Anjo ou Diabo

Eu até acreditava e achava a cara do ex-ministro José Dirceu usar de expediêntes "pouco convencionais" para conseguir o que quer no governo e, portanto, acreditava que ele estava envolvido ativamente na história do Mensalão. Mas, depois de 8 horas de discussões e depoimentos e, ainda por cima uma 'ceninha' do caricato Roberto Jeferson, fiquei em dúvida.

Não sei se o deputado José Dirceu é inocente ou se só fiquei com esta impressão pela inevitável comparação com o também deputado Roberto Jeferson... Na verdade, acho que o próprio diabo pareceria inocente perto de Roberto.

Imprensa
Uma curiosidade é que quase todas as acusações feitas tinham como origem uma matéria de jornal ou reportagem de revista. A Comissão de Ética não deveria ter seus próprios mecanismos? Se era para questioná-lo sobre o que está na imprensa, melhor seria ter chamado os editores da Veja, do Globo e do Estadão.

Jornalista americano é morto no Iraque

BBC (Londres) - O repórter americano Steven Vincent, que trabalhava como freelance para os jornais Christian Science Monitor e The New York Times, foi morto a tiros em Basra, no sul do Iraque, informou a polícia.

Vincent foi seqüestrado com sua intérprete iraquiana na terça-feira à noite por homens armados em um carro da polícia. O corpo dele crivado de balas foi encontrado horas depois ao lado de uma estrada, no sul da cidade.

Ele estava escrevendo um livro sobre Basra, onde insurgentes recentemente intensificaram seus ataques. Vincent levou vários tiros na cabeça e no corpo. A intérprete sobreviveu ao atentado, mas sofreu ferimentos graves. O jornalista estava em Basra há alguns meses e, em um artigo publicado recentemente pelo NYT, ele disse que a força policial havia sido infiltrada por militantes xiitas.

Ele também citou um alto oficial da polícia de Basra, que teria dito que policiais estavam por trás de vários dos assassinatos de ex-integrantes do partido Baath - de Saddam Hussein - na cidade.
Vincent também criticou as forças britânicas, responsáveis pela segurança em Basra, por ignorar abusos de poder de xiitas extremistas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Acho que sim

Reza a lenda que, depois de um revigorante fim de semana, a polícia encontrou pistas e talvez até o larápio que surrupiou (reparem no linguajar), os computadores da tão segura Secretaria de Planejamento (vejam que nome de secretaria sugestivo), aquela que fica junto à secretaria de Segurança. Supostamente, teriam encontrado as máquinas intocadas!

O delegado da Polícia Federal, muito cheio de "nós pelas costas" e incrédulo, acredita que o roubo e o encontrar dos PCs teria sido planejado (opa!) e que os dados relevantes não mais estariam neles (será?).

Alguém deve ter suspirado sinceramente aliviado "agora tudo poderá ser esclarecido..."

É... acho que sim, mas ainda bem que isso não passa de lenda.

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Dados perdidos

Nessa a Polícia dançou...

Depois uma semana "dando sopa", os computadores, portadores das melhores informações, sumiram. Sem arrombamentos, sem ninguém ter visto e bem na casa do 'menino'. Ainda teve alguém que disse, "não se preocupem, as informações estão todas no servidor". Ahahahahahh. Piada, né?

A estas alturas até a proteção de tela daquelas máquinas já mudou, estejam onde estiverem... Não preciso dizer onde foi o roubo nem o motivo, né? Para bom entendedor...

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Bala Perdida

"Bala perdida atinge corpo de babá que estava sendo velado no Rio" (Folha Online)

A violência no Rio de Janeiro chegou a um nível inimaginável. Imagine você que uma bala perdida, fugida de um tiroteio de um morro próximo, atingiu o corpo de uma babá que estava sendo velado. A violência não está perdoando nem quem já se foi.

Como diria um bom amigo que não perde a oportunidade de fazer piada, nem que ela seja de gosto duvidoso, "isso sim é que é uma bala perdida".

terça-feira, 26 de julho de 2005

Polícia para quem precisa de polícia

A Polícia Federal anda trabalhando bastante... tanto que boa parte dos discursos nas plenárias políticas são falando de abuso da polícia, operações 'pra imprensa ver'. Engraçado, porque até bem pouco tempo atrás, os discursos falavam da polícia apática, sem ação.

Como diria um delegado paraibano indignado, "se a gente prende, reclamam, se não prende, reclamam também...", tá ruim.

E para fechar essa coluna policial, o negócio na Europa tá feio. No meio do verão e alta estação deles, qualquer um com uma mochila nas costas é suspeito. Certamente, o brasileiro morto pela polícia de Londres nem sabia que o suspeito de terrorista era ele quando correu.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Peixe fora d'água

Você já viu um peixe fora d'água? Ele fica se debatendo, pula para um lado e para o outro... essa é a imagem que me vem a mente ao ver as entrevistas que vem sendo publicadas e exibidas na imprensa paraibana nesta manhã de prisões.

Há quem diga que o presidente da república está envolvido na prisão do ex-prefeito e que ela foi motivada unicamente por questões políticas. Um dos "comunicadores" locais lembrou, garantindo, ainda que o governador é totalmente solidário ao preso e que está acompanhando cada nova notícia sobre o assunto.

Por falar em comunicadores, estranhamente quase todos os sites de notícia do estado saíram do ar por toda a manhã. Melhor para os que continuaram no ar, pois a visitação deve ter triplicado num dia tão animado como este.

Dentre os que defendem o investigado, estão um sobrinho e um "afilhado político" e na briga das informações, um site divulgou a prisão de um empresário irmão do ex-prefeito que, indignado ligou para uma rádio reclamando; "não fui preso, nem estou sendo procurado!" Para garantir, foi para a delegacia (o último lugar onde a polícia procuraria, convenhamos...).

Contas em xeque em JP

Nem a linha de defesa do estado conseguiu evitar a prisão do ex-prefeito da cidade oriental, a bela capital da Paraíba, João Pessoa. Essa é mais uma história que não se conta... A Polícia Federal parece ter ouvido atrás das portas ou pelo menos resolveu dar crédito ao que se comenta na praça.

Desde o primeiro mandato do bom Cícero que tem gente reclamando de obras caras demais, de empresas prima-irmãs de parentes do parente distante, e as vezes nem tão distantes assim. Interessante é que, quando deixou a prefeitura, muitas denúncias foram feitas pelo novo prefeito. No entanto, logo foi chamado para integrar o quadro de secretários do Governo do Estado.

Sendo parte integrande de um grupo tão unido e "honesto" (usei aspas porque é difícil usar essa palavra quando estamos falando de política, ainda mais nos últimos dias) Cícero se beneficiou de um escudo de proteção que circula o Centro Administrativo. Mas é estranho que uma pessoa acusada de fraude seja convidada a ser secretário de planejamento. Para mim, este pode ser um bom pretexto para investigar também as contas e licitações do Estado.

Parece que os novos policiais federais entraram com sede de justiça e furaram o tal escudo. Há quem diga que eles estão exagerando, usando de expediênte ilegal para conseguir provas, mas, por enquanto, para mim, eles têm feito o já devia ter sido feito.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Mensalão, um nome novo para uma coisa velha

Nos bastidores da política e do jornalismo de tudo é comentado. Todo mundo tem uma história para contar, mas ninguém tem provas em mãos. Essa história de senador e deputado receberem mesada já era tão normal que alguns ainda foram pegos de surpresa - O quê?!? Não pode?!? - é não pode. Mas isso não exime ninguém de culpa, afinal, tem gente que se elege prometendo ser diferente. Tá difícil...

Poucos meses antes de surgirem as denúncias de um ex-presidente nacional de partido, havia uma grande comoção na câmara dos vereadores da capital de uma cidade oriental do Brasil. Eles reclamavam na câmara, no rádios, na TV, nos jornais, enfim, botaram a boca no trombone... eles diziam estar sendo tratados a 'pão e água' pelo recém eleito prefeito da localidade. Esta turba se manifestou por algumas semanas e parou a pauta da casa várias vezes antes do prefeito se pronunciar.

Foi numa entrevista em que o âncora radialista perguntou puxando também para si a dúvida: até quando seriam os vereadores e os comunicadores tratados desta forma?. Ao que o homem respondeu que não entendia como a expressão à 'pão e água' cabia em tal situação. Pediu que lhe fosse detalhado ali como seria este tratamento. Ele ainda precisou fazer este pedido em um ou dois outros veículos de comunicação, mas como ninguém esclareceu o prefeito, o assunto morreu.

E para não achar que será o fim das tão comentadas, investigadas e execradas mesadas, ontem mesmo, na mesma cidade oriental, dois comunicadores e mais um diretor de agência publicitária (para não mudar demais a história) foram conversar com um secretário de estado muito educado e lhe pedir uma ajuda de um par de reais para cada um. Eles estavam precisando disso para manter certas bocas fechadas, as deles! "Secretário, o senhor arruma dois para mim e mais dois para cada um deles", disse o publicitário.

Como diria o meu avô, "lingüiça, lei e notícia, é melhor não saber como se faz."

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Nó na Garganta

Engraçado como tem gente que procura uma vida onde possa se comunicar, se expressar e acaba caindo na armadilha do jornalismo, que nos ajuda, o repórter, a saber mais, mas nos cala mais do que nos faz falar.

De repente, todas as informações represadas começam a se tornar nós dentro da gente e para não virar "nós pelas costas" é preciso desatar o nó na garganta. Isso acontece quando não aguentamos mais engolir os sapos e as histórias que muita gente sabe mas ninguém conta. Chega uma hora que não desce mais e tudo volta, tudo é colocado pra fora.

Eu estou no momento do nó, no momento em que não há mais espaço para descer nada e o único caminho agora é a explosão de informações. As histórias quase nunca contadas seguidas por comentários nada imparciais.

Talvez não seja o melhor blog, talvez não seja o mais politicamente correto, mas certamente será verdadeiro e vigilante. Espero que gostem dele tanto quanto eu espero gostar de escrevê-lo.