sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Operação Resgate não acontece e menores em situação de risco continuam nas ruas

Mais uma vez as ações da Curadoria da Infância e Juventude e os conselhos tutelares se mostraram ineficazes quando o assunto é retirar das ruas as crianças e adolescentes que vivem em situação de risco nas na Capital. Quinze dias depois do anúncio da Operação Resgate, são muitos os jovens nas ruas e sinais da cidade mendigando e até ameaçando os passantes.

Segundo Rosemberg Marcos dos Santos, do Conselho Tutelar Sul, a operação que retiraria os menores em situação de risco das ruas da Capital não chegou nem a acontecer. "O Ministério Público anunciou a operação, mas não teve tempo de operacionalizar. Nós fomos avisados muito em cima da hora e a ação acabou não acontecendo", contou.

O número de menores aumenta durante o período recesso escolar e muitas crianças vão para os semáforos fazer malabares e limpar pára-brisas. Outra imagem que pode ser facilmente vista pela cidade é a de mães aliciando seus filhos para pedir dinheiro. Assim, fica claro que as ações da Curadoria são apenas paliativas e não resolvem a questão.

Durante o ano, foram feitas várias ações como a que foi divulgada pelo Curador da Infância e Juventude, Aderbaldo Soares, no último dia 14, mas as crianças e adolescentes sempre voltaram às ruas. "Houve caso de nós irmos deixar um menino em Campina Grande, na casa dos pais, e quando voltamos para João Pessoa o menino já havia voltado antes de nós", denunciou o conselheiro.

"Eu acredito que uma medida que poderia ajudar muito era a criação de uma escola de tempo integral. Assim, os meninos estudariam pela manhã e desenvolveriam atividades culturais e de esportes à tarde", sugeriu Rosemberg dizendo ainda que, apesar de haver muitas crianças em situação de risco, uma escola só nestes moldes seria suficiente para ajudar todas elas.

Segurança - Por falta de instituições que abriguem os menores infratores, a polícia acaba, muitas vezes se omitindo. São comuns as denúncias de que o policiais alegam não poder agir contra os menores. E quando agem, levam os menores para a delegacia local e, de lá, acabam liberados. O Centro Educacional do Adolescente (CEA), além de desestruturado, tem mais internos do que sua lotação máxima comporta.

Matéria originalmente publicada no Portal Correio.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Para os concurseiros de plantão

Para os concurseiros de plantão o blog Catálogo Net oferece um pacotão de apostilas, provas e exercícios para quem quer se preparar para o concurso da Polícia Rodoviária Federal.

Além disso, este blog também traz links para downloads interessantes. Vale a pena dar uma conferida.

www.catalogonet.blogspot.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Momento fofoca: veja o que é falta de sorte

Na noite de quinta-feira, a Maison Blunelle foi o lugar escolhido para a festa que a Secretaria de Comunicação da prefeitura de João Pessoa ofereceu aos jornalistas. Certamente, a idéia era proporcionar uma noite chique aos jornalistas pessoenses, mas nem o cerimonial, nem a organização da casa previram que uma figura, não convidada, apareceria bem na hora do jantar: uma barata, das cascudas.

O crocante inseto chegou voando e causou um tumulto perto da mesa do jantar e os gritos, dizem, chegaram a sobrepor o som da orquestra que tocava. Não sei se o mais grave foi uma barata aparecer voando no meio de um jantar chique, ou se foi isso acontecer justo numa confraternização de jornalistas.

As más línguas dizem ainda que a barata deve ter vindo junto com a comida, uma vez que as duas, barata e comida, apareceram na mesma hora. Eu não sei, acho que ela (a barata) era só mais uma que estava com fome. A janta só foi servida perto de 1h da manhã.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Efraim Morais só faltou menos que Collor, no Senado

"Efraim Morais (DEM) é o senador vice-campeão em faltas no país, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo sítio Congresso em Foco. Ele só perde em número de faltas para o senador Fernando Collor (PTB-AL).

O levantamento mostra também que só a votação que absolveu Renan conseguiu reunir todos os 81 senadores na Casa. Os dados divulgados pelo sítio têm base nas listas de presença publicadas pelo Diário do Senado, que é o órgão oficial da Casa."

O trecho acima foi retirado de matéria do Portal Correio e que mostra a qualidade e compromisso dos representantes da Paraíba em Brasília.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

E o menino Casso foi cassiado novamente, opa, parece que fiz um trocadilho...

O governador cassado e em ainda em exercício por força de uma liminar Cássio Cunha Lima conseguiu o inimaginável e deve entrar para o Guiness Book. Ele foi cassado novamente pelo TRE! É um menino treloso. Ô menino danado!

O mais surpreendente é que o governador, que prometeu entrar com recurso, ainda será processado mais uma vez pelo Tribunal Regional Eleitoral na Paraíba, que já o cassou duas vezes. O terceiro processo será sobre vários envelopes amarelos com dinheiro vivo que foram atirados da janela de um escritório em João Pessoa quando a Polícia Federal bateu na porta.

Os dois primeiro processos julgados pelo TRE foi o de um programa social que distribuía dinheiro na época pré-eleitoral, e que deve ser julgado pelo TSE no início do ano que vem, e, o de hoje, o uso do jornal A União de maneira eleitoreira.

Veja a repercussão na mídia nacional:

Portal Correio
TRE cassa pela segunda vez o diploma de Cássio

Uol
TRE cassa de novo o mandato do governador Cássio Cunha Lima

Terra
Governador da PB é cassado pela segunda vez

IG
TRE-PB cassa mandato do governador pela segunda vez

Picolé de Guaraná

Para quem me conhece, já sabe que eu sou fã do Guaraná Antártica. Para quem não conhece pode ficar a dúvida ou impressão de que se trata de um comercial pago aqui no Blog, mas não, não se trata disso.

É por pura admiração pelo guaraná que faço o anúncio do novo Picolé de Guaraná da Kibon, que aliás ainda nem experimentei. Mas aliás, apesar de não ser pago, bem que a Antártica podia me mandar umas garrafas ou latinhas, né?

A ilustração foi copiada da coluna de Turismo do jornal CORREIO da Paraíba.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Onda de violência só existe no Correio, diz Eitel

A onda de violência só existe no Sistema Correio, nas rádios Correio e CBN, disse nesta quinta-feira (6) o secretário da Segurança Pública do Estado, Eitel Santiago, ao participar do Programa CBN João Pessoa.

O secretário garantiu que a situação da segurança no Estado é tranqüila e melhor que a dos Estados vizinhos. Daí por que, segundo Eitel, o Sistema Correio deveria parar de falar em violência porque isso gera medo na população.

"Vocês têm mania de querer passar esta situação de insegurança com propósito político", declarou, lembrando que na Grande João Pessoa há mais de um milhão de habitantes, o que tornaria impossível conter a violência antes que ela aconteça.

O secretário aproveitou para ensinar ao apresentador do CBN João Pessoa, Pettrônio Torres, como deveriam ser lidas as notícias policiais na emissora. "Você devia dizer assim: existem ocorrências que já estão sendo combatidas pela Polícia no canto tal...".

No momento em que o secretário de Segurança recriminava o jornalismo do Sistema Correio, mais um assalto a banco e um seqüestro relâmpago de um gerente dos Correios aconteciam na Paraíba.

Como se não bastasse, as palavras do secretário incitaram ouvintes que ligaram para o programa e relataram casos de assaltos e seqüestros sofridos nos últimos dias.

Apesar das palavras de Eitel, grande parte das matérias ditas policiais veiculadas neste Portal e nas rádios do Sistema Correio tem como fonte a própria Polícia do Estado. As notícias são subsidiadas com dados da Secretaria de Segurança ou das unidades da Polícia Militar.

Matéria publicada originalmente no Portal Correio.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O que danado é PIB ?

O deputado estadual Antônio Mineral criou uma grande dúvida no plenário da Assembléia Legislativa. Enquanto fazia um discurso emocionado em defesa do Governo Cunha Lima ele se referiu ao crescimento do PIB da Paraíba, e, de repente, revelou:

"Eu mesmo nunca tinha nem ouvido falar nesse tal de PIB , mas o governador Cássio já fez o bicho crescer".

Os ouvintes do jornal Correio da Manhã, na 98 FM, querem sugestão para essa sigla que surgiu no parlamento. O que será PIB ?

O texto foi escrito e postado originalmente por Marcelo José, no blog Marcelo José Informa (www.marcelojoseinforma.blogspot.com), e mostra o nível dos deputados que, supostamente, nos representam.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Governador acha lâmpada mágica

Cristovam Tadeu junto com alguns amigos lançaram um portal de charges animadas, o Charges PB. Ainda está se arrumando, mas já tem boas tiradas.

Confira a charge desta semana clicando aqui ou na imagem ao lado.

Brasil melhora, mas Cuba ainda é melhor

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2007/2008, lançado em Brasília pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), revela que pela primeira vez em sua história o Brasil entra no grupo de países classificados na categoria Alto Desenvolvimento Humano, ainda que continue distante do patamar de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México.

Eu acho interessante que a imagem que nós temos de Cuba é, quase sempre, a de um país onde todos são pobres e passam necessidades. No entanto, o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano do da ilha é de 0,838 enquanto que no Brasil, por exemplo, é de 0,800.

O IDH é uma proporção que leva em conta Longevidade, Educação e Renda. Confira no endereço da Wikipédia abaixo como é feito o índice.

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Fim do 13º Salário

Há uma lenda que se espalha pela Internet e eu já ouvi inclusive de jornalistas amigos e colegas de redação que diz que Lula (o presidente) acabaria com o 13º salário. Apesar de ouvir de mais de uma "fonte", nunca ninguém conseguiu mostrar, ou se interessou em fazê-lo, documentos ou mesmo notícias publicadas em algum noticiário.

Como a cada ano eu começo a sonhar com o meu salário extra mais cedo, resolvi pesquisar por conta própria e descobri, entre outros tantos com o mesmo teor, no site da Câmara Federal o texto que segue abaixo:

FIM DO 13º SALÁRIO
Notícia divulgada na internet é falsa

Em época de eleição surgem boatos com o intuito de denegrir a imagem da classe política e confundir a opinião pública. Recentemente, voltou a circular na internet uma mensagem onde parlamentares de diversas legendas são acusados de aprovar projeto que acaba com vários direitos e conquistas dos trabalhadores, entre eles, o 13º salário.

O líder do PTB na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PE) esclarece que a mensagem não é verdadeira. Na realidade, conforme o deputado, trata-se do Projeto de Lei nº 5483, de 2001, apresentado pelo Poder Executivo, que propunha a flexibilização da lei trabalhista, mediante a alteração do artigo 618 da CLT. O projeto já foi retirado de tramitação e encontra-se arquivado.

"Nossa intenção era promover ajustes na legislação trabalhista, que encontra-se totalmente defasada, e não prejudicar o cidadão", ressalta o deputado José Múcio, relator do projeto. Ele lembra que, além do 13º salário, o projeto preservava direitos constitucionais como férias remuneradas, pagamento de horas extras, licença maternidade, entre outros.

A proposta, segundo o parlamentar, permitia que a negociação entre sindicatos e empresas pudesse prevalecer sobre a legislação trabalhista, permitindo, assim, a manutenção e aumento de empregos, além da redução da informalidade no mercado de trabalho.

Informações sobre este projeto estão disponíveis no endereço eletrônico www.camara.gov.br (basta identificar o PL e sua localização, no item Projetos e Outras Proposições).

Texto da Assessoria de Imprensa do PTB publicado em 20/04/2006

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Lembrete!

Primeira parcela do 13º deve ser paga até dia 30

O empresário tem até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13º salário. De acordo com a lei, a primeira parcela deve ser paga entre fevereiro e novembro, enquanto o prazo da segunda é dia 20 dezembro. As datas devem ser levadas a sério, uma vez que, segundo a coordenadora da área trabalhista e previdenciária da IOB, Ydileuse Martins, a multa administrativa para quem não cumpre a lei equivale a 160 UFIR por trabalhador, informou o site InfoMoney.

'Não existe possibilidade de prorrogação', avisa a coordenadora da IOB, que calculou o quanto sairia uma multa para uma empresa de pequeno porte. 'Considerando que 1 UFIR equivale a R$ 1,0641, a multa referente a um empregado é de R$ 170,26. Já a multa no caso de uma empresa com 50 empregados somaria R$ 8.512', avisa.

A base de cálculo da primeira parcela é o mês anterior, no caso outubro. A segunda parcela equivale à diferença entre a base salarial usada para cálculo e a primeira parcela.

Ydileuse alerta para um aspecto importante, que pode gerar dúvidas, o dos encargos patronais, que pesam mais para o empregador. Há incidência do fundo de garantia de 8%, nas duas parcelas do 13º salário, sendo que o recolhimento referente à primeira deve ser feito até o dia 7 de dezembro. Já o recolhimento referente à segunda deve ser feito até 7 de janeiro.

Com relação ao INSS, é necessário verificar as alíquotas no Fundo de Previdência. No momento em que for aplicar a alíquota, o empregador deve considerar o valor total do 13º salário. O prazo para o recolhimento é 20 de dezembro, de acordo com a coordenadora da IOB.

Alguns trabalhadores não possuem direito ao 13º salário. É o caso de autônomos e estagiários, que não possuem, verdadeiramente, relação de trabalho com a empresa. No caso do estagiário, é importante que a empresa esteja em dia com a legislação que regulamenta esse tipo de contratação, inclusive ter o contrato com a faculdade, uma vez que, caso o estagiário consiga provar na justiça que não havia contrato de estágio válido, ele pode processar a empresa por não ter recebido benefícios como o 13º salário.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bope na imprensa

Venho acompanhado a repercussão do filme Tropa de Elite na mídia brasileira e, de todas as publicações que pude ter acesso, gostei muito da pequena entrevista dada pelo jornalista Caco Barcelos à Vip em novembro e da matéria apresentada pela revista Superinteressante, também de novembro.

Para esta última apresento um link para quem quiser fazer o download do arquivo em PDF com o conteúdo da revista. Chamo a atenção para o fato de que raramente faço link para downloads, mas que hoje abri uma exceção, mesmo não tendo feito o upload do arquivo, para disponibilizar a leitura a quem se interessar.

Para fazer o download da revista basta clicar na imagem da capa.

sábado, 10 de novembro de 2007

Cabra-macho, não, senhor

O texto que segue abaixo não é meu, mas interessa aos paraibanos. Alías, aos brasileiros.

Ronaldo Cunha Lima mostra como o foro privilegiado tornou-se impunidade.

Era hora de almoço no restaurante Gulliver, em João Pessoa . Novembro de 1993, perto da Praia de Tambaú, dia de calor úmido. O então governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima, entrou. Parecia bêbado. Andou trôpego até a mesa de seu antecessor e adversário, Tarcísio Burity, e deu três tiros à queima-roupa. Um acertou o rosto de Burity. A bala calibre 38 arrancou três dentes, cortou a língua e abriu um buraco na bochecha. Cunha Lima pode ter-se sentido cabra-macho, vendo o sangue manchar a toalha e o chão.

Na quarta-feira 31, a coragem lhe faltou. Aos 71 anos, ele renunciou ao mandato para fugir da Justiça. O deputado federal do PSDB da Paraíba cuspiu no prato que comeu durante 14 anos. O prato se chama "foro privilegiado".

Burity ficou dez dias em coma, três meses sem poder comer. Morreu do coração em julho de 2003. A viúva, a professora Glauce, reagiu com "muita indignação" quando soube que Cunha Lima tinha renunciado para evitar o julgamento no Supremo Tribunal Federal. "É uma covardia", disse. O ministro do STF, Joaquim Barbosa, também não se conteve: "O ato de Cunha Lima é um escárnio com a Justiça brasileira".

Barbosa, o ministro que botou os 40 mensaleiros em seu devido lugar (o lugar de réus), contava fazer História mais uma vez. Nunca antes no país o STF tinha levado um político a julgamento por crime comum. O processo contra o deputado tucano seria concluído nesta segunda-feira, 5 de novembro. Agora, volta à estaca zero, pode durar uns 12 anos, o crime deverá prescrever. "Isso mostra", disse Joaquim Barbosa, "quanto é perverso o foro privilegiado."

Por que o então governador queria matar Burity? Ninguém dispara três tiros só para dar um susto. Só não atirou mais porque o seguraram. Burity tinha denunciado corrupção na Sudene. A Sudene era dirigida pelo filho do acusado, Cássio Cunha Lima, hoje governador do Estado.

E por que o pai não recorreu a uma tocaia? Provavelmente por confiar na impunidade. Uns são mais iguais que os outros, Cunha Lima deve ter aprendido isso na vida de político no Brasil. Certamente não leu A Revolução dos Bichos , de George Orwell, uma fábula sobre desvios nas revoluções, desigualdade humana e a ostentação dos porcos.

O réu alega legítima defesa da honra. A declaração de Cunha Lima ao renunciar foi um primor: "Que esse povo ( da Paraíba) me julgue, sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui". O ministro Barbosa espera que "haja juízes corajosos e independentes na Paraíba para julgá-lo". Tem de ser cabra-macho e não recuar no último momento.

Foi o repórter Matheus Leitão, de ÉPOCA em Brasília, quem deu com exclusividade, na edição da semana passada, a notícia de que o STF julgaria Cunha Lima. O caso estimula a discussão sobre uso de foro privilegiado em crimes comuns. Criado para evitar perseguições políticas, o foro privilegiado virou sinônimo de impunidade. A novela Cunha Lima também põe o dedo na lentidão do Judiciário. Por que um processo se arrasta por 14 anos?

Tem mais. Já pensou se a moda pega? No mensalão, bastará que os cinco deputados acusados no escândalo renunciem ou não se reelejam para tudo recomeçar praticamente do zero. Isso é que seria um tiro no pé. Da democracia.

REVISTA ÉPOCA
5 DE NOVEMBRO DE 2007

RUTH DE AQUINO
é redatora-chefe de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ronaldo Cunha Lima renuncia tentando escapar da justiça

O deputado federal Ronaldo Cunha Lima encaminhou, na manhã da quarta-feira (31), sua renúncia formal do cargo na Câmara Federal. O documento foi entregue à Secretaria Geral da Mesa e comentado no plenário que foi transmitido pela TV Câmara.

Acredita-se que Ronaldo tenha feito isso como estratégia de defesa no julgamento da tentativa de assassinato do também ex-governador Tarcísio Burity em 5 de novembro de 1993, que já estava marcado para acontecer no Supremo Tribunal de Justiça e não teria como recorrer a outras instâncias.

Uma vez deixando de ser deputado, perde o foro privilegiado e tem seu processo transferido para o Tribunal do Júri, na Paraíba, onde acredita ter melhores chances de ser absolvido.

Ronaldo diz que "abriu mão do foro privilegiado por não precisar se esconder da justiça", mas só resolveu isso quando o STJ marcou data para julgá-lo. Ele aproveitou da morosidade de ser julgado direto pelo Supremo e agora quer a vantagem de ser julgado em casa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Caso Robson: a saga de um crime perfeito?

Era o início da noite de sábado em 31 de março, quando, pelo telefone recebemos na Redação a informação de que um empresário tinha sido assassinado dentro de sua padaria em plena avenida Ruy Carneiro. A princípio era mais um caso de vítimas de motoqueiros assassinos na Capital.

No entanto, menos de uma hora depois, com a morte já noticiada, chega a informação de que morrera naquela situação Francisco Robson Lopes Ferreira, ex-superintendente da Empresa de Limpeza Urbana da Capital no primeiro governo Cícero Lucena (PSDB), de 1997 a 2000, de quem foi tesoureiro da campanha à reeleição para a Prefeitura da Capital.

Engenheiro civil por formação e empresário nato, já havia ocupado outros cargos na administração pública e tentava fazer dar certo seu novo empreendimento, o Armazém dos Sabores, agradável padaria e bomboniere que já iniciara promissora, haja visto sua grande visitação. No entanto, tragicamente, virou local de sua execução.

Consta dos registros policiais que o autor dos disparos chegou ao local, em horário de grande movimentação, na garupa de uma moto e, sem que tirasse o capacete, desceu, entrou na loja e disparou. Um só tiro. Na cabeça. Mas não sem antes pedir que todos se afastassem, pois “o negócio era só com ele”. Sua filha Leila, que trabalhava no local, pôde ver o assassino de seu pai atirar e voltar para a moto onde um piloto já o esperava com o motor ligado.

Lembro de eu mesmo, repórter plantonista, ter informado a um policial que a vítima em questão se tratara de uma “autoridade” e lembro que escutei dele que “por conta disso a noite seria longa”. Concordei. Um fotógrafo amador enviou fotos da confusão na avenida e até do corpo fotografado antes que a polícia chegasse ao local.

Rapidamente a notícia se espalhou. Outros veículos, guiados pelo Portal, contaram suas histórias. Muitos políticos e secretários foram até o local onde o corpo do empresário ainda esperava pelo Departamento de Medicina Legal. Teses foram levantadas. Uns apostavam na de queima de arquivo, “o homem saberia demais em tempos de Confraria”. Outros lembravam dos tormentos vividos em família pela vítima.

Mas as histórias ficariam somente no campo do ‘talvez’ e do ‘quem sabe’, pelo menos se a determinação do Secretário de Segurança, Eitel Santiago, fosse obedecida. Ele ordenou sigilo absoluto sobre o caso. A partir dali, a imprensa ficaria de fora das descobertas. Isso se ela própria não apontasse suspeitos e descobrisse culpados. E foi o que aconteceu.

Dez dias depois do assassinato de Robson, outro sócio do senador Cícero Lucena contou ter sofrido um atentado. Dois homens, um dia antes da execução, teriam sido flagrados tentando invadir o flat do empresário Bisnaldo Dantas que, por sorte escapou e chamou a polícia. O incidente fez a imprensa se mobilizar e tentar achar a conexão entre os casos, mas o Eitel se apressou em negar qualquer ligação.

No décimo primeiro dia depois da morte, o sargento da Polícia Militar da Paraíba Gilmar Rodrigues de Melo foi preso como autor dos disparos que causaram a morte de Robson Ferreira. Ele foi apontado por Francisco das Chagas Araújo de Farias, conhecido como Cariri, que confessou ter participado do atentado junto com outro comparsa, Gilvan da Silva Gomes. O preço da morte teria sido R$ 20 mil e a mandante seria a ex-sogra do empresário, a portuguesa Florinda Moita, conhecida por Flor Moita.

A polícia parecia seguir a pista dos matadores de perto, pois onze dias depois do atentado o secretário afirmava que tinha o caso praticamente solucionado. Mas a imprensa também estava com bom faro. Poucos dias depois de apresentar os envolvidos no Caso Robson, como ficou conhecido, a polícia prendeu o garçom Ivo Araújo de Farias, de 18 anos, acusado de ser um dos homens que teria invadido o Flat de Bisnaldo Dantas. Ele é irmão de Cariri.

Ivo, que foi identificado em imagens do circuito interno de tevê do Flat, é peça fundamental na investigação do Caso Robson e, até então, o único elo entre os demais acusados apontados por ele e que negavam toda a história. Mesmo assim a Secretaria de Segurança nega que haja ligação entre os casos.

Flor Moita (foto), esposa de Antônio Moita e mãe de Ana Cláudia, ex-mulher de Robson, foi proprietária do restaurante Gambrinos, muito badalado na década de 80 e metade da década de 90 em João Pessoa. Segundo contam alguns amigos de Robson, a relação entre a vítima e a ex-sogra era difícil e tinha piorado por causa de brigas na partilha de bens entre as famílias. Robson deixou uma filha de 4 anos com Ana Cláudia.

Elson Pessoa de Carvalho, amigo do empresário, contou que o amigo foi “ludibriado em sua boa fé” na negociação de um apartamento com a sua ex-sogra. Segundo ele, depois disso a relação ficou insustentável e "até para falar com a filha na casa dos avós era complicado", contou.

A empresária, natural de Portugal, morou em João Pessoa, mas voltou a morar em sua terra natal há alguns anos. Costumava vir periodicamente ao Brasil para tratar de negócios e passear. Ela esteve na Paraíba até um dia antes de o atentado acontecer. Chegou a ser intimada pela polícia para prestar depoimento, mas quando tomou conhecimento já estava em solo europeu e se negou a dar qualquer esclarecimento.

Por telefone ainda foi possível falar com seu marido Antônio Moita que se mostrou muito descontente com o que ele chamou de insinuações a respeito de sua esposa e família. Ele reclamou principalmente por ter tido sua família importunada pelos jornalistas portugueses e disse que dias antes de Robson ser assassinado, a própria Florinda recebera ameaças por telefone e teria prestado queixa na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).

Antônio Moita acusou José Arlan Rodrigues, que, junto com a mulher Cardiolândia e um cunhado comprou dois apartamentos de Flor Moita. Ele lembrou que José Arlan e a esposa insistiram em colocar Arionaldo Vital da Silva, o Naldinho, como motorista de Florinda enquanto ela esteve em João Pessoa, na semana que antecedeu o crime. Naldinho foi preso acusado de intermediar o acordo entre Flor Moita e o sargento Gilmar.

Depois de muitas acareações em que Cariri acusava o sargento Gilmar de ter atirado no empresário e de o sargento negar sempre. Cariri muda o depoimento e resolve assumir a autoria dos disparos. A partir dali ele passou a contar que atirou a mando do sargento, que nega a nova versão também. Ele revelou também que Florinda Moita teria combinado o crime com Arionaldo Vital e negociado com o sargento Gilmar, suposto responsável pela contratação dos executores do crime.

Por último, foi preso o marceneiro José da Silva Oliveira, de 26 anos, conhecido como Mago Zeu, ele revelou que era o piloto da moto no dia do atentado e que levara o Cariri para fazer o serviço. Ele contou que, junto com outros três acusados, foi até as proximidades do Armazém dos Sabores e passou várias vezes pela frente esperando que o empresário aparecesse. A arma, um revólver calibre 38, segundo ele, pertence ao sargento e foi passada para Cariri.

Assim, na versão oficial do inquérito presidido pelas delegadas Pollyanna Sonally e Fabíola Costa, Flor Moita teria contratado o sargento Gilmar e Gilvan, por intermédio de Naldinho, que chamaram Mago Zeu para ser o piloto e Cariri para ser o executor de Robson Ferreira. Tudo por R$ 20 mil. Cinco dos seis acusados estão presos e respondendo a processos. Mas e a suposta mandante?

No dia 2 de maio o promotor de Justiça Francisco Sarmento ofereceu denúncia ao 1º Tribunal do Júri da Capital contra os seis indiciados no inquérito que apura o assassinato do empresário Robson Ferreira e afirmou não ter a menor dúvida de que a portuguesa Florinda Moita foi a mandante do assassinato.

A Justiça paraibana enviou Carta Rogatória ao Consulado brasileiro em Portugal solicitando à Justiça portuguesa que Florinda Moita fosse interrogada, presa e posteriormente extradita para o Brasil. A resposta chegou no fim da tarde de 4 de setembro com o depoimento da portuguesa.

Segundo o juiz João Alves da Silva (foto), do 1º Tribunal do Júri da Capital, no documento a acusada "simplesmente refutou as acusações que lhe fizeram os réus Arionaldo Vital da Silva e Francisco das Chagas Araújo Farias", alegando não ter qualquer motivo para matar o pai de sua neta. Disse ainda que não havia pendências financeiras entre eles.

Portanto, ao que parece, mais uma via de impunidade foi descoberta. Estrangeiros com passagem de volta para seus países podem cometer crimes no Brasil. A impressão que fica, confirmada em qualquer conversa com juristas ou advogados criminalistas é a de que não há nada mais a fazer a não ser esperar que a justiça estrangeira resolva agir em favor da nossa. No dia 31 de outubro completará sete meses da morte de Robson Ferreira.

Os cinco réus acusados de envolvimento na morte de Robson Ferreira que estão presos já foram pronunciados e mandados a julgamento pelo Tribunal do Júri. O julgamento deles não tem data prevista uma vez que eles podem recorrer da decisão, mas certamente constará da pauta da próxima sessão, em novembro. Quanto a Florinda Moita, acusada de ser a mandante do crime, resta à Justiça paraibana esperar.

A publicação original, no Portal Correio, pode ser conferida no link abaixo.
http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=15554

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Projeto mostra que é possível fazer pesquisa científica sem caçar baleias

O Greenpeace, em colaboração com a Opération Cétacés e o Center for Cetacean Research and Conservation, está rastreando desde agosto a rota de um grupo de 19 baleias jubartes do Pacífico Sul rumo à Antártica, para onde se dirigem em busca de alimento.

A partir desta quarta-feira (10) internautas de todo o mundo poderão acompanhar essa aventura, acessando o site A Trilha das Grandes Baleias (clique e conheça o sítio). As baleias foram marcadas com sensores que transmitem sinais via satélite diretamente para o site.

O rastreamento será feito do Pacífico Sul até o Santuário de Baleias do Oceano Antártico. O site da “Trilha das Grandes Baleias” também aponta a necessidade de uma rede global em prol das reservas marinhas, que darão às espécies ameaçadas uma chance de recuperação.

'Tropa de Elite pega um, pega geral. Também vai pegar você!'

A arte imita a vida? Será que aquele mundo retratado pelo filme brasileiro Tropa de Elite existe mesmo. Será que a condição da Polícia Militar daquele estado é mesmo como mostrada na tela? Estas deveriam ser as questões mais feitas por quem assistiu ao filme, mas não é o que acontece.

O que tem sido recorrente nas rodas de discussão é se o Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura, é herói ou vilão. Muita gente não percebe que o BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais, retratado no filme é um grupo de extermínio “legalizado”, não sei se é igual na vida real.

Na verdade o que acontece é que muita gente simpatiza com grupos de extermínio em geral. Acreditam que só quem morre é “vagabundo” que os prejudicados são sempre quem se envolve com crimes e violência. Mas estão enganados. A lei existe e deve ser cumprida.

A lei existe para que a decisão de prender e soltar, matar ou morrer (que neste país é ilegal), seja tomada com o devido pesar e considerações. Quando se apóia um grupo de extermínio, se está dando o direito de decisão a uma pessoa, ou a um grupo que, na maioria das vezes, não está preparado para tomar tais decisões.

No filme, depois de verificar que dois policiais vendiam armas para traficantes, o Capitão ordena a execução sumária dos dois. Ele foi, policial, advogado e juiz. Mais que isso, decretou a pena de morte. Quem apóia grupo de extermínio aceita que um homem, por conta própria, decida quem deve viver e quem deve morrer.

Qualquer um pode estar no caminho de um executor desses. Um advogado que defenda um suposto traficante, um jornalista que pede punição para quem descumpre a lei e faz justiça com as próprias mãos. Enfim, qualquer um, mesmo que não faça nada ilegal, pode contrariar os interesses de um executor e virar alvo.

O filme, enfim, gerou discussões interessantes porque trouxe à tona, assuntos que ficam escondidos. Assim, o melhor do filme são as discussões que fazem a gente pensar um pouco mais sobre temas e acontecimentos que nem sempre a gente quer dar atenção.

Clique aqui para visitar o sítio oficial do filme.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Veja mira Guevara e dá tiro no pé

O jornalista Celso Lungaretti, com longa atuação em redações e na área de comunicação corporativa e escritor, teve um artigo transcrito pelo sítio Congresso em Foco que trata da matéria de capa do panfleto peessedebista Veja de 3 de outubro de 2007. Segundo ele, ao tentar comprovar que o mito Che seria uma farsa, revista troca jornalismo por propaganda anticomunista e ecoa os que têm esqueletos no armário e anseiam por uma recaída totalitária.

Leia um pouco do artigo a seguir:

Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem no próximo dia 9, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias-de-capa mais tendenciosas de sua trajetória.

"Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas", afirma a revista, numa admissão involuntária de que não praticou jornalismo, mas, tão-somente, produziu uma peça de propaganda anticomunista, mais apropriada para os tempos da guerra fria do que para a época atual, quando já se pode olhar de forma desapaixonada e analítica para os acontecimentos dos anos de chumbo.

Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catalinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa.

Assim, por exemplo, a Veja faz um verdadeiro contorcionismo retórico para tentar tornar crível que, ao ser preso, o comandante guerrilheiro teria dito: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Ora, uma frase tão discrepante de tudo que se conhece sobre a personalidade de Guevara jamais poderá ser levada a sério tendo como única fonte a palavra de quem posou como seu captor, um capitão do Exército boliviano (na verdade, eram oficiais estadunidenses que comandavam a caçada).

Leia todo o artigo de Celso Lungaretti* clicando no link abaixo.

http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=19163

Leia a matéria de Veja clicando no link abaixo.

http://veja.abril.com.br/031007/p_082.shtml

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Caso Motiva: Fim de papo?

Estudante bem comportado assume autoria das ameaças

Um estudante de 17 anos, bem comportado e com boas notas, apresentou-se espontaneamente à direção do Colégio Motiva Ambiental, em João Pessoa, nesta quarta-feira (26) para assumir a autoria das ameaças às pessoas do estabelecimento de ensino através do site de relacionamento Orkut.

A direção do colégio, no entanto, mantém a identidade do aluno sob sigilo. Segundo o proprietário da escola, professor Carlos Barbosa, na manhã da terça-feira, o estudante começou a enviar e-mails para o Motiva assumindo a autoria das ameaças.

Nesta quarta-feira, ele compareceu ao colégio. Estava visivelmente nervoso e abalado. Imediatamente foi levado para uma conversa com a psicóloga do colégio. Antes mesmo que lhe fosse feita alguma pergunta sobre o episódio, o estudante confessou que havia feito as ameaças.

Ele disse que usou capuz e armas de brinquedo para produzir as fotos de um rapaz com cartacterísticas de terrorista, que foram postadas. Alegou que há mais de doze anos vinha sendo vítima de apelidos, chacotas, e outros procedimentos de colegas que lhe deprimiam. Por isso, teve a atitude para chamar a atenção.

O Estatuto da Criança e do Adolescente não permite que o aluno seja expulso do colégio. A direção do estabelecimento e o Ministério Público ainda está discutindo o caso. De antemão, porém, o diretor Carlos Barbosa disse que ele será orientado a mudar de educandário para frequentar novo ambiente.

O pofessor Barbosa, aproveitou o ensejo para alertar as autoridades e pais sobre os riscos que a Internet pode causar quando mal utilizada.

Para a Polícia Civil da Paraíba, o caso continua sem solução. O Portal Correio fez contatos no início da noite com a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública e foi infomado de que, para as autoridades policiais do Estado, o caso continua sem solução e ainda não há culpados.

A Asssessoria disse ter sabido que o Colégio Motiva teria apresentado um aluno como autor das ameaças, mas não informou nada à polícia nem prestou queixa.

Wellington Farias, com informações de Nelma Figueiredo, da TV Correio

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Dossiê: Caso Motiva

Desde a semana passada que ficou pública a ameaça feita contra os alunos do colégio Motiva, em João Pessoa, e publicada na Internet. Foi quando teve início um grande conflito: será um trote e nada deve-se fazer? Ou não, é sério e o caso pode se tornar um atentado violênto na escola?

A escola resolveu agir como se todas as ameaças pudesse se concretizar. Ministério Público mobilizado, polícias chamadas e até a colaboração de pais de alunos que são policiais federais entraram na busca por respostas.

A investigação segue e se você perdeu algum ponto dos acontecementos, confira aqui abaixo um rápido dossiê sobre o caso. De cima para baixo você pode ler da mais recente à mais antiga matéria sobre o caso publicada no Portal Correio.

É possível verificar, por exemplo o desencontro de informações que foram passadas aos jornalistas e perceber como a história é recontada e corrigida com o passar dos dias.
Como na primeira matéria, em que é anunciada a ação da Polícia Federal, que nunca esteve oficialmente ligada ao caso.

Caso Motiva: 25 de setembro de 2007

Ameaças ao Motiva podem ter sido de três alunos

A Secretaria de Segurança Pública confirmou, através de sua Assessoria de Imprensa, que a Polícia Civil atribui as ameaças feitas na internet a pessoas do Colégio Motiva Ambiental, em João Pessoa, a três alunos e não a só um, como se informou inicialmente. A SSP, no entanto, preferiu não avançar nas informações alegando que a divulgação poderia prejudicar o andamento das investigações.

O Portal Terra informou na tarde desta terça-feira (25) que o Ministério Público da Paraíba levanta as mesmas suspeitas. O Portal Correio, no entanto, não conseguiu manter contatos com os procuradores responsáveis pelo caso.

De acordo com o diretor do colégio, Karamuh Medeiros, as mensagens começaram a chegar por e-mail em agosto e, na última semana, foram divulgadas no site de relacionamentos Orkut. As ameaças foram feitas por uma pessoa que seria intitulada "Aluno Anônimo do Motiva". Segundo Medeiros, ele reclamava de sofrer abusos e violência dentro da escola, mas nunca citou nomes de quem estaria fazendo isso contra ele.

"Segundo o suposto aluno, ele era vítima de bullying - forma moderna de dizer constrangimento, humilhação - e determinou a execução de um projeto (para combater essa prática). Só que os e-mails tinham pensamentos equivocados", disse Medeiros, que afirmou que o discurso era muito específico, de imposição. Bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente.

O diretor informou que a escola já faz há anos um trabalho para combater este tipo de prática. "Temos um trabalho ao longo dos anos de valorização do ser humano". No fim de semana, a polícia fez uma varredura no prédio da escola em busca de possíveis bombas e armas, mas não encontrou nada.

De acordo com a secretaria, os pais dos adolescentes que estariam fazendo as ameaças já teriam sido contactados pela polícia, mas os alunos ainda não foram ouvidos, pois ainda falta uma prova técnica, que comprove os atos. Segundo as investigações, as ameaças "teriam sido uma brincadeira e os jovens queriam apenas dar um susto".

Segundo o diretor, a escola foi equipada com detectores de metais, que já estão em funcionamento. De acordo com ele, cada aluno abre a mochila espontaneamente. Ninguém teria se negado a passar pela revista.

A polícia considera uma violência psicológica o que os adolescentes fizeram. No entanto, a forma como os supeitos, menores de idade, irão responder a isso ainda será debatida com o Ministério Público.

Wellington Farias, com informações da SSP e Portal Terra

Caso Motiva: 25 de Setembro de 2007

Alunos são revistados em novo esquema de segurança

Revista com detectores de metais, seguranças e policiais à paisana fazem parte do esquema de segurança que teve início na manhã desta terça-feira (25) nos prédios do Colégio Motiva em João Pessoa. A ação vem em resposta a um perfil com ameaças criado no sítio de relacionamentos Orkut.

Alunos de todas as idades e seus acompanhantes passam por uma revista rápida, feita por dois seguranças que, com um detector de metais, verifica se há nos pertences algo que possa ser usado como arma. Pelo visto, a revista não incomoda, pelo contrário, traz segurança.

Na última quarta-feira, uma pessoa que usou o apelido (nickname, na linguagem de Internet) Aluno Anônimo do Motiva fez ameaças de, com armas de fogo, atirar em alunos e até se matar por conta de abusos sofridos supostamente dentro da escola. Nas fotos do perfil, o rapaz segurava armas como pistola e espingarda.

Pais de alunos, professores e funcionários vivem um clima tenso desde então. O Ministério Público, as polícias Civil e Militar foram chamadas e fizeram varreduras em todos os prédios e não acharam nada que pudesse ser usado num atentado.

A Polícia investiga a origem do perfil na Internet, que já foi retirado do ar, e, analisando as fotos, chegaram à conclusão que as armas são de brinquedo. "Segundo os especialistas, são réplicas", revelou um dos diretores do colégio, Carlos Barbosa.

Ele disse ainda que a escola conta agora com 26 seguranças e mais 15 policiais das polícias à paisana. "Estamos fazendo de tudo para garantir a segurança das cerca de 2500 pessoas que estudam e trabalham conosco", disse o diretor.

Carlos revelou ainda que a polícia desconfia que o perfil na Internet tenha sido criado por alguém que nem faz parte do corpo da escola. "Possivelmente é coisa de gente de fora da escola", disse.

O diretor disse também que como há filhos de policiais federais na escola, eles têm oferecido apoio logístico. "Informal, já que o caso está entregue à 3ª Delegacia Distrital, com o delegado Deusdete Filho", ressalvou.

Maurício Melo

Caso Motiva: 24 de Setembro de 2007

Escola adotará detectores de metais

O colégio Motiva Ambiental, em João Pessoa, adotará detectores de metais para garantir que nenhuma arma entre no prédio da escola. Esta foi uma das decisões tomadas na manhã desta segunda-feira (24) numa reunião entre a direção e os pais de alunos.

O diretor Karamuh Medeiros contou que todas as providências para garantir maior segurança já foram tomadas e questionado sobre se o caso trata-se de um trote ou não ele respondeu que “não se pode descartar nenhuma possibilidade, se há uma mínima possibilidade, um mínimo risco, vamos trabalhar para que não haja perigo”.

Além da investigação iniciada para descobrir quem é o Aluno Anônimo que postou as ameaças na Internet, o secretário de Segurança Pública do Estado, Eitel Santiago, esteve no colégio para oferecer apoio e a Polícia Militar fez revista nas dependências da escola.

“O Ministério Público, as polícias Civil, Militar e Federal foram chamadas e investigam o caso. A escola está fazendo tudo para garantir a segurança dos seus alunos”, contou Karamuh, que disse ainda que novos seguranças forma chamados para a escola e detectores de metais passarão a ser usados já amanhã.

Maurício Melo

Caso Motiva: 24 de Setembro de 2007

Polícia Federal faz busca em escola da Capital

Depois de ameaças feitas por um suposto aluno pela Internet na última quarta-feira(19), o colégio Motiva Ambiental, na Capital, passou por uma varredura completa no fim de semana. A Polícia Federal esteve na escola a procura de armas ou bombas escondidas, mas nada encontrou.

As ameaças foram feitas pelo site de relacionamentos, Orkut, na semana passada e deixou muitos pais preocupados. O intitulado Aluno Anônimo do Motiva reclamava de sofrer abusos e violência dentro da escola e de ter pedido, sem ser atendido, ajuda à direção do colégio.

No Orkut, as fotos eram de um jovem trajado com a farda do motiva e que empunhava uma pistola. Além disso, em seu perfil o suposto aluno ameaçava e já se desculpava "aos familiares das vítimas".

Na manhã desta segunda-feira a direção recebeu os pais de alunos em reunião para explicar todas as providências tomadas pela direção para garantir a segurança dos alunos e, atualmente, tanto a polícia quanto a escola acreditam que tudo não passou de um trote.

"Mesmo assim, a polícia vasculhou todas as unidades do colégio em Tambaú e no Miramar para garantir que nada está errado", revelou uma das coordenadoras que assegurou que todas as medidas de segurança estão sendo tomadas.

Além da varredura nos prédios da escola, a polícia trabalha agora tentando encontrar o rastro do suposto aluno na Internet. Mesmo tendo apagado o perfil, é possível rastrear e encontrar o autor.

Maurício Melo

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Burro?!?

Depois de a imprensa registrar o uso de tratores e caminhões para transportar crianças por todo o interior da Paraíba, em Campina Grande, o prefeito Veneziano está inovando com a contratação de carroças de burro para coleta de lixo.

Mas o impressionante não é o uso de carroças para este fim, e sim o valor empenhado para isso. Segundo o deputado Manoel Ludgério (PDT), o governo do cabeludo peemedebista paga por este seviço nada menos que R$ 50 mil por mês ao dono do animal que, por motivos óbvios, não se pode chamar de burro.

Ah, e tem mais! A Prefeitura campinense, com todo respeito ao time rubro negro, contratou e paga com verbas da educação a tal carroça para fazer coleta de lixo na zona rural do município. O deputado anunciou que vai encaminhar a denúncia ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Acho que ele vai exigir que pelo menos se use um cavalo puro sangue!

E só para registro, depois de ligar para vários telefones da prefeitura e não conseguir falar com ninguém, o motorista do prefeito me atendeu, mas disse não poder passar o telefone para o patrão por ele não estar por perto.

TRE considera Jota Júnior inelegível até 2009

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PB) votou pela inegibilidade do prefeito de Bayeux, Jota Júnior. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o prefeito de Bayeux foi votada na tarde desta segunda-feira (17).

Votaram a favor da inegibilidade de Jota Júnior os juízes João Benedito, Cristina Maria Costa Garcez, Renan Vasconcelos e Carlos Eduardo Leite Lisboa, o relator do processo. Votaram contra os juizes Nadir Valengo e Abrahan Lincoln.

O julgamento estava na pauta do TRE desde o dia 23 de agosto e teve desfecho depois de três adiamentos por pedido de vistas. O primeiro deles foi feito pelo juiz Nadir Valengo, que depois de tê-lo apresentado acabou votando pela improcedência total das acusações na sessão do dia 30 de agosto.

O segundo pedido, e mais recente, foi apresentado pelo juiz João Benedito. Na sessão de segunda-feira passada o juiz João Bendito votou pela procedência da acusação.

O prefeito Jota Júnior está sendo acusado de abuso de poder político nas eleições do ano passado, em favor do seu irmão, Carlos de Sousa, que saiu candidato a deputado estadual, através de uma representação movida pelo Ministério Público Eleitoral.

O relator do processo, o juiz corregedor Carlos Eduardo Leite Lisboa, acompanhou o parecer do Mistério Público Eleitoral pela inegibilidade de Jota Júnior por três anos. Cabe recurso.

Matéria de Patrícia Braz, do Portal Correio

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Uma imagem fala mais que mil palavras

A minha amiga Cláudia Carvalho publicou uma foto curiosa em seu Blog (Parem as Máquinas!). O autor da imagem é o bom e sempre atento Rizemberg Felipe. A foto sugere uma coisa que muita gente já vem dizendo, inclusive a minha boa mãezinha...

Cada um por si

O secretário de segurança do Estado, Eitel Santiago, afirmou na manhã desta terça-feira (11) em entrevista à Rádio CBN em João Pessoa, que a prefeitura foi negligente por não botar seguranças para proteger a balsa dos fogos.

Engraçado, posso estar enganado, mas acredito que a segurança é de responsabilidade do Estado. Mas seguindo o que sugere o secretário, é preciso que quem quiser segurança, contrate uma.

Assim, podemos traduzir a "política de segurança do Estado" como "é cada um por si!"

Leia a matéria publicada no Portal Correio clicando abaixo.
Eitel chama prefeitura de negligente e diz que investigações continuam

domingo, 2 de setembro de 2007

Meu primeiro Rali Off Road

Marinheiro de primeira viagem, me inscrevi no rali de jipes e caminhonetes, a Mitsubishi Motorsports 2007. Beleza, tudo normal, não fosse o fato de eu não ter um carros destes. Ah, mas até para isso tem solução. A assessora de imprensa e anjo da guarda dos jornalistas aventureiros, Giorgia Torello, me ofereceu um dos carros que acompanha o evento.

Assim, descobri que dividiria o carro com mais três colegas de trabalho. O bom Jamarrí Nogueira, que já tinha experiência em ralis e se tornou o nosso navegador, e o também estreante Ricardo Araújo que, por ter sido fotógrafo, cinegrafista e narrador do vídeo de nossa aventura, foi fundamental para manter o nosso passeio para sempre vivo.

A brincadeira começou com uma aula de navegação na noite anterior ao rali que me tirou o sono. Entre as explicações técnicas passadas pelo diretor da prova, Lourival Roudan, responsável pelas pistas que pegaríamos na manhã seguinte, ouvíamos piadas do tipo: “não esquece de olhar para frente que as vezes pode aparecer um precipício...”, ou “se o navegador ficar muito tempo calado, olha para ver se ele ainda está vivo”.

Por conta destas piadinhas fiquei imaginando por onde este camarada já teria passado. Descobri. Além das dezenas de corridas nacionais, Roudan já correu por quatro vezes na Paris – Dacar, uma que atravessa o deserto e vez por outra morre um. Daí vêm as histórias e “dicas” dele.

Outra preocupação me veio à mente. Nunca havia dirigido nem muito menos pilotado um carro com tração nas quatro rodas. Aliás, desconhecia os procedimentos e etiqueta para uso de veículos deste porte. Mas como que no filme Matrix, achei todos os conhecimentos necessários na Internet. Em minutos estava pronto.

Manhã da prova. Na mochila, além de água e biscoitos, canivete, apito e aulas de sobrevivência no mato. Eu sei que parece exagero, mas eu prefiro não dar mole. A adrenalina quando liguei o carro para partir era tão grande que quase me decepcionei quando vi a velocidade média da prova: 30 km/h.

Na fila de largada, eu confirmei a impressão tida na noite anterior: muitos competidores são tão amadores quanto eu, mas com a diferença de que eles são donos dos carros que estão usando. Essa parecia uma coisa boa para eles e ruim para mim, mas, depois do segundo grande solavanco eu vi que era o contrário.

Por se tratar de uma corrida de regularidade, vence quem tiver o tempo mais constante e mais próximo das especificações da planilha do navegador. Então, não adianta correr mais que os concorrentes, é preciso manter a velocidade constante e conseguir passar nos postos de conferência no tempo certo.

Mas voltando ao solavanco, depois do segundo dei graças por não estar no meu pobre carrinho e meus colegas concordaram. Ricardo disse que passaria a noite sem dormir se fosse seu carro e Jamarrí disse que pararia o carro e iria chorar na beira da estrada. Nesta consternação, nos perdemos. Não sei se passamos batidos por alguma referência ou se eu simplesmente desobedeci às ordens do navegador.

Foi ruim, ficamos desorientados, perdemos a trilha, perdemos as referências de nossa planilha, nos atrasamos em oito minutos. Foi bom, eu não sabia ainda se a tal Pajero TR4 conseguia passar dos 30 km/h, não na prática. Descobri. E mais, descobri que não só ela passava disso como eu sabia pilotá-la em velocidade maior. Ótimo, porque precisávamos tirar o atraso.

Ainda precisei escorregar um pouco numa curva para dominar a troca de tração nas rodas e tornar a direção maias segura. Demos nosso primeiro banho de lama no carro ainda com janelas abertas. Ricardo reclamou de terra no rosto, mas seguimos em frente. A questão é que atrasados, nossa corrida ganhou mais emoção, era uma festa.

Num intervalo, enfim tiramos o atraso e, melhor, descobrimos que muitos se perderam, inclusive alguns nos seguindo. Estávamos bem. Bem contentes pelo menos. Paramos e bebemos água, ouvimos navegadores reclamando com seus pilotos e vice versa. Uma das discussões foi mais legal, e começou por causa de um comentário meu:

- O carro de vocês está tão limpinho. Perguntei a um grupo que chegava todo atrasado.
- Esse cara está com pena do carro, reclamou o navegador do grupo apontando para o piloto e dono do carro que só balançou a cabeça resignado.

Ofereci o carro da minha equipe para que eles tirassem fotos, mas eles não gostaram da idéia. Resmungaram algo e saíram.

Na hora de voltar à corrida, recebemos a visita e o apoio do experiente piloto de rali em duas rodas, Silvano Soares, que veio nos dar uma força. Já estávamos todos aquecidos, claro que só no sentido de estar prontos para a relargada, porque o carro ficou sempre no ar-condicionado depois do banho de lama no nosso foto-cinegrafista.

Lembrei das trilhas que já fiz de bicicleta e de trekking. Esforço físico, suor, canseira, sede, nada disso aconteceu nas três horas de prova que nos levou de João Pessoa a Praia Bela, no Litoral Sul da Paraíba. É outro tipo de emoção. Muito boa, é verdade, mas muito cara, uma vez que é preciso ter um Mitsubishi para participar.

Voltamos à pista e desta vez com ajuda profissional. Agora éramos quatro. Mas tínhamos um problema. Todos, inclusive o piloto que vos escreve, davam pitacos e sugestões ao navegador que ficou louco e se perdeu. Aliás, eu me perdi. Chegou uma hora em que todos falávamos ao mesmo tempo e eu seguia em frente.

O resultado é que nos perdemos de novo. Desta vez num loteamento com mato alto. Em algumas horas eu achava que estávamos certos aí passava um nativo e nos dizia que nunca tinha visto um carro daqueles. Ou seja, caminho errado, porque devíamos ser o centésimo carro daqueles na fila de saída.

Rodamos, rodamos e rodamos. De repente, vários minutos depois, achamos o caminho de novo e estranhamente estávamos no tempo certo. A partir dali, fizemos todos os tempos certinhos e seguimos até o fim da prova com tranqüilidade. Com certa tristeza e saudade devolvemos o carro à organização do evento.

Não posso falar pelos meus colegas, de quem espero não ter judiado demais, mas para mim foi uma ótima experiência que eu pretendo não deixar se tornar única. A prova é segura. Dividida em categorias para abranger os vários níveis de pilotos, agrada tanto quem vai passear quanto quem vai competir. No meu caso, como acabamos cortando caminho depois de nos perder, fomos desclassificados e ficamos junto com os 200 carros que não estavam na lista dos 10 melhores. Mas ano que vem será diferente!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Trócolli é acusado de agredir ex-mulher

O deputado estadual Trocolli Júnior (PMDB) é acusado de agredir fisicamente a ex-mulher, Adriana Trócolli do Rêgo, na tarde da quarta-feira (30), dentro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na Capital, onde ela trabalha. A notícia foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a Assessoria, a Delegacia da Mulher foi acionada para adotar os procedimentos que o caso recomenda. Ainoâ Geminiano, assessor de imprensa da SSP, disse ter recebido informações segundo as quais, a princípio, Adriana não queria registrar a queixa, com medo de nova reação do ex-marido, de quem já teria sido agredido outras vezes.

Ainoã confirmou, até, que Adriana Trócolli Rêgo, foi levada para o Instituto de Medicina Legal, para se submeter ao exame de corpo de delito, procedimento que só é adotado em quem realmente sofreu agressão física.

A queixa teria sido registrada, segundo Ainoã, durante o plantão da delegada Cléa Lúcia, da Delegacia da Mulher. A reportagem tentou fazer contato com o deptuado, mas o seu celular estava desligado.

Em entrevista à outros veículos de comunicação, Trócolli teria confirmado que foi ao TCE a procura da ex-mulher, mas apenas para tratar de problemas relacionados aos filhos do casal e que não a teria agredido.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Caso Gulliver: MPF pede condenação de Ronaldo Cunha Lima

Quase 14 anos depois do atentado do Gulliver, o Supremo Tribunal Federal está prestes a colocar em julgamento o processo contra o deputado federal Ronaldo Cunha Lima, pai do governador Cássio Cunha Lima, acusado de atentar contra a vida do ex-governador Tarcísio Burity.

O Ministério Público Federal ofereceu as suas alegações finais nos autos da ação penal (333) no último dia 15, pedindo que seja julgada procedente a denúncia para condenar Ronaldo pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2°, inciso IV do Codigo Penal, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão.

O parecer é assinado pela subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, com o aprovo do Procurador-Geral da República, Antônio Fernando Barros.

Consta na denúncia que no dia 5 de novembro de 1993, no restaurante "Gulliver", em João Pessoa, Ronaldo Cunha Lima, na época governador do Estado, teria supreendido o ex-governador Tarcísio Burity com dois disparos de arma de fogo, não consumando o delito em virtude da intervenção de outras pessoas que estavam no local.

A denúncia foi recebida no dia 28 de agosto de 2002. O deputado Ronaldo Cunha Lima afirma nos autos que não huve premeditação para a tentativa de homicídio contra Burity, tendo os fatos ocorridos em legítima defesa da honra de seu filho e de sua esposa.

O Ministério Público Federal contesta a tese de legítima defesa. "Não há como admitir que alguém dispare dois tiros de arma de fogo contra outra pessoa e não tenha a intenção de matar ou ao menos assuma o risco do resultado da morte".

Lenilson Guedes

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Conselhos Tutelares não resolvem problema de menores nas ruas

O atendimento às crianças e adolescentes em situação de risco é precária e não resolve. No centro da Capital, no início da tarde desta segunda-feira (13), era possível encontrar crianças cheirando cola na porta do Conselho Tutelar. Questionada sobre o fato, a conselheira Lucinete Silva disse que "infelizmente" não há muito a fazer.

Primeiro ela afirmou que não sabia sobre eles estarem cheirando cola, depois pediu para que o segurança do Conselho os chamassem para conversar. Um deles, ainda com a cola escondida sob a camisa, reclamou, mas teve que entregar a droga antes de entrar na sala da conselheira.

“Esses meninos estão aqui porque querem ser levados para a Casa de Passagem. Lá, eles tomam banho e comem. Depois fogem, vão embora”, contou resignada. Lucinete contou ainda que os meninos, todos com menos de 14 anos, costumam ficar nas redondezas e que preferem mesmo ficar na rua.

Os meninos estavam impacientes esperando pelo carro que os levaria até a Casa de Passagem. Dois deles contaram que andavam sempre juntos e que não se envolvem com drogas. Os outros dois, por outro lado, estavam visivelmente inebriados pela cola de sapateiro.

Lucinete explicou que o trabalho do Conselho Tutelar é muito limitado. “Aqui nós recolhemos, encaminhamos para as instituições responsáveis como CEA, Casa de Acolhida ou Casa de Passagem, mas poucos dias depois os mesmos menores estão de volta aos lugares de onde foram recolhidos”.

Para ela, “é preciso que se crie uma política para manter esses adolescentes e crianças em suas cidades, em suas casas. Do jeito que está, o nosso serviço não traz o resultado que se espera”.

Antes de a reportagem deixar o Conselho Tutelar, ainda flagramos o menino que teve a garrafa com cola “confiscada” reclamando com o segurança que tentava explicar que não era permitido o uso de drogas dentro do prédio.

Mas, na saída, pudemos reparar o lugar onde o segurança havia jogado a garrafa. A cola estava perto do portão que dá acesso ao Conselho e, certamente, foi achada pelo menino depois que ele saiu do prédio. Isto mostra o quanto paliativa é a ação dos Conselhos Tutelares na Paraíba em relação aos meninos que vivem ou estão nas ruas.

Falta de estrutura - Outra coisa que ficou clara é que, apesar de ocupar um grande imóvel da Capital, o Conselho Tutelar Centro não conta com boa estrutura. Além de paredes, teto e grades sujas e quebradas, há muito espaço ocioso que se torna esconderijo perfeito para drogas e armas.

Segurança - A conselheira Lucinete Silva contou que muitas vezes os menores ameaçam os funcionários e até mesmo o segurança do lugar e como nem o segurança carrega arma, o perigo está sempre presente.

Clique aqui para ver a matéria em sua publicação original.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Com um aliado desses...

Rapaz, estive pensando e cheguei a conclusão de que, as vezes, tem gente de casa que faz mais estrago que os de fora. Estive lembrando das últimas presenças marcantes do secretário de esporte, ex-deputado, ex-candidato a prefeito Ruy Manoel Carneiro Barbosa de Aça Belchior. E cheguei à conclusão de que ele é a ovelha negra da família tucana.

Tudo começou quando botaram ele para ser derrotado na eleição para prefeito de João Pessoa. Isso mesmo, ele entrou para perder, todo mundo sabia. Menos ele. Tive a chance de conversar com ele, eu jornalista e ele candidato derrotado, e vi que ele não tinha entendido ainda porque havia perdido.

Aí ele voltou ao cargo de deputado estadual. Beleza! Mas resolveu entrar com uma 'lei antinepotismo'. Massa, seguiu a tendência de moralização do serviço público e marcou um ponto. Será? Nada, o partido dele, que tem o governo do Estado não gostou, a situação não gostou não passa.

A lei virou tabu e na verdade, depois de uns remendos do governador, uns assessores exonerados, outros integrados, mas como fazer com um tio no Tribunal de Contas, irmãos distribuídos nos vários poderes e secretarias? Bola fora, nem ele compareceu à votação.

Mas aí chegou o Pan-Americano no Rio de Janeiro, logo no Rio, e bom Ruy deve ter pensado "tá no papo". Em casa e sendo o secretário responsável por levar todas as estrelas paraibanas para o Pan, empolgou-se e foi aproveitar o holofote para espezinhar um pouco os adversários.

Na porta de um banheiro do Maracanã, o secretário cruzou com o deputado Manuel Júnior que fora assistir a abertura dos jogos. Trocaram poucas palavras, o assunto foi o julgamento do caso FAC pelo TRE. Bom de "palpite", Ruy disse ter certeza que o resultado seria 4 a 3 favorável ao governador.

Ele não contava que sua conversa fosse se tornar pública e desmentiu tudo e ainda disse, ao vivo no rádio, que Manuel Júnior estava louco e precisava de tratamento urgente. Pelo jeito se aborreceu. Mas reza a lenda que quem se amuou mais foi o corpo de juristas que julgou o caso FAC. Há quem diga que o palpite pode ter mudado o resultado do julgamento cerca de um mês depois.

E já que estamos falando de Fac, lemberi de outra coisa. O menino Cássio se esforça para mostrar o quão legal foram as ações da Fundação de Ação Comuntária, mas o nosso herói carioca, que também só quis ajudar, esculhambou com qualquer explicação que o governador queira dar sobre a distribuição de cheques que só teria favorecido pessoas pobres ou carentes quando resolveu pegar R$ 10 mil para sua esposa fazer um tratamento dentário. Que mulher carente!

O rapaz, que já foi protegido de Cícero Lucena (depois de tantas não sei se ainda é...), chegou a bater o carro no trânsito do Rio de Janeiro com uma equipe da afiliada da Globo dentro e ainda foi obrigado a ouvir a piada: "Bater no Rio? Como? Ainda se fosse aqui em João Pessoa que ele ainda não conhece as ruas direito...".

Mas resumindo e cortando o papo furado: não sei se o Aça Belchior é um azarão ou se isso tudo não passa de uma vingança pela campanha para prefeito. Se eu fosse do partido não deixava o menino perto dele não. Ainda mais agora, em campanha fora de época.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O menino trabalha demais!

Desde segunda-feira que as redações têm recebido enchurradas de releases e pautas para eventos e coletivas do governador cassado e em exercício por força de liminar, Cássio Cunha. O homem trabalha demais: ele inaugura, visita, promete, faz foto e dá entrevista.

É tanto evento e obra que eu acho que, depois de criar "a mais tradicional micareta fora da Bahia", ele agora criou a campanha eleitoral fora de época. Tem até carro com bandeiras, adesivos e fogos pelas ruas da Capital, não muitos, é verdade, mas tem...

Ele está inaugurando tudo! Até reforma.


Cássio inaugura reforma de delegacia
(http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=6504)


O governador Cássio Cunha Lima inaugurou reforma na 8ª Delegacia Distrital, no Bairro das Indústrias, e prometeu “continuar a recuperação salarial para as polícias Militar e Civil” nesta sexta-feira (3). Segundo ele, a polícia passa por um longo período acumulando defasagem em seus vencimentos. A reforma custou R$ 89 mil.

Ainda sobre os vencimentos dos policiais, Cássio disse que no decorrer das últimas décadas foram se acumulando perdas sem que o governo tivesse procurado atender as reivindicações das diversas categorias, mas que “desde seu primeiro mandato vem procurando repor essa defasagem”.

"Houve avanços e vamos continuar avançando ainda mais. Esses percentuais pedidos serão repostos gradativamente", afirmou o governador, lembrando que duas categorias da Polícia Civil, os agentes e os escrivãos, tiveram uma melhoria salarial em torno de 40% de reposição.

Com relação ao pessoal da Polícia Militar, ele informou que as promoções que vem realizando estão garantindo uma melhoria salarial do efetivo e, também, melhor condição para desempenho de suas funções. Admitiu que gostaria de ter feito muito mais, mas faltam recursos porque o Governo do Estado vem procedendo o pagamento da dívida com a União.

Outro ponto aportado pelo governador foi a questão de aumento do efetivo, seja na Polícia Civil ou na Polícia Militar, que tiveram um crescimento substancial do número de policiais contratados através de concursos públicos. Reafirmou o compromisso de continuar ampliando e estruturando as ações de segurança na Paraíba.

A delegacia – Segundo informações da Secretaria de Comunicação (Secom), a sede da 8ª DD foi totalmente reconstruída. Além disso, a delegacia ganhou novo mobiliário, além de equipamentos de informática e radiocomunicação. A obra custou R$ 89 mil e durou aproximadamente oito meses.

Ainda segundo a Secom, o novo prédio está equipado com o que há de mais moderno em termos de equipamentos eletrônicos, além de dispor de confortáveis acomodações para os policiais que necessitem pernoitar na unidade.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Surpreendente

Ontem fui obrigado a cobrir jornalisticamente o julgamento da cassação do governador do PSDB, Cássio Cunha Lima pelo TRE. O que mais me surpreendeu não foi a forma arrogante como os advogados de defesa se dirigiam à corte.

Não foi a forma como os advogados tentaram protelar o processo incluído petições e mais petições na pauta. Não foi a defesa apresentada que quis usar como justificativa da compra de votos com o argumento de que isso "já é uma tradição" no Brasil.

Me surpreendeu o "menino Cássio" ter dito de cara limpa, no dia seguinte, que no TSE "a verdade vai aparecer". Me surpreendeu porque não sei que verdade é esta. Que verdade é esta que não foi usada ou esclarecida por seus advogados? Ou será que a verdade é que compra de voto não é crime?

O governador disse que o que a oposição não aceita é que ele tem programas de ação comunitária, "no meu governo as pessoas podem vir até o governador, apertar minha mão e dizer o que precisa", disse ele. Mas será que em quatro anos de mandato, ele tinha que fazer isso justamente no mês da eleição?

Mas o que mais me surpreendeu mesmo foi quando Cássio Lima disse que na verdade o TRE tinha cassado a mãe dele, "dona" Glória. Porque havia sido ela quem teria tido a idéia de ajudar os pobres. Parabéns ao governador cassado em exercício por força de liminar, Cássio Cunha Lima.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Falta de segurança em obras ameaça vida de trabalhadores e vizinhos

A falta de fiscalização nas muitas obras de construção de casas, prédios comerciais e residenciais tem gerado situações de risco para quem trabalha na construção civil e para quem mora perto de alguma edificação. O Portal Correio foi às ruas da Capital e, sem muito esforço, encontrou diversas irregularidades.

Nos bairros de Tambaú e Manaíra, a construção de prédios já se tornou uma constante e gera, além do desconforto da poluição sonora e da poeira, o perigo de pedestres serem atingido por material de construção ou mesmo por um funcionário que venha a cair da obra que não respeita as regras de segurança.

O Portal conseguiu flagrar funcionários trabalhando nos andares mais altos de um prédio em construção sem amarras ou equipamentos específicos para sua proteção (foto acima). A mesma construção, localizada na avenida Monteiro Lobato, em Tambaú gera reclamação por conta de um alagamento que se transformou num “viveiro de mosquitos”, como contou um dos vizinhos da obra.

Outra vizinha, que não quis se identificar por temer represálias, contou que já teve dengue duas vezes e tem medo de ter a versão hemorrágica da doença. “Além dos mosquitos, é impossível manter a casa limpa por causa da poeira. As roupas que ficam no varal para secar acabam cobertas de terra.”

Segundo Pedro Augusto, síndico do prédio Maria Cláudia, que fica por trás da obra, “o lixo que cai da construção, sem a manta que deveria ter, acaba em cima do nosso edifício e já tivemos até um problema muito sério de entupimento das calhas por conta disso”, contou.

O chefe do Núcleo de Segurança de Saúde do Trabalhador, da Delegacia Regional do Trabalho, Clóvis da Silveira Costa, explicou que as fiscalizações são divididas por zoneamento e se restringem às obras verticais. “Nós somos muito poucos para realizar fiscalizações em todas as obras. Acabamos agindo basicamente através de denúncias”, contou, passando o número telefônico 2107-7602 para quem tiver denúncia a fazer.

A respeito de danos causados às casas e prédios vizinhos, Clóvis disse que tem orientado os prejudicados a registrar os danos por meio de denúncia e, se possível, por meio de fotografias e depois procurar a Curadoria do Cidadão para ser ressarcido do seu prejuízo.

“Cabe a nós apenas autuar, multar e, no máximo, embargar a obra que não respeita a NR 18 (Norma Regulamentadora que prevê Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), mas os danos causados nós não temos como obrigar os responsáveis a ressarcir os prejudicados”, explicou o chefe do núcleo.

A NR 18 determina que as obras devem tomar providências para evitar a queda de materiais e de funcionários, como bandejas de contenção e telas de revestimento. “Não pode haver risco de queda”.

Já quanto à água empossada, o chefe do núcleo disse que os moradores devem procurar o Programa de Erradicação de Vetores da Vigilância Sanitária. “Eles é que cuidam deste tipo de problema que também pode gerar autuações para as obras”, concluiu.

Na semana passada, o Portal Correio denunciou o abuso na questão do barulho gerado também por obras na Capital. Esta semana, os moradores da região revelaram que, apesar do barulho ter diminuído em intensidade ainda acontece fora do horário comercial.

Leia a matéria original clicando aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2007

A respeito da transposição

A respeito da transposição do São Francisco, por ser polêmica e por abranger complicadas técnicas e estratégias de cobertura, sempre procurei não me meter muito. Mas esta semana recebi um artigo de alguém que considero conhecedor do assunto e que acredito ter know How para opinar. Não por ser meu pai, mas por ter ser professor aposentado de economia e ter tido, durante décadas, como objeto de estudo a agricultura e o homem do campo no Nordeste e já ter sido, inclusive, consultor do Incra na Paraíba. Segue abaixo o artigo de João Otávio:

Sobre a transposição do São Francisco. É a polêmica mais poluída que já vi nos últimos anos. Poluída porque os dois lados do embate fazem uma defesa tão apaixonada que se tornaram imunes aos argumentos dos oponentes. Não levam em consideração a mais ínfima parcela de verdade que os outros possam apresentar. E os dois lados no mínimo distorcem fatos e omitem outros tantos que seriam de interesse publico para a elucidação do problema.

Os são contra a transposição rejeitam a verdade que a transposição pode vir a criar condições de estabelecimento de novos perímetros irrigados que, como em Juazeiro, servem para dinamizar a economia da região em que se instalam. Isso mesmo que seja criticável o fato de que quem se apropria da riqueza criada nos perímetros seja uma pequena minoria de irrigantes, normalmente empresas agropecuária. Mas o
fato é que a região se beneficia de uma dinâmica econômica antes inexistente.E a organização do perímetro não necessariamente tem que repetir os defeitos dos ja existentes.

Os que são favoráveis à transposição torcem a verdade ao dizer que junto com ela virá a revitalização do São Francisco. Isso não passa de uma vontade. Não há nada de concreto, que se saiba neste sentido. Depois, afirmam ainda que serão beneficiados 12 milhões de nordestinos. Falta a eles mostrar onde estão esses 12 milhões. Somente alguns rios serão perenizados. Não se conhece nenhum plano para a distribuição da água desses rios perenizados para outros rios de forma a atingir e abastecer o restante
da população que não está a margem dos rios perenizados.

No caso da Paraíba, montado o sistema de distribuição d'agua ela nem teria que vir do São Francisco, poderia vir das barragens de Mãe D'agua-Coremas. Assim, água para abastecimento humano dos sertanejos parece ser nada mais que uma quimera, plantada pelos defensores da transposição.

O uso produtivo da água na agricultura permanece impossível, pelo mesmo motivo acima descrito. Não há sistema de distribuição que a leve até os produtores. Salvo nos poucos perímetros irrigados a serem construídos cuja localização ainda não é conhecida.

Os perímetros irrigados a serem montados, como já expusemos, nascem já com o pecado original de pouco beneficiar a população trabalhadora. Se para provar isso não fosse o bastante observar o que acontece nos antigos perímetros de Juazeiro, é bom analisar como o Governo da Paraíba vem planejando e criando perímetro irrigado das várzeas de Souza. Lá também, mais uma vez agricultores ficarão de fora.

Na Paraíba, tudo indica que só ficaremos com essa área irrigada, a Várzea de Souza. Não por acaso é de Souza mesmo que vem o núcleo duro do grupo defensor da transposição. Certamente não será um acaso se entre os defensores encontrarmos alguns dos grandes proprietários de terras da região, terras essas que certamente se valorizarão muito com a transposição.

Assim os mais ardorosos defensores curiosamente terão grandes benefícios privados embora estejam unicamente pensando no beneficio dos 12 milhões de sertanejos sem água. Muito conveniente para eles defender uma grande causa de justiça que ao mesmo tempo lhes proporciona vultosos lucros privados. Quando todos os interesses estiverem expostos publicamente e o debate se der com um mínimo de racionalidade ai ficara mais fácil para a população achar o certo e optar pelo que melhor lhe convier.

Até que isso ocorra não teremos senão uma batalha de marionetes, onde as mãos que controlam os bonecos e seus respectivos interesses permanecerão na penumbra.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Empreiteiras tiram sossego de moradores da Capital

O mercado imobiliário na Capital está em alta, mas se por um lado isso ajuda na economia local, por outro obriga moradores de quase todos os bairros da cidade a conviver com o barulho e com a metralha diariamente. Enquanto as empreiteiras se apressam em subir prédios, os vizinhos das obras vivem com o ruído de máquinas pesadas e com o pó de terra e cimento em suas casas.

O Portal Correio flagrou algumas obras de construção de prédios pela cidade de João Pessoa que não respeitam os horários em que é permitido fazer barulho nem os limites máximos. Foi possível verificar também que algumas regras de segurança não estão sendo respeitadas.

Numa obra no bairro de Tambaú, o Portal comprovou a movimentação de caminhões e geradores de energia, todos muito ruidosos, tanto antes como depois do horário comercial. Segundo os moradores da região, nos dias de subir concreto até os pisos mais altos dos prédios em construção, as máquinas só param os trabalhos após as 20h.

As empresas responsáveis pelas obras contam com falta de fiscalização e se aproveitam do pequeno efetivo da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que, com apenas um veículo durante a semana e dois nos fins de semana, não conseguem dar conta de todos os chamados do disque denúncia (0800 281 9208).

Segundo o secretário Antônio Almeida, a Semam recebe em média 1.500 denúncias por mês das quais 70% são de poluição sonora. Os moradores da rua dizem que chamam a Semam, mas que o serviço demora tanto a chegar que muitas vezes não consegue flagrar o autor da infração.

Antônio Almeida explicou que a Secretaria, quando chamada, notifica o causador da poluição sonora e, em caso de reincidência, pode autuar e multar a pessoa ou estabelecimento em até cinco mil reais e lembra: "Em áreas residenciais, o nível máximo de ruído é de 55 decibéis durante o dia e de 45 decibéis durante a noite. Em caso de obras, é preciso respeitar o horário comercial".

Clique aqui para ver a matéria publicada no Portal Correio.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mãos à obra

Amigos,

Hoje vim só para antecipar que pretendo fazer uma pequena série de matérias que abordam os riscos e danos que as grandes construções particulares podem gerar nas cidades. Ainda mais quando se trata de uma como João Pessoa que, a cada dia, ganha um novo prédio.

Mas apesar de as matérias se referirem à obras da Capital paraibana, acredito que os problemas devem se repetir em todos os lugares em que a pressa e a busca por maiores lucros nas construções existirem.

Um abraço

sexta-feira, 13 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Google comprova 1º lugar do Portal Correio

Tá bom, eu sei. É feio ficar se gabando e tal... mas é que provocaram, sabe? Ninguém queria dizer que o número de acessos é o dobro em relação ao segundo lugar. Ninguém queria dizer que a liderança em números de visitas, visitas únicas, impressão de página, hit ou qualquer outra medida que os concorrentes possam escolher é nossa. Mas provocaram...

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Escolham as armas e touchet!

A ferramenta de avaliação e acompanhamento de páginas na Internet Google Analytics comprova a liderança do Portal Correio também no número de visitas. Considerando os meses de março a junho, meses anteriores à mudança do Portal, a média de exibições únicas é de 814.166, quase o dobro em relação ao segundo lugar que diz ter 433.932 por mês.

Portanto, aliando informações do Alexa (www.alexa.com) com o serviço de acompanhamento e gestão de acesso do Google, o GOOGLE ANALYTICS (www.google.com/analytics), mostra-se incontestável a liderança do Portal Correio.

Por se tratar de um serviço fechado somente a quem é cadastrado, não haveria como fazer comparação de números sem que os concorrentes liberassem suas próprias estatísticas. Só foi possível comparar os dados do Portal Correio com os do WSCom depois que este os publicou recentemente.

“Fico muito feliz que os concorrentes divulguem seus números, assim nós podemos comprovar nossa liderança usando os parâmetros que os adversários escolheram”, comemorou o gerente comercial do Portal Correio, Francisco Raimerson.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Segurança, ah, se nós tivéssemos segurança...

Ainda tratando de segurança, é preciso chamar a atenção para dois fatos interessantes que são da responsabilidade da Secretaria de Segurança de nosso Estado: Primeiro o fato de que o Inquérito que apura atentado contra a secretária de Saúde de João Pessoa está parado. Não há nem investigações nem conclusões. Nem delegado o caso tem mais (leia mais aqui). Se num atentado a um secretário de estado não se descobre nada, coitados dos cidadãos comuns.

Outro caso que merece a atenção de todos é que o Portal Correio denunciou que um dos supostos matadores da moto preta, como ficou conhecido um grupo de extermínio que age na Grande João Pessoa, seria um PM que deveria estar em prisão semi-aberta num dos batalhões do Estado (leia mais aqui).

A secretaria negou tudo, inclusive colocando a prisão dele como prova de que ele não poderia estar transitando na rua na hora das execuções. No entanto, uma semana depois o PM sofre um acidente de moto à noite (quando deveria estar recluso) e morre dias depois no hospital. Reza a lenda que a Secretaria iniciou (finalmente) uma investigação.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mundo cão

O mundo das armas criam fatos como estes noticiados pelo Portal Correio...

Como num videogame, puxar um gatilho é simples e fácil. E nem sempre quem atira vê o resultado do tiro.

Clique e leia as matérias:

Policial militar mata o filho por engano

Agricultor mata irmão ao tentar acertar policial

terça-feira, 26 de junho de 2007

São João em Patos é muito bom!

Meu amigo Wellington Farias não perdoa... quem diria que essa história poderia ser publicada. Aliás, ela pode? Vamos à história:

Filho do governador preso no São João de Patos

Um filho do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi detido pela Polícia por volta das 21h da noite da última sexta-feira (23) em Patos. Ele estaria praticando desordens em via pública, mas foi liberado logo em seguida sem que a autoridade policial tenha registrado a ocorrência.

Segundo o Portal Correio apurou, o rapaz (que diante da possibilidade de ser menor não terá seu nome revelado) estava embriagado, alterado e fazia menção de querer urinar na rua, na vista de todos. Policiais foram chamados e teriam algemado o filho do governador, levando-o para a Delegacia num camburão.

O jovem estava hospedado na casa do prefeito Nabor Wanderley (PMDB), que confirmou o fato ao Portal no início da noite desta sexta-feira (25) e acrescentou ter ido pessoalmente buscar “o menino”, que ainda na Delegacia recebeu demorada reprimenda do pai, por telefone.

Nabor procurou amenizar o impacto da informação, dizendo que “não houve nada demais” a não ser “coisa de adolescente, um incidente simples”. Perguntado se o filho do governador tentara urinar na via pública, o prefeito negou. “Não, ele estava com uns amigos que foram para um canto reservado da rua e queriam urinar, quando alguém reclamou”, garantiu.

O Portal Correio tentou manter contatos com a delegada Iumara, que estava de plantão quando o fato aconteceu, mas ela não foi localizada. O superintendente de Polícia, Marcos Vasconcelos, também não. O agente Douglas, que atendeu ao telefonema do repórter, quando soube do que se tratava, limitou-se a dizer que “esse tipo de informação só com o delegado mesmo”. Mais tarde, por volta de 21 horas, através do MSN a delegada disse que embora estivesse de plantão, não tomou conhecimento do fato e que o caso estava sob a responsabilidade do delegado Erilberto.

Procurada, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública reagiu como se de nada soubesse. Comprometeu-se a se inteirar do ocorrido com a Superintendência de Policia, mas não deu retorno nem atendeu às ligações seguintes feitas pelo Portal.

Confira a matéria original no link:
http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=2601

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A máquina somos nós

Este vídeo é uma reflexão sobre o que é a Internet. Foi feito por um professor americano e ganhou uma versão em português traduzida e editada por alunos da USP.

Vale a pena conferir:


sábado, 2 de junho de 2007

Na abertuda do São João de Campina tinha ou não tinha polícia?

Num esforço de desacreditar o movimento de greve dos policiais civis, o secretário de Segurança do Estado, Eitel Santiago e o comandante da PM, o coronel Lima Irmão, se cercaram de dois assessores e três policiais civis. É bem verdade que haviam vários policias militares também, mas a ausência dos agentes civis era tão clara que até o nosso amigo Ainoã Geminiano, que é jornalista e assessor de imprensa da Secretaria, estava “fardado” de policial civil.

Com uma roupa preta e um boné “da corporação”, ele acompanhava as autoridades que, eles sim, rodaram o Parque do Povo a noite inteira. Mas não era porque estava vestido de polícia que ele não estava em sua função. Acompanhado de um outro assessor, ele fazia fotos o tempo todo e, com isso, aumentou as chances de a gente acreditar que a festa estava, de fato, cheia de agentes civis.

Mas na verdade, os poucos policiais civis que vi estavam cercando estas autoridades, fora isso, tinham mais alguns “jaquetados” nas delegacias móveis implantadas nas saídas do Parque. Na arenga entre grevistas e Estado, não sei dizer quantos policiais havia na festa, mas posso garantir que o secretário Eitel, acompanhado por Lima Irmão bateu os quatro cantos ontem à noite.