Com um aliado desses...

Rapaz, estive pensando e cheguei a conclusão de que, as vezes, tem gente de casa que faz mais estrago que os de fora. Estive lembrando das últimas presenças marcantes do secretário de esporte, ex-deputado, ex-candidato a prefeito Ruy Manoel Carneiro Barbosa de Aça Belchior. E cheguei à conclusão de que ele é a ovelha negra da família tucana.

Tudo começou quando botaram ele para ser derrotado na eleição para prefeito de João Pessoa. Isso mesmo, ele entrou para perder, todo mundo sabia. Menos ele. Tive a chance de conversar com ele, eu jornalista e ele candidato derrotado, e vi que ele não tinha entendido ainda porque havia perdido.

Aí ele voltou ao cargo de deputado estadual. Beleza! Mas resolveu entrar com uma 'lei antinepotismo'. Massa, seguiu a tendência de moralização do serviço público e marcou um ponto. Será? Nada, o partido dele, que tem o governo do Estado não gostou, a situação não gostou não passa.

A lei virou tabu e na verdade, depois de uns remendos do governador, uns assessores exonerados, outros integrados, mas como fazer com um tio no Tribunal de Contas, irmãos distribuídos nos vários poderes e secretarias? Bola fora, nem ele compareceu à votação.

Mas aí chegou o Pan-Americano no Rio de Janeiro, logo no Rio, e bom Ruy deve ter pensado "tá no papo". Em casa e sendo o secretário responsável por levar todas as estrelas paraibanas para o Pan, empolgou-se e foi aproveitar o holofote para espezinhar um pouco os adversários.

Na porta de um banheiro do Maracanã, o secretário cruzou com o deputado Manuel Júnior que fora assistir a abertura dos jogos. Trocaram poucas palavras, o assunto foi o julgamento do caso FAC pelo TRE. Bom de "palpite", Ruy disse ter certeza que o resultado seria 4 a 3 favorável ao governador.

Ele não contava que sua conversa fosse se tornar pública e desmentiu tudo e ainda disse, ao vivo no rádio, que Manuel Júnior estava louco e precisava de tratamento urgente. Pelo jeito se aborreceu. Mas reza a lenda que quem se amuou mais foi o corpo de juristas que julgou o caso FAC. Há quem diga que o palpite pode ter mudado o resultado do julgamento cerca de um mês depois.

E já que estamos falando de Fac, lemberi de outra coisa. O menino Cássio se esforça para mostrar o quão legal foram as ações da Fundação de Ação Comuntária, mas o nosso herói carioca, que também só quis ajudar, esculhambou com qualquer explicação que o governador queira dar sobre a distribuição de cheques que só teria favorecido pessoas pobres ou carentes quando resolveu pegar R$ 10 mil para sua esposa fazer um tratamento dentário. Que mulher carente!

O rapaz, que já foi protegido de Cícero Lucena (depois de tantas não sei se ainda é...), chegou a bater o carro no trânsito do Rio de Janeiro com uma equipe da afiliada da Globo dentro e ainda foi obrigado a ouvir a piada: "Bater no Rio? Como? Ainda se fosse aqui em João Pessoa que ele ainda não conhece as ruas direito...".

Mas resumindo e cortando o papo furado: não sei se o Aça Belchior é um azarão ou se isso tudo não passa de uma vingança pela campanha para prefeito. Se eu fosse do partido não deixava o menino perto dele não. Ainda mais agora, em campanha fora de época.

Comentários

Sonia Medeiros disse…
Menino, tu é bom no que escreve,sou sua fã.