Então chegou carnaval. Ou pelo menos o pré-carnaval. E como sempre, o pior das pessoas aflora. Não entendo o porquê disso, será que estão levando a sério a história da quaresma e tal? Acho que não. O povo quer se divertir, ser irresponsável, se desligar das questões morais e fazer tudo que Deus(?!) não permite nos dias normais e muito menos na Semana Santa.
Por conta disso, neste período vale tudo. Andar na contra-mão, baixar as calças no meio da rua, na frente de quem quer que seja e fazer xixi, ou coisa pior. Também vale beber até perder a consciência, vomitar nos outros, provocar brigas, arranhar carros, atacar as mulheres, desrespeitar os homens, enfim, tudo que qualquer um de nós repreenderíamos num "dia comum".
Pois eu não sei se estou só neste mundo, mas não concordo com isso. Acho que é possível festejar, brincar, foliar sem desrespeitar os outros, sem necessariamente ter que criar problemas. Na verdade, não entendo porque as pessoas agem de maneira tão diferente quando é carnaval. No São João, Réveillon, Natal, e em outras datas comemorativas não há este tipo e transtorno.
Então imagine no seu aniversário, eu chegando com um vidro de lança-perfume, já completamente embriagado, pulando e gritando, passando a mão na sua mãe, esposa ou namorada e depois indo fazer xixi na porta do seu banheiro (desocupado!). Inadimissível, né? Pois no Carnaval pode!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Confira a lista de classificados do PSS 2010 da UFPB
Este post é para quem está tendo problemas em conseguir baixar a primeira lista de classificados do PSS 2010 da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O link abaixo leva a links alternativos menos concorridos.
A relação divulgada pela Comissão Permanente do Concurso Vestibular (Coperve) pode ser conferida clicando aqui. Boa sorte!
A relação divulgada pela Comissão Permanente do Concurso Vestibular (Coperve) pode ser conferida clicando aqui. Boa sorte!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ignorância que mata
A ignorância é algo incrível. Incrivelmente ruim! Imaginem que o poder público, numa rara ação, resolveu criar um serviço que tem o único e exclusivo dever de salvar vidas. O Samu é um serviço de emergência que atende, principalmente, quem não tem planos de saúde caríssimos para pedir socorro na hora de uma emergência.
Mas este serviço está sendo comprometido porque existe gente que acha engraçado passar trote justamente para ele. Apenas em 2009, o Samu recebeu 17 mil trotes na Grande João Pessoa. Um serviço que foi idealizado para salvar pessoas em risco de morte iminente, como em acidentes ou em casos extremos de problemas de saúde, é vítima de ignorantes que apostam que nunca precisarão desta ajuda.
Outro dia presenciei uma capotagem e resolvi chamar uma ambulância para que os feridos fossem socorridos. Mas desisti depois de alguns minutos no telefone tentando convenser o atendente de que não se tratava de um trote. Desisti porque vi os ocupantes do carro saindo sem ajuda dos destroços. Mas os minutos que levei ao telefone mais os outros tantos que levaria para a ambulância chegar poderiam custar a vida de um dos acidentados.
Aí fica a denúncia: se o atendente envia o carro e é trote, ele perde tempo, combustível e pode deixar de atender um chamado real. Se ele não envia a ambulância até ter certeza de que não é trote, e isso pode levar bastante tempo em alguns casos, a vítima pode morrer antes do socorro chegar.
Isso tudo porque alguém acha engraçado enganar um telefonista do Samu. Só mesmo sendo um ignorante.
Veja notícia a este respeito aqui.
Mas este serviço está sendo comprometido porque existe gente que acha engraçado passar trote justamente para ele. Apenas em 2009, o Samu recebeu 17 mil trotes na Grande João Pessoa. Um serviço que foi idealizado para salvar pessoas em risco de morte iminente, como em acidentes ou em casos extremos de problemas de saúde, é vítima de ignorantes que apostam que nunca precisarão desta ajuda.
Outro dia presenciei uma capotagem e resolvi chamar uma ambulância para que os feridos fossem socorridos. Mas desisti depois de alguns minutos no telefone tentando convenser o atendente de que não se tratava de um trote. Desisti porque vi os ocupantes do carro saindo sem ajuda dos destroços. Mas os minutos que levei ao telefone mais os outros tantos que levaria para a ambulância chegar poderiam custar a vida de um dos acidentados.
Aí fica a denúncia: se o atendente envia o carro e é trote, ele perde tempo, combustível e pode deixar de atender um chamado real. Se ele não envia a ambulância até ter certeza de que não é trote, e isso pode levar bastante tempo em alguns casos, a vítima pode morrer antes do socorro chegar.
Isso tudo porque alguém acha engraçado enganar um telefonista do Samu. Só mesmo sendo um ignorante.
Veja notícia a este respeito aqui.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Intolerância: o mundo está ficando louco
A intolerância e a violência estão crescendo, ou será que eu estou ficando sensível. Não, não foi o espírito de Natal que "me tocou". Aliás, quem me dera este existisse realmente. Mas as últimas notícias do mundo não me deixam acreditar nisso.
Fiquei pasmo com duas notícias dos últimos dias: A da agressão ao premiê italiano no meio da rua (veja aqui), na semana passada, e a mulher que, pelo segundo ano consecutivo, se lança contra o papa no meio de uma missa (veja aqui).
Que fique claro que não sou simpático à Berlusconi, nem muito menos ao papa Bento 16. No entanto, sou obrigado a tolerá-los assim como eles também o são em relação a mim. Quem tem o direito de agredir outra pessoa por discordar de suas ideias?
É absurdo aceitar que a violência substitua a discussão e a troca de ideias. É absurdo imaginar que alguém seja tão contrário ao pensamento de outra pessoa, que se sinta impelido a agredir fisicamente o dono da visão divergente.
Acredito que devemos aceitar o que é divergente não pelo bem do próximo, mas pelo nosso próprio bem. Se prensarmos "uma jogada à frente" será possível ver que este comportamento, cedo ou tarde, vai se voltar contra nós e não nos será permitido pensar o que quisermos.
Além disso, que mundo terrível seria este onde um só pensamento seria permitido. E eu deixo a pergunta: se formos resolver as diferenças na base da força, será que seria o meu ou o seu pensamentos que prevaleceriam?
Fiquei pasmo com duas notícias dos últimos dias: A da agressão ao premiê italiano no meio da rua (veja aqui), na semana passada, e a mulher que, pelo segundo ano consecutivo, se lança contra o papa no meio de uma missa (veja aqui).
Que fique claro que não sou simpático à Berlusconi, nem muito menos ao papa Bento 16. No entanto, sou obrigado a tolerá-los assim como eles também o são em relação a mim. Quem tem o direito de agredir outra pessoa por discordar de suas ideias?
É absurdo aceitar que a violência substitua a discussão e a troca de ideias. É absurdo imaginar que alguém seja tão contrário ao pensamento de outra pessoa, que se sinta impelido a agredir fisicamente o dono da visão divergente.
Acredito que devemos aceitar o que é divergente não pelo bem do próximo, mas pelo nosso próprio bem. Se prensarmos "uma jogada à frente" será possível ver que este comportamento, cedo ou tarde, vai se voltar contra nós e não nos será permitido pensar o que quisermos.
Além disso, que mundo terrível seria este onde um só pensamento seria permitido. E eu deixo a pergunta: se formos resolver as diferenças na base da força, será que seria o meu ou o seu pensamentos que prevaleceriam?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
MPF pede bloqueio de receitas no Manaíra Shopping
É... parece que depois de matar um rio, tomar posse de algumas ruas e ignorar as ordens dos poderes públicos, a Justiça e o Ministério Público resolveram fazer alguma coisa para recuperar a moral.
MPF pede bloqueio de receitas e proibição de obras no shopping Manaíra
Do Paraíba1
Com assessoria do MPF
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) e o Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB) ajuízaram ação cautelar contra a empresa Portal Administradora de Bens Ltda., responsável pelas obras no Manaíra Shopping. No pedido da ação consta que as obras de ampliação do empreendimento causaram danos à área de preservação permanente às margens remanescentes do Rio Jaguaribe.
A ação aguarda decisão da 1ª Vara da Justiça Federal e pede que a Justiça determine a suspensão de novas obras e leve a depósito judicial todos os rendimentos recebidos com o estacionamento coberto e ao ar livre, por invadir a área de preservação ambiental.
As medidas valem para as obras na faixa de 50 metros, contados do curso de água, bem como o depósito em conta judicial por parte da promovida de todas as receitas por ela recebidas, com a exploração do Manaíra Shopping, na parte em que se encontra edificado sobre área de preservação permanente, deduzidos os seus custos normais de funcionamento.
De acordo com o pedido, a empresa deve se sujeitar a auditoria de um perito judicial, para apuração dos valores a serem depositados, até a solução final do caso na ação principal que deve ser brevemente ajuizada.
Os órgãos alegam que não se pode admitir que a empresa continue lucrando às custas do dano ambiental durante todo o período de discussão judicial da causa e por isso pede o bloqueio de recursos suficientes para garantir as futuras medidas reparatórias.
Antecedentes
A ação decorre das investigações realizadas em um procedimento administrativo instaurado pelo MPF a partir de representação da Associação dos Amigos da Natureza (Apan), noticiando a realização de obras de ampliação no Manaíra Shopping, em plena área de preservação às margens do Rio Jaguaribe e que foi convertido em ação civil pública.
De acordo com o MPF, o empreendimento não teria respeitado a distância de 50 metros, correspondentes à área de preservação permanente, prevista na Lei nº 4.771/65 (Código Florestal), embora tenha obtido licença ambiental emitida pela Sudema (órgão ambiental estadual).
Para os autores da ação, as investigações devem prosseguir ainda para apurar responsabilidades dos servidores públicos que concederam as aludidas licenças, assim como para avaliar a melhor forma de reparação ou compensação ambiental no caso, as quais serão postuladas em ação civil pública a ser brevemente ajuizada.
De qualquer forma, o Ministério Público espera que a Justiça determine a remoção total ou parcial de construções ou mesmo o perdimento de parte das obras para o Poder Público.
Outro lado
A reportagem do Paraíba1 entrou em contato com o departamento de comunicação do Manaíra Shopping e aguarda uma resposta sobre o caso.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Minha lembrança a Oscar Niermeyer
É a figura que eu mais gostaria de ter a chance de entrevistar. Mas não uma entrevista de alguns minutos. Gostaria de passar alguns dias com ele. Queria ouvir as histórias de como ele atravessou o século de maiores transformações em toda a história da humanidade.
"apenas procurei ser útil", diz Niemeyer
Com uma festa discreta, arquiteto Oscar Niemeyer comemorou seu aniversário de 102 anos nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. O arquiteto, que esteve internado em setembro e passou por duas cirurgias, falou sobre como se sente em relação à idade atual.
"A gente olha para trás e vê tanto trabalho. A vida é complicada demais. Passo por ela sem problemas, felizmente. O homem tem que ser fraternal. Temos que olhar o outro e caminhar junto. Sou igual aos outros. Não vejo nenhuma qualidade demais em mim não. Apenas trabalhei e tive algumas ideias aproveitadas", disse.
Niemeyer ainda tentou ser humilde na cerimônia: "apenas procurei ser útil".
Leia a matéria completa clicando aqui.
domingo, 13 de dezembro de 2009
O rei do de panetone
Ouvi dizer que este barrigão era todo de panetone...
mas também pode ser o falso moralismo que sempre
enche a boca deste camarada.
mas também pode ser o falso moralismo que sempre
enche a boca deste camarada.
A foto me foi enviada por e-mail pelo meu pai, mas está sem o crétido.
Se esta foto for sua e você não foi esmagado por esta
barriga, me fale que eu credito.
Se esta foto for sua e você não foi esmagado por esta
barriga, me fale que eu credito.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Guia para cobrir áreas de conflito
São dicas para cobertura jornalística em áreas de conflito. Por isso, acho que cabem perfeitamente para nós brasileiros e paraibanos. Afinal, se esta situação que vivemos não puder ser considerada uma área de conflito, não sei mais o que poderá.
Segue o texto:
O ótimo site Media Helping Media fez um guia com dez dicas para cobertura em áreas de conflito – como o Congo, que ilustra este post, mas também como o Rio. Quem escreveu foi Jaldeep Katwala, que atuou como jornalista e em operações de paz da ONU naquele país:
- Evite clichês sobre o país que você cobre;
- Não acredite em tudo o que te dizem;
- Não busque a "verdade definitiva" das coisas;
- Não tire os fatos de contexto;
- Não aceite as informações sem questioná-las;
- Não se esqueça, nunca, do lado humano dos sofrimentos;
- Não seja descuidado com as palavras;
- Não se deixe manipular pelas agendas dos interessados;
- Não ignore as pressões locais;
- Não ignore a história (a mais importante, talvez).
Post originalmente publicado no Blog Novo em Folha
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