quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Trócolli é acusado de agredir ex-mulher

O deputado estadual Trocolli Júnior (PMDB) é acusado de agredir fisicamente a ex-mulher, Adriana Trócolli do Rêgo, na tarde da quarta-feira (30), dentro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na Capital, onde ela trabalha. A notícia foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a Assessoria, a Delegacia da Mulher foi acionada para adotar os procedimentos que o caso recomenda. Ainoâ Geminiano, assessor de imprensa da SSP, disse ter recebido informações segundo as quais, a princípio, Adriana não queria registrar a queixa, com medo de nova reação do ex-marido, de quem já teria sido agredido outras vezes.

Ainoã confirmou, até, que Adriana Trócolli Rêgo, foi levada para o Instituto de Medicina Legal, para se submeter ao exame de corpo de delito, procedimento que só é adotado em quem realmente sofreu agressão física.

A queixa teria sido registrada, segundo Ainoã, durante o plantão da delegada Cléa Lúcia, da Delegacia da Mulher. A reportagem tentou fazer contato com o deptuado, mas o seu celular estava desligado.

Em entrevista à outros veículos de comunicação, Trócolli teria confirmado que foi ao TCE a procura da ex-mulher, mas apenas para tratar de problemas relacionados aos filhos do casal e que não a teria agredido.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Caso Gulliver: MPF pede condenação de Ronaldo Cunha Lima

Quase 14 anos depois do atentado do Gulliver, o Supremo Tribunal Federal está prestes a colocar em julgamento o processo contra o deputado federal Ronaldo Cunha Lima, pai do governador Cássio Cunha Lima, acusado de atentar contra a vida do ex-governador Tarcísio Burity.

O Ministério Público Federal ofereceu as suas alegações finais nos autos da ação penal (333) no último dia 15, pedindo que seja julgada procedente a denúncia para condenar Ronaldo pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2°, inciso IV do Codigo Penal, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão.

O parecer é assinado pela subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, com o aprovo do Procurador-Geral da República, Antônio Fernando Barros.

Consta na denúncia que no dia 5 de novembro de 1993, no restaurante "Gulliver", em João Pessoa, Ronaldo Cunha Lima, na época governador do Estado, teria supreendido o ex-governador Tarcísio Burity com dois disparos de arma de fogo, não consumando o delito em virtude da intervenção de outras pessoas que estavam no local.

A denúncia foi recebida no dia 28 de agosto de 2002. O deputado Ronaldo Cunha Lima afirma nos autos que não huve premeditação para a tentativa de homicídio contra Burity, tendo os fatos ocorridos em legítima defesa da honra de seu filho e de sua esposa.

O Ministério Público Federal contesta a tese de legítima defesa. "Não há como admitir que alguém dispare dois tiros de arma de fogo contra outra pessoa e não tenha a intenção de matar ou ao menos assuma o risco do resultado da morte".

Lenilson Guedes

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Conselhos Tutelares não resolvem problema de menores nas ruas

O atendimento às crianças e adolescentes em situação de risco é precária e não resolve. No centro da Capital, no início da tarde desta segunda-feira (13), era possível encontrar crianças cheirando cola na porta do Conselho Tutelar. Questionada sobre o fato, a conselheira Lucinete Silva disse que "infelizmente" não há muito a fazer.

Primeiro ela afirmou que não sabia sobre eles estarem cheirando cola, depois pediu para que o segurança do Conselho os chamassem para conversar. Um deles, ainda com a cola escondida sob a camisa, reclamou, mas teve que entregar a droga antes de entrar na sala da conselheira.

“Esses meninos estão aqui porque querem ser levados para a Casa de Passagem. Lá, eles tomam banho e comem. Depois fogem, vão embora”, contou resignada. Lucinete contou ainda que os meninos, todos com menos de 14 anos, costumam ficar nas redondezas e que preferem mesmo ficar na rua.

Os meninos estavam impacientes esperando pelo carro que os levaria até a Casa de Passagem. Dois deles contaram que andavam sempre juntos e que não se envolvem com drogas. Os outros dois, por outro lado, estavam visivelmente inebriados pela cola de sapateiro.

Lucinete explicou que o trabalho do Conselho Tutelar é muito limitado. “Aqui nós recolhemos, encaminhamos para as instituições responsáveis como CEA, Casa de Acolhida ou Casa de Passagem, mas poucos dias depois os mesmos menores estão de volta aos lugares de onde foram recolhidos”.

Para ela, “é preciso que se crie uma política para manter esses adolescentes e crianças em suas cidades, em suas casas. Do jeito que está, o nosso serviço não traz o resultado que se espera”.

Antes de a reportagem deixar o Conselho Tutelar, ainda flagramos o menino que teve a garrafa com cola “confiscada” reclamando com o segurança que tentava explicar que não era permitido o uso de drogas dentro do prédio.

Mas, na saída, pudemos reparar o lugar onde o segurança havia jogado a garrafa. A cola estava perto do portão que dá acesso ao Conselho e, certamente, foi achada pelo menino depois que ele saiu do prédio. Isto mostra o quanto paliativa é a ação dos Conselhos Tutelares na Paraíba em relação aos meninos que vivem ou estão nas ruas.

Falta de estrutura - Outra coisa que ficou clara é que, apesar de ocupar um grande imóvel da Capital, o Conselho Tutelar Centro não conta com boa estrutura. Além de paredes, teto e grades sujas e quebradas, há muito espaço ocioso que se torna esconderijo perfeito para drogas e armas.

Segurança - A conselheira Lucinete Silva contou que muitas vezes os menores ameaçam os funcionários e até mesmo o segurança do lugar e como nem o segurança carrega arma, o perigo está sempre presente.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Com um aliado desses...

Rapaz, estive pensando e cheguei a conclusão de que, as vezes, tem gente de casa que faz mais estrago que os de fora. Estive lembrando das últimas presenças marcantes do secretário de esporte, ex-deputado, ex-candidato a prefeito Ruy Manoel Carneiro Barbosa de Aça Belchior. E cheguei à conclusão de que ele é a ovelha negra da família tucana.

Tudo começou quando botaram ele para ser derrotado na eleição para prefeito de João Pessoa. Isso mesmo, ele entrou para perder, todo mundo sabia. Menos ele. Tive a chance de conversar com ele, eu jornalista e ele candidato derrotado, e vi que ele não tinha entendido ainda porque havia perdido.

Aí ele voltou ao cargo de deputado estadual. Beleza! Mas resolveu entrar com uma 'lei antinepotismo'. Massa, seguiu a tendência de moralização do serviço público e marcou um ponto. Será? Nada, o partido dele, que tem o governo do Estado não gostou, a situação não gostou não passa.

A lei virou tabu e na verdade, depois de uns remendos do governador, uns assessores exonerados, outros integrados, mas como fazer com um tio no Tribunal de Contas, irmãos distribuídos nos vários poderes e secretarias? Bola fora, nem ele compareceu à votação.

Mas aí chegou o Pan-Americano no Rio de Janeiro, logo no Rio, e bom Ruy deve ter pensado "tá no papo". Em casa e sendo o secretário responsável por levar todas as estrelas paraibanas para o Pan, empolgou-se e foi aproveitar o holofote para espezinhar um pouco os adversários.

Na porta de um banheiro do Maracanã, o secretário cruzou com o deputado Manuel Júnior que fora assistir a abertura dos jogos. Trocaram poucas palavras, o assunto foi o julgamento do caso FAC pelo TRE. Bom de "palpite", Ruy disse ter certeza que o resultado seria 4 a 3 favorável ao governador.

Ele não contava que sua conversa fosse se tornar pública e desmentiu tudo e ainda disse, ao vivo no rádio, que Manuel Júnior estava louco e precisava de tratamento urgente. Pelo jeito se aborreceu. Mas reza a lenda que quem se amuou mais foi o corpo de juristas que julgou o caso FAC. Há quem diga que o palpite pode ter mudado o resultado do julgamento cerca de um mês depois.

E já que estamos falando de Fac, lemberi de outra coisa. O menino Cássio se esforça para mostrar o quão legal foram as ações da Fundação de Ação Comuntária, mas o nosso herói carioca, que também só quis ajudar, esculhambou com qualquer explicação que o governador queira dar sobre a distribuição de cheques que só teria favorecido pessoas pobres ou carentes quando resolveu pegar R$ 10 mil para sua esposa fazer um tratamento dentário. Que mulher carente!

O rapaz, que já foi protegido de Cícero Lucena (depois de tantas não sei se ainda é...), chegou a bater o carro no trânsito do Rio de Janeiro com uma equipe da afiliada da Globo dentro e ainda foi obrigado a ouvir a piada: "Bater no Rio? Como? Ainda se fosse aqui em João Pessoa que ele ainda não conhece as ruas direito...".

Mas resumindo e cortando o papo furado: não sei se o Aça Belchior é um azarão ou se isso tudo não passa de uma vingança pela campanha para prefeito. Se eu fosse do partido não deixava o menino perto dele não. Ainda mais agora, em campanha fora de época.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O menino trabalha demais!

Desde segunda-feira que as redações têm recebido enchurradas de releases e pautas para eventos e coletivas do governador cassado e em exercício por força de liminar, Cássio Cunha. O homem trabalha demais: ele inaugura, visita, promete, faz foto e dá entrevista.

É tanto evento e obra que eu acho que, depois de criar "a mais tradicional micareta fora da Bahia", ele agora criou a campanha eleitoral fora de época. Tem até carro com bandeiras, adesivos e fogos pelas ruas da Capital, não muitos, é verdade, mas tem...

Ele está inaugurando tudo! Até reforma.


Cássio inaugura reforma de delegacia
(http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=6504)


O governador Cássio Cunha Lima inaugurou reforma na 8ª Delegacia Distrital, no Bairro das Indústrias, e prometeu “continuar a recuperação salarial para as polícias Militar e Civil” nesta sexta-feira (3). Segundo ele, a polícia passa por um longo período acumulando defasagem em seus vencimentos. A reforma custou R$ 89 mil.

Ainda sobre os vencimentos dos policiais, Cássio disse que no decorrer das últimas décadas foram se acumulando perdas sem que o governo tivesse procurado atender as reivindicações das diversas categorias, mas que “desde seu primeiro mandato vem procurando repor essa defasagem”.

"Houve avanços e vamos continuar avançando ainda mais. Esses percentuais pedidos serão repostos gradativamente", afirmou o governador, lembrando que duas categorias da Polícia Civil, os agentes e os escrivãos, tiveram uma melhoria salarial em torno de 40% de reposição.

Com relação ao pessoal da Polícia Militar, ele informou que as promoções que vem realizando estão garantindo uma melhoria salarial do efetivo e, também, melhor condição para desempenho de suas funções. Admitiu que gostaria de ter feito muito mais, mas faltam recursos porque o Governo do Estado vem procedendo o pagamento da dívida com a União.

Outro ponto aportado pelo governador foi a questão de aumento do efetivo, seja na Polícia Civil ou na Polícia Militar, que tiveram um crescimento substancial do número de policiais contratados através de concursos públicos. Reafirmou o compromisso de continuar ampliando e estruturando as ações de segurança na Paraíba.

A delegacia – Segundo informações da Secretaria de Comunicação (Secom), a sede da 8ª DD foi totalmente reconstruída. Além disso, a delegacia ganhou novo mobiliário, além de equipamentos de informática e radiocomunicação. A obra custou R$ 89 mil e durou aproximadamente oito meses.

Ainda segundo a Secom, o novo prédio está equipado com o que há de mais moderno em termos de equipamentos eletrônicos, além de dispor de confortáveis acomodações para os policiais que necessitem pernoitar na unidade.